História Não é um adeus - Hinny, Romione - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Dramione, Hinny, Romione
Visualizações 38
Palavras 1.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, gente! Como estão? Espero que não estejam furiosos pelo atraso. 😣
Eu não consegui postar, por conta do bugue que deu no meu cel essa semana. Acabou que eu fiquei chateada e me desanimei, o capítulo teria ficado muito melhor se eu tivesse salvado o original.😭😭😭
Porém como não adianta chorar pelo leite derramado, cá estou eu.
Pessoal, mais uma coisinha: eu não vou conseguir mais, postar dois capítulos por semana, o que eu tentarei aumentar será o número de palavras.
Então bora pro que é esperado...

Capítulo 5 - O Passado como presente


Fanfic / Fanfiction Não é um adeus - Hinny, Romione - Capítulo 5 - O Passado como presente

 Rony

Ele não havia percebido até aquele momento, o quanto Londres representava algo grandioso em sua vida. Todas as vezes que ele encarava o céu e andava por entre aquelas ruas históricas, Rony tinha a certeza que nascera para aquele lugar grandioso.

As vitrines das lojas se passavam como borrões para ele dentro do carro, ele só conseguia ver de verdade, o asfaltos e algumas cabeças que passam rapidamente por seus olhos.

Rony encarou o taxista, tocava uma música pop na rádio e fazia frio naquela manhã. 9h00 exatas ele estava no aeroporto. Ficou decepcionado em não encontrar a mãe ou alguém da família, porém parecia ter havido algo para que Lílian no o viesse recepcioná-lo, pensou ele.

Prestava atenção no caminho e quando o carro dobrou a esquina e perpassou entre as mansões mais luxuosas da cidade, ele sabia que estava praticamente entregue a seu destino. Os meses numa faculdade tiravam o juízo de cada um, não que ele não soubesse se divertir, a questão está em como seus esforços eram triplicados durante todos os dias da semana para alguma prova inesperada. Estar de volta ao seu bairro, era dar um tempo de livros sobre a constituição e respirar um pouco.

O taxista estacionou de frente para a mansão Potter, ele pegou o dinheiro das mãos de Rony e se impressionou com o grande borrão branco, entrecortado pelo verde de seu solo, diante dos seus olhos. Aquilo era um sonho e um pouco novo para motorista, já que na maioria das vezes, trabalhava nos bairros costumeiros da cidade.

Rony finalmente desceu e viu o carro arrancar vagarosamente.

Caminhando até a entrada, percebeu que havia lago de estranho, olhou ao redor, o vento lhe soprando no rosto e então ele percebeu o que era. A árvore em que costumava brincar não estava mais ali, seu pai cumpriu com o que prometera: cortar o arbusto que enfeitava o jardim de frente da mansão.

O condomínio não era fechado, pois contava com a monitorização da polícia a todo instante, mas contava com grandes personalidades da alta sociedade.

Ao tocar o interfone, a empregada da família, Nora, abriu no mesmo instante. Afobada, ela saiu, carregando uma bolsa. Não conseguiu conter o gritinho.

― Senhor Ronald! ― exclamou ela, pulando nos braços do ruivo.

Rony retribuiu, a tirando do chão e rodopiando com ela no ar. Ele a adorava, fora ela quem cuidara dele o do irmão a infância inteira e já que ambos no tinham uma avó, eles consideravam Nora como uma. Rony parou.

― Como vai, Senhor? ― perguntou ela sorridente.

― Nada bem, acho que estou envelhecendo já que você não para de me chamar de Senhor. ― Ele fechou o rosto e em seguida abriu de novo, sorrindo pra ela.

― Ah, menino!

― Sem essa de Senhor viu? Até parece que nem me conhece. ― pediu ele, abraçando-a outra vez.

― Sim, Ronquinho. ― Agora os dois riram juntos, aquele era o apelido que Lílian chamava Rony quando este estava mais receptível ao afeto.

Apesar de Rony ter sido sempre um amor, na infância, houvera uma época em que ele se trancava no próprio quarto e se recusava a conversar com a família, isso porque era recente a sua separação da irmã, mas Lilian tratou de cuidar do emocional do garoto e aos poucos ele foi entendendo que, enquanto ele fosse criança, não haveria maneira alguma de ir atrás de Ginny.

Rony e Nora entraram, o hall da mansão se encontrava da mesma maneira quando fora embora. Das paredes brancas ainda pendiam os quadros da família, a iluminação ainda tinha um tom alaranjado e andando mais um pouco, viu que a sala de estar tinha ainda a suas cortinas longas e os sofás alinhados com duas mesinhas. Só as vidraças que trilhavam as paredes da escada para cima, que estava desprovidas de cortinas.

― Onde estão meus pais? ― indagou ele à empregada.

― Sua mãe saiu logo cedo, parece que houve um acidente com Harry, seu pai está na empresa, como sempre. ― respondeu ela carinhosamente.

― Então por isso ela esqueceu, aconteceu algo com o celular dela?

― Não, até ontem ela usava ele… Ah espera! ― exasperou-se. ― Ela havia me dito que tinha deixado ele cair no vaso ontem a noite. Que tonta que eu sou, acho que estou precisando das minhas férias.

Rony rio, tinha esquecido do senso que Nora tinha para o humor e das seus colapsos de esquecimento de vez enquanto.

― Obrigado, Nora, vou subir pro quarto, tomar um banho e quem sabe dormir.

Ele a abraçou e lhe lançou um olhar terno e cheio de afeto. Esperando que ela disesse algo, ele apenas ficou parado e depois riram um da cara do outro e Rony virou na direção da escada.

― Você pode me avisar quando eles chegarem? Não sei se vou estar dormindo. ― disse ele sem se virar totalmente, apena a encarando do primeiro degrau da escada.

― Fique tranquilo, assim que chegarem eu de acordo.

E então subiu, escutando o que parecia ser uma risadinha dela.

Ao entrar no seu antigo quarto, ele foi levado por uma onda de lembranças. A cama estava forrada com um lençol branco, as janelas fechadas e a sua mesa de trabalho intacta, com todos os seus antigos livros e cadernos de anotações. Havia uma prateleira acima, ondo acompanhado de uma fileira de livros, estava o diário de Rony. O seu mais antigo caderno, o confessionário que ele teve na infância para desabafar suas perdas e dores. Rony caminhou alguns passos, até parar em frente a mesa, tocando nos livros e encarando ao seu redor. O frio, a claridade mórbida do local, fazia com que ele se sentisse mais confortável, o tranquilo ar de sua infância pairava. O quarto tinha um cheiro de ilustra móveis.

Puxou a cadeira e antes de se sentar nela, ele puxou aquele caderninho. O seu diário.

Finalmente se ajeitou na mesa e encostou a coluna. Não era bem a atitude que esperava ter quando estava no avião, pois achava que sua mãe estaria presente para recebê-lo e que eles iriam almoçar juntos e falar das coisas decorridas naquele tempo. Mas não aconteceu. Ele realmente estava sozinho e se encontrava prestes a ler o primeiro capítulo do caderno.

Folheou a primeira página.

Oi, sou eu de novo. Desta vez para contar o que aconteceu de uma vez por todas esse ano. Primeiro de tudo, eu gostaria de já revelar o meu humor neste momento: estou completamente chateado com Harry, por ele não me deixar jogar futebol, porque segundo ele, eu sou mais novo e acabei de me curar de um resfriado. Mas não é bem isso que importa. Eu quero falar daquilo com alguém e quem melhor que um pedaço de papel para ouvir um garoto? que no mesmo ano que fez uma das melhores viajens para o caribe, perdeu também a mãe para um câncer.

Ela me parecia muito mal durante todos aqueles dias e eu sabia porquê. A Bruxa a maltratava enquanto ela dormia, despejando algum remédio em sua água e quando ela bebia, parecia ficar vermelha e logo começava a dormir. Então eu Ginny passamos a cuidar da água da mamãe. Assim que Bella jogava o remédio, eu e minha irmã corríamos para a esvaziar e lhe encher de novo. Isso se repetiu até o seu último dia.

Mas isso era só uma parte do que ela fazia. Uma vez peguei aquela mulher má, obrigando a minha mãe a tomar um remédio vermelho. Na hora eu entrei e dei um chute nela para que parasse, e ela me puxou pelo cabelo e me jogou no chão com muita força.

― Muleque idiota. ― Ela gritou, vindo em minha direção e me puxando.

Minha mãe gritava:

― Deixe ele, Bella, por favor.

E ela respondeu com o seu sorriso diabólico:

― Ele vai aprender boas maneiras agora, Molly.

Me arrastando pelo cabelos, ela me levou até a escada e desceu comigo para o porão. Papel, eu morria de medo do porão, porque uma vez vi ratos lá, e eles são nojentos e violentos. Ela me jogou lá, eu fiquei a tarde toda naquele quartinho gelado. Senti o cheiro da poeira subindo e ruído. Na hora, pedaço de papel, um frio me subiu na barriga então eu comecei chamar por Ginny. Não sei me escutou, porque eu comecei a entrar em pânico e enfim sentir uma tontura que em seguida me levou a dormir, porém no outro dia, eu estava na minha cama, deitado, sonhando e desejando que aquilo tudo tivesse sido um sonho.

Apesar de tudo, naquele dia, eu tive uma surpresa muito boa, mas eu não vou contar hoje, porque o momento foi bom demais para ser misturado com a narrativa tão pesada de hoje. Fica para amanhã. Boa noite, querido pedaço de papel.

Rony deixou que a cabeça caísse sobre o diário. Ele, toda noite em que dormia só, sem nem uma mulher ao seu lado, lembrava das atrocidades que sofreu nas mãos daquela mulher. A realidade é que ele não entendia o porquê de ela fazer o que fazia. Uma coisa era certa: se ele um dia a encontrasse, seria capaz de matá-la com as próprias mãos.


Notas Finais


Então, valeu a pena o esforço?


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