História Não é uma história de amor - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Adolescente, Drama, Professor, Romance
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Palavras 797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Amores Improváveis


- Bom dia, turma - o professor Daniel disse ao entrar na sala.

Ele estava especialmente bonito nessa manhã, o cabelo castanho levemente bagunçado e a camisa um pouco amassada, como se tivesse acordado atrasado e se arrumado às pressas. Eu não duvidaria de que foi exatamente o que aconteceu. Ele estava usando óculos em vez de lentes, e a barba estava por fazer.

Se o diretor Eduardo o visse naquele momento, Daniel seria demitido. Eu já podia ouvir a voz do pai do Beto “Eu exijo que todos os meus professores estejam com a aparência impecável o tempo todo, que tipo de imagem iremos passar para os investidores dessa maneira?”.

Mas Eduardo não estava ali, e assim como eu, todas as outras garotas também adoraram a aparência levemente desleixada do professor.

Eu tinha que admitir, professor Daniel era um colírio para os olhos, mas apenas isso. Nunca fui do tipo de garota que fantasia amores impossíveis, sempre gostei de viver a realidade e deixar as histórias de amor épicas apenas nos livros que lia.

- Hoje vamos fazer uma produção de texto. Todos devem escrever um conto de até 4 páginas sobre amores improváveis.

Alguns lamentos foram ouvidos, a maior parte de garotos. Lívia, uma garota loira e baixinha, levantou a mão.

- Como um romance entre uma aluna e seu professor? - perguntou, a voz forçadamente doce, enquanto enrolava o cabelo no indicador e mordia a caneta. Ela sorriu com falsa inocência enquanto encarava o professor Daniel.

A sala inteira estava em silêncio enquanto aguardavam a resposta do professor

- Qual o seu nome?

- Lívia.

- Bem, Lívia. Qualquer tipo de romance que escape o padrão garota branca jovem conhece garoto branco jovem e se apaixonam está valendo. O importante é que pelo menos um dos personagens escape do padrão. Não importa a profissão.

Foi naquele momento, acho, que eu comecei a enxergá-lo, não só vê-lo, mas enxergá-lo de verdade. Ele poderia ter dado um fora nela, poderia ter mandado ela para a direção, mas não, ele apenas respondeu a pergunta, ignorando a malícia dela. Como um perfeito cavalheiro.

- Mais alguma pergunta? - ninguém disse nada - Ótimo, ao trabalho, vocês tem 50 minutos.

Enquanto a maior parte de meus colegas apagava e rabiscava suas folhas, eu já sabia o que ia escrever.

Então me acalmei, entrei em um estado quase rem e escrevi.Quando percebi estava na última linha da terceira página, mais algumas palavras… e fim. Reli o que escrevi, consertando um erro aqui e ali.

Diferente de maioria comecei pela metade, escrevi sobre o jovem filho de um nazista que conheceu uma judia em plena terceira guerra mundial. Quando meu conto se iniciou eles já se conheciam, foi então que ele criou coragem de dizer a ela que a amava, e quando ela disse que também o amava o mundo explodiu em cores, o arco-íris inteiro. No primeiro terço do conto eles resolveram fugir para a França, o país tolerante mais próximo da Alemanha. Com a ajuda de alguns amigos que acharam pelo caminho eles conseguiram, e o conto terminou com os dois no alto da torre Eiffel juntos.

Não sei se foi por medo, mas escrevi o texto sob o ponto de vista dele e não dela. Acho que temia não conseguir passar muito bem o sofrimento em 1° pessoa da personagem. Mas acredito que ficou bom escrito pelo ponto de vista dele.

Peguei minha bolsa, me levantei e caminhei até a mesa, meus saltos faziam barulho no chão da sala silenciosa conforme eu caminhava.

- Professor Daniel - minha voz saiu baixa.

- Sim? - ele perguntou levantando os olhos da folha que lia para me encarar

- Eu terminei a tarefa.

- Ah, claro - ele continuou me encarando por alguns segundos - Pode deixar com as outras.

Ele apontou para uma pilha de diferentes folhas de caderno. Coloquei minha folha por cima das outras e sai da sala.

Esperei alguns minutos até que Jess e Elô saíram

- Vocês viram como o professor Daniel estava bonito hoje? Daquele jeito meio desleixado, como quem acabou de acordar, a voz rouca e sexy. - Jess disse assim que saiu da sala.

- Gente, ele é nosso professor!

- Qual é, Atena? Sonhar não tira pedaço - Jess sorriu.

- É - Elô concordou - Não é como se nós realmente fôssemos tentar transar com ele.

- Não vão? - disse de cenho franzido.

- É claro que não, Atena! - Jess e Elô disseram ao mesmo tempo.

- Nós não somos loucas, ele é nosso professor. Temos um mínimo de noção. Não seria uma relação justa, ele teria todo o poder. - Elô disse, como se explicasse à uma criança de 5 anos.

- Certo, vamos comer - disse.

Entrelacei meu braço direito ao braço esquerdo de Elô, e o esquerdo ao direito de Jess, nós caminhamos assim, juntas como uma barreira sólida, até o refeitório.



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