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História NÂO NAMORE OLHOS CLAROS (Romance Gay) - Capítulo 1


Escrita por: ViniziTV

Notas do Autor


Caso queria me conhecer, faço live na Twitch: https://www.twitch.tv/vinizitv, podemos conversar mais sobre a história, estou em live a partir das13h, de SEG-SÁB.
IG: @vinizitv, TikTok: @vinizitv

Capítulo 1 - Capitulo 1


Fanfic / Fanfiction NÂO NAMORE OLHOS CLAROS (Romance Gay) - Capítulo 1 - Capitulo 1

Batia uma brisa levemente fria, o que é normal, já que é no sul do Brasil e na época do inverno sempre é mais frio ainda. Era por volta das 23h da noite e de longe vemos um menino loiro com um monte de malas na frente de um aeroporto a espera de seu Uber, mesmo se contendo muito as lágrimas que caíam do seu rosto molhando seu moletom rosa, atraia olhares dos estranhos daquela cidade, cansado de espera o Uber, ele anda em direção a cidade e aqui começamos a nossa história...

- Eu odeio essa cidade!!!- Fecho a porta enfurecido, atravessando a sala e correndo para o meu quarto e batendo a porta com força. Quase a quebrando, eu não queria ter saído de São Paulo, pra aquela cidadezinha de interior onde não conheço ninguém.

Deitado na minha cama, presto mais atenção na decoração daquele quarto, tinha algumas que eu lembrava de quando era criança, meus pais me traziam aqui quando queriam ficar longe da cidade e do trabalho, mas não acredito que eles, nos meus 17 anos, decidiram se mudar para cá. Eles não pensaram em mim, eles só pensam em si. Já com as lágrimas escorrendo sinto que precisava conversa com alguém, estico meu braço tentando alcançar a escrivaninha e abro no grupo da galera. Eu precisava urgente desabafar com alguém.

-As kardashians-

23h da noite alguém pode ir call? Quero conversa com vocês...

-Marcos, agora não posso, pois tô ajeitando as coisas da mudança pra Londrina e resolvendo algumas coisas com o adreim...

-Ain, migo, tô fazendo algumas atividades. Enfim faculdade né more...queria tá jogando, mas não dá.

-GENTEEEE TENHO UMA FESTAAAA QUEM QUER IR??? MARCOS, VAMOS!

Drei, além de você não aparecer no aeroporto, ainda esqueceu que eu me mudei?

- Phoda irmã, mas tô indo, bjs!!

Se fuder...Erick?

-Ain Marcos, mil desculpas, mas ocupado, fazendo umas thumbnails. Sorry...depois te ligo, ok?

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Larguei o celular sob a cama estava muito frustrado, parecia que estavam todos ocupado vivendo sua vida e eu estava ali deitado com problemas infantis de adolescentes. Então decidi que iria fazer um chocolate quente, pois aquele lugar estava muito frio e tinha que falar com minha mãe como estou. Na hora que meu pé toca aquele chão frio todo o meu corpo estremeceu, senti todos meus pelos se arrepiarem, mas nada que impediu de eu ir para a cozinha fazer meu chocolate quente. Despois de esquentar o chocolate, peguei o celular para avisar a minha mãe como as coisas estão e vou em direção ao meu quarto, subir as escadas muito rápido e quase que caia, não gosto de ficar sozinho, principalmente em uma casa quase vazia com um monte de caixas. Vou em direção do meu computador e vou na Netflix para buscar alguns filmes, mas não tinha nada de novo então entro na Twitch e começou assistir algumas lives de pessoas aleatórias.

Por volta das 3h da manhã, eu entro em uma live de um streamer muito pequeno, mas tinha muito carisma, só não entendia o motivo da sua máscara e depois de um tempo interagindo com ele, ele me convida para joga. E como eu não tinha nada para fazer, fui mesmo sabendo que amanhã já teria aula...

Prinnprinnnprinnprinnn

Sou acordado com o barulho do despertador, eu não tinha dominado nada, ontem eu fui dormi às 5h da manhã, com o que eu estava na cabeça?, não sei também. Eu sabia que teria aula 7h da manhã, me levanto meio tonto, naquele quarto escuro que não passava nenhuma luz pela cortina e vou em direção do banheiro para me arrumar, me olhando no espero vejo o quanto arrasado estou. Não corria um sangue naquela pele pálida, minhas olheiras pareciam duas cavernas do Minecraft. Meu celular toca, era Erick, pensei muito se deveria abrir a mensagem, mas pra mostrar que sou uma puta gostosa e evoluída abrir.

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Mensagem

Erick: Tem um quarto de hóspede para mim?

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Não havia entendido nada, por que ele me mandaria uma mensagem assim? Ignorei a mensagem não tinha muito tempo para pensar nisso, não quero me atrasar no primeiro dia. Entrei no banho com água quente, pois já basta o tempo de frio, eu ia para aquela escola pegando fogo. Sai do banho, escovei os dentes e fui pegar minha farda, que aliás, era horrível e não combinava nada comigo.

Eu como tenho senso, vesti todo o uniforme e peguei um moletom preto com um pandinha comendo bambu e vesti por cima, fui para o espelho e eu não era o mesmo Marcos de antes.

-Como diz a Nick, "sou uma Puta gostosa!" - Corri para pegar minha bolsa que estava na escrivaninha e meu celular, tinha uns 10 minutos para fazer meu café da manhã, desci as escadas quase caindo, mas cheguei vivo na cozinha.

Era 6:40 e ele já estava pronto para escola. O tempo estava nublado e aquela casa vazia não ajudava em nada. Além de ser obrigado a se mudar, ele teria que viver sozinho naquela casa, por causa que seus pais ainda tinham negócios em SP e demoraria uma eternidade para se mudar, mas eles iriam vem visitá-lo nos sábados é nos domingos.

Enquanto fazia seu café da manhã, ele via alguns adolescentes indo para escola. E uma pessoa chamou muito a atenção dele. Ele tinha cabelos castanhos ondulado, seus olhos eram azuis igual a onda de um mar, que sufocava qualquer uma que visse e tinha um belo sorriso de matar qualquer um. Ele estava acompanhado de uma menina ruiva que usava uma farda igual, mas tinha umas diferenças. Enquanto ele suspirava por aquele menino, algo tirou sua atenção, seu celular, Erick mandado mensagem de novo, suspirei e logo desliguei o celular. Ele não queria conversa com ninguém naquele momento e foi pega sua bolsa que estava no sofá da sala, já era 6:45 e não tinha tempo para comer, já estava atrasado para pega seu ônibus.

Lajes era uma bela cidade, seu nascer de sol que dava para ver do seu quarto era maravilhoso e tinha um clima tão gostoso de dia e como toda cidade do interior seu cheiro de ar puro era uma delícia. Mas aquela não era a cidade do Marcos, ele não conseguia se acostuma com nada ali, mesmo que tentasse ele queria está perto de seus amigos e família e nada que ele queria estava ali.

Já Estava chegando no ponto de ônibus, e quando vê, tinha muita gente nele. Logo tirei meus fones de ouvido da bolsa e os colocando rápido, mas sem tocar nada só para passar despercebido. Vi que tinha um local vazio e fui me sentando, eu não era muito de fala e tinha pavor de falar em público e com estranhos, então fiquei ali sem falar nada com ninguém, só esperando meu ônibus. Eu conseguia ouvir um cochichos de umas meninas fofocando, mas não conseguia escutar direito o assunto, mas não me importei por muito tempo e fiquei analisando minhas unhas até o ônibus chegar.

Eu sou um menino muito tímido e isso faz com que eu não olhe para ninguém o caminho todo. Às vezes, eu olhava para o motorista do ônibus, um senhor, ele tinha cabelos castanhos escuro e uma barba rala, nada contente, de certa forma, eu o entendia também. Mesmo que meu apelido seja contente, por ser muito alegre, sentia que todas minhas alegrias teriam ido embora. Naquele momento sentado só queria um belo Xburguer e minha bela calça militante que esqueci em casa.

-Deveria ter colocando-a - Murmurei baixo, perdido em meus pensamentos fúteis, mas logo fui tirado deles, com alguém ao meu lado falando.

-O que você falou? - Gelei, um garoto com cabelos jogado para o lado, com um lindo sorriso e com seus olhos vidrado em mim, me olhando, como se quisesse entrar na minha alma, tentei não me intimidar, mas falhei miseravelmente.

-Nada, é que estou pensando como é que eu esqueci de usar minha calça favorita. - Ele deu uma risada e mordeu o lábio, ele acha que sou um pedaço de carne? Voltei a escuta minha música, mas ele não me deixou em paz.

-Você é do terceiro? Quantos anos tem? Gosta de qual tipo de música? Mora em lajes? Você nasceu aqui? Óbvio que não, se não já teria te visto - Ele falava de forma eufórica, me deixando tonto de tantas informações, não seria uma péssima ideia ignorá-lo, mas não queria ser uma pessoa ruim.

-Pera, quer meu CPF? - Dei um leve sorriso para ele e vi que ele corou um pouco. - Meu nome é Marcos Marciano - Dei uma leve risada, até eu achava meu nome engraçado, mas fazer o que ne?! - E o seu?

- Vi-Vinicius, mas pode me chama de Vini - Ele deu um leve sorriso, estava um pouco vermelho, mas devia ter sido por causa do sol. Ele é muito atraente, esticou a mão, acabei tomando um leve susto, mas logo apertei sua mão. Ela é tão macia que não queria solta, mas soltamos e ficamos conversando sobre coisas aleatórias.

O ônibus já estava chegando no colégio, alguns alunos se levantavam para descer e o Vini já estava se levantando, então decidi levantar junto, mas no exato momento que levanto o motorista freia, me fazendo tropeçar em cima do Vini. Por sorte ele conseguiu me segurar. Estávamos tão perto um do outro, seus olhos verdes eram muito mais bonitos de perto e sua pele macia é tão viva. Eu conseguia sentia sua respiração ofegante me dando uma enorme vontade de beijá-lo ali mesmo, misturando com a borboleta na minha barriga. Até que eu percebi os olhares de todos em nós, e fui retirado dos meus pensamentos impuros com ele. Por duas meninas xingando o motorista, ela nem tinha percebido nós ali, elas só queriam mandar ele ir por inferno e foi o que elas fizeram, todos deram risada esquecendo o acontecido.

Vini me acompanhou até minha sala, ele é definitivamente gay. Só que ele era do 2 ano e se despediu fingindo cara de triste, o que me fez sorrir. Mas me recusei a ficar pensando nele pelo resto do dia, não queria me apaixona por ninguém. Entrei na sala e havia poucos alunos dentro da sala, andei até umas das cadeiras vazias do fundo e lá sentei. Fiquei analisando a sala, Erick estava certo, isso é uma escola de terror, antes de me mudar mostrei tudo a Erick e ele estava tão animado enquanto eu sofria até cheguei a brigar com ele, pois achei que ele estava feliz por eu estar indo me embora e nisso ficamos 1 mês sem nos fala direito. Mas depois de tudo nós no resolvemos. Ele vivia dizendo que essa escola era de terror pois antigamente era um convento e ainda tinha freiras vivendo lá. Nesses meus pensamentos nem tinha percebido que o professor já tinha chegado

-Bom dia, alunos. Sou o professor de Sociologia de vocês e todas as segundas-feiras iremos ter duas aulas minhas - Ele foi em direção a sua mesa e colocou a sua bolsa na cadeira, ele era jovem alto e magro, tinha os olhos castanho e a pele negra, sem nenhum defeito. Usava tranças de lutador e tinha um sorriso que fazia qualquer menina daquela sala suspirar. Ele volta para o meio da sala com várias folhas e vai deixando em cada mesa uma folha e um lápis. Depois de entregar para todos os alunos, ele anuncia o que iremos fazer - Hoje vocês têm uma atividade - metade da sala começa a resmungar, logo no primeiro dia atividade. - Calma, calma é uma atividade fácil, e quase uma dinâmica em grupo. Cada um irá ter que definir a vida do seu colega ao lado, tipo: a 1º fileira vai falar do colega da 2º e a 2º vai falar da 1º - A sala era dividida em 6 então não teria conflito, levantei a mão, todos me olharam, senti um leve frio na espinha, mas não me intimidei.

-Teremos que definir as características ou falar o que pensamos deles? - O professor deu um leve sorriso.

-Como é seu nome? - Respondi de forma rápida - Ok, Marcos, você me deu uma ideia e para fazer os dois, vocês irão colocar as características que você enxerga do colega ao lado, o máximo possível e como ele se comporta na sociedade.

Quando fui olhar para o lado, para ver quem eu iria julgar nas minhas palavras, veio a lembrança do garoto dos olhos azuis. Me sentir ofegante quando percebi o garoto me analisando com uma cara tediosa e fria, mas aí ele deu um sorriso e demarcou seu maxilar fazendo coisas em mim subirem. Seu sorriso me deu um leve AVC do lado esquerdo do meu cérebro, certamente fiquei vesgo por um tempo, tenho certeza.

-Você está bem? - A voz rouca me fez lembra do café que não tomei, me deix...

Acordei meio tonto, não sabia onde era aquele lugar, conseguia ver o professor conversando meio aflito com uma mulher de branco, ele estava preocupado, eu conseguia ouvi a conversa.

-O que houve? Ele estava tão bem e do nada caiu no meio da sala. - Dei uma olhada para os lados para ver onde me encontrava, mas com a visão meio turva vi o menino de olhos azuis saindo da sala, ele me olha e para na porta, esfrego os olhos.

-Professor vou terminar a atividade, já sei o que falar dele - Ele deu uma risada de canto, me olhando e acenou em seguida saindo da sala. Quando o professor percebeu que eu estava acordado veio em minha direção junto com a mulher.

-Como você está? - perguntou o professor, sorri e a mulher começou a explicar

-Você certamente saiu de casa sem tomar uma das mais importantes refeições do dia e isso lhe causou uma queda de glicose em seu sangue, lhe causando tonturas e fraqueza - Fechei meus olhos e resmunguei um pouco pela luz que passa pela fresta da janela, aquela mulher falava muito rápido e isso me dava muita tontura, explicou mais um pouco e mandou para eu ir na lanchonete que eu preciso comer algo, e assim fiz.

O professor voltou para sala, dizendo que teria que controlar a bagunça e não perder o respeito que o restava, mas antes deixou a folha comigo e disse que eu tinha que fazer a atividade enquanto eu revirava os olhos. Ele dava uma leve risada, já me sentia intimo dele, pois ele me viu desmaiar. A desculpa dele é que o meu colega tinha feito e que eu teria que fazer, mas eu não sabia o que falar daquele garoto.

Comecei escrevendo as características básicas dele.

Olhos azuis, cabelo castanho ondulado, pele branca, porém, com sinais vermelhos, tipo sardas, mas não se classificava como sardas, que o deixa sexy.

Acabei escrevendo isso, mas logo apaguei, não que eu goste dele, só o acho atraente e ele é muito hétero para ser gay. Pelo menos não aparentava no meu "gaydar". Terminei de fazer a tarefa e fui entregar para o professor, que nesse momento fazia sua refeição junto comigo e o mais engraçado era os outros alunos, que nos olhavam incrédulos, pois os professores tem suas salas na hora do intervalo. Ficamos conversando enquanto eu fazia atividade e Jeferson era muito jovem para ser um professor ranzinza. Ele só tinha 25 anos e tínhamos as mesmas visões de mundo. Até trocamos os números e instas.

Depois de um tempo batendo papo com Jeferson, duas meninas chegaram e se sentaram na nossa mesa, elas brigavam muito e não tinha percebido nós no meio delas.

-Marcia, é óbvio que To My Star é melhor que Mr. Heart, eles têm tanta química!!! - Ela grita, quase partindo para cima da outra e como eu estava no meio as segurei.

-Jef, fala pra essa louca que Mr. Heart é muito melhor e não só tem química, mas sim em roteiro - Jeferson dá risada de toda a situação enquanto come um pouco do seu strogonoff.

-Marcia, você sabe muito bem que eu amo bls antigos, tipo heroin, esses são tão pão com ovo- Ele gesticula segurando o garfo, a menina que eu segurava, fica boquiaberta e eu sentia que iria sair fogo dos seus olhos. - E eu acho que essa briga devia ter acabado ontem, ficamos até 4 da manhã comparando-os, vocês dormiram na minha casa! - Ele começa em um tom cansado, mas termina a frase incrédulo da situação.

-E você loirinho, qual prefere? - A ruiva me pergunta fazendo todos me lançarem olhares curiosos

-Ele nem deve assistir, buff - Marcia bufa, com ar de frustrada, mas a ruiva e o Jeferson continuavam com olhares.

-Claro que assisto, se não meu amigo me mataria- Falo mordendo meu cachorro quente que comprei na cantina e sujando o canto da minha boca, que limpo rapidamente, e continuo - Na minha opinião, os dois são muito bons e os dois são doramas coreano, uma coisa muito difícil de ter, mas meu favorito é To My Star - Marcia faz o sinal de negação e a ruiva me abraça, fico meio desajeitado, mas retribuo.

-Aliás meu nome é Bruna - Ela fala pegando um pote da sua bolsa que eu chuto ser uma salada de fruta, ela me oferece e eu nego com a cabeça. Ficamos conversando e elas eram muito engraçadas e extrovertidas. Descobri que Bruna e Marcia eram do terceiro ano B, o que me deixou triste pois sou terceiro A. Perguntei a Jeferson se dava para ele pedir para eu trocar a turma, mas as turmas já tinham sido mandadas para a Central, impedindo qualquer aluno de trocar, mas nada iria impedir nossa amizade. Então pedi os números delas e já éramos amigos em todas as redes sociais possível.

A gente se distraiu tanto que nem percebemos que só tinha a gente no refeitório e eu tinha que correr para minha aula de matemática. Enquanto eu corria para arrumar as coisas, Jeferson e as meninas riam, eu não entendia o motivo deles estarem tão calmos.

-Calma marcos, nós temos o Jeferson do nosso lado, todos professores adoram ele - Bruna fala limpando a mesa e jogando no lixo - Junta todo mundo, xixixi - Ela tira uma selfie nossa - Agora vamos para aula, mas pensando melhor - Ela faz uma cara pensativa e Márcia pegava sua bolsa da mesa, Jeferson fazia cara de negação como se soubesse o que ela iria falar- Tô cansada quero ir para casa - Jeferson faz sinal de negação e a puxa para o corredor, enquanto a Bruna relutava, eu e Márcia íamos atrás dando risada e ela gritava dizendo que era abuso de poder, sua voz ecoava pelos corredores.

Chegando na sala da professora, acabou tendo um imprevisto na secretaria e iria demorar um pouco. Fui em direção a minha banca, alguns perguntava se eu estava bem e eu mexia a cabeça em sinal de positividade. Chegando na minha mesa, olhos azuis estava aparentemente dormindo, então sentei na minha cadeira e vi o papel na minha mesa.

-O professor pediu pra eu deixa pra você ler, mas só pode ler em casa - Ele se virou e falou sem levantar a cabeça - Eu sou tão padrão assim, para você? - Ele fala com um ar tristonho, fazendo essa pergunta me gelar, ele tinha lido antes.

-É que não te conheço, então só falei algo normal sobre você - Falei meio nervoso, mas ele pareceu não se importar muito e eu não quis incomodá-lo.

A aula estava prestes a acabar, quando Erick me manda uma mensagem, depois de ter passado amanhã toda ignorando-o. Mas a curiosidade bateu forte e abrir.

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Mensagem

-EU E O TERRA, ESTAMOS PREOCUPADO COM VOCE, COMO VOCÊ ESTA?6:28

-Vai responder não? Você tá com raiva? 9:35

-Ligando para tia Vanessa. 11:15

-Chegando. FÉRIAS!! 11:45

(FOTO NO INICIO DO CAP)

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E depois de descobrir que Erick estava vindo, não conseguia mais prestar atenção na aula de matemática, eu estava muito imperativo, queria contar tudo o que houve hoje, já imagino ele falando "não namore gente de olhos claros, eles não são confiáveis, eu li e blábláblá..." Não sei de onde ele tira essas ideias malucas, ao contrário do Terra, que é extremamente sensato, eles se completam, mesmo Erick sendo um pouco louco.

Sinal tocou, indicando que era fim das aulas, arrumei tudo na minha bolsa de qualquer jeito e sai rápido, quase tropecei em alguns pés.

-Para onde vai com tanta pressa? - Bruna surgiu na minha frente, tirando os fios ruivos que grudava na sua testa, de longe dava para ver Márcia se aproximar com uma folha na mão.

-Vocês acreditam que a nojenta da Rebeca disse que sou estranha e passou uma vibe psicopata para sala?-Bruna da uma leve risada, dou uma leve cotovelada nela- E completou dizendo que dou medo e tem mais!!! - gritou, levemente estérica - Nas horas vagas deve escuta rock pesadão, eu sou kpoper, caralhoooooo!!! - Eu e Bruna rimos da sua frustração e seguimos em direção da saída principal. Bruna falava como era elogiada na sua carta e até achava que a menina gostava dela,dando uma leve piscada para mim, Bruna não era lésbica senão eu teria certeza disso, meu gaydar é impecável, está mais provável a Márcia ser.

Era um colégio grande e bonito, tinha muito corredores e como um convento trazia um ar de acolhimento, todos os alunos eram felizes e cada um tinha seu jeito, pelo mesmo era oque pensava ser.

Márcia e Bruna são muito engraçadas e bonitas, Márcia tinha uma pegada mais Army na época do Wings do BTS, seu cabelo era curto e nas pontas era loiro, a Bruna disse que ela mudava conforme o integrante mudava. Márcia não negou e dei risada. Ela tinha descendência asiática, usava um moletom roxo claro, ela tinha muito estilo e pegada Kpoper, mas não tinha uma cara muito amigável com quem não a conhecia, talvez fosse sua forma de defesa.

Já a Bruna era totalmente diferente, tinha cabelos longos e ondulados, o ruivo chamava muito atenção, deixando qualquer garoto babando por ela. Ela tinha uma pegada típica de garota norte-americana, mas sua personalidade não conduzia com seu estilo, o que deixa todos curioso. Aparentemente uma garota sexy que vai destruir com seu emocional, mas do tempo que passei com ela, vi que é uma garota super engraçada, carinhosa e um pouco maluca.

Perdido no meu mundo, não tinha percebido a presença de Jeferson, ele caminhava com a gente perguntando se queríamos carona, as meninas óbvio aceitaram, mas não era o mesmo caminho. Então teria que pegar ônibus de qualquer forma mesmo.

Ficamos conversando no ponto de ônibus e pelo o que eu entendi, Bruna e Márcia são vizinhas desde pequenas e sempre foram melhores amigas. Já Jeferson, virou amigo delas porque quando elas tinham 11 anos, ele foi babar delas quando seus pais que trabalhavam junto. Viajavam a trabalho e ele até brinca que perdeu uma boa mesada depois que elas cresceram, já que trabalha de graça agora. Descobri que Jeferson mora pelo Centro de lajes mesmo, não tão longe dali. Eu sabia tão pouco dessa cidade, eu sinto que quanto mais tempo eu fico, mais coisas vou conhecendo.

Adentro no ônibus e olho ao redor, mas dessa vez eu não vi o Vini, mas sigo minha viagem. Enquanto escutava minha música, pois aquele ônibus era muito barulhento. Alguém senta ao meu lado, olho para o lado e de novo, era ele. Os famosos olhos azuis, que eu queria saber tanto o nome, ele me olhava com uma cara tediosa e curiosa, como se quisesse perguntar algo.

-Então, sentei aqui, por que lá no fundo tá muito barulho, mas não irei te incomodar - Ele fala colocando seus fones de ouvido e virando meio de lado.

-Co-como é seu nome? -Eu estava nervoso, não sei se devia ter perguntado seu nome, porém ele respondeu-

-Felipe, e o seu é Marcos, certo? - Ele me olhava profundamente, me fazendo suar frio, concordo com a cabeça.

-Sim, muito prazer - Formulo as palavras antes de falar, para não gaguejar. Ele coloca seus fones e fica jogando um joguinho. A forma que ele se comportava era estranha e atraente, suas caras de frustações depois de perder no jogo era tão fofas, não sei quantas horas fiquei o observando, mas quando me dei conta já havia chegado no ponto de descer e me levanto meio tonto. Ele segura meu braço como um apoio para se levantar, pois o onibus ainda estava em movimento,ele me dá um sorriso em agradecimento e desce junto comigo. Vai em direção ao outro lado da rua, em frente da minha casa e abre a porta daquela mansão, era óbvio que ele era muito rico, mas nunca pensei que ele seria meu vizinho.

Depois de ficar observando-o, entro e viro para minha casa. Dava para ouvi alguém gritando e discutindo, abri a porta e quem estava na cozinha brigando era Erick, aparentemente discutindo com o Terra, ele nem havia notado minha presença.

-Quero saber quando você vai vim pra cá!! Não, não quero saber do seu trabalho, aqui também tem escolas!!! Quer saber? Tchau! - Ele desliga na cara do Terra eu só observava com ar risonho.

-O QUE HOUVE? - falei em um tom mais alto para ver se assustava, mas aparentemente ele já sabia que eu estava ali.

-Primeiro e feio ficar escutando as conversas dos outros, e segundo me dá um abraço - Ele larga seu sanduíche, que estava preparando e vem até mim com os braços abertos, retribuir o abraço -Credo, você tá fedendo, esse cabelo todo desarrumado? - Ele fala fazendo uma careta, dou risada, verificando se estava muito fedido mesmo. -

-Você não vai nem acreditar no que aconteceu hoje. - Falo e ele volta a continua fazendo seu sanduíche - Mas antes, quem te deu a chaves de casa?

-Ah sim, então eu sou sua nova babar!! Falei com tia Vanessa e combinamos que eu poderia ficar aqui com você até eles virem, mora aqui. Eles vão demora para se mudar - Concordei meio triste - Então eu cheguei e fui logo olhar o quarto dos patrões, tem uma banheira na merda daquele banheiro!!!! - ele fica boquiaberto- Às vezes fico impressionado com essa riqueza e essa casa toda branca, fui encostar minha mão e ficou a marcada por causa da oleosidade - ele fala passando o requeijão no pão, Não era uma mansão, mas era uma boa casa. Tinha um andar e uma pegada mais básica, QUASE tudo era branco. Mas Erick estava exagerando. -Aí então fiquei aqui esperando você chegar e olhando a vizinhança, quero deixar bem claro que não confio na vizinhança da frente...

-Por que? - Me lembrei que é onde a família do Felipe mora.

-Por que eles têm olhos azuis e eu já te falei que gente de olhos claros não são confiáveis, te faltam vitaminas no sangue- Ele falava enquanto mordia o sanduíche.

-Lá vem você com essa história, sem cabimento NENHUM!!- Falo me levantando e indo para sala, ele vem me seguindo.

-Maf é selio - Ele fala com a boca cheia - Eu não tenho nada contra, só não gosto deles perto de mim - Ele engoliu a comida enquanto eu dava risada. Erick é muito fora da caixinha. Às vezes me pergunto como essa amizade gerou, Erick é Streamer, Youtuber e TikToker (criador digital: @vinizitv). Como os outros...o Alexandre (@allnick), Dreison (@juliaclark) e o André (@laghnet) E eu, o único que não criava conteúdo para nenhuma plataforma, mesmo eles me incentivando, sinto que esse não é meu caminho, não tínhamos nada haver e talvez por isso deu tão certo, talvez eu tenha talento pro onlyfans!, mas isso é para outra hora...

Sou tirado dos meus pensamentos enquanto Erick corre pelas escadas com a Júlia em vídeo chamada, ele estava indo mostrar a tão famosa banheira que tinha no banheiro da minha mãe. Já eu, fui me sentar no sofá, estava um pouco fedido e dava para sentir de longe. E estava com muita preguiça de ir tomar um banho.

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-Crl!! virou hetero? Fedor de suor, se levanta parceira e corre para banho - Me levantei no susto com a almofadada que Erick havia acabado de joga em mim. Dei-me conta que havia dormido um pouco no sofá da sala, quando olho para Erick abrindo a porta, vejo ele conversando com uma menina que tinha cabelos médio, era todo branco e as pontas alaranjadas, pele bronzeada e seus olhos era um castanho cor de mel. Eles pareciam bem amigos, mas como o trabalho de Erick é influencer, eu sabia que ele conseguia ser amigo de qualquer um. Então ela era sou uma conhecida dele. Erick a chamou para vim mais tarde aqui em casa para assistir uns filmes de terror com a gente e logo em seguida ele foi ajeitar as coisas para "a noite mais animada e engraçada!!" me levantei e segui ele.

-Aiai...- suspiro me encostando no balcão, Erick me olha torto.

-Tá com dor rapariga? - ele fala pegando alguns ingredientes no armário

-Aiai...- ele me olha de novo, vou andando para o outro lado do balcão.

-Se for ficar nessa de "aiai" eu vou te tacar do 1 andar, para com isso viu GLS- Dou risada e me sento em um dos bancos do balcão, ele começa a corta algumas verduras.

-Aí... -Ele a ponta a faca pra mim, eu logo levanto os braços em sinal de rendido - Calma, calma... bela forecida. Eu só quero saber quem era a aquela menina, ela é bonita, ergo as sobrancelha para ele.

-Sabia que essa coisa passava, tu tá virando hetero!!- Ele faz uma cara de nojo, me fazendo gargalhar, ele taca um pano na minha cara - É a vizinha da frente, ela veio nos cumprimentar, aí eu aproveitei e sai com ela para compra algumas coisas para hoje. A NOITE MAIS ANIMADA E ENGRAÇADA!!- Os olhos dele brilhavam, eu sentia vergonha, mas ele acha o nome bonito e o pior que o Terra ajuda essas ideia maluca dele.

- A vizinha da frente? - Me lembro do Felipe entrando nessa casa, me sinto nervoso ou é vontade de ir no banheiro? Não sei.

-Uhum, gostei dos olhos dela, a quantidade de cor me passa segurança...- Ele morde a cenoura e faz uma cara de nojo, mas continua a mastigar - E o pior é que eu achei que só tinha olhos azuis naquela casa, mas ela me falou que se salvou dos privilégios da família - Ele dá risada e começa a corta alguns pedaços de calabresa.

-Eu não entendo esse negócio que você tem com gente de olhos claros e algum trauma? - Falo roubando um pedaço de calabresa que ele cortava.

-Se for para ficar roubando a carne, eu colocava em um prato, mal educado. E aliás eu li, dizem que os olhos pessoa fala muito dela e eu tenho uma fonte dizendo que olhos claros não são confiáveis- Ele junta tudo e coloca na panela no fogo.

-Fontes: Vozes da sua cabeça, só se for... E se eu tiver um crush por um menino de olhos claros? - Ele deixa a faca cair no chão e vira rapidamente para mim.

-Você tá gostando de alguém?!!!- Ele dava leves pulinhos - Me conta tudo!!!!! Como é o nome dele? Signo? Altura? Os dentes são alinhados? - Ele parecia uma Fujoshi, louca para criar uma Fanfic.

-Não sei se estou gostando, o nome dele é Vinicius sabe... Não sei muito dele, seus olhos me possuem de uma forma louca, eu fico até sem jeito- Falei meio tímido e Erick da gargalhada de uma forma que me deixava envergonhado, não sabia o que sentia por alguém, sempre tive esses problemas, às vezes já fui taxado de frio, mas eu não sabia quais eram meus reais sentimentos e só não queria descobri-los.

Me levanto do balcão e me sentindo um pouco frustrado. Fui em direção das escadas, Erick provavelmente já sabia o que era e não queria me encher de pergunta, mesmo eu querendo que ele falasse algo para eu fazer meu draminha de "sim, não é nada", "só tô cansado hoje". Enquanto subia as escadas, Erick gritou algo, mas estava tão perdido em meus pensamentos que nem reparei o que ele gritava.

Fiquei o resto da tarde no meu quarto dormindo, provavelmente Erick já deve ter vindo aqui me chamar para comer. Me levantei meio tonto pois não tinha comido nada e nem mesmo tomei um banho descente. A luz que passava pela fresta da minha cortina dando uma iluminada naquele quarto meio vazio e bagunçado pela mudança que não tinha acabado, me incomodava, mas eu fiquei lá por horas sentado na beira da minha cama a encarando aquela pequena luz que passava pela cortina e não demorou muito para eu perceber que estava escurecendo, pois, a luz do sol que passava pela cortina estava se pondo.

Me levantei, estava todo bagunçado, então decidi tomar um banho para pelo menos relaxar um pouco. Parei em frente do espelho e logo veio os pensamentos em minha mente, tentei não ligar muito para eles, porém, foi inevitável. Depois de algumas horas sentado naquele chão de porcelana fria e as lágrimas que caiam nele, não ajudava em nada, me segurava para não sair nenhum soluço e aos poucos fui em direção ao box. Desfiz da roupa que eu estava vestido, liguei o box e enquanto a água percorria meu corpo, eu deixava minhas preocupações e frustações percorrem por ele. Mesmo sabendo que meus problemas não iriam sumir, mas pelo menos naquele momento eu me sentiria mais calmo e relaxado.

Saio do banho mais calmo e peguei uma roupa mais leve, já ouvia algumas conversas no andar de baixo, sendo mais especifico na sala, provavelmente a vizinha devia já ter chegado e estaria conversando com Erick. Meu celular tinha 31 mensagens de Erick, devia tá se perguntando onde eu estava, mas o ignorei. Terminei de me secar, peguei minha cueca box e a vestir, logo fui colocando minha bermuda moletom cinza e um moletom que parecia um pouco da minha barriga, era uma roupa antiga e eu tinha cortado um pouco na tentativa de fazer um cropped, mas não deu certo. Depois de ter me arrumado, desci as escadas enquanto Erick me ligava freneticamente e eu o ignorava plenamente enquanto descia as escadas.

Me direciono em direção a sala e quando vejo Erick, mostrando algo para a vizinha, que provavelmente era algo falando mal de mim. Tinha mais alguma pessoa que não parava de rir daquela cena toda e não me era nada estranho...

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Notas Finais


Obrigado por ler.


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