História Não Foi o Fim do Nosso Amor - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags 2min, Bottom!jungkook, Jikook, Kookmin, Top!jimin
Visualizações 307
Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoinhas, estão bem?
Eu espero que tenham paciência comigo, não está sendo fácil eu escrever. Mas enfim, eu espero que gostem, estarei TENTANDO atualizar essa fanfic toda sexta feira.
O capítulo não foi betado, mas tenham uma boa leitura!

Capítulo 3 - Mesmo depois de cinco anos


Naquela noite foi inevitável Jimin não chorar.

 

Sentiu o peso das lembranças. Cada sorriso, cada abraço, cada beijo, cada eu te amo. Porém o presente estava diferente agora.

 

Taemin quis passar a noite consigo, seu namorado estava preocupado, afinal. Mas não conseguiria ficar nos braços de um pensando em outro, Taemin não merecia isso. Ele não merece Jimin.

 

O mais alto era um namorado incrível, lhe dava carinho, atenção, respeito, amor, apoio.... tudo o que precisou quando chegou a Seoul. Estava quebrado, emocionalmente dizendo. Temin foi a pessoa que lhe ajudou em tudo, ele lhe ajudou a arrumar um emprego, deixou o mais novo ficar em sua casa por um tempo enquanto não alugava um apartamento, deu o amor que precisava.

 

E foi por isso que dispensou a companhia do namorado, não queria ter que estar nos braços dele chorando por outro alguém que lhe machucou mais do que tudo.

 

Quando ele chegou a capital, afinal?

 

Suspirou, era o que mais fazia desde a noite anterior quando tentava se acalmar — sem sucesso.

 

Caminhou até seu banheiro e viu sua aparência horrível no espelho. Olhou para trás e viu o relógio na parede do corredor já estava na hora de se arrumar para trabalhar. Pensou em faltar, não estava com a mínima disposição para ir á doceria, mas não poderia se dar o luxo de faltar.

 

Iria preocupar a todos que observaram sua “ceninha” ontem, fora que poderia ser demitido — mesmo que duvidasse que Seokjin faria isso.

 

Mas e se ele fosse lá novamente?

 

Seu emocional estava frágil demais para encarar o padre novamente.

 

Fez uma concha com as duas mãos quando abriu a torneira e jogou a água em seu rosto. Precisava melhorar sua aparência ou assustaria as pessoas, e disso ele não duvidava nada.

 

Após enxugar o rosto, voltou para o quarto em passadas preguiçosas, vestiu o fardamento da doceria e por cima um moletom marrom e calçou seus tão amados sapatos sociais perfeitamente lustrados.

 

Foi ao banheiro novamente e abriu a maleta de maquiagens. Passou corretivo, base, esfumou um pouco os olhos e passou um gloss, apenas para tirar a aparência de morto. Quando satisfeito, pegou suas chaves e saiu de casa.

 

Comeria no trabalho mesmo, antes de abrirem para o público. Não estava com vontade de preparar alguma coisa.

 

Dirigiu por alguns minutos nas ruas frias da cidade, e logo viu a fachada colorida do local onde trabalhava, tinha até mesmo algumas pessoas no lado de fora esperando abrir. Estacionou na vaga de funcionários aos fundos do estabelecimento e entrou pela porta traseira.

 

Como sempre, o local estava quentinho com o aquecedor ligado, sendo assim, retirou o moletom e o deixou pendurado em um dos cabides. Assim que entrou todos os vieram receber, perguntaram coisas que já esperava e tinha a resposta na ponta da língua, “você está bem?” “quer algo para comer?” “tem certeza que se sente melhor?” “quem era aquele que correu atrás de você ontem?”

 

Para a última pergunta sequer se deu o trabalho de responder, apenas agradeceu a preocupação dos colegas e saiu para preparar um café quente para si. Toda aquela bajulação era um saco. Estava óbvio que eles queriam saber o que tinha acontecido, e não se ele estava bem.

 

Taemin estava lá também, mas este por sua vez não falou nada. Jimin esperou por isso também. Depois de se negar a falar quem era aquele que quase lhe beijava, o Lee fechou a cara. E mais ainda quando recusou este dormir em sua casa.

 

Deu uma golada no café já pronto que estava em suas mãos e foi novamente ao local onde os funcionários ficavam enquanto alguns arrumavam o café para abrir. Taemin continuava sentado no mesmo local na mesma posição e sem fazer nada.

 

Respirou fundo, sabia que tinha que falar com ele, Taemin não lhe procuraria, era orgulhoso demais. Se não o fizesse, os dois iriam ficar brigados e problemas Jimin já tem demais, ainda mais com a volta do seu ex namorado, não precisava de mais uma dor de cabeça.

 

— Tae. — Chamou, mas ele sequer o olhou. — Taemin, estou falando com você.

 

O Lee o olhou com o semblante fechado, mas sabia que ele estava magoado, e não com raiva.

 

— Ah, então agora você quer falar comigo, Jimin? Quem não quer falar sou eu, preciso trabalhar e sugiro que você faça o mesmo! — Levantou-se, mas as mãos fortes do Park o fizeram sentar novamente.

 

— Olha eu sei que você está magoado, ok? Mas nós precisamos conversar. Não vamos chegar a lugar nenhum assim, nos evitando, eu quero resolver isso. Não quero perder meu namorado. — outra vez, completou mentalmente.

 

O mais alto relutou, mas no fim suspirou e maneou a cabeça para o namorado continuar.

 

— Eu sei que você só quis e quer me ajudar, queria ficar do meu lado porque ontem você viu que eu realmente estava mal, mas poxa, entenda o meu lado também. Eu precisei e ainda preciso de um tempo sozinho Taemin, pra pensar. São coisas haver com o meu passado, você sabe que eu não gosto de falar disso pra ninguém, eu não me sinto pronto. Você disse que respeitaria o meu tempo, não disse? — Parou para tomar ar. — Então! Por favor, não fique assim. Você sabe que é a única pessoa em que eu poderia me apoiar nesse momento. É que… você não entenderia, min.

 

— Então me faça entender, Jimin. Me conte o porquê de você ter chorado tanto… — Se levantou e acariciou as bochechas macias do mais novo. O olhar do Park caiu, e o Lee sabia o que aquilo significava. — Tudo bem então, quando estiver pronto você me fala. — Abraçou o corpo menor que si e deixou um selar no topo da cabeça do outro. — Eu te amo. — E mais uma vez Jimin chorou.

 

Chorou porque sabia que não poderia responder o mesmo que Taemin.


 

.

 

.

 

.


 

Ao fim do dia todos foram para suas casas, deixando Jimin para fechar o café sozinho. Já tinha feito aquilo antes, não tinha nada de complicado.

 

Depois de colocar todas as cadeiras de ponta-cabeça nas mesas, fechou as portas da frente e fechou as cortinas, não deixando quem estava do lado de fora ver o interior da doceria. Depois de tudo pronto, foi até os fundos do local e pegou o moletom de volta. Abriu a porta depois que vestiu o tecido grosso e andou rapidamente para o seu carro, o dia estava mais frio que o anterior.

 

Não demorou a ligar o aquecedor ao máximo e se pôs a dirigir, porém quando estava prestes a sair do pequeno estacionamento, uma pessoa se colocou na frente do carro. Jimin freiou bruscamente para não bater, mas o carro derrapou um pouco por causa da neve e o indivíduo acabou caindo no chão.

 

— Ai meu deus! — saiu do carro correndo. — Jungkook, você está bem?

 

Sem sequer perceber, as palavras saíram de sua boca e uma de suas mãos estava estendida para o homem no chão. Jeon lhe olhou surpreso talvez por sua atitude preocupada, mas no fim, sorriu largo.

 

— Oh, hyung! Eu estou bem, não precisa se preocupar comigo. — Levantou sendo ajudado por um Park tímido. — O carro não bateu em mim, eu caí por conta do gelo. Hm, eu vim correndo quando te vi. Oh, é seu?

 

— O que...? — Indagou atordoado.

 

— O carro ele é seu? — Com uma afirmação, ele mordeu o lábio inferior. — Ah… vejo que suas condições financeiras melhoraram desde que… você sabe.

 

— Desde que nós namorávamos, sim eu sei. — Completou voltando a si, irritado. — O que você quer, Jeon? Eu preciso ir para casa, não quero que me procure.

 

Deu meia volta e abriu a porta do carro. Não queria falar com ele, não depois de tudo aquilo.

 

— Jimin, espera! Por favor, vamos só conversar, é rápido, eu prometo!

 

— Não Jungkook! Me esquece, eu não quero falar com você! — Entrou, mas Jeon não o deixou fechar a porta.

 

— Por favor, só cinco minutos!

 

— Qual o seu problema? Qual parte do “eu não quero falar com você” tu não entendeu, Jungkook?

 

— Eu entendi, apenas não acredito! — Exclamou alto. — Você não me esqueceu Park Jimin, você ainda me ama, eu sei disso. Você está com medo de falar comigo e se machucar outra vez, mas eu não vou fazer isso, amor.

 

Sentiu sua garganta fechar e os olhos lacrimejarem. Fazia tanto tempo que não escutava ele lhe chamar assim, tão carinhoso, manhoso, tão amoroso. Não poderia chorar novamente, mas era inevitável quando sabia que tudo o que ele dizia era verdade.

 

— Por favor, Jimin! — Voltou o olhar para Jungkook quando escutou a voz trêmula.

 

O olhando bem agora, a única coisa que lhe protegia do frio era o gorro em sua cabeça, estava vestindo apenas uma calça jeans simples e uma blusa fina com mangas compridas. Estava tremendo e os lábios roxos, não pensou duas vezes antes de dizer.

 

— Entra no carro.

 

O mais novo murmurou um agradecimento e fez o que foi mandado. Agora estavam os dois no calor do aquecedor. Jimin retirou o moletom e jogou para o mais novo, tentando parecer indiferente a situação, mas Jeon sabia que ele se importava consigo ainda.

 

— Antes que diga algo, você precisa mais do que eu, não pense que eu te perdoei ou algo do tipo.

 

— Eu sei disso. Obrigado Jimin-ah.

 

Jimin passou a língua nos lábios enquanto olhava a rua pela janela do carro, estava nervoso e com vontade de chorar, só queria ir para casa e deitar em sua cama. Mas ao mesmo tempo gostaria de ficar no carro com Jungkook ao seu lado, o perfume dele se espalhando pelo carro.

 

— Você tem três minutos para falar.

 

— Okay, obrigado. Hm… — Sem mexeu desconfortável — Quero te explicar tudo o que aconteceu. Quero me aproximar de você novamente, mas acho que essa não é uma boa hora para falar sobre isso, sabe? Eu sei que você está triste, que não está emocionalmente bem e que não está pronto pra isso. Eu também não estou, eu tô com vontade de chorar agora só por ver você, por ver o quanto continua magoado comigo. E mesmo que quiséssemos conversar sobre isso agora eu não conseguiria. — Ele fungou prestes a chorar, mas se segurando. — Eu também não estou pronto, hyung. Mesmo depois de cinco anos, eu não estou pronto, não hoje, não agora. Então, por favor, vamos conversar outro dia, tudo bem?

 

Jimin nada respondeu, apenas respirou concordando com tudo mentalmente. Não estava pronto, não ainda.

 

— Tome. — Estendeu um papel dobrado. — É o meu número. Me ligue quando se sentir melhor para conversar. Só por favor, hyung, me ligue.

 

A mão alheia estava tremendo, e quando esticou a sua para pegar o papel, percebeu também estar tremendo. Os dedos acabaram se encostando e Jungkook entrelaçou os dois, mas Jimin não demorou a cair na real e afastar ambas as mãos.

 

— Me diga onde é sua casa. Não vou deixar você sair nesse frio.

 

O mais novo sorriu largo, tanto como nunca havia sorrido em sua vida inteira. Foi impossível Jimin também não arquear um pouco os cantos dos lábios, era altomático.

 

Mesmo depois de cinco anos, sorria quando Jungkook o fazia.

 


Notas Finais


Comentem o que acharam! Até a próxima sexta! <3
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