História Não Existe Felizes Para Sempre - Capítulo 47


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Categorias Descendentes, Dove Cameron
Personagens Carlos de Vil, Chad, Doug, Dove Cameron, Evie, Jane, Jay, Lonnie, Mal, Personagens Originais, Princesa Audrey, Príncipe Ben
Tags Descendentes, Dove Cameron, Imaginago, Malen
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Palavras 2.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ❤❤❤

Capítulo 47 - Mágoas part. 2


Fanfic / Fanfiction Não Existe Felizes Para Sempre - Capítulo 47 - Mágoas part. 2

MÉGARA

Não há dor pior acredite que a da perda de um filho para uma mãe, o vazio e a dor em seu coração não tem igual em qualquer lugar da terra. Pergunto-me porque não fui eu à ser morta em seu lugar, pois sim eu daria minha vida pela do meu filho, o ser que saiu de dentro de mim e que agora saiu da minha vida, deixando minha existência tão atormentada e dolorosa. Eu infelizmente não pude ser a mãe que tanto quis para meu filho, um ambiente de discussões e brigas internas não me possibilitaram tal coisa.

Meu filho era uma criança alegre e sensível, tão corajoso e inocente, me lembrava o Hércules em seu jeito de ser, ele era tão amável, mas nunca recebeu o amor que tanto era necessário.

Lágrimas caíam por meu rosto ao recordar que eu o deixei ir para longe de mim, eu devia tê-lo protegido, o deixei primeiro ir para a Auradon Prep. aquele inferno disfarçado que foi para “minha criança”, eu sabia no fundo o que ele sofreria, mas me deixei levar para a vingança que teria sobre os deuses. Eu sei que poderia ter evitado que ele passasse por todas aquelas humilhações e desprezos, eu mal o ligava ocupada com minhas brigas inúteis, Hércules não era diferente e isso afetou muito nosso casamento na época e alguns meses de experiência num lugar novo, se tornaram anos, quase oito anos naquele ambiente, a maldade nas crianças e nos adultos o atingiu fortemente eu sei, o meu egoísmo ficou sobre o amor por meu filho e eu jamais poderei me perdoar por isso.

Ele voltou já um adolescente e eu vi no que ele estava se tornando, como ele tratava as pessoas ao seu redor, abusando da própria força e do poder da nossa família, vi meu filho se transformar no que tanto abominei aos poucos diante de mim e eu não fiz coisa alguma para impedir.

Mas eu me sentia muito culpada e via nele apenas a criança que eu neguei afeto, e o tratei como vítima diante de seus atos tão horríveis, eu encobri suas agressões e abusos, perdoava as traições de Hércules com a condição de que ele me ajudasse a proteger nosso filho de todo esse mal que o cercava, não querendo entender que ele era esse mal e o que ele fazia as pessoas em seu redor.

Meu filho foi cruelmente assassinado, espancado de uma forma brutal e sem qualquer piedade, não uma vítima do atentado, mas não podíamos deixar que a mídia soubesse disso e encobrimos o caso para que não fossemos cercados por esses “abutres” que nos rodeiam em busca de se alimentar do que há de mais podre em nós e há sim muita podridão escondida por um sorriso falso e discursos hipócritas de felicidade para alimentar a inveja e a ilusão dos tolos.

Dessa vez deixei que Hércules apenas cuidasse de falar com todos, incluindo Adam e o resto de seu “clã” que ele insiste em chamar de heróis. A partir de agora o pacto que eles fizeram há mais de vinte anos estaria quebrado, seria iniciado mais um jogo sujo entre eles.



Senti uma mão tocar levemente meu ombro e virei-me devagar vendo o rosto do rei Benjamin me dar um olhar solidário.

-Eu jamais desejei que algo assim acontecesse, independentemente do que houve entre nós dois no passado e se algum de nós aqui fez algo contra ele, será investigado até que possa ser descoberto o real culpado, eu não avisarei à imprensa, não se preocupe, ocorrerá tudo no máximo de sigilo.

-É. Eu espero que sim. Mas também que saiba que nada poderá impedir os confrontos que virão e os ataques da parte do Olimpo, é algo inevitável e infelizmente seu belo discurso não comove pessoas com tanto ódio acumulado.

Ele balança a cabeça em sinal de confirmação e respira fundo.

-Não estou aqui por eles e sim pela senhora. Aliás gostaria de lhe entregar algumas coisas, algo que eu já devia ter lhe dado há muito tempo.

Eu fiquei muito confusa com sua atitude e não entendia quais eram suas reais intenções. Ele pediu-me para esperar alguns minutos e eu apesar de que não querer nada vindo de sua família, acabei esperando. Ele voltou pouco tempo depois com uma caixa de madeira em suas mãos.

-Essas são as coisas que o Héctor deixou aqui quando foi embora para o Olimpo há quase dois anos, imaginei que as quisesse...

Eu abri a caixa receosa e vi uma camiseta do time com o nome dele, “Héctor-7”, senti algumas lágrimas caírem por meu rosto ao lembrar das fotos que ele me mandava com o time e contando suas conquistas que eu tanto ignorei.

O rei percebeu minha aflição e colocou a caixa numa cadeira ao meu lado e segurou meu rosto com delicadeza.

-Eu sinto muito, mesmo! Não queria que a senhora ficasse assim, eu vou chamar o Hércules e pedir que lhe entregam uma água e algo para que melhore.

Ele dizia suas palavras à mim com tanta doçura e verdade que me fizeram enxergar que ele não possuía a maldade abominável do resto dessas pessoas, eu mesma então me surpreendi com minha atitude em abraça-lo, senti que ele contraiu-se um pouco e então abraçou-me de volta.

Me afastei dele depois de alguns segundos limpando minhas lágrimas com a palma da minha mão e vi ele entregar-me um lenço de seda azul que retirou do bolso do terno que usava.

-Obrigada, pelo que está fazendo.

-Aposto que qualquer um faria o mesmo no meu lugar.

-Está enganado. As pessoas são ruins Benjamin, egoístas, rancorosas, amargas! Você perceberá isso um dia, só espero que mesmo quando ver toda essa maldade, não se junte à ela.

Eu disse o encarando e percebi seu olhar perturbado diante das minhas palavras.

-E mais uma coisa, aproveite as pessoas que ama, elas não são eternas.

Eu limpei minhas lágrimas com o lenço e peguei a caixa nas minhas mãos, naquele momento a porta da sala ao fim do corredor se abriu e Hércules saiu de dentro dela com uma expressão de amargura que eu conheço já há anos e com seu maxilar travado, seus olhos encararam Ben e então à mim.

-É melhor irmos. Não há mais nada à se fazer nesse lugar.

Ele evitou olhar novamente para Ben e saiu caminhando a passos largos, eu peguei a caixa em minhas mãos e o acompanhei sabendo que o resultado da reunião não havia sido nada bom.




HÉRCULES

Receber a notícia da morte do Héctor foi a maior dor que já senti e que nem mesmo pude imaginar o quanto me atingiria, um sentimento amargo e que apertava meu peito de tristeza e fazia com que eu enxergasse todo o vazio por dentro de mim e chorasse como uma criança. Minha relação com ele não podia ficar pior, ele era irresponsável, abusivo, arrogante e violento, mas boa parte de culpa desse comportamento foi minha.

Ainda assim eu o amava, era o meu filho, ele carregava uma parte de mim, uma parte de mim que foi embora para sempre e que eu jamais poderei recuperar.

Eu sempre sonhei em ter um filho e Megara conseguiu-me então dar-me tamanha alegria com o nascimento de um garoto de cabelos pretos e olhos azuis, ele tinha a personalidade como à minha sem dúvidas, até mesmo seu andar um tanto desajeitado lembrava o meu, eu faço a questão de passar o máximo do meu tempo com ele, brincávamos de tudo e ele estava sempre empolgado e rindo de tudo, tinha crise de riso até quando se machucava.

Até que toda essas brigas internas foram cercando e nos fazendo ficar no meio delas, no meio de tanta crise de ego e arrogância, mentiras e intrigas afundavam cada vez mais o meu relacionamento com os demais, com o “Senhor Zeus” então eram trocas de ofensas e ódio à todo momento, e isso envolveu ainda meu casamento que nunca mais foi o mesmo.

Héctor foi para Auradon Prep., mas foi expulso do lugar depois de quase oito anos pelo ex-rei Fera, que para mim sempre será chamado assim, já que não passa de um animal em minha visão.

Segundo ele, Héctor tinha inveja de seu filho Benjamin, e dormiu com a namorada dele Apple White(a filha da Branca de Neve), os dois tiveram uma séria briga obviamente, e após isso Héctor teria tentado mata-lo sabotando sua moto e tentando assim provocar um acidente fatal com o atual rei que o deixou hospitalizado por algum tempo, tudo isso no verão de dois anos atrás e em uma noite até então confusa e que não consigo entender o que de fato aconteceu, nem mesmo acho que eles mesmo conseguem.

Eu fiquei cego de ódio e preferi acreditar no que me era conveniente, no caso à total inocência do meu filho em toda aquela história e na maldade que o Benjamin e toda sua família possuíam e tentaram usar dela para destruir o Héctor, meu orgulho mais uma vez falava mais alto e a rivalidade impediu que eu admitisse que meu filho era alguém ruim.

Durante a reunião mais uma vez isso aconteceu, tanto ego e ódio resultaram numa conversa desastrosa e por fim eu e Adam nos ameaçamos mais uma vez, dessa vez deixei claro que o acordo que fizeram com o Olimpo há mais de vinte anos já não valia de nada e que seríamos independentes e os atacaríamos se fosse necessário.

-Eu não duvido que algum de vocês tenha atentado contra a vida do meu filho, e acreditem eu descobrirei o culpado e mandarei mata-lo sem qualquer piedade.

Eu esbravejei sentindo o ódio tomar conta do meu corpo.

-Não duvido que crie provas falsas diante disso, apenas para se fazer de vítima como sempre e tentar manter-se o inocente. Dessa vez pelo seu filho, que deve ter milhares(mil) de inimigos por ser um completo delinquente que você protege.

Adam dizia e eu queria bater nele ali mesmo, mas o pior de tudo, o que mais me magoou, foi saber que tudo que ele disse sobre meu filho era verdade.

-Veremos o quanto essa pose irá durar até que seu filho esteja no mesmo estado que o Héctor.

Eu disse as palavras pausadamente e não esperei sua resposta saindo da sala com rapidez e a passos largos, vi Benjamim diante de Megara que parecia apreciar sua companhia, mas não importei-me com isso, apenas a chamei rapidamente e segui andando. Alguns seguranças vieram para junto de mim e dela nos acompanhando até lá fora e notei que Megara abraçava a caixa em suas mãos como se fosse sua própria vida ali.


Vi a garota de cabelos pretos e pele pálida se aproximar, Apple tinha as características de sua mãe sem dúvida alguma e carregava em seus lábios da cor de sangue um sorriso cruel para mim e para Megara.

-Nunca pensei que fosse aproveitar tanto uma morte além da que eu espero da Rainha Má novamente, mas depois dessa eu soltarei fogos de artifício e comprarei um bom champanhe, para saborear o gosto da vingança.

Ele deu uma risada aguda e eu pude ouvir o barulho de algo cair no chão e então Megara ir em sua direção, eu nem mesmo tive qualquer reação para segura-la ou impedir que ela fizesse o que eu sabia que mesmo por instinto, seria defender nosso filho. Megara deu um tapa estralado no rosto de AW e eu pude ver a marca vermelha de sua mão na face esbranquiçada da garota e também dois arranhões resultado de suas unhas, ela não teve reação à não ser tentar devolver enquanto Megara lhe dava mais dois tapas e ao perceber que eu não conseguia evitar aquilo os seguranças as separaram e eu então pude ver a multidão de pessoas que aumentou ao nosso redor, principalmente jornalistas, seria um escândalo.

-Sua vadia desgraçada, como você pode! Não respeitar nem mesmo à dor de uma mãe, me diz! Sua meretriz!

Megara cuspia as palavras e eu então a segurei no lugar dos seguranças tentando acalma-la.

-Pelo menos eu sirvo para meretriz e você? Uma velha que deixa o marido trai-la com todas para poder proteger o monstro nojento que chama de filho.

Apple White tinha um largo sorriso em seu rosto.

-Cale a boca sua vagabundinha! Antes que eu destrua seu rosto que é a única coisa boa que você tem, já que é vazia, sem conteúdo! Só o seu corpo que interessava para o meu filho e para todos os homens que você já se deitou, que é uma lista grande afinal, não é? Há menos que queira perder sua carreira de prostituta juvenil tendo seu corpo destruído pelos meus punhos suma da minha frente!

Os seguranças soltaram Apple que saiu sem dizer nenhuma outra palavra, e tentava abrir caminho em meio à multidão.

Com dificuldade eu e Megara chegamos ao carro, e então começamos nossa viagem de volta ao Olimpo, um caminho silencioso em que a imagem de Héctor passava por minha mente à todo instante e me fizeram derramar ainda mais lágrimas.

Após chegarmos ao Olimpo, eu e Megara resolvemos ver tudo que havia na caixa que o Benjamin a entregou, tinham tantas fotografias dele, não do clone arrogante e defeituoso que voltou de lá, mas dele ainda um menino doce e inocente, cheio de vida. Aproveitamos para ver também o que ele nos deixou há um ano atrás.

O que mais me doeu foi ler seus diários que haviam na caixa até seus 14 anos, contando desde todo seu sofrimento pela distância de nós seus pais e de como Auradon ao contrário do que pensei lhe fazia bem, já que lá ele não tinha de conviver com tantas brigas, até a inveja que aos poucos nutriu de Ben, que ele tinha país amorosos e que todas as pessoas gostavam dele, e o quanto ele desejava todo aquele carinho e amor.

Nas coisas dele de quase dois anos atrás, havia um caderno com fotos de diversas garotas com as quais ele dormia, as usando sempre e descrevendo como ele se divertia em machuca-las, uma delas era Apple White que ele escreveu “vadia fácil”, eu não posso dizer o quanto ele atingiu cada uma dessas garotas, mas sei que foi doloroso para cada uma delas.

Eu e Megara decidimos então invadir seu espaço pessoal, o quarto que ele não vinha há um ano e que Megara cuidou para que estivesse preservado até sua volta, a suíte de paredes vermelhas alaranjadas e com desenhos de demônios com grafite, ele não tinha nem mesmo um livro ali, mas vários cigarros eletrônicos guardados numa caixa e algumas pílulas.

-Ele não só usava, ele também as vendia Megara, ninguém tem tantas caixas de comprimidos assim...

Eu vi que todas as caixas estavam abertas e derramei os comprimidos na mesa.

-Isso não é remédio nem de longe...

Eu continuava sem acreditar, deveria ter invadido seu espaço antes, mas ao invés disso deixe que ele tivesse seus segredos e o que ele chamava de privacidade ao esconder esse tipo de coisa e eu sentia que minha tristeza dava lugar a raiva e também à decepção e frustação.

Haviam também telefones de jovens e até mesmo homens com os quais ele tinha “negócios” para a venda e o uso de drogas e entorpecentes, já vi muitas vezes ele os usando e sempre prometendo que era a última vez, eu não queria enxergar o que estava na minha frente.

-Esse era o nosso filho...

A voz de Megara era carregada de tristeza e eu a olhei, ela estava com um caderno em suas mãos e vi fotos de muitas meninas e nomes rabiscados.

-É um caderno com uma contagem detalhando cada uma delas...

Ela diz baixo e uma lágrima cai de seu rosto ao ela levantar para a mim a foto da garota de cabelos roxos e olhos verdes “maldita virgem” estava escrito com letras vermelhas sobre seu rosto, me lembro da Mal ainda na minha sala com o pulso quebrado, sentada à minha frente assustada e cheia de mágoas. No lugar onde já vi não só garotas que ele machucava para conseguir se satisfazer, mas também garotos que ele usava como exemplo do que aconteceria caso entrassem no seu caminho, um deles foi espancado por ‘desafia-lo’, cerca de 30 passaram por mim durante o tempo em que ele esteve aqui.



Eu e Megara estávamos em frente à lareira da sala, queimando os cadernos e números, e também as fotos uma à uma, junto com tudo que lembrava seus atos horríveis.

-Alguém magoou muito nosso filho-Megara dizia entre os soluços enquanto eu apenas jogava os objetos ao fogo-mas ele magoou muito mais pessoas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo, eu não estava muito inspirada, mas fiz o possível pra colocar os sentimentos deles.
Comentem e favoritem a história se puderem, isso me ajuda muito.
Até o próximo capítulo!


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