História Não é uma história de amor - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Adolescente, Drama, Professor, Romance
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Palavras 643
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 4 - A melhor cidade do Brasil


Para mim Santos é a melhor cidade do Brasil, por dois anos foi de verdade. Mas sempre será no meu coração.

Eu adoro essa cidade, adoro as bibliotecas públicas, os cafés, a ciclovia, a praia, os restaurantes. Não tem nada que eu não goste nessa cidade. Tem também os turistas e claro os moradores de veraneio - que é como chamamos quem vem para morar alguns meses em empregos temporários no verão.

Os moradores de veraneio normalmente vem para trabalhar em empregos da alta temporada. Eles trabalham em hotéis, como guias turísticos, e vários outros empregos que deixam de existir ou são reduzidos drasticamente na baixa temporada. Às vezes temos moradores de veraneio que simplesmente acabam ficando de vez, muitos acabam se apaixonando pela cidade.

Daniel é um terceiro tipo de morador. O morador de contrato. Ele veio de um lugar aleatório do país por uma vaga de emprego, e vai embora quando o contrato acabar.

Eu sou apenas uma moradora, nascida e criada aqui.

Já saí de Santos, é claro, já visitei outros estados e até outros países. Mas nunca achei um lugar que amasse mais do que essa cidade.

Essa cidade sempre foi e sempre será meu pedaço de paraíso. Por isso, acho, que tudo o que acontece nela é mais especial para mim.

Talvez tenha sido por isso que eu fiquei tão cega naquela época, a aura paradisíaca daquela cidade transformou uma paixão em algo afrodisíaco que acabei confundindo com amor.

*

- Meninas - chamei as garotas que estavam espalhadas pelo meu quarto.

Era quarta-feira, noite das garotas, Jess e Elô iam dormir na minha casa. E como sempre íamos tomar sorvete, assistir um filme e jogar conversa fora.

- O que foi, Atena? - Jess perguntou, ela não me encarou, sua atenção estava voltada para o site da Netflix.

- Aconteceu uma coisa ontem - disse, estava deitada na minha cama observado a indecisão de Jess quanto ao filme que íamos assistir.

- Que tipo de coisa? - dessa vez foi Elô quem perguntou.

- Ontem foi o jantar de aniversário da minha avó, vocês sabem disso, né?

- Sabemos, o que foi, seus pais se não apareceram de novo? - Elô perguntou.

- Não, quer dizer, eles se atrasaram mais uma vez. Mas esse não é ponto.

- E qual é o ponto? - Jess perguntou, de cenho franzido.

- Professor Daniel é o ponto - disse.

- O que nosso professor tem a ver com o atraso dos seus pais? - Elô disse, verdadeiramente confusa.

- Quando meus pais chegaram, uma hora e meia arrasados, eu fiz uma cena e sai correndo do restaurante.

- Tá, mas eu ainda não tô entendendo o que o professor tem a ver com isso tudo. - Elô disse.

- Ele tava lá.

- No restaurante? - Jess se sentou na cama.

- É, ele veio atrás de mim e agiu super estranho, tentou me ajudar como se fôssemos velhos amigos ou algo assim, depois me levou em casa.

- Uê - Elô deu de ombros - Talvez ele apenas seja aquele tipo de professor que se preocupa de verdade com os alunos.

- Ele não tentou nada, tentou? - Jess perguntou.

- Não, até teve um lance estranho, mas acho que foi só impressão minha.

- Que tipo de lance? - Elô deitou na cama ao meu lado.

- Sei lá, ele se aproximou por um segundo então se afastou todo estranho, mas acho que é coisa da minha cabeça.

- Então, tudo bem, não precisa ficar cismada com isso, ele só deve ter ficado preocupado com você, provavelmente faria por qualquer aluno. - Jess tentou me tranquilizar.

- Tem razão.

- Certo - ela disse se levantando - Vamos ver Star Wars?

- Episódio IV, por favor - pedi.

- Não senhora - Elô se intrometeu - Vamos ver os episódios novos.

- Tá, tá! - concordei.

Nós passamos o resto da noite nos acabando em sorvete e assistindo a Star Wars, como uma legítima noite das garotas deve ser.



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