História Não é uma história de amor - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Adolescente, Drama, Professor, Romance
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Palavras 746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo 1 - O primeiro encontro


Essa não é uma história de amor. Se você abriu esse livro esperando uma história de amor você está no lugar errado.

Essa é uma história sobre uma garota que conhece um homem, há romance nela. Mas essa não é uma história de amor.

É apenas uma história que não acabou bem.

*

Era a primeira segunda-feira de aula do ano e eu estava de bom-humor, quando ele entrou pela porta. Eu nunca o tinha visto, ele era jovem e bonito. Me surpreendi ao perceber que ele era o novo professor de literatura, era bonito como nenhum professor deveria ser.

Ele era estranhamente familiar, talvez fosse o fato de se parecer bastante com esses modelos que vemos nas capas de revistas, como uma versão genérica do Bruno Gagliasso, Brad Pitt e Leonardo DiCaprio em Titanic. Ou o encontro perfeito de um ator Hollywoodiano e um super modelo. De qualquer forma era dono de uma beleza clichê.

Ouvi murmúrios de minhas colegas, animadas com o novo professor bonitão. Mas eu me concentrei no livro que estava lendo, mais uma saga em que estava viciada. O livro dessa vez se chamava Trono de Vidro, e era sobre uma assassina, o cenário era medieval e a história era fascinante.

Estava tão imersa em pensamentos que nem percebi que ele estava me chamando até que estivesse parado à minha frente com meu livro em suas mãos.

- O que é mais interessante do que minha aula? Trono de Vidro. Bom. Mas tenho algo melhor - ele fez uma pausa me encarando com um sorriso de canto de boca. - Romeu e Julieta - disse, colocando um exemplar da peça sobre minha mesa. - A nossa leitura da semana.

- Desculpe - murmurei. - Vou guardar o livro.

Ele me encarou por mais alguns segundos e então voltou para o centro da sala.

- Como estava dizendo, essa semana iremos ler a peça romântica que Shakespeare escreveu no final do século XVI. Romeu e Julieta é tido como a maior tragédia de sua época, alguém sabe me dizer por quê?

A aula continuou normalmente, e eu prestei atenção em cada palavra dita pelo novo professor.

Quando o sino tocou, rapidamente me preparei para sair, Elô e Jess me acompanharam.

- As aulas de literatura acabaram de se tornarem mais interessantes - Jess sorri maliciosa.

- Nem me diga, apenas a louca da Atena para ignorar isso - Elô apontou dramaticamente para seus próprios olhos enquanto piscava.

- Qual é Atena, vai me dizer que não o acha um gostoso? - dei de ombros.

- Sim, eu acho, mas ele é nosso professor, não é como se ele fosse um novo aluno transferido da Drummond de Andrade.

- Por que nós não estudamos lá mesmo? - Jess arqueou as sobrancelhas.

- Porque é uma escola pública, e nós somos filhinhas de papai - Elô disse.

- Pelo menos aqui temos filhos de magnatas - dei de ombros - Olhem pelo lado bom, podem sair daqui casadas com um herdeiro milionário.

- É - Elô deu de ombros -, pelo menos temos o Beto e a turma dele.

Ela colocou as mãos na cintura e fez movimentos de vai e vem com o quadris.

- Sua pervertida! - gritei, batendo em seu braço.

- Qual é Atena, você é muito inocente. Deve ser a única garota do segundo ano virgem.

- Não sou inocente, Jess. E daí que sou virgem? Muitas garotas são.

- É. Pré adolescentes; garotas feias; puritanas - ela listou as garotas consideradas socialmente inaceitáveis. - Não garotas que estão no ranking das 10 do colégio.

Reviro os olhos.

- Esse ranking é ridículo. Super machista. - eu disse.

- Você tem razão - Elô concordou - É um ranking ofensivo, mas ainda existe. E você não quer ficar fora dele.

- É, Atena. Pior que estar nele, só estar fora dele - Jess completou.

- Pois eu prefiro estar fora - disse firme.

Nós caminhamos em silêncio até o refeitório. Não queria falar sobre aquilo, eu só tinha 16 anos, por que já deveria ter feito sexo se nem namorado tinha?

- Ok, ok. Está bem. - Jess disse após um longo tempo. - Nós sentimos muito.

- É - Elô concordou -, sabemos como você é com esse assunto, sentimos muito. Não vamos mais te importunar com isso.

- Obrigada - eu as abracei.

Apesar de tudo elas eram boas amigas, as melhores do mundo.

- Certo, então vamos comer. O que vão querer? - eu perguntei.

Jess e Elô olharam uma para a outra e em seguida para mim, então nós dissemos em uníssono:

- Coxinha!

E em seguida rimos enquanto íamos comprar nossa comida.



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