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História Não é missão impossível - Capítulo 8


Escrita por: Samarica

Notas do Autor


Gente, tem duas histórias de Sambucky que eu postei, mas excluir. Eu vou continuar elas quando eu entrar de férias do meu curso. Exclui pois me sinto culpada pelas pessoas favoritando e comentando sem eu atualizar. E eu não iria atualizar tão cedo. Resolvi dar atenção só para essa (por enquanto) pois ela já está mais adiantada. Estou precisando dar atenção para o meus estudos, pois descobri que não sei me organizar em aula online e estou toda atrapalhada. Mas vou continuar atualizando essa com mais frequência e depois nas férias restaurar as outras.

Só explicando mesmo, pois eu não gosto de excluir fic ou deixar as coisas pela metade. kkkkkkk

Capítulo 8 - Somos uma bela dupla


Bucky não sabia quanto tempo tinha ficado ali parado, confuso, olhando para o rosto do seu amigo e perguntando-se se era tudo uma alucinação ou Sam que estava mentindo para ele parecer louco. O cadáver estava olhando diretamente para ele. Bucky sentia isso, porém se recusava a olhar de volta. Um tremor passou por sua espinha e arrepiou os pelos de sua nuca. Bucky abriu a boca para falar, mas apenas voltou a fechá-la.

— Acho melhor a gente voltar para o túnel e seguir o caminho — Sam disse, tentando soar o mais natural possível. 

Bucky pensou em sair do lugar, porém um leve ruído fez ele voltar o olhar para a mulher morta. Ela continuava com os olhos arregalados, opacos. 

— Vamos, Buck — Sam voltou a chamá-lo. 

— A culpa disso é sua — a mulher morta voltou a dizer, porém sem mexer os lábios. 

Bucky prendeu a respiração e suas costas se enrijeceram, permanecendo no mesmo lugar, e Sam se perguntou se ele estava paralisado de medo. No entanto, a verdade era que uma parte de Bucky queria ouvir aquilo que a morta tinha a dizer. 

— É tudo culpa sua. — a mulher repetiu. — Você me obrigou a isso. 

— Vamos! — chamou Sam, porém dessa vez mais impaciente. 

— Ela está dizendo que a culpa é minha, Sam — ofegou Bucky — ela está dizendo que eu a obriguei a fazer isso. 

— Ela não está dizendo nada — a voz de Sam ficou mais firme e severa. 

Os olhos de Bucky pareciam ficar mais arregalados, se isso era possível. 

— Você fez isso! — ela gritou. 

—Ela continua falando, Sam. — os olhos de Bucky continuavam vidrados no cadáver. 

— Já chega, Buck! — exclamou Sam, soando mais como um pai dando a bronca em um filho, com o olhar severo. — Ela não está falando. Ela está morta e mortos não falam. Ok? Você apenas está cansado e sua mente está lhe pregando uma peça. Você precisa sair daqui para respirar um ar puro. Está me entendendo?

Devagar, Bucky assentiu e começou a sair do cômodo com as pernas duras. 

Os dois amigos avançaram pelo corredor, lado a lado, cheio de calafrio por causa do medo. Mas Bucky insistia em caminhar devagar, pois uma parte de si queria perguntar a mulher morta como aquilo era culpa dele. Já Sam tentava manter o controle e soar o mais confiante possível. 

— Você fez isso, Bucky — a voz ecoou pelo túnel e Bucky olhou para trás. Não havia ninguém, embora ele sentisse que a mulher estava lhe seguindo.

— Vamos — Sam disse, com a voz serena e colocou delicadamente sua mão atrás das costas de Bucky, o guiando pelo túnel. 

inexplicavelmente o toque de Sam acalmou um pouco o coração de Bucky que ainda martelava dentro do peito, e a vontade de voltar e enfrentar o cadáver, extinguiu-se. 

A cada passo que davam para longe daquele cômodo, Bucky começou a se questionar o que tinha sido real ou alucinação. Já Sam não conseguia entender o que tinha acontecido. Por uma fração de segundo acreditou que Bucky apenas estava exausto e por isso alucinou, mas era difícil ter certeza. 

Felizmente, eles avistaram uma escada de tijolos. Por um segundo Sam havia se esquecido de que no final do túnel não haveria uma floresta, já que tempos atrás as paredes de rochas tinham se transformado em paredes de madeira. 

Sam se colocou atrás de Bucky dando-lhe passagem para subir primeiro e abrir a porta. 

Quando Bucky conseguiu abrir a porta de madeira, sem muita dificuldade, a luz do dia iluminou parcialmente o ambiente e Sam comemorou quase em voz alta. Porém quando saíram, perceberam que não estavam cercados de árvores, mas sim de ruínas.

As paredes, de tijolos marrons, estavam caídas pela metade coberta por plantas trepadeiras e lodo verde, e o teto parecia há muito tempo não existir. — Que lugar é esse? — perguntou Bucky.

— Não sei, mas vamos dar uma olhada para ver se a gente descobre alguma coisa. — sugeriu Sam, sem muita convicção do que estava falando.

Os dois começaram a caminhar entre as ruínas. O chão estava molhado e caia pingos de algumas folhas por causa da tempestade da noite anterior. Bucky gostava da brisa fresca que estava batendo em seu rosto, embora ainda se sentisse tenso por causa dos últimos acontecimentos. 

Nas ruínas, umas passagens indicavam que antes ali havia uma porta, e algumas paredes eram tão altas que eles logo concluíram que o prédio que esteve ali antes, era de dois andares. Porém, era impossível dizer que lugar era aquele em outrora. 

— O que a gente faz agora? — perguntou Sam sentando-se em uma grande pedra no chão, quando eles não encontraram nada.

— Isso é o que eu me pergunto desde que chegamos aqui. — respondeu Bucky, desanimado e esfregando as têmporas.

Embora estivesse relativamente longe da entrada do túnel, Bucky não conseguia tirar o sentido dele e da mulher morta que lá ficou.

— Eu não me sinto bem aqui — Bucky confessou, de uma vez, com medo de perder a coragem, pois nunca foi muito bom em dizer suas fraquezas. — Não tem nada nessas ruínas. É melhor a gente sair daqui.

Sam solta um suspiro e se levantou.

— Você tem razão. 

Sair daquela ruinar foi uma boa ideia, pensou Bucky depois. 

Não tardou para eles encontrarem um estreito e raso riacho de água cristalina no meio da floresta, tão claras que podiam ver os peixes nadando a favor da correnteza. 

Sam sentou-se numa enorme pedra e tirou os sapatos para mergulhar seus pés na água fria. A sensação era realmente prazerosa. Já Bucky andou até um enorme pedaço de madeira que estava no chão e o repartiu ao meio com seu braço de vibranium. Depois tirou também os sapatos, dobrou as calças até as panturrilhas e entrou no meio do riacho, com a água batendo em baixo do seu joelho. Sam observava tudo com a testa enrugada. 

— O que você está fazendo?

— Pescando — Bucky respondeu, olhando fixamente para a água. Deixou o primeiro e o segundo passar, porém atirou no terceiro com sua lança improvisada. — Droga!

Sam riu quando ele errou o alvo, embora soubesse que para o bem do seu estômago, era melhor que Bucky se revelasse um ótimo pescador. Bucky ignorou a risada do seu colega e continuou concentrado na sua tarefa. Foi preciso uma, duas, três tentativas para ele conseguir o primeiro peixe. 

Com o peixe morto na ponta da sua lança, Bucky se virou para Sam, sorrindo.

— Acho melhor você ir atrás de galhos secos pois hoje teremos peixes.

Sam não conseguiu evitar de sorrir de volta, e se levantou para procurar galhos secos, mas para isso teve que ir mais longe do que imaginava. Quando retornou, viu que Bucky havia conseguido pegar mais três. “Isso vai dar uma bela refeição” pensou Sam, sentindo sua fome aumentar, enquanto jogava os galhos secos no chão. 

Bucky havia pego uma faca de caça da mochila e abriu o peixe, tirando todas as suas entranhas. 

— Você não vai tirar as escamas? — perguntou Sam, franzindo a testa. 

— Não é necessário — respondeu Bucky, concentrado em sua tarefa. 

Sam deu alguns passos distante do riacho e começou a cavar um buraco com as próprias mãos e depois jogou os gravetos dentro, acendendo a fogueira. Quando Bucky terminou de preparar os peixes, Sam colocou longos gravetos em cima da fogueira, fazendo tipo um estrado e Bucky deixou os peixes lá, assando. 

— Parabéns, Buck — disse Sam, enquanto mastigava — Esse é o melhor peixe que eu já comi na vida. 

Os dois estavam sentados no chão, um de frente ao outro, separados somente pela fogueira que Sam já tinha apagado para não queimar os peixes. 

Bucky riu e depois disse: 

— Não precisa me dar esse crédito. Qualquer comida ficaria ótima depois de mais de 24 horas sem comer nada. 

Sam deu de ombros. 

— Eu tentei te dar um elogio. Você não aceitou.

Os dois continuaram a comer em silêncio. O tempo estava ficando frio gradualmente. Eles sabiam que em pouco tempo a noite iria cair. Não conseguiriam voltar para aquela gruta a tempo, e depois do que aconteceu no túnel, eles não queriam. Talvez dormir ao ar livre não seria tão ruim. Se não chovesse, é claro. 

Depois de um tempo, quando todos os peixes já tinham sido devorados, Sam voltou a falar, meio manso:

— Sabe, até que nós somos uma bela dupla. Você cuidou dos peixes, eu acendi a fogueira.

A testa lisa de Bucky ficou enrugada. 

— Acho que sim.

— Nós podemos ser amigos.

— É claro — respondeu Bucky, meio incerto. Ele não sabia onde Sam queria chegar. — Algum problema, Sam? 

Sam soltou um suspiro pesado

— O que houve no túnel? — ele perguntou, de uma vez. 

O sol quase poente deixava todas as cores meia alaranjadas. 

— Não quero falar sobre isso — murmurou Bucky, desviando o olhar, encarando o chão. 

— Tem certeza? Você pareceu bem abalado.

Ele ainda estava estremecido pelas coisas que aconteceram no túnel. Mas seria bom falar? Ele queria falar? Bucky engoliu o nó que se formou em sua garganta.

— Eu não sou louco. — Bucky levantou o rosto, encarando Sam novamente.

— Eu não disse isso.

— Mas pensou.

— Não! Não pensei!

Sam falou com tanta convicção que Bucky cogitou por uma fração de segundo que era impossível dele estar mentindo. Mas depois disse, meio amargo.

— Como você pode ter certeza disso sobre um homem que passou a maior parte de sua vida tendo a mente controlada por terceiros? 

Sam não sabia como responder aquilo.

— Você acha que está louco? — perguntou no lugar. 

— Não sei — confessou. — Aquilo nunca tinha acontecido antes. 

Bucky não conseguiu evitar que a cena do túnel se repetisse em sua cabeça. O cadáver abrindo os olhos, ela falando que a culpa era dele. O sentimento de perseguição quando estavam saindo do corredor. Agora que estava longe, as coisas pareciam ter sido um sonho acordado. Claro que ele já teve pesadelos com pessoas lhe acusando, porém, nenhum acordado

— Talvez tenha sido obra do próprio túnel — disse Sam, interrompendo o pensamento de Bucky — Aquele lugar era muito sinistro. 

Bucky abriu um sorriso soturno.

— Você só está me dizendo isso para eu me sentir melhor. 

— Um pouco — confessou Sam — Mas como você nunca teve esse tipo de alucinação antes, então há uma chance de ser obra desse lugar.

— Faz sentido. Acho que teremos essa resposta somente quando descobrirmos como sair daqui. 

Sam suspirou.

— Mas continuaremos nossa busca por uma saída somente amanhã. E mudando de assunto: precisamos saber como faremos a noite. — disse Sam, se levantando para encher o cantil de água. 

— Como assim?

— Bem, eu não quero me enfiar em nenhuma gruta, porém a noite aqui fora pode ser bem perigosa, então teremos que reservar. Você vigia um pedaço da noite enquanto eu durmo, e depois eu vigio enquanto você dorme. — ele voltou a sentar no mesmo lugar e continuou depois de beber um gole de água. — Infelizmente, nada de dormir agarradinho hoje. 

— Oh. Que pena, baby! — brincou Bucky.

— Não me chame assim. 

— Assim como, baby?

—Para! É sério!

— Por quê? — o sorriso de Bucky, aumentou — Você vive me chamando de Buck, mesmo depois de eu dizer para não me chamar assim.

— É diferente. Você não gosta que eu lhe chame assim por causa de Steve. Eu não gosto que você me chame Baby, porque é extremamente cafona. Ou seja, minha reclamação é legítima. 

—Você tem razão. Me desculpe… — disse Bucky e completou—, baby.

— Se você me chamar de baby outra vez, eu vou te trancar lá no cômodo com aquele cadáver — Bucky pegou um punhado de folhas no chão e jogou em direção a Sam, que riu — Me desculpe! Cedo demais para fazer piada? 

— Vá se fuder — disse Bucky rindo. 

 


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui. kkkkk

Comecei a posta também no nyah https://fanfiction.com.br/historia/800478/Nao_e_missao_impossivel/


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