1. Spirit Fanfics >
  2. (Não) Era amor! Bruno Maquiny. >
  3. Decisão tomada.

História (Não) Era amor! Bruno Maquiny. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Gente, essa fic provavelmente vai ter mais capítulos que a outra e eu decidi não colocar nenhum poema porque tinham muitas pessoas mandando mensagens ruins, ok? Espero que gostem mesmo sem poemas e Beauany.

Então, só pra explicar:

Flávio = Orochi.
Kaique = Kizzy.
Bruno = Maquiny.

Capítulo 1 - Decisão tomada.


Fanfic / Fanfiction (Não) Era amor! Bruno Maquiny. - Capítulo 1 - Decisão tomada.

  Existem contos de fadas que começam com um alegre "Era uma vez..." e, mesmo essa história não sendo um conto de fadas ou nem mesmo um conto qualquer vou começar assim...

  Era uma vez... uma mulher determinada, bem-sucedida pessoalmente e profissionalmente, uma beleza fora de realidade, temperamento forte e difícil de lidar, ela gostava de planejar todos os detalhes da sua vida e isso nunca mudou, mesmo sempre dando errado. Ela era, como alguns diziam, perfeita, mas tinha um pequeno problema - que ela insisti em dizer que é apenas um ponto fraco -, e esse como todos conhecem, Bruno Maquiny.

  Nesse momento lá está ela, na cama dele, se perguntando pela enésima vez o porquê de sempre fazer isso, o porquê de buscar refúgio em alguém que atormenta seus sentimentos e pensamentos. Enquanto isso, ele dormia tranquilo do lado da garota, ela o via como um anjo, "Anjo caído só se for!" isso era o pensamento que tinha depois de uma noite daquelas.

  Se levantou sem fazer movimentos bruscos para não acorda-lo, ela odiava quando ele acordava porque sentia vergonha de si mesma. Para ela era ridículo não conseguir se controlar por uma pessoa e sempre acabar onde quer evitar, na cama do inimigo, enrolada nos lençóis com ele e respirações ofegantes se misturando com o beijo. Começou a se vestir, com muita pressa, quis sair dali o mais rápido possível.

  - Bom dia, Sofia. - as palavras se direcionaram a garota, era ele.

  - Bom dia. - foi seca, essa era sua armadura contra qualquer sentimento que ela negasse.

  Olhou de relance para ele se levantando da cama e indo em direção do banheiro, a garota suspirou pensando em falar as palavras que ela sempre guardava para outro momento, um momento melhor, um momento inexistente.
  Então o viu, caminhando em sua direção e o sentiu atrás de si, a abraçando de modo carinhoso. Sorriu, o que para ele pareceu um sorriso bonito e feliz, para ela era melancólico e abatimento.

  - Bora comer, mó larica. - ele sugeriu enquanto beijava suave o pescoço da morena.

  Sofia pensou e pensou mais, era uma incógnita se aquilo ia ser um erro ou não, mas ela sabia que continuar com aquele joguinho de cama a faria ser quem não era, aquilo a roubava dela mesma. O pensamento de perder a amizade do homem que a abraçava tão carinhosamente era perturbador, eles se conheciam há tanto tempo para perderem a amizade afetiva por sentimentos descontrolados por parte dela, foi então que ela decidiu.

  - Bruno, eu... - e então ela travou, não estava com medo da reação do mais velho, mas sim de se arrepender e voltar atrás depois de alguns vários drinks. Se certificou de olha-lo nos olhos e tomar a devida coragem que era precisa para dizer as palavras. - Bruno, não podemos mais ficar nessa, somos amigos, muito amigos, nos conhecemos desde dois mil e quinze e isso não é certo. Mentir para as pessoas que amamos não é certo, trocar nossa amizade por uma transa não é certo, nada disso é certo. Essa foi a última vez que isso aconteceu. - foi decidida e em cada palavra, foi precisa, mas algo dentro dela quebrou. Foi sincera com ele e, mesmo assim mentiu para si mesma.

  - Tem razão, agora vamo comer.

  Ele não pareceu mal, ele não fez questão, ele não insistiu, ele não lutou pelos dois, mas que dois? Não existia eles dois, ela teve que se lembrar disso antes de saírem do quarto do luxuoso apartamento dele. Eles estavam com as mãos dadas uma a outra, mas os pensamentos estavam distantes de se assemelhar.
  Enquanto ela queria que ele dissesse que não, que eles não podiam parar agora, que ele gostava do jeito que ela o fazia se sentir, qualquer resquício de sentimento a mais que ele pudesse sentir por ela.
  Já ele pensava que cedo ou tarde aconteceria de novo, ela iria procurar ele ou, ele iria procurar ela, mas de qualquer forma iriam ceder ao desejo carnal e fariam de novo. Ela é a mulher que mais o satisfaz na cama, a única amiga que ele tem como verdadeira, mesmo transando com ela.

  Quando perceberam, já estavam em frente à uma lanchonete que tinha na esquina da rua, lá tinha o melhor croissant da vida, maravilhoso.

  A barriga de Sofia roncou alto, indicando com clareza a fome que a garota sentia, ele riu, pensando em como eles mudavam rápido de amizade colorida para melhores amigos.

  - Para, Bruno. - Sofia ria, Maquiny causava esse efeito de felicidade nela também, ele era incrível de qualquer forma. - Ei, meu pai falou que vai ter uma reunião de comemoração lá na empresa, acho que é hoje.

  - É pô, você vai? - ele revirou os olhos porque já sabia que a resposta seria um sonoro "sim", mas ela apenas o olhou com as sobrancelhas arqueadas e um olhar irônico. - Quando tu perde alguma festa? Vamo? Eu tenho que tá no estúdio daqui a uma hora, te levo na faculdade, bora.

  - Não vou pra faculdade hoje, não tem aulas. - pensou um pouco. - Eu vou pro estúdio com você, quero ver meu pai, Deus sabe o quanto aquele homem tem estado ocupado e nem tem tempo pra mim.

  Ele pagou a conta, cara porque a garota comia muito, era algo que ele amava nela, não tinha medo ou vergonha de ser ela mesma.
  No carro, o caminho foi cheio de músicas de rap e funk e ciúmes. Ciúmes porque Sofia colocou "De peça em peça" do Matuê com Chris e Knust e depois "Money" do Jovem Dex, entre muitas outras de outros cantores, o que deixou Maquiny com ciúmes dela.

  - Dá meu celular. - pediu o celular que tinha deixado no bolso do homem, já que estava sem bolsa e usava um vestido. Ele pegou e botou em cima da pequena caixa que tinha do seu lado, sequer deu na mão da garota. - Quer parar de graça Maquiny? - se estressou, ela só o chamava de Maquiny ou Bruno Maquiny quando estava com raiva.

  - Quem tá de graça? Não sou desse tipo, tu sabe. - parou o carro no estacionamento interno da empresa.

  Ela se inclinou sobre ele e então o beijou. Um último sentimento a ser sentido, ela tentou se convencer daquilo, no fundo sabia que não era verdade. O beijo teve leves arranhadas atrás da nuca, mordidas suaves e suspiros pesados. Quando acabou, ele se sentiu animado com a ideia de continuarem ali mesmo, ela se sentiu vazia, mas ainda assim, deu o melhor sorriso que pôde.

  - Eu te amo, ok? Mas posso amar outros cantores também. - falou se afastando e abrindo a porta do carro.

  Era normal os dois estarem juntos, na verdade os cinco, Sofia, Bruno, Orochi, Azevedo e Shenlong. Se despediram no corredor que dividia a área dos estúdios da dos escritórios.

  - Fala pro Flávio(Orochi) que eu já venho aqui pertubar ele. - alertou porque da última vez que havia feito surpresa deu merda.

  - Suave.

  Começou a andar e, amaldiçoando o escritório do diretor ser no mais alto ponto do prédio, foi também cumprimentando pessoas conhecidas. Sofia, sendo filha única, sempre foi levada para a empresa de seu pai, então conhece todos da empresa, dos faxineiros simpáticos aos engravatados babacas.
  Quando enfim chegou no grande e espaçoso escritório de seu pai, já estava ofegante e cansada. Bateu duas vezes na porta antes de entrar, lá estava ele com sua cara de cansados e algumas rugas novas.

  - Bom dia, pai. Como você tá? - falou mansa, eles sempre tiveram pequenas brigas bobas.

  - Ah, minha filha, que surpresa maravilhosa. Como você está? Porque eu estou cansado. - riu, mas ele realmente aparentava estar como dizia.

  O homem levantou da poltrona e largou a montanha de papeis para ir abraçar calorosamente sua filha. Eles não ficavam muito tempo juntos porque ela estava terminando a faculdade e ele estava sempre ocupado com o trabalho.
  Seu pai fez de tudo para dar o bom e o melhor para Sofia e conseguiu isso sendo pai solteiro, sua mãe a tinha abandonado quando ainda era um bebê. Por esse motivo Sofia sentia muito orgulho de ver uma mãe ou um pai solteira(o) batalhando por seus filhos, era uma batalha sim e era comovente o modo como tinha amor e afeto dentro de casa, mesmo não tendo dois pais.

  Eles conversaram por horas, foi bom passar um tempo com seu pai, mas um engravatado entrou na sala trazendo mais papeladas e roubou a atenção do homem novamente.
  - Ah, sim. E não se esquece da festa de hoje a noite. Você vai, certo? - ele sempre gostou que a filha participasse das comemorações que dava, era bom ter momentos divertidos para recordar.

  - Sabe que não perco uma. Tchau, beijos e te amo. - deu um beijo suave na testa de seu pai e voltou para os amplos corredores de tons frios.

  Pensou no que vestir para a festa, não podia ser vestidos longos porque sabia que iria dançar muito, então nada muito largo ou muito justo. Pensou no vestido perfeito, marcaria cada curva de seu corpo e não seria vulgar, era o vestido perfeito para qualquer ocasião, além do fato de nunca ter usado aquele lindo vestido antes.

  No caminho para o estúdio, Sofia esbarrou em um lindo e gostoso garoto, moreno cor do pecado e um físico impecável, eles trocaram uns flertes e, obviamente, os números.
  Entrou no estúdio ainda com a imagem do pecado em forma humana que tinha passado por ela, se chamava Arthur.

  - Ihhh alá, olha quem finalmente apareceu. - Flávio comentou irônico, um sorriso iluminava o rosto dele. - Parece avoada.

  - Oi pra você também. - riram. - Fala Kaique(Kizzy), Bruno. - lembrou mais uma vez do Arthur. - Flávio, não te conto.

  - Ué não conta. - riu da cara dela, mania deles se zoarem o tempo todo, de modo que se perdessem quando estavam falando sério.

  - É sério. - fechou a cara, mas manteve o sorriso aberto no rosto. - Vi um garoto né, aí a gente flertou um pouco e trocamos os números e tal. Mano, o garoto é gato demais, conhece um tal de Arthur?

  - Não. - Bruno respondeu grosso.

  - Ninguém? - Sofia tinha um biquinho, mas logo pensou que era mesmo melhor que ninguém o conhecesse, com certeza iriam zoar os dois.

  - Não faço ideia, Sofi. - Kaique respondeu, mas logo desviou os olhos pro computador. - Chega aí rapaziada, ficou foda esse som.

  Ele mostrou o som para os demais no cômodo, todos gostaram bastante. Uma ideia surgiu na cabeça do Flávio, que com um sorriso perverso nos lábios contou para os outros.

  - Meu pai vai querer matar vocês quando perceber que lançaram a música sem permissão e, ainda por cima, em uma festa da empresa. - se divertiram com a ideia. - Vamo?

  Terminaram o manhã inteira no estúdio, já passava das cinco da tarde quando foram perceber. Bruno não falou muito com Sofia, sendo sincero, ele nem olhou pra ela, Flávio e Kaique também repararam.

  - Ah, merda. Merda. Merda. Merda. - a garota ficou desesperada quando olhou as horas.

  - Fumou um? - Flávio riu, típico.

  - Tenho cara de maconheira? - perguntou retoricamente, os olhos direcionados a ela já respondiam o que precisava saber. Ela já tinha fumado alguns com eles, mas não era um vício. - Não é isso de qualquer forma. Faltam duas horas pra festa e eu não tô nem perto de estar pronta.

  Era óbvio que os homens não entenderiam seu lado, então ela tentando pacientemente explicar que ser mulher é difícil e, às vezes, é uma droga.

  - Alguém me leva em casa? Por favor? - pediu com um bico nos lábios e os olhos cintilando contra a luz.

  - Bruno, vai tu porque o Flávio vai ter que gravar mais um bagulho aqui. - Kaique falou e deu uma leve e disfarçada piscada para Sofia, que entendeu o que ele tinha em mente.

  Diferente do clima de manhã, estava silêncio, sem música ou qualquer tipo de som além do que o carro produzia. Era entediante para a garota, aquilo a irritava, a deixava com raiva daquele ciúmes todo que Bruno sentia se eles não tinham nada, ele não fazia questão de terem algo.

  - Tá em casa. - nem fez questão de desligar o motor.

  - Já chega. Que merda Maquiny, ai que saco. Que ciúmes todo é esse? - ela se irritou profundamente com o posicionamento do mais velho. - Quando vai crescer e parar?

  - Quem tá gritando feito um maluco não sou eu. Quem tá falando um bando de merda de ciúmes não sou eu. - Bruno deu um soco no volante, sempre batia em algo quando estava frustrado, mas o que o deixaria assim?

  - Ahh sonso. Quer saber? VAI SE FUDER MAQUINY. - esbanjou sua fúria, aquela briga a machucava, mas ela não nunca admitiria isso.

  - Vai você, já que gostou, vai fuder com o seu novo brinquedinho sexual. - o tom usado por ele, mesmo raivoso, era mais calmo que o de Sofia.

  - Brinquedinho sexual? Você quis tanto quanto eu, CHEGA! CANSEI. NÃO TEMOS NADA E VOCÊ NÃO TEM QUE FICAR SE METENDO COM QUEM EU TRANSO OU DEIXO DE TRANSAR. NÓS...nós não temos nada, Maquiny. - abriu a porta com uma força desconhecida por ela mesma. - Não precisa fazer o esforço de vir me buscar, consigo me virar sozinha, sei viver sem você.

  As palavras foram pesadas, mas ele merecia ouvir aquilo. Ela se perguntou se realmente merecia, mas estava cansada e desmoronou no choro quando ouvir o motor do carro se distanciando. A garota tinha esquecido como uma briga com Bruno a deixava, destruída e devastada.

  - Quer saber? Vou me arrumar e ficar uma gata, mais gata do que já sou. Bruno Maquiny não defini minha felicidade e é por isso que eu vou me divertir muito nessa festa, porque brigando ou não com ele eu posso me divertir sim.

  E ela andou até o banheiro, onde iria tomar banho para, enfim, se arrumar para a festa. O único pressentimento da garota é que daria merda e ela nunca falhava.

 


Notas Finais


Desculpa qualquer erro...

Amo vocês.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...