História .não é como se eu gostasse de você - Capítulo 2


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Categorias Stray Kids
Personagens Lee Felix, Seo Chang-bin
Visualizações 10
Palavras 2.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Chapter two


-Você vai pra' um encontro?!

- Fala baixo, Ash!

Neste exato momento, estou me arrumando para o passeio que Changbin havia me convidado enquanto converso com minha irmã, Ashley, contando tudo que ela quer saber.

Vesti uma camisa azul por baixo de um moletom de zíper preto, juntamente a uma calça jeans e um tênis preto. Não sabia ao certo o que vestir para ir ao cinema, apenas pensei nos ar condicionados extremamente enlouquecidos das salas, ao mesmo tempo que pensava em me esquentar lá, talvez num abraço de Seo... Nah', inviável.

- Ah, maninho! — Suspirou Ash. — Você gosta do Changbin! E vocês vão a um encontro! Com mais um casal, mas vão a um encontro!

- Não é um encontro, é só um passeio. E eu não gosto do Changbin... — Pensei um pouco, ajeitando a touca do moletom. — Talvez goste, mas nada muito sério. Ele é meu amigo.

Ashley semisserrou os olhos enquanto olhava para mim. Ela estava vestida em um short jeans claro, uma blusa com mangas justa de cor preta e suas pantufas vermelhas, enquanto o castanho cabelo estava preso em um coque bagunçado e o óculos estava em seu rosto, caindo do nariz. Podia perceber que, dentro de casa, ela achava que era mais um desfile de moda tumblr do quê uma casa onde se pode usar chinelos com meias de cores diferentes, uma calça extremamente larga e um moletom do pai.

- Lix, é claro que você gosta do Changbin. Qualquer um consegue ver sem esforço, você é caído por ele. — Tensionou, levantando-se da cama e indo em minha direção. — Agora você vai ter um encontro, e trate de falar o que sente por ele, ou você não é meu irmão!

- Como você acha que é tão fácil assim, sendo que nem namorado tem? — Rebati estressado, tirando o celular do carregador no criado-mudo e enfiando-o no bolso dianteiro da calça. — Mas eu vou tentar, e, se eu não conseguir, tento de novo em outra ocasião.

- Felix...

- E tenho dito!

Saí do quarto ao ouvir a campainha, descendo rapidamente as escadas e então abrindo a porta, vendo Seo parado em frente à mesma, de costas, olhando ao redor.

- Vamo', baixinho.

- Baixinho é o teu... — Hesitou, mordendo o lábio inferior, logo o-soltando e balançando a cabeça. — Esquece. Vamos.

Ri baixo, balançando a cabeça.

[...]

Caminhamos por alguns minutos, e várias cenas diferentes envolvendo Seo invadiam minha mente, causando uma falha na respiração e um palpitar em meu peito, algumas vezes tendo um riso escapado, ou então bochechas rubras. Em qualquer caso, eu estava completamente ansioso para saber o que estaria por vir naquela tarde.

Adentramos ao cinema, onde fomos em direção a um casal. A garota estava com o cabelo roxo com mechas azuis preso, uma blusa justa branca sem mangas e de gola redonda, uma jaqueta jeans clara e shorts pretos, calçando um AllStar branco. O rapaz vestia apenas um moletom sem estampa, uma calça jeans escura e vans brancos. Os dois estavam agarrados, trocando alguns beijinhos e carícias, encostados na parede da fila de entrada. Seo deu um tapa leve no ombro do cara, que virou e cumprimentou ele com um abraço e tapas nas costas, já a garota o abraçou e deixou um beijo leve em seu rosto, o que fez comigo também.

- Esse é o Felix, o amigo que eu disse. — Apresentou Changbin, passando o braço pelas minhas costas para me puxar ao seu lado.

- Prazer, sou a Jiwoo. — Cumprimentou a garota, sorrindo gentil.

- Sou o Matthew, mas pode me chamar de BM. — Sorriu o rapaz, apertando firme minha mão.

- Prazer. — Sorri agradecido aos dois, notando o andar da fila enquanto estávamos parados. — Acho que já era pra' estarmos entrando, não?

Os três olharam para o funcionário no balcão lateral, que esperava para carimbar nossos ingressos e ceder a passagem para entrarmos. Assim que entramos na sala de numeração três, vi no cartaz ao lado da porta amarela que era um dos filmes que eu não aguentaria nem um pouco de assistir: um romance dramático, um subgênero de romance que eu honestamente odeio.

Bati meu cotovelo levemente contra o braço de Changbin, chamando sua atenção.

- Por que não me disse que era romance dramático? — Indaguei baixo, olhando-o frustrado.

- Se eu dissesse, você não viria. — Respondeu no mesmo tom, franzindo a testa.

- Claro que viria, nós vamos pelo menos a uma livraria depois daqui!

Chang suspirou e bateu em meu ombro, puxando-me pelo pulso em seguida para as escadas.

Nos acomodamos nos acentos Q-10, 11, 12 e 13, tendo eu e Changbin nas duas últimas cadeiras. Esta era a última fileira, do fundo da sala, e era o lugar ideal para um casal, mas não para dois amigos, duas velas, pois estávamos ocupando quatro acentos casal, feitos especialmente para ter abraços, beijos e amassos sem ter o braço das cadeiras atrapalhando, já que elas eram reclináveis.

- Ainda tô' indignado com esse filme. — Comentei baixo, cruzando os braços.

- Por que? O que tem de ruim?

- Um casal se esbarra em uma loja de roupas e se apaixona, a moça escreve o número dela em uma luva e dá pro' rapaz, que, em menos de três minutos de cena, perde a luva. — Expliquei, tendo total atenção à tela. — E, mais pro' meio do filme, o cara pensa, por alguma obra do destino: “Ah, vou pra' Londres, acho que a moça tá' lá”, e ela realmente tá' lá, mas casada com um homem desgraçado que só quer abusar da mulher e se satisfazer sexualmente com ela. O que tem de romântico nisso?

- O fato do cara sentir que a mulher precisa dele, mesmo perdendo a única chance que ele tinha de se comunicar com ela. — Explicou Seo, olhando para mim.

- Tá', mas, como? Eles nem ficam juntos no final, e a sinopse promete um final surpreendente. A única coisa que surpreende no final é o fato da filha do cara ganhar um gatinho de aniversário, que, por algum motivo, ganha o nome da mulher que ele se apaixonou antes da atual esposa. Nada mais surpreende, e olha que eu entendo bem de romances, a Ashley me obriga a assistir suas novelas e séries.

Changbin riu, balançando a cabeça.

- Se não tá satisfeito, crie algo melhor. Você estudava cinegrafia, deve saber alguma coisa.

- Estudava, Binnie, estudava. Não me formei nisso, mas aprendi muita coisa básica. — Falei, voltando meu olhar ao dele. — Se eu for tentar fazer algo melhor que o enredo desse filme, eu escreveria e mandava pra' uma editora pra' publicar um livro.

- Então faz.

- O quê?

- Faz o livro, publica. — Desafiou. — Duvido que arrecade mais dinheiro que esse filme.

- Claro que não vou publicar. — Ri. — Se eu for publicar um livro, séria uma comédia, ou só uma história que seja inspirada em algo que eu goste.

- Por exemplo?

Fiquei estático. Pensei. A única coisa que me vinha na cabeça com essa pergunta foi o próprio perguntador, é claro que eu não iria dizer seu nome como resposta. Procurei outra mais convincente.

- Música, talvez. Algo como dança.

- Você hesitou. — Comentou. — Anda, fala a verdade.

- Eu-

- Garotos, podem falar mais baixo, por favor? — Jiwoo pediu com gentileza, olhando para nós dois, que assentimos e voltamos a assistir. — Obrigada.

Por alguns segundos, ficamos em silêncio, apenas ouvindo as falas e trilha sonora do filme, até que Changbin falou novamente.

- É realmente ruim. — Riu.

- Eu disse. — Ri junto. — Quer sair daqui?

- Quero.

- Então vamos.

Peguei no pulso de Chang e puxei-o levemente para nos levantar, então correndo os degraus até a saída da sala, caminhando junto ao mesmo até a saída do cinema e então começando a olhar ao redor, respirando fundo em plena calçada.

- Onde pensa em ir? — Indagou ele.

- Quer alguma coisa? — Perguntei, olhando-o com os olhos entreabertos pelo vento forte que soprava naquela tarde fria.

- Só explorar aqui... — Respondeu, enfiando as mãos nos bolsos. — Não saio de casa pra' vir nesse lado da cidade desde, sei lá, dois anos.

- Então vamos caminhar. — Chamei, fazendo um sinal com a cabeça para me seguir.

Começamos a caminhar em direção a lugar nenhum, apenas seguimos a rua em que o cinema se localizava. Após muito andar, paramos em uma sorveteria, mesmo estando frio.

- Um de chocolate e um de morango, por favor. — Pediu Changbin à atendente, abrindo um sorriso ladino ao me olhar. Estranhei.

- O que foi? — Indaguei confuso, enfiando as mãos nos bolsos por vergonha, pensando que fiz algo errado.

- Me arrastou até uma sorveteria por causa de um filme ruim. E aí'?

- Melhor isso do que chorar sangue com um filme péssimo. — Cruzei os braços, descruzando-o em seguida para pegar as casquinhas, dando a de chocolate para Seo assim que pagou a moça. — Onde quer ir agora?

- Tem uma loja de música que abriu ontem aqui. — Comentou, tomando um pouco do sorvete em seguida. — Tá' afim de ir lá?

Dei um murmúrio positivo, tomando o sorvete.

Veio a cena de antigamente em minha cabeça, quando eu e Ash tínhamos 10 e 8 anos, andando por uma loja de instrumentos, enquanto nossos pais ficavam iguais loucos procurando por nós pelo shopping. Ri ao lembrar da bronca que levamos em seguida, e lá se vão oito anos, até eu me ver indo em uma loja nova de música, junto de um amigo de faculdade. Amigo.

Adentramos à loja, onde de cara já víamos alguns instrumentos à venda no fundo, próximos ao balcão, alguns CDs na lateral esquerda e materiais de música na lateral oposta. Olhei ao redor, me recordando de quê precisava de mais uma estante musical, já que Ashley havia quebrado a anterior, e um capotraste novo, pois o meu tinha quebrado com um surto de raiva. Suspirei.

- O que foi? — Indagou Seo ao ouvir o suspiro, com um álbum de hip-hop em mãos. Neguei. — Ah, tenho que vir aqui depois, os preços dos CDs são ótimos.

- A loja acabou de ser aberta, daqui uns dias o preço sobe. — Falei, caminhando em direção às estantes musicais, vendo os preços de cada um, oscilando de 15.000 a 10.000 wons. — Mas realmente, os preços são incríveis.

- Felix... — Chamou Chang, me fazendo olhá-lo. — Sobre o quê vocês falavam ontem, na cantina?

Franzi a testa, abrindo a boca para falar alguma coisa. Queria responder com um “nada” ou “umas coisas pessoais”, mas claramente ele iria perguntar sobre o porquê de não poder ter escutado.

O meu silêncio logo fora quebrado por um bufar, o moreno deixou os CDs nos devidos lugares e tirou o celular do bolso, verificando o horário.

- Esquece. Não é tão importante.

Fechei a boca, assentindo e então caminhando com ele para o balcão, mesmo de mãos vazias.

[...]

Saimos do estabelecimento com uma sacola cada um. Ele com algumas paletas e cordas novas de aço, eu com uma embalagem de um capotraste preto e pesado.

Continuamos a caminhar pelas ruas, até que Chang retira seu celular do bolso ao vibrar, vendo uma mensagem de Jiwoo, avisando que eles já haviam saído do cinema e iriam diretamente para a biblioteca.

- Você quer ir pra' lá ou vai em um outro lugar? — Questionei, comendo o restante da casquinha.

- Vamos pra' lá. — Respondeu enfiando o que sobrou de sua casquinha na boca, me puxando para dar a volta.

Muitos minutos andando, chegamos a um local o qual eu não havia visto anteriormente, mas que era muito simples e convidativo. No lado de fora, a loja era branca, com uma porta francesa de cor azul pastel, a logo eram letras de autorelevo em tinta prateada que escreviam “La Roussé” com uma flor azul no final, tendo escrito “biblioteca e floricultura” embaixo, em preto.

Adentramos e logo de cara o ar faltou, tendo um olhar surpreso com o lugar. Ali estavam duas coisas que eu amava juntas: livros e flores, muitas flores.

De um lado, livros estavam postos em ordem de cor e gênero em prateleiras, formando um arco-íris do livro de capa mais escura até a mais clara, juntos de alguns marca-página e post-its. Do outro lado, flores estavam em vasos brancos, azuis e amarelos, separados por cor, juntamente de algumas sementes e mudas.

- Gostou, Lix? — Indagou Chang, sorrindo divertido com a minha reação. Era como uma criança que havia entrado em uma loja de brinquedos.

- Claro que eu gostei. — Respondi animado, correndo para os livros na sessão de romances, pensando em comprar algum para Ash.

Observei os títulos e tirei alguns que lembrava da lista enorme de três folhas que Ash havia me mostrado, também tirei uns três para mim, os que mais me chamaram atenção.

Logo após, vi todos juntos nas flores, apreciando cada tipo de flor que haviam ali. Olhei atentamente cada um, tentando lembrar seus nomes, até que parei em um ramo de flores laranjas, num vaso branco.

- Qual o nome dessas? — Perguntou Matthew, pegando o vaso com cuidado.

- São alstroemerias. — Respondi, aproximando-me dele. — São mais usadas pra' decorar salas de estar ou um corredor.

- Como sabe?

- Estudo design de interiores.

- Teve aula de flores ontem. — Comentou Binnie, com um vaso de uma rosa branca, num jarro azul. — Rosas são boas pra' que tipo de situação?

- As brancas são melhores para se entregar a alguém que você goste muito, como um tipo de declaração. — Respondi. — Também são usadas pra' decorar casamentos e janelas, postas em hortas.

BM virou-se para a atendente próxima a nós, erguendo uma de suas mãos, apontando para a rosa branca que Chang segurava.

- Pode me dar uma dessa? — Pediu, logo sendo atendido.

Observamos a atendente colocar suas luvas verdes escuras e tirar uma tesoura de jardinagem do balcão, caminhou até as rosas brancas plantadas em uma pequena horta ao lado de nós, cortando o caule de uma dela e entregando para BM, embrulhada em um plástico.

BM então deu alguns passos diante Jiwoo, retirou o plástico e pediu para que a moça cortasse mais um pouco do caule, e então ajeitou a flor entre os fios de Jiwoo, o que fez a mesma corar e abrir um sorriso bobo, abraçando o mesmo forte.

- Ah, que fofinho. — Ri baixo, pensando o quão feliz os dois deveriam ser como um casal.

Claro que eles teriam feito mais atos fofos um ao outro, era de se imaginar. Pensara em como seria se Changbin houvesse comprado uma daquelas flores para mim, mas não comprou, apenas um girassol, que foi para a mãe, já que ela amava girassóis.

Saímos da loja. BM com três livros, Jiwoo com a rosa presa no cabelo e mais dois lírios, Changbin com o girassol em um vaso branco e eu com seis livros e uma alstroemeria em um vaso azul. Adorei o fato de que colocavam as flores em vasos com algumas sementes da flor que levara de brinde e os livros em uma caixa, para não sujar enquanto eram levados para casa.

Respirei fundo. Só depois de sairmos da loja lembrei que precisaria falar com Changbin sobre já-sabem-o-quê, mas não sentia que era uma hora boa, e, se não falasse logo, esse bom momento nunca chegaria.

[...]

Binnie me levou até em casa, já que era a caminho de seu apartamento. Agradeci antes de puxar as chaves do bolso da calça e descobrir que a porta já estava aberta. Assim que entrei, o olhar de Ashley e minha mãe correram para mim, com sorrisos curiosos e olhos famintos por detalhes. Com certeza Ash tinha dito à minha mãe o que não devia com uma visão errada do que era.

Soltei um riso e então caminhei até a mesa de centro da sala, deixando o vaso com a flor sobre a mesa e a caixa de livros sobre o vidro da mesa. Minha mãe correu da copa até o sofá, sentando-se com as mãos molhadas da louça sobre a calça de moletom que usava.

- Maninha, eu trouxe alguns livros que você queria. — Sorri abrindo a caixa, tirando três dos livros, vendo seus olhos brilharem de admiração e um sorriso aberto sair de seus lábios rosados, me causando um calor agradável em vê-la feliz. Virei para minha mãe com o mesmo sorriso, empurrando o vaso com as sementes coladas em um plástico na lateral do vaso, causando-lhe uma feição de interrogação. — Trouxe essa flor para a senhora. Uma alstroemeria, ficaria linda na horta que a senhora tem na janela da cozinha.

- Bem que sua avó disse que você é um anjo. — Riu a mulher, analisando cuidadosa e atentamente a flor. Seu olhar logo voltou ao filho, abrindo um sorriso ladino. — Como foi o encontro?

- Não foi um encontro!

- Mas a Ashley disse que era.

- E você ainda acredita nela?

- Ei!



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