História Não Há Lugar Como o Nosso Lar - Capítulo 2


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Categorias Amor Doce, Eldarya
Personagens Agatha, Alexy, Armin, Castiel, Erika, Ezarel, Kentin, Keroshane, Kim, Leiftan, Lynn, Lysandre, Miiko, Nathaniel, Nevra, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Valkyon, Violette
Visualizações 14
Palavras 3.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Kon'nichiwa, Neko-Chan
Tudo bem?
Para não perder a mania de Notas do Autor, cá estou eu, só para perguntar se vocês estão bem? Tomara que estejam

É sério, eu n faço ideia do que falar aqui

Capítulo 2 - Mudanças Extremas


Fanfic / Fanfiction Não Há Lugar Como o Nosso Lar - Capítulo 2 - Mudanças Extremas

Olhei ao redor e não estávamos em Eldarya. Virei minha cabeça para trás e os meninos estavam lá. Deixei um sorriso escapar por eles estarem bem e vivos. Senti alguém puxando meu vestido e olhei para baixo

— Tia Erika — Falou a criança

— Zee? — Falei assustada. O olhei e coloquei ele no colo

— Que espécie de criatura é essa, Erika? — Perguntou Ezarel

— É uma criança. Esse é o Zee — Falei mostrando os meninos ao Zee

— Seu Minaloo? — Questionou Ezarel e eu revirei os olhos

— Zee, esses são Ezarel, Nevra, Valkyon e Leiftan. Meninos esse é o Zee, irmão de uma amiga

— Ezarel tem orelhas engraçadas — Falou Zee baixinho

— Eu concordo — Falei olhando Ezarel que olhava sério — Que fantasia é essa?

— É Halloween, tia Erika — Falou Zee — E eu sou um vampiro que vai sugar todo o seu sangue — Eu olhei para Nevra que sorriu

— Oh! Não! Quem me defenderá desse vampiro? — Falei brincando com ele — Onde está a sua irmã, Zee?

— Zee — Falou uma voz vinda de longe

— Charlotte — Chamei e ela me achou

— Você achou o Zee, obrigada — Falou ela — Achei que você estivesse em casa, já que saímos de lá à 10 minutos, e a Lynn falou que você estava dormindo

— Eu levantei rápido e vim da um passeio — Falei entregando o Zee à ela

— Eu já vou indo — Falou Charlotte e foi embora. Olhei para os meninos

— Ela é bem bonita — Falou Nevra

— Ela não é muito simpática — Falei

— Onde nós estamos? — Perguntou Valkyon

— Não é óbvio? Estamos no mundo dos humanos — Falou Ezarel. Eu olhei ao redor e reconheci as árvores

— Estamos em Sweet City — Falei baixo — Estamos em casa

— Porque e como nos trouxe para cá? — Perguntou Ezarel

— O colar que a Miiko e o Jamon me deram. Eu não pedi para vir para o mundo dos humanos, pedi para ir à um lugar seguro — Falei

— Estamos em um lugar seguro, afinal, aqui não terá um Black Dog — Falou Ezarel

— Desculpem, tá bom. Eu não sabia que viríamos para cá — Falei — Mas eu vou achar um jeito de voltar para Eldarya

— Já que estamos aqui, o que faremos? — Perguntou Leiftan

— Vamos para minha casa. Se o que a Charlotte falou é verdade, não se passou um só minuto desde que eu fui a Eldarya. É como se os tempos fossem diferentes — Falei — Foi uma viagem atemporal

— Sua casa é longe? — Perguntou Nevra

— Não. É perto — Falei e eles hesitaram em ir — Ninguém vai achar vocês estranhos, eu garanto, é Halloween — E eles me olharam estranho — O que é Halloween? Uma festa muito popular, onde as pessoas se fantasiam de personagens ou criaturas. Vamos andando, estou com saudade da Lynn

Fomos andando pelas ruas de Sweet City tranquilamente. Nevra até brincou com algumas crianças na rua que estavam fantasiadas de vampiros. Assim como Ezarel com crianças que gostavam de Senhor dos Anéis. Por sorte, tinham mais crianças que adultos na rua. As crianças não achavam os meninos estranhos.

Os adultos perguntariam: De que são feitas essas fantasias? Foi caro?

Já as crianças, não, elas perguntariam: Porque suas orelhas são engraçadas? Posso brincar com seus dentes?

Passamos por várias casas até chegar em casa. Abri a porta e entramos

— Lynn? — Chamei. Ela desceu as escadas, me olhou estranho e, olhou para os meninos e sorriu

— Erika, você foi comprar doces e voltou com esses 4 bombons? — Perguntou Lynn. Eu andei até ela e a abracei forte

— Senti tanto sua falta — Falei baixo. Eu apertei o abraço

— Erika você vai me quebrar ao meio — Falou Lynn quase em voz

— Desculpe — Falei soltando o abraço

— Posso te perguntar uma coisa?

— Onde eu achei os meninos? — Perguntei

— Não, aparecer um monte de caras do nada não é novidade para mim — Falou ela — Onde você achou essa roupa?

— Lynn, nós precisamos conversar, e é sério — Falei

— Tudo bem. Mas pode desligar o forno antes, vai queimar o bolo — Falou ela e eu corri na cozinha e desliguei

— Porque você não desligou? — Perguntei e Lynn deu os ombros — Meninos, podem sentar no sofá — Falei e eles sentaram — Lynn, vamos lá no meu quarto — Falei e ela assentiu. Subimos para o meu quarto

— Fala, Erika, o que foi? Você parece assustada

— Você vai me achar uma completa louca

— Vai me dizer que você esteve um ano fora em uma viagem atemporal e foi parar em um mundo onde tem ogros, sereias e unicórnios. E que aquele garoto de cabelo azul que parece o Nathaniel é um Elfo de verdade

— Como você sabia, Lynn?

— Era isso que você iria falar?

— Era — Falei. Eu contei mais um pouco sobre Eldarya, sobre a Miiko, sobre tudo que eu podia

— Você é uma completa louca, uma maluca, sem juízo, falta parafuso aí, doida...

— Já acabou?

— Fora da casinha

— Mas acredita em mim?

— Claro que não

— Se eu te mostrar algo você acredita?

— Talvez, depende do que seja

— Eu vou chamar um deles, sem sair daqui

— Ta bem, chama

— Nevra, pode vir aqui? — Falei baixo e em alguns segundos Nevra bateu na porta

— Chamou, Erika?

— Chamei, sim. Você me ouviu chamar, certo?

— Sim, as suas palavras sempre chegam aos meus ouvidos — Falou Nevra sorrindo para mim

— Pode voltar para a sala — Falei e ele saiu — Acredita agora?

— Ainda não — Falou Lynn

— Você quer tocar nas orelhas do cara de cabelo azul, não é?

— Óbvio que quero

Nós descemos e Nevra estava caindo na gargalhada, ele possivelmente ouviu o que eu falei com Lynn sobre as orelhas de Ezarel

— Você ouviu, não foi? — Perguntei

— Admita, Erika, é engraçado — Falou Nevra rindo

— Se é engraçado ou não, ela só vai acreditar assim — Falei — Bom, eu contei a Lynn sobre Eldarya e tudo mais. Mas, ela não acreditou completamente em mim

— E quem acreditaria? — Perguntou Lynn

— Como eu estava dizendo, como prova que tudo isso é real, eu deixei ela tocar nas orelhas do Ezarel — Falei. Ezarel me olhou estranho e os meninos riram discretamente

— Isso é realmente necessário? — Perguntou Ezarel

— Claro que é necessário — Falou Lynn. Ela foi até Ezarel e pegou nas suas orelhas mas logo as soltou — Eu acredito em você, Erika

— Ah! Claro, agora ela acredita — Resmungou Ezarel

— Vocês ainda não foram devidamente apresentados — Falei — Lynn, esses são Ezarel, Nevra, Valkyon e Leiftan. Meninos, essa é a Lynn, minha irmã — Falei. Nevra levantou, pegou a mão de Lynn e a beijou

— É um prazer conhecê-la, Lynn — Falou Nevra

— Eu conto ou você conta? — Perguntou Lynn

— Eu conto — Falei — Então, Nevra, lembra que em Eldarya eu falei que a Lynn não cairia nos seus encantos? — Falei e ele assentiu — Então, a Lynn é lésbica — Falei e eles me olharam estranho — Lésbicas são mulheres que não sentem atração por homens e sim por outras mulheres

— Mas você cai nos meus encantos — Falou Nevra passando a mão no meu rosto, levemente, me arrepiando

— Hum, hum — Fez Leiftan o som com a garganta

— Ah! Erika, você lembra da festa hoje, não é? — Falou Lynn

— Festa? — Questionei

— Sim, a festa de Halloween, e seu pré-aniversário — Falou ela

— Eu tinha esquecido completamente — Falei — Lynn, tenho uma missão para você

— Falou igual a Miiko agora — Falou Ezarel e eu o olhei assustada

— Pode mandar, capitã Erika — Falou ela

— Preciso que olhe naquelas roupas da peça de High school que nós fizemos, que estão no porão, se tem algumas roupas que caibam neles

— Pode deixar — Falou Lynn

— Eu vou confirmar os convidados da festa — Falei

— Lembra do trato, Erika. Nada de Lety, se nada de Ambre, Li e Debrah — Falou Lynn

— Para não convidar a Lety eu topo até não me convidar — Falei pegando o celular. Procurei os números — Ah! Lynn, mais uma coisa. Os meninos vão ficar com a gente até conseguirmos voltar a Eldarya

— O que? — Questionou Lynn. Eu subi correndo as escadas

— To no telefone — Falei. Demorei um pouco e desci — Pronto, Lynn, todos confirmados

— Quem você chamou? — Perguntou Lynn

— Uma galera. Ninguém que você não conheça — Falei — Achou algo?

— Ainda não — Falou Lynn

— Enquanto isso vamos dividir as obrigações aqui em casa — Falei

— Eu acho que ouvi errado, o que você falou? — Perguntou Nevra

— Obrigações — Falei — Como o Ezarel é o melhor alquimista de toda Eldarya, deve ser ótimo na cozinha, já que eu cozinho um pouco, mas agora somos 6, nunca cozinhei para tantos e Lynn não sabe cozinhar muito bem — Falei

— De alquimista para cozinheiro — Falou Ezarel

— Nevra, você é bem rápido, pode ajudar na faxina da casa — Falei e ele fez legal com a mão — Valkyon, vai ajudar nos reparos, já que nem eu, nem Lynn alcançamos as lâmpadas da casa — Falei e virei as costas

— E o Leiftan? — Perguntou Ezarel e eu virei de volta

— Ele vai ter um trabalho dificílimo, o pior de todos — Falei e eles se assustaram — Vai me ajudar na biblioteca, a achar um jeito de voltar para casa

— Erika, você está em casa — Falou Leiftan

— Minha casa é Eldarya — Falei

— Achei — Falou Lynn saindo do porão

Lynn deu algumas roupas aos meninos e, felizmente, couberam perfeitamente. Foi exatamente na hora que eu sai para compra os doces para a noite. Quando eu voltei quase não os reconheci

— Uau! Vocês ficaram muito bem — Falei — Prometo que isso é só provisório, amanhã vamos à loja da Purriry comprar roupas novas

— Vocês vão aonde? — Perguntou Lynn descendo as escadas

— Purriry não, shopping. Desculpa, minha cabeça ainda está em Eldarya — Falei

— Está lá mesmo, nem a roupa você tirou

— Você me mandou comprar os doces na hora que eu ia tomar banho — Falei — A galera chega daqui a umas 2 horas. Como a festa é à fantasia, podem ficar a vontade para vestirem o que quiserem. Agora eu vou tomar banho

— Quer companhia? — Perguntou Nevra e eu ri corada

— Erika, a fantasia que você encomendou à Rosa está no quarto — Falou Lynn — A minha ficou ótima

— Ta bem — Falei

Subi no meu quarto e tranquei a porta. A fantasia estava dentro de um saco, fiquei curiosa para ver, mas preferi tomar banho primeiro. Se fosse a Lynn ela cutucaria o saco inteiro. Entrei de baixo do chuveiro e o estranhei. Fazia 1 ano que eu não usava um chuveiro. A água descia cada vez mais quente, até sentir minha pele queimar e o desliguei. Vesti um vestido qualquer e desci. Olhei para eles e Lynn estava em cima de uma cadeira

— O que houve? — Perguntei

— Tem um rato aqui — Falou Lynn

— Um rato? — Questionei

— Olha, ele ta no seu pé — Falou ela. Eu olhei para os meus pés e para minha surpresa não era um rato

— Não é um rato, é uma Musarose. É a Floppy, a mascote do Valkyon — Falei pegando a Floppy na mão e ela foi para o meu ombro — Como a Floppy veio parar aqui, Valkyon?

— Ela veio escondida no bolso do Ezarel — Falou Valkyon

— Temos um problema — Falei baixo — Valkyon, podemos conversar a sós? — Ele não respondeu, só me seguiu até o meu quarto

— Não sabe como a Floppy vai viver aqui, não é? — Perguntou Valkyon e, eu entreguei a Floppy a ele e ela foi ao ombro dele

— Exatamente — Falei olhando para o chão. Peguei nas mãos dele e o olhei nos olhos — Primeiro temos que mantê-la segura. Aqui não é Eldarya que ela pode ficar passeando por todo lugar. Se alguém vê ela nem sei o que pode acontecer — Falei preocupada — Eu tenho uma gaiola que era um porquinho da índia que eu tinha, mas ele morreu, pode ser ótima para a Floppy ficar enquanto não achamos uma gaiola maior. E eu vou dar um jeito de achar Joaninhas Envenenadas e também... — Ele colocou o indicador nos meus lábios me calando

— Não acha que está fazendo muito? — Falou ele e eu sorri

— É o mínimo que tenho que fazer — Falei e eu abri meu armário e procurei a gaiola — Eu nos coloquei nisso, tenho que achar um jeito de ao menos estarem todos confortáveis, de se sentirem em casa — Falei e entreguei a gaiola a ele. Eu rapidamente me perdi olhando para uma foto no criado mudo. Valkyon me olhou reparando que eu fixei meus olhos na foto

— Vou te deixar um pouco só

— Obrigada — Falei. Valkyon saiu e fechou a porta

Puxei meus pés para cima da cama e abracei meus joelhos. Manti meus olhos fixos na foto. Nessa foto estavam eu, minha mãe, meu pai, tia Lúcia, tio Phillip e a Lynn rindo de uma piada que contei

Flashback on

— Lynn, fique quieta — Falou Lúcia

— É a Erika que ta me cutucando — Falou Lynn e eu ri discretamente

— Querida, deixa as crianças brincarem — Falou Phillip

— Eu não sou criança, pai — Falou Lynn

— Erika, joga esse sorvete, vai sujar o vestido — Falou minha mãe

— Mas, mãe — Falei

— Sem mas, Erika, obedeça sua mãe — Falou meu pai. Eu levantei e joguei o sorvete no lixo

— Porque temos mesmo que tirar essa foto? Nem somos da mesma família — Falei

— Para mandar para a Agatha em Sweet Farm. Sabem que ela não as vê a tempos. E vamos ficar com algumas cópias — Falou Lúcia

— Como se eu não a visse todo santo dia em Sweet Amoris — Sussurrou Lynn para mim e eu ri

— Prontos para a foto? — Perguntou o fotógrafo apontando a câmera para nós

— Venham meninas — Falou minha mãe e nós fomos para perto de todos — Sorriam

— Lynn? — Chamei baixo e ela olhou para mim — Sabe porque o jacaré tirou o jacarezinho da escola? — Perguntei e ela balançou a cabeça negando — Porque ele réptil de ano

Lynn caiu na risada e a foto foi batida assim

Flashback off

— Ezarel, podemos conversar no seu novo laboratório? — Perguntei sorrindo

— A cozinha? — Perguntou

— Claro, quero te apresentar seu novo local de trabalho — Falei. Ele bufou e me acompanhou ate a cozinha e fechei a porta — Está é a cozinha, bem vindo

— Só isso?

— Senta aí, vamos conversar um pouco — Falei e ele sentou. Eu virei para pegar um café e alguns biscoitos — Sei que você está odiando estar aqui

— Nunca achei que fosse dizer que você está certa

— Posso fazer esses dias aqui serem melhores — Falei me aproximando dele

— Você pode?

— Posso — Falei baixo — Prova isso — Falei mostrando um pão de mel

— O que é isso?

— O que tornará seus dias melhores aqui

— Vai me matar? Que espécie de poção é essa?

— Come logo, Ezarel — Falei e ele deu uma mordida no pão de mel e olhou

— O que é isso? É muito gostoso, tem mais disso?

— Isso é pão de mel e não tem mais — Falei e ele me olhou triste — Mas eu posso fazer mais — Ezarel me pegou pelos braços, me empurrou na parede e me olhou fundo nos olhos

— Por favor — Falou ele pausadamente e eu sorri — O que você quer para fazer mais disso?

— Quero só que me ajude com as refeições aqui em casa

— Está bem, pelo pão de mel

— Eu também te amo — Falei saindo da cozinha com ele — Comida garantida — Senti minha barriga roncar — Alguém mais está com fome? — Perguntei e todos levantaram o braço — Até você, Lynn?

— Eu sempre to com fome — Falou Lynn

Peguei o celular e liguei para Sweet Food. Pedi 6 quentinhas reforçadas. Foi só nessa hora que eu lembrei que não tinha comido nada o dia inteiro. Só uma maçã no piquenique. Ouvi um barulho de algo quebrando atrás de mim e virei, vi que Lynn tinha batido a mão em um vaso de vidro que tinha na estante. Ela abaixou para recolher os cacos de vidro e se cortou, fazendo seu sangue sair da sua mão. Meu olhos se viraram rapidamente para Nevra e, Leiftan e Valkyon estavam segurando ele pelos braços. Nevra queria atacar Lynn. Pela força que Leiftan e Valkyon estavam fazendo, Nevra deveria estar com muita fome. Lynn deu alguns passos para trás e caiu sentada

— Lynn, não corra. Se correr ele te pega — Falei. Fui andando até Nevra e tirei uma das facas da minha perna

— Erika, o que você vai fazer? — Perguntou Lynn

— Confie em mim, eu sei o que estou fazendo. Não é a primeira vez

Eu estava cara a cara com Nevra. Ele parecia um bicho. Peguei a faca e fiz um corte no meu braço. A dor foi insuportável, mas foi necessário. Meu sangue pingou no chão e lágrimas desceram dos meus olhos. O cheiro do meu sangue confundiria ele. Dei sinal com a cabeça e, Leiftan e Valkyon soltaram Nevra. Ele veio na intenção de me atacar, mas eu desviei do seu ataque. Não foi entendível o que eu fiz, mas quando notei eu já estava no chão, em cima de Nevra com os joelhos segurando seus braços e com uma mão no seu pescoço, o mesmo braço que sangrava, e uma faca na outra apontada para o mesmo lugar

— Se você encostar um dedo que seja na Lynn, eu corto o seu pescoço — Falei brava deixando minhas lágrimas cairem no seu rosto — Você me entendeu? — Gritei

— Erika, você está muito tensa — Falou Nevra brincando comigo. Eu sorri e soltei seu pescoço. Eu o abracei e senti suas mãos nas minhas costas

— O meu Nevra voltou

— Seu Nevra? — Falou ele e eu corei

— Erika? — Sussurou ele sem separar nosso abraço

— Sim — Sussurrei

— Lembra que você está de vestido, não lembrar?

— Eu esqueci. Diz que minha bunda não está fora

— Pela cara do Leiftan e do Ezarel, está

— O que eu faço?

— Senta no meu colo como se nada tivesse acontecido e fala algo, só para não demostrar sua tensão

— Safado — Sussurrei. Sentei no seu colo — Desculpe por ter ameaçado arrancar sua cabeça, mas eu faria tudo para proteger a Lynn — Falei olhando para ela e levantei

— Obrigada, Erika — Falou Lynn

— A senhorita Lynn poderia me desculpar por tentar a atacar? — Perguntou Nevra

— Tudo bem, não é a primeira vez que um vampiro tenta me atacar — Falou Lynn

— Lynn, o Dimitry não foi real — Falei

— E essa marca no meu pescoço? — Falou Lynn mostrando a marca de dentes no pescoço

— Você caiu em um garfo de carne

— Foi um vampiro

— Okay, Lynn, era Halloween e um vampiro se apaixonou por você e se alimentou de você depois

— Foi exatamente isso

— Acho melhor fazerem curativos nesses cortes — Falou Valkyon

— Ezarel? — Falei

— Eu tenho cara de Ewelein? — Perguntou Ezarel

— A cara não, mas as orelhas são idênticas — Falei e todos riram — Ta bom, estou abusando muito do seu corpinho. Leiftan, pode nos ajudar?

— Claro — Falou Leiftan. Nós fomos para a cozinha e Leiftan nos ajudou com os curativos

— Leiftan, você é muito gentil — Falou Lynn, e Leiftan corou

— Ele é mesmo — Falei

— Eu só faço meu melhor — Falou ele

— Os curativos ficaram ótimos — Falei, e Leiftan sorriu — Pode me ajudar com só mais uma coisa?

— Posso — Falou

— Vem comigo — Falei

Nós fomos até o porão e pedi que ele pegasse uma mesa comigo para por na sala. Colocamos essa mesa na sala. Depois de um tempo, as quentinhas chegaram e todos comemos. De acordo com Ezarel, a comida humana é estranha, mas não é ruim, só estranha.

Colocamos o som para a sala. Eu e Lynn colocamos alguns cds de música eletrônica. E de acordo com Nevra é diferente da música tocada em Eldarya, mas era boa. E Ezarel falou que suas orelhas eram muito sensíveis para ouvir tal coisa e achar bom.


Notas Finais


Pelo visto os Eldaryanos no mundo dos humanos estão indo bem. Por enquanto....

Confira também:

• As Irmãs Substitutas: https://www.spiritfanfiction.com/historia/as-irmas-substitutas-16527246

• Com Amor e Ódio, Fuyu - Livro 1: https://www.spiritfanfiction.com/historia/com-amor-e-odio-fuyu-15932140

• Com Sorrisos e Lágrimas, Fuyu - Livro 2: https://www.spiritfanfiction.com/historia/com-sorriso-e-lagrimas-fuyu-16963608

• You Got a Fetish For My Love: https://www.spiritfanfiction.com/historia/you-got-a-fetish-for-my-love-17538731


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