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História Não é mais um cliché Americano - Capítulo 24


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Capítulo 24 - Capitulo 20


Fanfic / Fanfiction Não é mais um cliché Americano - Capítulo 24 - Capitulo 20

Estaciono na praça que sempre frequento e no segundo que sento em um dos bancos de madeira, a chuva começa a cair mais forte, e depois sou abraçada por uma tempestade incessante.

A água me encharca em rapidamente e sinto meu corpo pesado pela jaqueta de couro, mas não ligo, estou me sentindo tão miserável no momento que é como se de fato a tempestade estivesse ocorrendo fora e dentro de mim.

Minhas lágrimas se misturam com a água da chuva e respiro com certa dificuldade. As imagens de Melina beijando Alex, se reproduzem na minha mente sem parar e me sinto cada vez pior.

Eu sabia que corria esse risco ao me apaixonar. Sabia que seria fácil ter meu coração partido em mil pedaços. Ainda não consigo acreditar que Alex teve coragem de fazer isso comigo, mesmo depois de dizer que me amava.

Sinto meu telefone vibrar dentro da jaqueta e sei que é ele. O aparelho não deixa de tremer durante pelo menos vinte minutos e cada vez que para e começa de novo, me sinto ainda pior.

Não sinto vontade de levantar, nem de voltar para casa, porque sei que mamãe vai perceber que chorei e vai me perguntar o que aconteceu. Cogito ligar para Amanda, mas ela tem seus próprios problemas para lidar.

A única pessoa que me abraçaria sem dizer nada, apenas para me apoiar, seria papai. Lembrar dele e da falta que ele faz, me deixa ainda mais triste.

Choro mais um pouco, deixando que a chuva leve minha tristeza embora e me levanto resignada.

Antes mesmo que possa dar um passo sequer, um carro estaciona de qualquer jeito, ao lado da minha moto e Alex corre como louco até ficar bem diante de mim.

O seu olhar preocupado recai sobre mim, contrastando com a minha expressão enraivecida.

— Marjorie, o que está fazendo debaixo dessa chuva? -A pergunta sai abafada pelo som das gotas golpeando o chão.

— Não te interessa. -Respondo grossa e tento rodear o seu corpo para chegar até minha moto e dar o fora o mais rápido daqui.

— Não faça isso, por favor... -Alex sussurra enquanto circula meu braço com sua mão quente me arrancando um arrepio.

Tento me livrar do seu toque, mas em questão de segundos, sou puxada e agora seus braços envolvem meu corpo me deixando totalmente sem ação.

— Marjorie, me deixa explicar o que aconteceu, te prometo que não é nada do que está pensando. - Aquela frase me tira da névoa da qual começava a me perder e o empurro com força, sentindo a raiva inundar novamente meu corpo.

— Explicar o que Alex? Eu vi você beijando Melina, não há o que explicar aqui! -Grito e ele me olha com uma expressão ofendida.

— O que você viu, foi a Melina me beijando! Eu jamais faria isso com você, Marjorie. -Posso sentir a sinceridade nas suas palavras, mas quando a imagem deles se beijando volta a permear minha mente, traz a raiva e tristeza consigo.

— Por favor Alex, só vá embora.

— Não! E sabe porque? Porque eu te amo droga! Se não me importasse com você, eu sequer estaria aqui tentando te fazer entender que é a única que domina minha cabeça e meu coração! Eu estava ensaiando com a Melina quando te convidei para ir ao cinema, então ela disse que precisava comprar umas coisas no shopping e se eu poderia dar uma carona já que estava sem carro. Eu juro para você Marjorie, que não tinha ideia de que ela faria isso! -Ele segura o meu rosto e o desespero toma conta de seu corpo esguio. — Por favor meu amor, você tem que acreditar em mim... -Sussurra novamente, colando sua testa na minha. Sei que ele não está mentindo e tento processar toda essa informação chegando à conclusão de que Melina armou tudo.

— Tudo bem, eu acredito em você. -Respondo simplesmente e um sorriso aliviado ilumina o seu rosto. —Por acaso me chamou de "meu amor"? -Mudo de assunto para tentar dissipar essa atmosfera negativa.

— Eu acho que sim... é isso o que você é, já deixei bem claro. -As palavras saem da sua boca, como se ele estivesse seguro daquilo. Nos abraçamos e unimos nossos lábios novamente, debaixo da chuva, agora mais suave.

 — O que acha de irmos até a minha casa, ainda temos tempo, você pode tomar um banho e vestir um moletom meu enquanto as suas roupas secam, não quero que pegue um resfriado. -A oferta vem sem nenhuma malícia e dou risada.

— Tudo bem, vai no seu carro que te sigo. -Cada um vai até o seu meio de transporte e em questão de minutos estamos no portão da sua casa.

Estacionamos em uma garagem com teto e corremos pela casa até o segundo andar onde estão localizadas todas as suítes. — Sua mãe vai nos odiar! -Brinco enquanto sou abraçada por trás antes mesmo de chegar no seu quarto.

— Eles estão de viagem, voltam daqui a alguns dias. -Sua voz rouca invade meus ouvidos e a temperatura sobe alguns graus no lugar.

— O-ok então. -Gaguejo e Alex me empurra até o banheiro.

— Pode usar o que quiser, eu tomarei banho no quarto de visitas. Deixarei uma roupa seca para que vista e depois colocaremos as molhadas para secar. Tem toalhas limpas na gaveta. -Ele pisca e fecha a porta sem ao menos esperar por resposta.

Balanço a cabeça e uma risadinha escapa enquanto ligo o chuveiro, me deliciando com a água quentinha, depois de tanta chuva fria.

Tomo um banho demorado, esfregando cada parte do meu corpo e explorando o banheiro de Alex. Todos os produtos são de marcas que sequer conheço, mas tenho certeza de que são mais caros do que o normal.

Quando termino de me enxaguar, pego uma das toalhas felpudas e me enrolo sentindo a maciez do tecido.

Antes de sair, pego um vidro de perfume em cima da pia de granito e aspiro profundamente, reconhecendo o cheiro delicioso pelo qual já me acostumei.

Lembro do nosso beijo no vestiário feminino, esse cheiro ficou na minha mente durante um bom tempo.

— Está tudo bem ai? -Escuto umas batidinhas na porta e acabo levando um susto, como se tivesse sido pega no flagra.

— Sim! Já saio... -Coloco o perfume de volta no lugar e abro a porta encontrando o quarto vazio.

Vou até a janela e observo o enorme jardim bem cuidado enquanto espero pela roupa seca para vestir.

Eles realmente tem bastante dinheiro para conseguir manter essa casa enorme e pagar a todos os empregados.

Penso em como seria se tivéssemos todas essas riquezas. Será que seríamos felizes? Será que papai estaria... vivo?

Balanço a cabeça afastando essa ideia da minha cabeça. As coisas acontecem porque têm que acontecer e ponto.

Esfrego as mãos no meu rosto cansado e estou por dar a volta e sentar na cama, quando sinto dois braços me puxando para si.

— Posso saber no que tanto pensa? -O hálito quente de Alex no meu pescoço me deixa desnorteada por alguns segundos e tenho que respirar fundo, para conseguir responder à sua pergunta.

— Estava vendo o seu jardim, é lindo...

— Sim, mas sabe o que é mais lindo ainda? Você.

Rio sem graça e recebo um beijo bem abaixo da orelha.

Me viro lentamente até ficar de frente para o garoto e perceber que assim como eu, ele está vestido apenas com uma toalha felpuda, enrolada na cintura, deixando seu peitoral a vista.

Nós encaramos por alguns minutos e como se pudéssemos nos comunicar por pensamento, entendemos exatamente o que cada um quer dizer.

De repente, nossas bocas se unem em um beijo cheio de urgência e suas mãos passeiam por todo o meu corpo, explorando, descobrindo, me marcando.

Copiando os seus movimentos, passo meus dedos pela sua pele quente e úmida do banho.

Milagrosamente, nossas toalhas se mantém firmes no mesmo lugar, mas consigo sentir o volume por baixo do tecido aveludado, o que me deixa ansiosa e com medo ao mesmo tempo.

— Marjorie, eu quero muito você nesse momento, mas preciso saber se está preparada, caso contrário não farei nada que não quiser. -Alex diz interrompendo o nosso beijo. Sei que ele respeita minhas decisões, mas nesse instante o que mais quero é estar com ele.

Dou alguns passos para trás sob o seu olhar cauteloso e retiro lentamente minha toalha, que cai aos meus pés, revelando meu corpo nu.

Alex arregala os olhos por alguns segundos e quando finalmente entende a indireta, é a sua vez de retirar a peça, me deixando totalmente perplexa com o seu corpo. Já havia visto suas tatuagens no peito e braço, mas descobrir que ele tem outras nas pernas é completamente...excitante.

Meu olhar recai para o seu membro ereto e involuntariamente, passo a língua pelos lábios, sentindo a boca seca de repente.

Armando de coragem, caminho até ele e passo as mãos pelo peitoral musculoso, descendo até chegar na sua cintura.

Alex respira tão rápido, que tenho medo de que vá desmaiar a qualquer momento.

Cheia de curiosidade, envolvo meus dedos no seu pênis, sentindo a textura suave. Engulo seco, sem saber ao certo o que fazer, até que sua enorme mão recobre a minha, me guiando em um movimento de sobe e desce ritmado, que faz como que ele fique ainda maior.

— Oh meu Deus... -A voz rouca denuncia sua satisfação e fico levemente feliz por ser a pessoa que está causando esse sentimento.

Depois de alguns minutos, caminhamos até a cama e deitamos lentamente no enorme colchão que afunda com nosso peso.

Alex cola seus lábios nos meus enquanto suas mãos percorrem meu corpo. Os dedos brincam com meus mamilos por alguns segundos até que ficam tão duros como pedras e depois assim como eu fiz, descem pelo meu abdômen até chegar na minha cintura.

Respiro fundo quando ele me toca intimamente, enfiando dois dedos dentro de mim.

Agora sua boca migra até meus mamilos, lambendo e chupando enquanto seus dedos me penetram uma e outra vez.

Sinto algo se formando no meu interior, uma sensação desconhecida porém boa, como se uma explosão estivesse por acontecer.

De repente Alex para e sobe em cima de mim, colocando seu membro na minha entrada, me deixando algo nervosa e apreensiva.

— Você é tão linda, Marjorie... -As palavras sussurradas no meu ouvido me deixam ainda mais na beira do abismo. — Vai doer um pouco no começo, mas garanto que farei o possível para que seja bom.

— Como sabe? -Pergunto e recebo um beijo antes de ser respondida.

— Apenas sei... -Recebo outro beijo demorado e decido não dizer nada mais, quando sinto sua ponta rosada.

Alex se posiciona e começa a investir lentamente, regressando quando encontra resistência.

Cada vez que sinto uma pontada de dor, recebo um pedido de desculpas, o que me faz amá-lo cada vez mais.

Conforme vou me relaxando, ele vai penetrando mais e mais fundo, até que uma dor aguda me invade e solto um pequeno grito.

— Sinto muito... Você está bem? -Solta preocupado e tento acalmá-lo.

— Estou bem, não se preocupe. -Beijo seu ombro suado e ele volta a se mexer.

Lentamente a dor vai sendo substituída por uma sensação de prazer e quando percebemos, ambos estamos envoltos em um frenesi, que fica mais intenso a cada segundo.

Alex bombeia cada vez mais rápido e sinto novamente que uma bomba está prestes a explodir dentro de mim.

— Te amo Marjorie. -Declara com certa dificuldade.

— Também te amo, Alex. -Respondo entre gemidos.

Ambos estamos no ápice da paixão e quando Alex me penetra mais e mais rápido, aquela sensação dentro de mim finalmente explode dando lugar a algo totalmente novo, algo que me diz que aqui é exatamente onde devo estar.

Alguns segundos depois, Alex geme e finalmente se libera, em meio a um último beijo apaixonado.

— Caramba isso foi...

— Perfeito.

 



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