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História Não mais Simpsons - Capítulo 161


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Capítulo 161 - Muitas coisas acontecendo


Springfield

 

Jeff estava na prefeitura. O exército recém havia invadido o local e tomado (ou “ocupado”, segundo os próprios). Ele virava as páginas dos arquivos, de mãos trêmulas e coração acelerado. Vez ou outra, rangia os dentes.

Hugo voltava ao acampamento erguido próximo à cidade. Dera uma lição num vagabundo, que pensaria muito bem antes de agir como agia. Apesar de tudo, seu sono seria intranquilo, com ele rolando na cama, suando frio e acordando suado.

Bart agora sabia que era hétero. Ele ouviu, tal qual os demais, o relato de Kearney, horrorizado. Mais tarde, despediu-se de Sherri com um beijo estalado — ela o manteria a contato pra próxima reunião. Com a consciência pesada, voltara para casa; encontrar uma mãe chorosa de preocupação.

Marge se jogou a abraçar o filho. Mais cedo discutira com Lisa... “Como você deixou ele sair?! Eu mandei vocês  não saírem, não importa o que acontecesse!” Lisa encolhera-se cada vez mais, até que Collin se intrometera. Era o único que restara ali. “Chega! Sua filha não tem culpa se o Bart é um idiota de cara lavada! Pelo amor de Deus, quando vai parar de passar pano nas merdas que ele faz? Ele é o irmão mais velho da Lisa, e não o contrário!”. Neste momento, Bart entrou.

Marge contou sobre o velório do pequeno Ralph e mandou-os se arrumar. A contragosto e estranhamente calado, Bartholomew obedeceu e foi se trocar. Collin já estava indo quando Lisa segurou sua mão e impediu que se afastasse, pedindo então que ele os acompanhasse.

Ao que parece, Collin não conseguiu se conter, e disse sem pensar:

— Namora comigo?

Ned Flanders estava no quintal da casa dos Wiggum quando Lenna saiu procurando-o para conversar. No fim, acabou-se tudo em uma calorosa discussão.

Kearney chegou em casa. Seus pais pareceram sequer ter notado; era menos digno de atenção que uma mosca. Em compensação, seu irmão Keusley veio correndo e sorrindo, e só parou quando percebeu o estado de Kearney. “O que aconteceu?”.

— Nada. — respondeu Kearney.

— Você tá mentindo! Eu sei, e você sabe que eu sei. Que aconteceu?

Kearney manteve sua resposta.

— Você tá mentindo! Me conta! A gente é irmão ou não?

A pergunta atingiu ele em cheio. Manteve o silêncio, sem olhar nos olhos do caçula.

Todos os relógios de Springfield, com uma margem de 35 segundos de erro, marcaram então meia-noite.

Era um novo dia, em que Jeff jogava os arquivos no chão, estressado e desesperançoso, Hugo acordava de um pesadelo, Lenna e Ned sentiam seu relacionamento se abalar e ficar a um fio, Marge e Bart calavam-se e fechavam seus corações um ao outro, e Kearney respondia ao irmãozinho: “Sim, agente é irmão. Só isso”.

O novo dia se iniciara da pior forma possível. Mas mesmo no mais longo e escuro túnel, abandonado pelos homens e a mercê da natureza, sem carinho ou apreço, ou interesse ou cuidado... há uma minúscula, diminuta, pequenina luz. Há uma saída. Qualquer um que esteja perdido neste túnel, ou em seus próprios dilemas, pode seguir aquele pontinho de esperança rumo à saída desta situação. E, se a saída estiver obstruída, tudo o que isso significa é mais trabalho duro.

Se soubermos o que fazer com este risquinho, quase invisível aos olhos, ele pode nos levar a uma nova fonte de luz e calor. Lisa e Collin sentiam aquela faísca dentro de si. Lisa dissera sim. E o fogo de seu amor poderia aquecer e iluminar todos os demais, que estavam não no túnel, mas no fundo do poço.



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