História Não-irmãos. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 7
Palavras 1.851
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


há três formas de ler esta fanfic:
1. Leia tudo.
2. Leia apenas os caps do prota masculinos ( eles serao sempre os primeiros)
Ex cap1 - o primeiro é a visâo do prota masc.
cap1 - segundo do prota femenino
cap2 - prota masc.
cap2-prota femenino.

3. Leia apenas os caps do prota. femenino.

Capítulo 1 - Capítulo 1: Invasão e confusão


Fanfic / Fanfiction Não-irmãos. - Capítulo 1 - Capítulo 1: Invasão e confusão

[18:57]     Minha casa em Tóquio, Japão.

*Meu telefone toca*

Eu: Moshi-moshi. (“Alô” em japonês)

Unknow: Cala a boca e me escuta! Sua irmã vai morar com você a partir de hoje, depois de amanhã eu dou uma passada ai pra te explicar tudo. Ela deve passar ai daqui a pouco, vou te mandar uma foto dela pelo celular. Beijos e respeita sua irmã. (Ligação encerrada)

(Era minha mãe {T¬T} )

*Knock knock*

Eh? Quem pode ser a essa hora da noite, penso. Quando abri a porta vi uma pessoa bem mais alta que eu, era uma garota, acho que devia ser uma adolescente, ela vestia uma jaqueta de motoqueiro preta, com calças Jean, ela calçava um All Star que eu não soube dizer que cor era, ele era bem legal, ele era todo manchado de cores neons. Seu cabelo estava preso em um coque e ela carregava uma guitarra? E uma mochila azul marinho. Olhei pro lado e vi uma moto bem grande e que parecia ser bem cara, olhei sua mão direita e vi uma chave, provavelmente dela. Olhei para seu rosto e seus olhos eram de uma cor indecisa, era avermelhado com um tom de castanho, ela tinha um olhar de quem não vivia feliz.

- Nagisa? – Perguntei olhando para ela. Ela se agachou e sorriu com um sorriso de quem podia tirar uma arma da bolsa e atirar.

- Kombawa (“Boa noite” em japonês), pirralho – ela me olhou e me empurrou para um lado e entrou em casa. Ela jogou a bolsa no chão e encostou seu instrumento na parede e se jogou no sofá.

- Tire os sapatos – falei desapontado.

Ela os tirou e os jogou na direção da porta. Tive que ser rápido para desviar. Quem diria que em 10 anos ela se tornaria no tipo de pessoa que eu mais odeio. Como uma criança irá viver com uma adolescente irresponsável? Pensei.

- Ei pirralho, vem ‘cá – me chamou desde o sofá. Eu fui e me sentei na frente dela – Quem é você? Me mandaram vir pra ‘cá pra morar com meu irmão, que eu não faço idéia de  quem seja. Vamos começar do começo, você responde minhas perguntas e eu vou responder as suas; preciso de seu nome, idade, onde estuda, por que está sozinho aqui? Quem mora com você? Você conhece Ikuuirei Aoki? Ou talvez Stephani Bones? E também... – Eu a interrompi fazendo sinal de pare.

-Irei te responder todas as suas perguntas e você pode ficar ou feliz, ou com raiva – Ela assentiu com a cabeça e se sentou de uma forma mais formal no sofá. – Meu nome é Ikuuirei Thomas, eu tenho 14 anos. Não sou japonês, mas moro aqui no Japão desde os quatro anos. Eu curso o 9°ano escolar. Eu estou sozinho porquê meu pai, Ikuuirei Aoki, foi visitar minha mãe, Stephani Bones.

Quando terminei de falar ela estava com a cara fechada, Não parecia nenhum pouco feliz. Ela se levantou e me perguntou onde ficava o banheiro e eu indiquei com o dedo indicar para a direita. Quando ela voltou estava com o cabelo solto e bagunçado com sua maquiagem borrada.

- Você é a garota que minha mãe diz que é problemática? – quando perguntei isso ela me olhou e sorriu. Ela se levantou e veio em minha direção, vi que ela fechou sua mão em um punho. Congelei, mas não me intimidei. - O que vai fazer? Me bater? – ela ergueu o punho e eu virei à cara fechando os olhos esperando o golpe, mas não recebi nada. Quando abri os olhos e a vi, ela estava ali, segurando a gola da minha camisa e com a mão esquerda erguida para dar um soco. Eu olhei em seus olhos e eu vi fúria, ódio e tristeza, parecia que ela não queria realmente fazer aquilo.

Ela se afastou e voltou a se sentar no sofá com a cabeça baixa, eu me levantei e fui em sua direção. Passei a mão em seu cabelo e ela levantou a cabeça com uma expressão de desapontamento.

- Você não gosta dos nossos pais?-perguntei tirando minha mão de seu cabelo. Ela não disse nada e se levantou.

- Onde fica meu quarto? – perguntou ela.

-É no segundo andar, o segundo quarto a esquerda – Ela pegou suas coisas e as levou para cima – A nossa mãe vai vir amanhã!

- Ela não é minha mãe!- gritou ela desde o segundo andar.

 

Dois dias depois

[14:32] Cozinha, minha casa.

- Oneesan, quer comer alguma coisa? –perguntei da cozinha.

-Primeiro não me chame de oneesan e segundo, sim, eu quero, de preferência ovos com bacon. – respondeu Nagisa desde o sofá. Eu revirei os olhos

– Pode deixar o-nee-san. –falei de propósito. Ouvi ela bufar e se levantar.

- Eu disse pra na me chamar de- – Fomos interrompidos por alguém que parecia discutir do lado de fora de casa. – Vou abrir. – respondeu indo direto pra porta. Quando ela abriu a porta ouvi a voz de uma mulher com mais de 30 anos, logo depois outra voz mais grossa apareceu, era a voz de um homem com voz rouca. Terminei de fazer o lanche da Nagisa e me virei, quando me virei me deparei, sentados na mesa, minha mãe e meu pai, um de frente com o outro. Minha mãe do lado esquerdo junto com Nagisa e meu pai do outro.

- Ohayo Okaasan (“Bom dia Mãe” em japonês)- falei me sentando do lado de meu pai.

- Good morning filho, como vai a escola?-Perguntou a okaasan.

- O que fazem aqui?- perguntou Nagisa mexendo no celular sem olhar.

- Ei, isso é jeito de falar com seus pais – respondeu a mãe.

- pfff, pais? Essa é boa. Fala sério Stephani, não faz brincadeira sem graça.

- Ei! Fale direito com a sua mãe! – disse meu pai se levantando e apontando na cara da Nagisa.

-Pai pare com isso – falei puxando a camiseta do papai. – Oneesan aqui estão seus ovos com bacon.

-Da pra parar! – ela se levantou e foi para o sofá.

-Bom, o assunto é o seguinte, nós temos algumas revelações a fazer. – fiquei curioso – Você e sua irmã moraram juntos até você se formar e eu e seu pai moraremos fora para trabalharmos. Nagisa, eu tenho um presente pra você – falou a okaasan.

-Que?- perguntou Nagisa desde o sofá.

- Você vai poder ser a irmã mais velha de novo do Thomas.

-Dá pra parar de falar de família, vocês mentiram pra mim pelos últimos 10 anos e depois vem com esse papinho de morar com meu irmãozinho, qual é o seu problema? Se separou do seu marido, mas deixou o sobrenome dele, Thomas é 5 anos mais novo que eu e você quer que eu tome conta dele por você!

- Garota cale a boca e escute seus pais! – disse o pai batendo a mão na mesa.

-VOCÊ NÃO SÃO MEUS PAIS! VOCÊS MENTIRAM PRA MIM! VOCÊS MENTIRAM, FALARAM QUE ELE ESTAVA DESAPARECIDO! VOCÊS SABEM COMO FORAM MEUS ULTIMOS DEZ ANOS? NÃO FOI DIVERTIDO. EU SOU APENAS UMA FILHA ADOTADA SEM NENHUMA RELAÇÃO SANGUÍNEA COM VOCÊS, ENTÃO, NÃO ME TRATEM COMO SE ME CONHECECEM! – falou Nagisa aos gritos. Eu estava confuso

-Oneesan, acalme-se isso já passou, você deve esquecer. – falei me levantando. Ela se levantou e me segurou pelos ombros apertando-os. Eu pensei que ela iria me empurrar – Oneesan?

-Thomas lembra que eu falei para não me chamar de oneesan? – assenti com a cabeça – É porque nós não somos irmãos. Eu não tenho irmãos nem pais. A nossa vida foi feita de mentiras. – Eu me afastei.

-Não! – falei me soltando de seus braços – Mas nós crescemos juntos. Não tem como isso acontecer, né mãe? – ela ia abrir a boca, mas não respondeu.

-Eu fiz isso pelo seu bem Thomas, você tinha que focar nos estudos. A Nagisa iria ser apenas uma distra-  - empurrei a Nagisa e bati na mesa.

– Por que não me contou? Eu também sou adotado?

- Você nasceu quando a Nagisa tinha 5 anos.

- Por que? Por que isso ta me afetando? Isso é passado. – falei enquanto puxava meu cabelo.

- Me diz uma coisa pirralho – Nagisa se aproximou com a mesma expressão de quando ela chegou em casa. – você é filho deles, por que está desesperado? Eles só não te falaram sobre mim, por que se preocupa?

- É porque... porque... Eu tenho medo de você me deixar sozinho de novo e me deixar com o papai.

-Que? Não me diga que... – Ela olhou pro papai – Não acredito que você fez isso! – Tentei parar de chorar e prestar atenção, mas não conseguia, eu apenas continuava soluçando abaixado com medo.

Um tempo depois não soube o que acontece, mas eu vi a Nagisa tirar um documento do bolso. Não soube o que era. Ela obrigava meus pais a assinarem o documento.

-Mas filha... – falou minha mãe – Não podemos fazer isso.

- Não me chame de filha Stephani, passei meus últimos dez anos em um orfanato recebendo suas visitas e indo para uma escola de elite. Eu terminei tudo e agora vou entrar para faculdade, eu serei tudo o que você sempre quis, mas você jamais vai poder me atesorar e ter orgulho de si mesma, pois eu não serei a sua filha, agora assine esse maldito documento e em troca eu cuidarei de seu filho, todos me conheceram como a irmã dele, mas quando ele se formar não haverá mais nada.

- Eu não posso – disse a okaasan de cabisbaixo.

-Não reclame Stephani, assim nos livraremos desta garota logo – disse meu pai. Depois assinaram o documento, Nagisa olhava par o documento e parecia estar feliz. – Acho que devemos ir embora, vamos Stephani e Thomas apenas sobreviva do lado deste demônio.

- Papai – disse Nagisa com um tom de sarcasmo – o esperarei na porta do inferno para irmos ao seu julgamento. Então contrate um bom advogado.

-O que quer dizer garota?

- Estarei esperando o senhor daqui a cinco anos, agora vá embora de nossa casa, Thomas venha se despedir. – disse ela enquanto me chamava e os levava até a porta.

-Cuide dele minha fi...Quero dizer, Nagisa-san. – falou mamãe do lado de fora da porta, depois ela depositou um beijo em minha bochecha. Meu pai e entrou no carro e chamou minha mãe e assim os dois foram embora.

- Onee... – Ela me olhou – Quero dizer Nagisa, o que vai acontecer agora? O que nós somos? – perguntei.

- Thomas, nós não somos irmãos, mas teremos que atuar como tais, eu cuidarei de você até você se formar. Você não pode me chamar de oneesan em qualquer circunstância, repito, nãos não somos irmão. Você está sozinho – Falou Nagisa como se aquilo fosse normal.

- Então eu sou independente?

-De jeito nenhum.

-Você vai ser minha família?

-Não.

-Então que tipo de relação nós teremos?

-Nós seremos Não-irmãos.

-Eh?Não entendi?- ela sorriu e me abraçou, mas um abraço verdadeiro. Fiquei feliz, meus pais nunca me abraçaram assim antes. – Você invade minha casa e faz a maior bagunça na minha vida.

- Quem se importa? Agora somos livres, livres das mentiras.

-Obrigada Nagisa.

 

Livres



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