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História Não mais seu irmãozinho - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu não sei o que eu tô fazendo
Meu ship é McLennon mas sla vamo que vamo

Capítulo 1 - Um pouco demais


 

- Hey, não fale sobre esse tipo de coisa assim!


 

Paul reclamava dos comentários nada castos que John fazia sobre sexo, dando um tapa de leve nas costas de seu amigo mais velho na intenção de repreende-lo. E bem, o guitarrista principal da banda não estava nada alegre ouvindo essas palavras, aliás, o descontentamento era tão estampado em seu rosto que Ringo deu o máximo de si para não deixar escapar uma gargalhada.



- Ow, desculpe Paulie! Esqueci que não posso falar essas coisas perto do nosso bebê! - John levantou as mãos em forma de rendimento, direcionando um olhar prepotente em direção a Harrison. - George não repita as coisas que eu disse, tudo bem? São coisas feias! - Imitou a voz de um educador, como se estivesse falando com um pirralho, zombando da situação que o mais novo se encontrava na conversa.

 

Paul o tratava como uma criança, e o maldito Lennon se divertia com isso.



- Vá a merda John.

- Ei garoto, respeite os mais velhos!

- Vocês são impossíveis. - Ringo revirou os olhos com o rumo bobo que aquela discussão estava seguindo.
 

Aproveitando-se da situação, John envolveu a cintura de Paul com um de seus braços, colando-o em seu corpo na intenção de insinuar um relacionamento . - Eu e Macca estamos apenas tentando educar nosso filhinho! Não é, Georgie?


 

George sentia as atitudes de John como socos em seu estômago, o desgraçado fazia questão de atingi-lo. Ele adorava esfregar em sua cara o fato de Paul ainda considera-lo um garotinho, além de claramente transparecer suas segundas intenções com o rapaz de olhos verdes, desafiando George em uma espécie de disputa que ele mesmo já se considerava vencedor. 



- John seu idiota. - Antes que Harrison perdesse o controle e arrancasse os braços de Lennon, o próprio Paul se desvencilhou do aperto. - Deixe de bobagens e vamos logo para cama.


 

Os outros dois Beatles ficaram surpresos, Ringo arregalou os olhos descrente das palavras de seu colega. Enquanto George se engasgou com a própria saliva, tossindo ao ouvir o completo absurdo. Eles esperavam essas palavras de John, mas de Paul?!



- Hey, não sabia que você era tão apressado! Eu gostei! - Lennon sorriu visivelmente eufórico, e no momento que McCartney observou as reações de seus amigos, seu rosto se tornou levemente avermelhado.

- E-Eu não quis dizer assim! Eu digo, precisamos ir dormir! Todos nós, dormir! - Ele se explicou, e George quase deixou um suspiro aliviado escapar. Por um momento, ele esteve a beira de um ataque cardíaco.

- Ouch, mas pelo menos posso dormir agarradinho com você. - John insistiu, e por mais que parecessem apenas brincadeiras para deixar Paul envergonhado, George sabia que toda aquela malícia tinha um fundo de verdade.

- Desculpe mas hoje você vai dividir o quarto com Ringo. - Harrison lembrou a ordem do rodízio de quartos, sorrindo vitorioso quando viu a decepção em John. - Eu e Paul vamos ficar juntos.

- Oh, sim, é verdade. - Ringo confirmou, para então virar-se em direção a Lennon. - Vamos? Paul tem razão, é melhor irmos, já está bem tarde. - O baterista reforçou o comando enquanto ia em direção ao quarto.

- O mesmo para você George. Eu já vou indo, estou te esperando no quarto. - Comentou o baixista, juntando-se a Ringo..

- Tudo bem, eu já estou a caminho Paul. - Harrison mais uma vez sorriu para John.


 

Lennon fechou a cara, suspirando ao saber que não poderia dividir o quarto com o McCartney. Seja para irritar George ou para tentar alguma coisa com Paul, o mais novo não sabia, mas ele acredita que seja um pouco de cada. E, antes de retirar-se do ambiente, o sorriso debochado outra vez estava estampado no rosto do mais velho que então colocou uma mão no ombro de George, falando bem baixo para que só ele ouvisse. - Mas você sabe né, ele só te vê como um irmãozinho.


 

Um irmãozinho.


 

O guitarrista não respondeu, apenas seguiu a direção de seu quarto, tentando mostrar que aquelas palavras não significavam nada para ele, mesmo que não fosse verdade. Pois elas significavam sim. E muito. No entanto George não iria se deixar abalar por causa de John, não por tão pouco.
 

Harrison sempre se sentiu diferente em relação a Paul, ele não sabia explicar como ou o porquê, então sempre encarou aquele misto de emoções como um carinho especial, algo como um melhor amigo. No entanto, logo após conhecer Ringo e até mesmo John, ele percebeu que havia algo errado, pois aqueles dois sim, eles eram seus melhores amigos, mas por que Paul ainda era diferente?
 

Enfim, A resposta dessas perguntas surgiu quando ele mesmo começou a notar certos detalhes que rapazes normalmente não notariam em outros rapazes. George reparou o quão delicados eram os belos traços de seu amigo, fazendo-o parecer mais jovem do que realmente era, e um tanto mais adorável. E as bochechas? Eram fartas, bem limpas e sem mancha alguma, fazendo contraste com os finos lábios rosados (e extremamente convidativos) que deixavam o Harrison se derreter toda vez que curvavam-se em um sorriso.
 

Mas sem dúvidas, sua parte favorita eram os olhos. Tão lindos, profundos, as cores eram únicas, cada extremidade tinha seu charme, a forma, tudo, era tudo perfeito. Com aqueles cílios cheios e longos, bastavam apenas algumas piscadelas e George já se encontrava no-



- George? - Os devaneios do guitarrista foram complemente cortados com a voz suave do dono de seus pensamentos. Paul estava na porta do quarto, encarando Harrison completamente estático devido surpresa. - Não vai entrar? Que cara é essa?

- Oh, eh, não é nada. - Ele coçou a nuca em sinal de nervosismo, com medo de que o mais velho, por algum motivo, tenha desenvolvido o poder de ler mentes. - Eu só estava pensando, é, é isso.

- Tudo bem então... - Paul respondeu desconfiado. E voltou a encarar Harrison.

- Hnm, o que foi? - Será que ele realmente consegue ler meus pensamentos?!

- Estou te esperando! A chave está com você, lembra? - McCartney arqueou uma de suas sobrancelhas perfeitas e George se sentiu um idiota.

- Ah, verdade, sim. - Então rapidamente começou a tatear seus bolsos, chegando mais perto da porta quando encontrou a pequena chave de metal. E, assim que a abriu, deu espaço para que o outro entrasse, para logo em seguida adentrar o cômodo e trancar a porta de madeira outra vez.


 

O quarto não era grande, haviam duas camas de solteiro bem próximas e perfeitamente arrumadas, uma escrivaninha acompanhada por uma cadeira de madeira, uma pequena janela fechada com cortinas grossas e lisas, algumas simples decorações e uma porta para o banheiro. O único ponto negativo aparentemente era a má iluminação, uma vez que a única lâmpada do cômodo não era o suficiente para clarear o ambiente.



- George, eu preciso falar com você. - Paul disse logo de cara, sem nem ao menos esperar que ele fizesse qualquer outra coisa. - Eu percebi que você ficou chateado com as coisas que o John disse. - O mais velho cruzou os braços, mantendo uma expressão séria, porém compreensiva. - Você sabe que ele só faz essas coisas para zoar com você.
 

Harrison engoliu seco, não tendo certeza se estava pronto pra dizer tudo aquilo que estava preso em sua garganta. - Eu não fiquei chateado. - Ele desviou o olhar, para então outra vez encarar seu amigo. - Eu só fiquei... frustrado, porque ele está certo.
 

Paul franziu o cenho. - O que você quer dizer com isso? É óbvio que ele só está falando bobagens.

- Não Paul, não está. - Respondeu o mais novo um pouco mais rígido do que deveria. - Você me trata como uma criança, como se fosse um menino que não sabe nada sobre a vida.

- Isso não é verdade, eu nunca achei que você fosse uma criança. Eu só queria te proteger de-

- Proteger? Me proteger de que exatamente? - George o interrompeu, chegando um pouco mais perto. - Talvez eu precisasse de sua proteção quando nós éramos mais novos, mas agora as coisas mudaram, eu não preciso ser protegido Paul.

- Eu sei disso! - Esbravejou em resposta, visivelmente na defensiva. - Mas, mas... - Ele fechou os olhos, amaldiçoado a si mesmo por não saber se justificar.

- Eu só quero que você me veja como... - Harrison respirou fundo. - Eu só quero que você me veja da mesma forma que eu te vejo! - Ele exclamou sabendo que Paul não entenderia o real significado de suas palavras.


 

McCartney, em breves passos, virou -se em direção a porta com intuito de sair daquele cômodo. Ele não queria discutir com seu amigo, não daquele jeito, quando ele mesmo não tinha palavras pra explicar suas atitudes. E talvez assim toda bagunça seja jogada em baixo do tapete, uma vez que não estava nenhum pouco disposto a encara-la. Porém, determinado a resolver tudo de uma vez por todas, George não tinha planos de deixá-lo ir antes de esclarecer todos os seus pensamentos. Então, antes que o mais velho pudesse torcer a maçaneta, Harrison o pegou pelos ombros e, com mais força do que havia planejado, empurrou Paul em direção a parede mais próxima.
 

O dono dos olhos claros piscou algumas vezes, e afartou no mesmo instante, encharcado de surpresa em virtude da súbita atitude de seu colega. Um arrepio percorreu todo seu corpo quando suas costas sentiram a superfície gelada, e quando seus sentidos finalmente superaram a confusão repentina, tudo que Paul pode fazer foi encarar atordoado os olhos do outro. - Ge-George! Mas o que você-
 

O corpo de George prendia o outro garoto no lugar em uma distância no mínimo íntima, fazendo questão de encarar profundamente os olhos alheios.- Paul, eu não sou uma criança. - Ele o interrompeu. E, devido a proximidade, o mais novo sussurrou suas palavras, com a voz rouca o suficiente para Paul sentir a firmeza em seu tom. Quer dizer, mais que isso. Porque ele também pôde sentir a suave respiração pairando sobre sua bochecha, ao mesmo passo que o hálito quente foi direto ao encontro de seus lábios fechados. E por um momento, engolir o pouco de saliva que havia em sua boca foi sua única resposta.
 

Do outro lado, o mais novo precisou de muito esforço para controlar seus impulsos e não atacar os lábios rosados de seu amigo. Céus, naquele momento Paul estava ali, em sua frente, separado apenas por alguns centímetros de seu rosto, agraciando George com a visão privilegiar de seus traços perfeitos e finos.
 

A pele clara era limpa e bem cuidada, e o guitarrista tinha certeza que ela seria tão macia quanto aparenta. E por isso, ele levou suas duas mãos ao rosto alheio, sorrindo quando seus dedos confirmaram a suavidade que esperava. Os olhos? Bem, agora de tão perto, apesar da má iluminação, Harrison suspirou com tamanha beleza e singularidade ali presente. A cor, a forma, o brilho, tudo tão belo quanto ele imaginava.


 

Mas e os lábios? Seriam eles do jeitinho que George havia sonhado?



- Olha, eu não queria te chatear... - Paul cortou o silêncio constrangedor, não afastando as mãos que seguravam seu rosto.

- Você não me chateou. - Isso é verdade, não estava chateados com Paul, ele só estava frustrado, e era com Lennon. E mesmo que tivesse chateado, o simples olhar do baixista já varria toda e qualquer mágoa pra bem longe.


 

George podia ser muito bobinho quando se tratava de Paul McCartney.



- Eu só queria te... - Ele pareceu pensar nas palavras. - ... proteger de algumas situações. - Ele repetiu o que disse antes.

- Macca você não precisa fazer isso.

- E-Eu sei, mas, George, você é meu irmãozinho...! Você não entende o que eu sinto.


 

Irmãozinho.



Se John estivesse aqui ouvindo isso, eu nunca mais teria sossego pelo resto de minha vida.

- Não, é você que não entende o que eu sinto. - George, que ainda tinha suas mãos grudadas no rosto do outro, acariciou as bochechas fartas com seus polegares, determinado então a explicar seus sentimentos.
 

Contudo, em virtude do inesperado carinho, o Paul sentiu suas bochechas queimarem, tornando-se tão vermelho quanto um tomate maduro pode ser. E naquele momento, diante da expressão mais adorável que já havia presenciado em toda sua vida, Harrison soube que precisaria de um homem bem mais forte que ele pra resistir a isso.

- I-Isso é por causa das brincadeiras do John? Você sabe, ele é um idiota, as vezes ele apen- O guitarrista não o deixou terminar sua frase. Pois, apesar da parte racional de sua cabeça alarmar o perigo da situação, George se deixou levar pelo calor do momento, e no súbito choque de coragem, rendeu-se aos seus desejos mais íntimos. Em movimento urgente, reduziu a pequena distância que o separava de seu amigo, colando os lábios em um beijo repentino que interrompeu o que quer que seja que Paul estava dizendo.
 

O mais velho arregalou os olhos, tendo o rosto de George preenchendo completamente seu campo de visão, deixando-lhe estático. Estático porque um de seus melhores amigos havia acabado de selar sua boca, ele não sabia ao certo o que fazer, e a sensação dos lábios finos de Harrison em contato com os seus era indescritível. Deveria empurra-lo? Perguntar o que diabos ele tinha na cabeça? O que ele pretendia com aquilo? Mas seu corpo não parecia responder a nenhum comando, a surpresa varria para longe qualquer atitude decente, e seu coração descompassado parou por um momento diante da confusão que corria junto ao sangue dentro de suas veias.
 

George, por sua vez, sentiu-se nas nuvens. Era apenas um selar de lábios, mas o calor que subiu em seu interior era surreal. Ele se prendeu a tamanha maciez da boca alheia, e aquela sensação era tão perfeita que poderia acreditar que tudo aquilo não passava de um sonho. Mas ele precisava confirmar a verdade, encarar os olhos verdes outra vez, e ter certeza que era tudo real. E por isso que, em um movimento extremamente lento e silencioso, recuou o rosto



- G-George... - Paul se pronunciou por puro reflexo da situação.- O que você- 


 

Harrison mais uma vez interrompeu o outro com um breve selinho, que logo desfez. Deixando o mais velho ainda mais envergonhado.



- Georg-


Outro selinho.


- E-Eu não est-


Outro selinho.


- Me deixe dizer!

 

Mais um selinho. E dessa vez forte, fazendo ecoar um estalo quando desfeito.

- Espera! - Paul exclamou antes que fosse interrompido de novo, colocando as mãos na bochecha do outro para segura-lo. - O que você está fazendo? - Perguntou baixo, e sim, George estava o beijando, ele sabe disso. Mas no momento, aquela foi a pergunta mais coerente que sua cabeça conseguiu formular.

- Quero ter certeza que isso é real. - George respondeu seguro, mesmo que seu coração acelerado demonstrasse o contrário. - Quero poder estar perto de você. - Harrison retirou as mãos de Paul gentilmente de seu rosto, guiando-as ao redor de seu pescoço. - Quero poder te segurar nos meus braços. - Ele então envolveu a cintura do garoto, trazendo-o mais perto (se é que possível) de si mesmo. Para então levar seus lábios até o nódulo da orelha do mais velho. - E te beijar até não conseguir mais respirar. - Sussurou as palavras com confiança, e, devido a proximidade, George pode sentir o corpo de Paul estremecer.



- McCartney, eu não sou seu irmãozinho.

 


Notas Finais


Puts se tiver algo errado eu corrijo depois (E tbm formatar os espaços kkkk)


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