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História Não me Acuse (Disponível até dia 13.04) - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, tu bem com vocês?

"Aderindo ao #FicaEmCasaLendo, venho dizer que quarentena não é férias, e que, por favor, tomem todos os cuidados possíveis. Parece uma coisa impossível de se enfrentar a um primeiro olhar, mas se seguirmos todas as recomendações, passaremos por mais essa batalha (já estamos aguentando o Bozo há 2 anos, corona a gente também consegue...), então fiquem em casa, lavem bem as mãos, evitem aglomerações ou muito contato físico com outras pessoas, não levem as mãos aos rostos... entre outros. Então, fique em casa, assista TV, um filme ou uma série ou deem oportunidades para novos livros ou fanfics! Saúde acima de tudo!" - Rocco Bravo.

Faço as palavras do Rocco, as minhas palavras. Cuidem-se, não vamos deixar esse vírus vencer. Amo vocês S2

Beijo e boa leitura (Se caso vocês encontrarem algum erro de digitação, por favor me avisem) - Ah, pfvr pessoal, não sejam leitores fantasmas, o seu comentário me deixa muito feliz.

Capítulo 6 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Não me Acuse (Disponível até dia 13.04) - Capítulo 6 - Capítulo 5

 Depois de completar vinte e quatro horas desaparecido, os cartazes com o rosto sorridente de Cole já estavam espalhados por Vancouver, desde os bairros mais pobres até os mais ricos. Algumas pessoas, por conhecerem com o que Cole trabalhava, achavam que alguma dívida com as drogar o fizeram ser morto por algum traficante ou algo do tipo, já outras pessoas achavam que poderia ter um sequestrador na cidade, e que Sprouse poderia estar em suas mãos. Já Demi, Ariana, Louis e Justin, sabiam o que realmente havia acontecido.

 — Tenho quase certeza de que minha cabeça vai explodir — Ariana reclamou, fechando a portinha do seu armário, logo então se encostando no mesmo, encarando os seus amigos com cenho franzido em sua frente. — Temos um crime em mãos, a pessoa que pensávamos estava morta na verdade não está, ela quer vingança e ainda por cima eu sou presidente de um grêmio estudantil ao qual me deixou responsável para organizar um baile e até agora, os únicos nomes que eu tenho para cada comitê é o do pessoal do grêmio. — Mostrou a caderneta de linhas vazias. — Vocês não querem me ajudar, entrando em algum comitê?

 Justin respirou fundo, olhando quais eram os comitês, na tentativa de encontrar algum que ele se encaixasse.

 — Tá, me coloca com a música. — Apontou, com Grande sorrindo e logo escrevendo seu nome.

 — Demi? Louis? — Ergueu a cabeça para olhar para os outros dois amigos, erguendo as sobrancelhas, esperando por suas respostas.

 — Me coloca junto com o Louis no comitê de decoração. — Demi disse. Logo então, erguendo as sobrancelhas e abrindo um sorriso sugestivo. — Ah, coloca o Kevin Michaelson também. — Louis a fuzilou com os olhos arregalados, repreendendo-a com seu pensamento, mas logo Lovato o cutucou com o cotovelo.

 — Tá. Agora eu só preciso ir pegar os cartazes com a Lauren para pregar nas paredes.

 — Qual vai ser o tema do baile? — Indagou Demi.

 — Fogo e gelo. Os alunos terão que vir de vermelho ou branco. — Ari.

 — Legal. — Ela sorriu.

 — Tá, depois a gente conversa sobre o baile — Justin juntou ele mais próximos, diminuído o volume da voz, chegando a quase ficar sussurrado. — Agora precisamos conversar sobre aquele vídeo. Sabemos que o Cole está vivo e que está armando algum tipo de vingança maluca para cima da gente. Precisamos ficar atentos a isso.

 — O Jus está certo —Tomlinson concordou com ao amigo. — Ele foi mais rápido que nós ao conseguir pegar as gravações da câmera. Mas uma coisa ainda não faz sentido...Nós vimos no vídeo que assim que ele levantou ele foi embora, e ele está debilitado por causa do tiro, ele perdeu muito sangue, deve estar fraco. Então isso significa que alguém está ajudando ele no trabalhinho sujo.

 — Provavelmente a mesma pessoa que me dedurou para o policial Lewis. — Justin disse com Louis o desaprovando.

 — Aff, esse infeliz ainda tem que ter um sobrenome que soa como se alguém estivesse chamando o meu nome com deboche. Lewis! — Fez uma careta ao resmungar o sobrenome, o que foi o motivo da risada dos amigos.

 — Por tocarem no nome dele — Ariana enfiou a mão no bolso e tirou o celular, digitando a senha e procurando alguma coisa. — Ontem eu fiz uma pequena investigação sobre esse tal policial, e descobri algumas coisas sobre ele. — Entregou o celular para Demi, com Louis e Justin juntando os rostos para analisar o que estampava a tela do aparelho. — Mark Lewis é um ex-agente do FBI, que foi demitido por negligência e desacato. Pelo o que eu encontrei, ele queria conseguir muitos méritos e fama, se tornando invasivo em certos casos. Ele também tomava as próprias decisões, sem aprovação de seus superiores ou algo do tipo, usando de equipamentos da agência para feitos próprios. Quando descoberto, foi demitido, ficando afastado por dois anos da carreira policial. Retornando então para o emprego, só que como um policial de rua em Vancouver. Mas por apresentar bom trabalho, o xerife o promoveu para investigador.

 — Então isso significa que ele vai colar na gente por causa do dedo duro. — Demi disse colocando o cabelo atrás da orelha.

 — Sim, mas nós, precisamos descobrir quem é o dedo duro — Justin então falou. — A única coisa que sabemos é que ele pode estar trabalhando com o Cole nisso.

 — E como vamos descobrir quem é? — Ariana indagou.

 — Deixa comigo, eu sei como conseguir informação. Só preciso que alguém vá comigo até um local. — O loiro encarou o seu amigo de olhos azuis. — Lou, você vem comigo depois da aula?

 — E-eu não posso. Tenho um compromisso.

 — Tá. E você Demi?

 — Também não posso, eu vou com o Louis para esse compromisso.

 Foi a vez de indagar para Ariana.

 — Ari. E você?

 — Não posso Justin — Jogou os longos cabelos ondulados para trás. — Tenho muitas coisas do baile para organizar.

 Ergue as mãos, como quem tivesse aceitado os fatos.

 — Tudo bem. Eu vou sozinho então. — Enfiou as mãos dentro do bolso da calça e bufou. — Bom, agora eu tenho aula. Eu preciso ir. A gente se vê no almoço? — Apontou andando de costas.

 — Sim. — Demi assentiu com a cabeça. — Bem, Ari, nós também vamos andando, os sapos não vão se abrir sozinhos na sala de biologia. — Segurou no braço de Tomlinson e o puxou, se afastando de Grande com um aceno.

 Os dois seguiram corredor a dentro, caminhando no mesmo passo em uma linha reta até a sala de sua primeira aula, ao qual os dois fazem juntos. No meio do caminho, Louis empacou, fazendo com que Demi também brecasse e quase escorregasse por causa das botas no piso liso de cera. Com o seu cenho franzido, encarou o de olhos azuis e tirou o cabelo partido ao meio da frente do olho.

 — O que aconteceu Lou? — Indagou preocupada pela atitude do amigo.

 — Demi. Eu estou nervoso desde já. Estou começando a achar que isso é uma péssima ideia e que todo mundo vai ficar me olhando e...

 — Para já com isso Louis Tomlinson! — Ela o interrompeu antes de ele continuar. — Escuta, migo, todos que estão naquele grupo estão passando ou já passaram pelo o que você está passando. Eles estão lá para te dar apoio e carinho, pra que você possa saber como lidar com seus pais em relação a sua orientação sexual e não para te julgarem. E fora que eles mantém o sigilo, ninguém sai espalhando a lista de pessoas que participam dessas reuniões. — As palavras de sua amiga conseguiam o acalmar, e Louis sabia que podia contar com Demi para com isso. — E eu, também vou estar lá. E se alguém mexer com você, eu sento a mão na cara.

 Louis gargalhou, cobrindo a boca, com Demi também rindo do que falara.

 — Obrigado pelo seu apoio. Você não sabe o quanto isso é importante para mim.

 — Não me agradeça, é a minha obrigação como sua melhor amiga te dar total apoio. — Sorriu de lado. — Olha, quando você contar para o Jus e para a Ari, eles também vão te apoiar sempre.

 — Eu sei disso.

 Continuaram a andar pelo corredor, um segurando no braço do outro.

 — Vem cá, vai convidar o Kevin para ir com você no baile de fogo e gelo?

 — Não, ele com certeza vai com a namorada e... — Demi logo percebeu a tristeza que se formou no olhar profundo de Tomlinson, e o seu sorriso se desmanchou. — Por mais que ele não a namorasse, eu não sou assumido ainda.

 — Boo, posso te dar um conselho de amiga?

 Tomlinson assentiu com a cabeça, enfiando as mãos no bolso.

 — Acho que seria melhor se você e o Kevin dessem um tempo.

 — Por que diz isso?

 — Migo, é completamente perceptível que você gosta muito do Kevin — Começou a falar. — E vê-lo fazer com outra pessoa tudo o que vocês mais queriam fazer juntos, te deixa triste. Deixa as coisas se resolverem, quando você estiver bem e tranquilo consigo mesmo em relação ao seu verdadeiro eu, ai vocês enfim podem ficarem juntos, sem segredos ou fingimentos. E vai por mim, um relacionamento de três de pessoas só vale se for um namoro aberto ou um poliamor.

 E então ele ficou pensativo em relação a isso.

 — E você senhorita Lovato — Usou uma pompa engraçada. — Com quem vai ao baile?

 — Comigo mesma — Jogou os cabelos para trás se enaltecendo com um grande sorriso. — Eu sou o meu par ideal.

 — Sério?! — Indagou chocado. — Vai dizer que não tem nenhum gatinho atrás de você?

 — Não, é claro que tem, um fila pra falar a verdade, mas...no momento eu estou muito focada em me manter fora os olhos da polícia.

 E então os dois quase bolaram no chão de tanto rir,

 

 As horas se passaram, assim como todas as aulas, e quando o sinal da última tocou para que todos os alunos fossem embora, Demi se despediu dos seus colegas de turma e se dirigiu até o armário de Louis para esperá-lo e acompanhá-lo até a reunião. Mas quanto mais esperava, mais ela tinha certeza de que ele não apareceria. Foi então que ela pegou o celular e escreveu uma mensagem para o amigo.

 

Lou, onde você está?

 

 Demi esperou pela resposta, colocando o celular contra o peito. O sentiu vibrar, então logo o afastou para ler o que havia chegado.

 

Acho que ainda não estou pronto para isso, me desculpe.

 

Respirou fundo, sorrindo fraco, enfim respondendo a mensagem.

 

Fica tranquilo. Tentamos depois. Te amo S2.

 

Saiu da conversa com Louis e foi até o Pv do Justin, digitando algo para ele.

 

Justin meu programa foi cancelado, ainda está no colégio? Vou com você.

 

Estou no estacionamento, me encontra no meu carro.

 

 Demi tirou o casaco do braço e o vestiu por cima do uniforme, tirando os cabelos soltos de dentro da peça, em seguida vestiu as luvas. Seguiu pelo corredor vazio até a porta da saída. Desceu as escadinhas e caminhou até o carro do Justin que estava do outro lado do estacionamento. O seu queixo furado tremia de tanto frio que fazia. Mesmo assim conseguiu chegar até o seu objetivo.

 Entrou no automóvel e sorriu para o amigo, que já prestes a funcionar.

 — Está fazendo tanto frio lá fora — O aquecedor do carro estava em uma temperatura muito agradável, por isso Demi se sentiu confortável para tirar as suas luvas. — Seu carro está ótimo.

 — Que compromisso era esse que você e o Louis iam fazer juntos?

 — É segredo. — Logo ela rebateu.

 — Não acha que já temos segredos demais para guardar mais um?

 — Não. — Disse sorridente, direcionando a mão para o porta luvas para guardar as suas. Ao puxar a portinha, algo caiu em seus pés. Seu cenho se franziu, com ela esticando o braço para pegar, então relaxando os ombros ao ver do que se tratava. Era a mesma caixinha de maconha que Ariana jogara no lago. A garota mostrou para ele o encarando. — Voltou a usar drogas? — Mesmo sem abrir, ela já sabia o que poderia ter lá dentro.

 Justin engoliu grosso, assentindo com a cabeça, mas tomando a caixinha da mão da amiga.

 — Sim eu voltei, mas... — Fez uma pausa dramática, olhando com os olhos arregalados para aquele pequeno objeto. — Foi só um deslize de um dia e...eu conversei sobre isso com a Ariana ontem e ela jogou essa mesma caixinha dentro do lago do parque Stanley, e Demi, esse lago é...

 — Bem fundo. — Ela completou, séria e pensativa. — Então se isso for mesmo verdade, alguém mergulhou em um lago gelado só pra pegar essa caixinha e colocar em seu carro. Mas por que?

 — Meu pai me pediu o meu carro emprestado para usar hoje à noite. — Justin bateu forte no volante. — O dele está no concerto. Seja lá quem colocou aqui dentro, queria que o meu pai encontrasse. O Cole quer mesmo se vingar. Vamos, temos uma investigação para fazer. — Funcionou, passou a marcha e acelerou.

 — E onde estamos indo?

 — Tem uma casa, na saída de Vancouver, onde o Cole guardava drogas.

 — E o que isso tem a haver com a nossa investigação, Justin?

 — Talvez o Cole deve estar se escondendo lá. Ninguém, fora os seus compradores sabiam dessa casa.

 — Então acha mesmo que ele pode estar lá?

 — É isso o que vamos descobrir. Mas enquanto não chegamos lá, vamos conversar sobre alguma coisa. Tipo... — Mordeu o lábio pensativo, tentando achar algum assunto ao qual os dois pudessem conversar igualmente.

 — Tipo o baile — Demi então disse ligeiramente, se ajeitando e virando para ficar de frente com ele. — Quem você vai convidar?

 — Demi, pelo o que a Ariana falou, o baile só é daqui a duas semanas.

 — Exatamente por isso que você já vai pensando em quem você vai convidar.

 — Eu não sei se vou. Não estou com muita vontade de ir, e as circunstâncias contribuem muito para isso. O meu término com a Ariana, a vingança maluca do Cole e... tudo o que está acontecendo agora.

 — Mas não foi você mesmo que disse que não poderíamos deixar de viver as nossas vidas normalmente, como se nada tivesse acontecido? — Ele assentiu. — Então. Não deixe com que seus problemas sejam maiores que a sua felicidade.

 — É, mas se você tem problemas, significa que não pode ter felicidade.

 — Olha, Jus, a felicidade não é uma obrigação... é uma escolha, isso não tem nada a haver com os seus problemas. Você pode estar enfrentando o que for, mas se você decide ser feliz, mesmo com as coisas que te abalam, posso garantir, é um pouco mais fácil de lidar. Posso estar errada nessa forma de falar, mas cabe a você decidir isso. As pessoas vivem procurando pela felicidade, pela fórmula secreta da vida perfeita. Mas se alguém soubesse essa fórmula, não seria secreta. Foi um segredo tão bem guardado que ninguém a achou ainda. Por isso que elas decidem serem felizes do jeito delas.

 Eles ficaram em silêncio durante alguns segundos, mas foi quando o mesmo foi quebrado por Justin.

 — A Ariana era a minha primeira opção. Mas daí eu pensei, “ela já ficou comigo durante dois anos e agora que a gente termina eu ainda tenho que mantê-la presa a mim?” Por isso decidi que chamarei outra pessoa. Deixarei que ela vá com qualquer outro cara gato do colégio.

 — Mandou bem Bieber. — Deu um tapinha em seu braço.

 — E você, Demi? Com quem você vai?

 — Eu ainda não sei. Também, ninguém me convidou ainda...também, o baile foi anunciado hoje.

 — Beleza, então nós dois vamos juntos. — O loiro lançou com Demi o encarando com o cenho franzido. — Eu estou te convidado para ser minha par.

 — Está falando sério?

 — Por que não estaria?

 Demi ficou pensativa, colocando o cabelo atrás da orelha e cruzando os braços.

 — Bom, primeiro eu preciso falar com Ariana sobre isso. Por que querendo ou não, ela é a minha melhor amiga e você é o ex-namorado dela, então tenho que saber o que ela acha de irmos juntos para o baile.

 — Não e como se fossemos um casal.

 — Mesmo assim, eu preciso falar com ela. Não seria justo com a minha amiga eu não avisá-la.

 — Ok então.

 

. . .

 

 Ariana entrou na cafeteria de sempre, já se dirigindo até o balcão de pedidos. Fez o seu, esperou alguns minutos, recebeu e pagou. Quando passou pela portinha, onde o sininho soou, olhou para a calçada em frente ao estabelecimento, onde haviam mesas pertencentes ao local, avistando um rosto conhecido de baixo do grande guarda sol branco que o protegia dos flocos de neve que caíam. Semicerrou os olhos, conseguindo ter em foco o rosto de Louis. Foi se aproximando então, aos poucos, do melhor amigo, e quando se deu conta, já estava perto.

 O garoto rodeava a boca do seu copo com o dedo indicador, enquanto dedilhava com os dedos da outra mão na madeira da mesa redonda.

 — Louis? — O chamou, com ele levantando a visão para a amiga e abrindo um curto sorriso. — O que está fazendo aqui sozinho? Não tinha um compromisso?

 — Oi, Ari — Ele a cumprimentou com a voz falha. — Senta aí. — Ofereceu-lhe a cadeira a sua frente, do outro lado da mesa. — É eu realmente tinha, mas eu fui um covarde e acabei arregrando...Por medo. — Ficou pensativo, mantendo o silêncio durante alguns segundos. — Eu sou um maricas.

 — Lou...medo não te faz um maricas — Esticou o braço para segurar na mão do amigo. — Mas sim um ser humano. Seja lá o que for, tenho certeza de que você vai ter outra oportunidade.

 — Eu espero que sim. — Suspirou, como se tentasse tirar um peso enorme de suas costas. — Mas eu não quero focar muito nisso, temos problemas maiores para lidar agora. A Demi ia comigo, mas como acabei cancelando, ela foi com o Justin para o tal lugar onde ele disse que conseguiria respostas.

 — Espero que consigam algo.

 E então o celular de Grande vibrou. Ela ficou preocupada que pudesse ser outra daquelas mensagens onde vídeos vem juntos e o seu coração dispara loucamente. Mas não era, para o seu alívio, e sim uma mensagem da Demi. Abriu a conversa e leu.

 

Justin me convidou para ir com ele ao baile. Algum problema para você?

 

 Ariana engoliu em grosso ao ler cada palavra daquela mensagem, como se uma seringa de ciúmes tivesse sido injetada em suas veias, queimando pouco a pouco. Piscou os olhos rapidamente, levando os dedos para o teclado do celular e digitando uma resposta, enviando de imediato.

 

Podem ir. Não há problema algum.

 

 Largou o celular em cima da mesa, e cruzou os dedos, pigarrando e olhando para o lado. Louis percebeu de imediato a inquietação da amiga, logo franzindo o cenho.

 — Aconteceu alguma coisa? Você está com uma cara de tacho.

 — Não, nada. — Sua resposta saiu tão aguda, que logo Tomlinson sacou que tinha algo de errado sim. — Não tem cara de tacho nenhuma aqui.

 — Sonsa comigo? Logo comigo?

 Ela revirou os olhos.

 — Ari, por favor né? Eu te conheço à... — Fingiu tentar lembrar, batendo com o indicador no queixo. — Nove anos!

  Ela lufou, criando coragem para falar do que se tratava.

 — O Justin convidou a Demi para ir ao baile com ele.

 — E? — Ele tomou um gole do café.

 — “E” que ele é meu ex-namorado e...eu pensei que ele fosse me convidar.

 — Justamente por ele ser o seu ex-namorado que ele não vai te convidar — Falou Louis. — Mas não é só isso. O fato é que você ainda ama ele e vai ser doloroso vê-lo com outra acompanhante no baile. Mas fica tranquila Ariana, vai ser mais de boa ele ir com a Demi, que é a sua melhor amiga, e que nunca vai ter segundas-intensões, do que com as outras do colégio.

 — É, você tem razão. Eu estou ficando paranoica.

 — Boa tarde, meninos. — Uma voz feminina, mais velha se fez presente ao lado deles, com os dois levantando as visões e enxergando um rosto que os fizeram arregalar os olhos. — Como estão.

 — Senhora Sprouse? — Ariana falou ofegante. — Como vai?

 Era a mãe do Cole.

 — Meu filho está desaparecido — A mulher de rosto inchado e cansado, cruzou os braços contra o peito e fungou. — Como acha que estou? — Os dois se encararam por alguns segundos.

 — Sinto muito, pelo o Cole, senhora Sprouse. — Foi o que Louis disse com a sua voz trêmula. — Sei que deve estar sendo difícil.

 — Estou dando o meu jeito de conseguir seguir em frente, mas sempre tentando ao máximo descobrir onde meu filho está. — Seus olhos marejaram. — Por favor — Sua voz embargou. — Se vocês tiverem qualquer notícia sobre o Cole... eu imploro que entrem em contato comigo.

 Um grande sentimento de culpa se formou igualmente nos dois  adolescentes sentados, afinal eles sabiam o que havia acontecido com o filho dela, só não tinham coragem de dizer, já que eles se dariam muito mal se isso acontecesse.

 — Pode deixar...Senhora Sprouse. — Ariana falou, com ela assentindo com a cabeça e se retirando de lá, passando a mão nos ombros da garota. Depois ela sumiu de suas vistas, os dois se encararam preocupados. — Eu acho que eu fiz xixi nas calças. O que aconteceu aqui?

 — Isso foi a coisa mais estranha da minha vida. — Louis tomou ligeiramente mais um gole do seu café.

 E então o papo foi cortado pelos toques de seus celulares juntos ao mesmo tempo, o que foi o motivo da surpresa deles. Desbloquearam a tela e leram a mensagem do tal número anônimo.

 

Se ela soubesse que é culpa de vocês.

 

 — Me diz que eu não fui o único a receber isso? — Louis.

 — Não. Não foi. — Respondeu Ari.

 — Olhe se não é a filha do prefeito e o filho do advogado — Deta vez era uma voz masculina, familiar. Olharem e viram o policial Lewis com o seu velho complexo de superioridade. — Onde estão os outros dois?

 — Não é da sua conta! — Esbravejou Ariana. — Vem cá, você vai grudar mesmo no nosso pé?

 — Por que acha isso? Por acaso eu tenho motivos para ficar no pé de vocês?

 — É isso o que a gente quer saber. — Foi a vez de Louis falar.

 — Só estou fazendo uma simples pergunta para vocês e estou sendo bombardeado por um tanque cheio de arrogância. Tenho um caso para solucionar e não posso ficar perdendo tempo com crianças.

 Ariana se levantou e pegou o seu café, entregando na mão dele.

 — Toma, fica com isso. Você precisa mais do que eu. — Sorriu com escárnio para o policial. — Sua mente precisa ficar acordada para tentar resolver um caso que eu tenho absoluta certeza de que não vai dar em nada. — O enfrentou com a sobrancelha arqueada. — Só tome cuidado para não se tornar inconveniente, e acabar perdendo o seu emprego novamente. — Segurou no braço do amigo e puxou.

 — Porra Ari, por que você deu o seu café para ele? Jogou dinheiro no lixo.

 — Relaxa, eu cuspi lá dentro. — Arrancou um sorriso de Tomlinson e os dois continuaram andando pela calçada até os seus carros do outro lado da rua.

 

 


Notas Finais


Xiii. Gente a Ariana falou que está de boa, mas será mesmo que ela está?

Bom, pessoal, alguns capítulos não serão puro suspense ou mistério, alguns serão mais leves. Bom, foi isso, espero que vocês tenham gostado.

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