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História Não Me Faça Repetir! - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oi, gente. Vamos conversar, lá embaixo?

Sigam as notas finais, pq textão aqui é feio, ao meu ver.

Capítulo 4 - Você precisa se ouvir primeiro. (reescrito)


O clima era no mínimo embaraçoso, e o silencio de Kushina não estava ajudando em nada.

 - Mãe? – Naruto tornou a chamar. Mas para o seu desespero, fora ignorado novamente.

 Kushina tirou a mão da boca e passou a alternar o seu olhar entre as figuras de Naruto e Sasuke, completamente desconcertada: Ainda não sabia como reagir diante do que viu. E bem, não era como se Naruto estivesse numa situação melhor que a dela.

Afinal, quem é que gosta de ser flagrado em “momentos inoportunos?” Ou no caso dele, para ser mais especifico, beijando um garoto quando era supostamente hétero aos olhos da mãe?

Com certeza não era dessa forma que ele pretendia se assumir...

Agora não sabia como reagir diante de tamanho espanto. Não havia ensaiado para isso.

– Mãe... – avançou afobado, tentando contornar aquela situação chata, apesar da voz tremula. – E-eu posso explicar! – mas deteve-se quando a viu recuar, antes mesmo que ele pudesse dar um segundo passo na sua direção. Aquilo havia o acertado em cheio...

“Ela estava o repudiando, então?” – concluía, sentindo seus olhos começarem a lacrimejar.

Nesse meio tempo, Sasuke acabou o mirando de soslaio, com as sobrancelhas arqueadas: Não acreditava que Naruto havia acabado de usar a famosa frase do “Eu posso explicar” para um momento que já era autoexplicativo. Mas entendia o nervosismo do outro; sabia como era estar naquela situação e não queria piorar isso, então procurou se silenciar...

Naruto comprimiu os lábios, nervoso. Sentia o choro embargar na sua garganta. Não queria mais ficar ali...

Virou-se apressadamente, buscando pela saída e pegando os outros dois de surpresa. Até chegou a ouvir sua mãe gritar por seu nome ao fundo, mas a ignorou. Naruto não queria ficar ali e lidar com uma possível rejeição.

Sasuke se deteve no meio do caminho para buscar os olhos da ruiva, em desaprovação, antes de se virar e seguir o outro, quase que por instinto. Aquela mulher podia ser a mãe – ou o raio que o parta – mas se tinha duas coisas nessa vida que ele não levava para casa era: desaforo e preconceito.

Era bom ela pensar bem no que ia dizer quando Naruto voltasse aos seus braços, porque se ele soubesse de alguma desaprovação nesse sentindo... Ah, meus queridos, alguém ali iria ver o que era um escândalo de verdade...

Kushina piscou desconcertada. Não teria entendido o porquê daquele olhar atravessado, por parte do outro, se o seu coração já não estivesse se doendo por dentro.

Sabia o que tinha feito no final das contas; e aonde havia errado dessa vez como mãe.

Comprimiu os lábios, culpada: Naruto a interpretou de maneira equivocada, mas ela mesma dera espaço para isso quando se calou e se afastou daquela maneira. Agora precisava se acertar com ele, embora naquele momento, só pudesse esperar e torcer por sua volta.

Suspirou, aproximando-se do cesto e apanhando as roupas do chão, quando uma ideia lhe veio à mente: Na verdade, havia mesmo algo que ela poderia fazer do que simplesmente esperar e se amaldiçoar ali...

  "Precisava falar com Minato..."

[•••]

- Naruto! Espera! - Sasuke gritava no meio da rua, feito um doido. Ainda tentando alcançar o outro. E quem diria, né? Quem os visse ali, provavelmente não iriam imaginar que uns dez minutos atrás, era Sasuke quem havia lhe deixado claro: Que seria o loiro quem teria que "correr" atrás dele.

- Vai pra casa, Sasuke! - o loiro gritou com a voz trêmula.

Claramente estava chorando. E apesar de ter sido afetado por isso, Sasuke quis parar, só para tirar o sapato e tacar na cabeça dele: "Vai que aquela criatura ganhava juízo? E como bônus, ainda deixava de falar merda!" - pensava. - "Até parece que ele ia deixá-lo sozinho, naquele estado..."

- Deixa de ser idiota! - gritava de volta, já estava alcançando o outro. - Não vou deixá-lo sozinho assim! Além disso, pode me explicar por que está fugindo de mim, agora?

Alguns curiosos começaram a sair de suas casas, enquanto outros surgiam de suas janelas. Sasuke notou e quis bufar de ódio com isso: "Era só o que faltava..." - pensava. Detestava ser o centro das atenções, mas não iria recuar agora.

- Hey! - Naruto ouviu o seu moreno voltar a chama-lo, embora agora fosse de forma mais contida. E foi quando tentou apertar o passo para seguir longe dele. No entanto, antes que pudesse se dar conta, Sasuke já havia o alcançado e pegado em seu braço para detê-lo. - Me escuta... - o virou de frente para ele.

- Não! - Naruto o interrompeu. - Não quero conversar agora, Sasuke... Me deixe em paz! - fungou, sentindo as lágrimas quentes escorrendo por seu rosto.

Sasuke o fitou atordoado. "Aquele garoto era bipolar ou só volúvel mesmo?" - pensou.

- Por que isso agora, Naruto? - voltou a perguntar, se referindo ao seu afastamento.

- Você não viu como ela me olhou ali?! Não consigo encarar isso!

Ambos estavam ofegando, devido ao esforço recente.

- Como não?! Foi só um beijo, droga! Sua mãe é uma idiota!

Ok. Agir com cautela nas palavras, definitivamente não era o forte do Uchiha.

- Minha mãe não é uma idiota, Sasuke! - berrou. - A culpa é minha! Eu devia ter falado com ela. Eu... - Naruto voltou a fungar, passando a mão livre pela região dos olhos. Sentia-se ridículo. Disse a Sasuke que queria mais do que amizade e agora queria fugir dele também.

Sasuke estalou a língua, desacreditado do que ouvia. – Então você está dizendo que poderia ter evitado que ela o magoasse; se tivesse contado a ela que também gostava de garotos?! Aonde que isso tem lógica, Naruto?!

Naruto o fitou sem reação. Não havia se dado conta da falta de lógica ali, até então. Sasuke acabou se aproximando. – Está vendo? Não tem culpa aqui. Isso é só você tentando criar desculpas para não ter que encarar o fato de que sua mãe foi uma idiota, naquele momento.

É... ele tinha razão...

Naruto comprimiu os lábios, sentindo seus olhos voltarem a se encher de água. – E se ela não me aceitar, ‘Sas? O-ou passar a me tratar de forma diferente, como se eu fosse alguma espécie de outro planeta ou sei lá?!  

Sasuke desviou o olhar, tentando ignorar o modo como Naruto havia acabado de lhe chamar. Ou sobre como tudo estava o afetando desde que o vira começar a chorar daquele jeito. Talvez precisasse deixar os seus próprios anseios de lado, só por um momento, para ser mais compreensivo com o outro. No final das contas sabia pelo que ele estava passando e se sentia um pouco culpado por isso...

Suspirou. – Sabe... eu tive esse mesmo receio cerca de dois anos atrás... – voltava a fitá-lo seriamente. – Achava que podia encarar qualquer coisa, desde que viesse de estranhos. Mas não podia dizer o mesmo sobre quem amava... Por um tempo eu tive medo de perdê-los; ficar sozinho... - Sasuke suspirou novamente, tentando não perder a compostura. – Até que um dia eu percebi que não estava garantindo nada. A não ser, o fato de que iria continuar me machucando com isso, sozinho.

- Então o que você fez? – Naruto o perguntou receoso, não esperava ver o outro se abrindo consigo.

Sasuke deu de ombros. – Me assumi. E não vou mentir, foi difícil... – se aproximou mais, levando suas mãos ao rosto do loiro para secar suas lágrimas. – A família estava reunida e foi um verdadeiro escândalo...

- E você não podia ter escolhido um momento melhor? Tipo só você e os seus pais? – Naruto o interrompeu, sentindo o outro passar os dedos por sua tez, com delicadeza.

Sasuke soltou um pequeno sorriso fraco. – Eu passei anos engolindo sapos, Naruto... Não queria ser mais conveniente. E... Vamos dizer que estava um pouco alterado também, naquela noite... – Naruto arqueou as sobrancelhas; não conseguia imaginar um Sasuke bêbado. – Amanheci brigado praticamente com todo mundo. Havia estragado a noite dos meus pais, conquistado olhares atravessados, curiosos e comentários tão idiotas quanto todo o resto, mas... Pela primeira vez em muito tempo, estava em paz comigo mesmo. E valeu encarar certas verdades para descobrir quem me amava mais, do que simplesmente por cortesia da casa, sabe? – Sasuke continuava afagando suas bochechas. - Quando eu precisei; minha mãe estava lá, meu irmão e a Sakura... Não vai ser diferente com você. – sorriu terno. – Enquanto você se respeitar, sempre vai existir alguém por perto para te amar exatamente como você é. Você pode apostar nisso. Pode contar com aquela irritante... – dizia se referindo a Sakura. – com os seus amigos e... Comigo; se você quiser. – Naruto sorriu bobo. Ouvir aquilo fazia seu coração se aquecer. – No fim, você só precisa se ouvir primeiro e vai ficar tudo bem, ok?

O loiro concordou, repreendendo a vontade de chorar novamente – mesmo que dessa vez fosse de felicidade. Sasuke não fazia ideia do poder que tinha sobre ele... Avançou para abraça-lo; murmurando contra o seu peito um... – Obrigada, Sasuke... – embora quisesse dizer muito mais que isso.

Sasuke riu ao retribuir o seu abraço. - De nada... Naruto. – não esperava por aquele gesto de afeto. Mas até alguns meses atrás, também não esperava que o mesmo garoto loiro – do qual tanto queria esganar – agora seria o motivo de seu coração descompassado e leve, só por vê-lo se sentindo melhor.

E se continuasse naquele ritmo. Talvez Sasuke não precisasse de tanto para descobrir que de fato o amava, e podia confiar nisso, apesar do medo.

- Quer ficar um pouco lá em casa, para matar o tempo? – resolveu propor, ainda abraçando o outro.

Naruto pensou um pouco na resposta. Precisava falar com os seus pais, mais cedo ou mais tarde, mas também não queria que fosse naquele momento. E por mais que fosse tentador ter Sasuke por perto, também achava que dessa vez precisava ficar um pouco recolhido. De preferência, sob o apoio de alguma amizade.

Desvencilhou-se dos braços do moreno, com um biquinho manhoso. – Eu adoraria, de verdade. Mas... acho que preciso de um ombro amigo, sabe? Não que você não seja legal, mas...

- Tudo bem... – Sasuke o interrompeu, a fim de tranquilizá-lo. – Já disse que você tem que fazer o que for melhor para você, certo? Eu não tenho porque me chatear com isso... E então, quer que eu te leve?

Naruto desviou os olhos para o chão, se sentindo sem graça diante do tratamento fofo do outro.  Por outro lado, também não poderia negar que estava ficando satisfeito com aquilo. E mal podia esperar por sua deixa de mimá-lo também. – Sim... – resolveu aceitar de bom grado. – Você pode me acompanhar.

Sasuke se colocou ao seu lado. – Certo, e para onde você quer ir agora, senhor Naruto Uzumaki? – brincou com o tom formal, enquanto enlaçava seu pescoço com o braço, quando começaram a andar.

Naruto riu, fingindo pensar um pouco. – Bom... Acho que eu vou querer ter uma palavrinha com a Sakura. Pode me levar lá, senhor motorista sem carro?

 – Mas é claro! – rebatia numa falsa empolgação. – Aliás, quem precisa de um carro quando se tem uma ótima companhia e um guarda chuva de qualidade; que nem este?  Hein, seu metido?

- Metido?! Eu? – Naruto bufou indignado com a acusação. – Você acabou de se autointitular como uma boa companhia, e eu que sou o metido?! – Sasuke não o respondeu. Mas também não precisava. Naruto estava satisfeito por vê-lo sorrindo daquele jeito e saber que aquilo era de verdade.

Aliás, “Sasuke devia sorrir mais vezes...” – pensava. Queria descobrir porque aquele hábito não era tão frequente assim... E talvez pudesse, se o Uchiha lhe permitisse invadir seu mundo.

Mas por hora, Naruto precisava resolver o seu primeiro. E com um pouco de sorte, isto é, se conseguisse resolver suas inseguranças sem causar problemas, ainda podia contar com a ajuda da amiga para chegar até o coração de Sasuke, também.

Agora sabia que ele valia o risco. Podia ver o que ele escondia por detrás de toda aquela pose de durão...

[•••]

Enquanto isso: Kushina...

- Minato! – a mulher gritava à plenos pulmões. Indo em direção à cozinha.

O homem lavava a louça tranquilamente enquanto esperava o jantar ficar pronto, para pôr à mesa. Já estava acostumado com os gritos naquela casa, então não se virou de imediato. Para ele era um dia normal. Pois assim como a companheira, estava aproveitando o período em casa para deixar tudo em ordem.

Porque cá entre nós? Um orgasmo era muito bom, mas a sensação de ter uma casa bem arrumada e limpa, também não tinha preço.

Kushina veio em passos firmes - quem visse até poderia pensar que ela soltaria os cachorros a qualquer momento. E de fato ela parou no meio do ambiente como uma verdadeira predadora.

Entretanto, Minato ainda era uma presa inocente, sabe? Mal havia se dado conta da presença imponente quando alcançou um pano de prato para secar as mãos, e se virou tranquilamente - esperando que a outra continuasse.

Mas quem disse que Kushina continuou, de imediato? Seu olhar agora estava mais ocupado, vagando por todo ambiente como quem procurava alguma coisa, mas também não queria nada.

E beleza, Minato podia ser sim uma presa inocente, mas quem disse que era burro, meus amigos? Tinha seu instinto de sobrevivência. O homem franziu o cenho, a fitando - sabia que algo de errado não estava certo. Tinha alguma coisa incomodando aquela mulher. A questão era: Ele era o problema ou não?

- O que foi? - resolveu perguntar, sem transparecer sua paranóia.

- Hum... - ela caminhou calmamente em sua direção. Estava com os braços apoiados à cintura, e ainda corria os olhos por todo o ambiente; menos por ele. Aquilo só o deixava mais cismado. - Nada de mais... - parou ao seu lado, encostando no batente da pia. - Eu só estava pensando sobre uma coisa que vi na tv, hoje mais cedo, sabe... - o loiro franziu o cenho de novo: "Desde quando ela assistia tv?"

- Pensei que não tivesse paciência para assistir programas de televisão. - interrompeu.

- Pois é, querido... - ela passou a fitá-lo, um tanto cínica. Tinha as sobrancelhas arqueadas. - Você também sabe que não tenho paciência pra ficar sendo interrompida. - falava pausadamente. - Mas olha aí, a merda... Né, amor?

"Credo, já começou mal." - pensou.

- Tem razão, me desculpe. - refletiu por fim. Mal notando o biquinho que fazia quando terminava de sorrir sem graça, daquele jeito.

"Ai, ai... Se Minato soubesse o quanto ela era trouxa por aquele biquinho, saberia que nos seus quinze anos de casamento, ele nunca esteve realmente encrencado. " - ela pensava.

- Posso continuar? - questionou, fingindo aborrecimento.

- Por favor... - ele cedeu.

- Bom... Estava vendo um programa, e parecia mesmo chato a princípio, mas tinha uma discussão ali que me chamou a atenção, sabe?

Ele acenou, mostrando que estava realmente prestando atenção.

- Bem, o filho de uma personagem estava se relacionando com outro garoto. Mas ela não sabia disso a princípio... - certo, estava criando uma situação para falar com o outro sobre a verdade. Mas o que mais ela podia fazer? Não iria expor o seu bebê, logo de cara. Não sabia se Naruto queria aquilo. - No entanto... - continuava. - Um dia ela descobriu a verdade. E sem querer acabou cometendo erros com ele, que podia distanciá-los. - suspirou, tristemente - Eu não queria cometer os mesmos erros com o Naruto...

- O Naruto é gay? - Minato perguntou, de cara. Parecia surpreso só com a própria presunção.

Kushina ficou vermelha na hora.

- N-não! - berrou. - Quer dizer... Talvez. Eu não sei, Minato! Por que tá me perguntando isso?!

- Calma aí... - ele franziu o cenho. - Só tô tentando entender... Por que está tão nervosa?

- Eu não estou! - berrou de novo, categórica. - 'Oxi... É você quem fica aí colocando a carroça na frente dos burros! Custa lembrar que estamos falando de uma situação hipotética? Por que tem sempre que ser tão afobado?! Eu hein...

- Certo, certo... então você só está preocupada com o que pode vir a acontecer? - ela acenou, nervosa.

Minato suavizou a expressão. - Acho que você não cometeria os mesmos erros...

"Mas eu já cometi... Tô querendo evitar que você faça o mesmo." - pensava com pesar.

- E se eu cometesse? - levantou, em tom de culpa.

Ele sorriu compreensivo. - Você ainda buscaria aprender com eles e se redimir como a mulher inteligente que sempre foi.

"Caramba, o miserável era bom." - Kushina pensou encantada.

- Certo. Mas eu não quero que a gente cometa os mesmos erros com o Naruto. Então... - fez uma pausa calculada. - Se por acaso, ele estiver com alguém... E esse alguém for um garoto...

- Vamos apoiá-lo? - Minato arriscou, com os olhos semicerrados.

- É claro que vamos! Né, Minato?! - ela concordou, com veemência. -Totalmente!

- Certo... - ele repetiu, desconfiado. Ainda estava tentando achar o suposto "problema" nas entrelinhas.

- Certo. Então está combinado? - ela tentou se certificar se a mensagem estava mesmo sendo passada adiante.

"O que?" - Minato pensou, franzindo o cenho. De repente queria rir de nervoso. Aquele papo estava muito estranho.

- Se o Naruto for gay... - ela resolveu enaltecer. - Nós vamos apoiá-lo, não é?

Uma risada trêmula saiu pela garganta dele. - Sim... - estava desconcertado.

Ela assentiu. - Ótimo... - se sentia mais tranquila por "preparar" Minato, sem expor seu filho. - Eu vou terminar com as roupas. - disse, e saiu em direção a sala de visitas, como quem havia tirado um enorme peso das costas.

- Kushina! - Minato a chamou de volta: depois que sua silhueta passou pelo vão da porta. A mulher voltou no mesmo instante, aparecendo por detrás da coluna.

- Hum?

- Qual era mesmo o nome do programa? - perguntou.

Ela desviou o olhar, arqueando as sobrancelhas e mordendo os lábios, levemente: Estava fingindo demência. - Eu... Não me lembro, amor. Mas não se preocupe, era chato. - desconversou. - Você não iria gostar.

- Entendi... - mentira, ele não tinha entendido nada.

- Certo. - ela sorriu, satisfeita. - É só isso, querido?

- Acho que sim... - respondeu, estreitando os olhos incertos.

Ela assentiu e acabou saindo de novo. Minato por outro lado, ficou lá tentando processar o porquê de terem tido aquela conversa.

[•••]

Assim, após deixar Naruto com Sakura, tranquilamente – isto é, sem mencionar os surtos da amiga, quando esta viu Sasuke se despedir de Naruto com um beijo no topo da cabeça – Sasuke procurou voltar para casa em paz.

No entanto, não estava lá obtendo muito sucesso quanto a isso. Não conseguia deixar de se perguntar se estava fazendo a coisa certa, sobre os seus sentimentos.

Quer dizer, não se arrependia de nada. Sabia no fundo que Naruto era uma boa pessoa e podia conquistar sua confiança, apesar de qualquer empecilho. Mas e quanto a ele? Era digno da confiança de Naruto?

Não tinha tanta certeza sobre isso... – suspirou chateado, enquanto se distraía chutando pedras em seu caminho.

Cometera tantos erros que talvez não fosse mais digno de nada. Mesmo que estivesse tentando continuamente se redimir pela promessa que fizera a sua mãe, em um leito de hospital...

Continuou caminhando distraidamente, quando de repente ouvira alguém gritar.

 - Me solta! - Estava tão disperso que cogitou a possibilidade de estar ouvindo coisas, no entanto parou e olhou ao redor. Foi quando a voz masculina voltou a protestar: - Me solta!

O coração do Uchiha disparou sentindo o desespero do outro. Não podia perder mais tempo ali, largou a mochila de lado e correu o mais rápido que podia em direção ao primeiro desvio daquela quadra.

A avenida residencial era extensa. Sasuke sentia seus calcanhares queimando quando se virou e olhou a primeira entrada. Alguns poucos quilômetros dali, um grupo de garotos - vulgo pestes - estavam ameaçando jogar um pobre menino de cabelos vermelhos, em uma caçamba de lixo.

Sasuke viu suas costas quando eles o ergueram - enquanto alguns seguravam as extremidades da tampa; rindo feito hienas.

O Uchiha serrou os dentes. Sentia os olhos queimando de ódio quando correu encapetado na direção deles.

Não interessava se eram a maioria e ele provavelmente estava indo lá para levar uma surra. Iria se certificar de gravar os rostos e caçá-los um a um.

- Uou! - um deles exclamava, enquanto ameaçava junto com os outros. Jogando e pegando novamente o garoto no ar. - Cuidado... Cuidado. - ria.

- Eu já disse para me soltarem! - o garoto protestou.

- Hey! - o Uchiha gritou. - Deixem ele em paz!

Alguns meninos que apenas assistiam a cena; divertidos, se viraram bruscamente. Estava tudo tranquilo, mas de repente tinha um garoto correndo na direção deles com um guarda-chuva e um olhar mortal.

- Gente! Sujou. Vamos dar o fora daqui! Tem um maluco vindo aí.

- E daí? - um deles questionou.

- Mano, como assim e daí?! O Neji deixou claro pra não arranjar mais problemas! Anda, pessoal! Deixem ele aí!

Os meninos obedeceram e terminaram por jogar o garoto lá dentro. Todos se viraram no sentido oposto ao de Sasuke - que já estava os alcançado - e subiram a rua, correndo.

Sasuke - a principio, agindo por impulso - estava os seguindo, mas acabou se detendo e voltando o caminho. Não podia deixar aquele garoto ali.

Aproximou-se e levantou a primeira tampa da caçamba. Em seguida, subiu e curvou o corpo para olhar lá dentro. - Hey! - chamou. O menino estava com o rosto apoiado nos joelhos dobrados: Não emitia nenhum som, mas o Uchiha sabia que ele estava chorando. - Calma... - Sasuke estendeu o braço. - Vem aqui, me dá a mão, cara. Me deixa te ajudar!

O menino ergueu o rosto choroso e Sasuke não podia estar mais surpreso. Ele reconhecia aquele garoto.

Seu nome saiu estremecido, pelos lábios do Uchiha. - Gaara...

 

 

 


Notas Finais


Então, como podem ver, este capítulo foi reescrito. E o motivo é muito simples:
Eu estava revisando os primeiros três cap, quando me dei conta de alguns erros gritantes no enredo, (que começaram a rolar a partir daqui)

O caso é que, a postura dos personagens Naruto e Sasuke, começou a me incomodar, em vista dos cap anteriores. Sobretudo, o Sasuke. Notei que ele soava agressivo demais, (para ñ dizer abusivo) quando provocou o Naruto daquele jeito incisivo. Sob a questão de tirá-lo do armário. E eu ñ queria passar essa ideia, entre eles. Lamento, de vdd, ter sido cega e indelicada sobre o assunto. Ninguém tem o direito de impor suas vontades, sobre a vida alheia.

E certo, eu pretendo citar o tema "relacionamento abusivo" Mas não aqui; ñ com Sasunaru. Para eles eu quero o saudável. O próprio Sasuke precisa disso agora e vai precisar em diante.

É isso. Eu espero que compreendam a mudança, ainda q ñ queiram mais ficar aqui comigo. É a minha primeira fic. Mas eu não vou hesitar daqui em diante, em recomeçar, assim como em qualquer outra, se achar q é o certo.


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