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História Não precisamos dessas malas - Minsung - Capítulo 6


Escrita por: 90rynee

Capítulo 6 - Capítulo 6 - A noz


Eu ainda estava adormecido. Sentia meu corpo totalmente aberto, em cima de algo não muito macio, mas confortável. A janela estava um pouco aberta, então dava pra sentir o vento quente da manhã, e a luz do sol batia em meu rosto.

Era uma sensação perfeita, mas a água do chuveiro ganhava mesmo assim.

Eu mexi um pouco a cabeça e abri o olho direito, mas o fechei rapidamente, por causa da luz solar.

Coloquei a dobradura do braço em meu rosto e virei o corpo para o lado.

Quando já estava de costas para o sol, liberei meus olhos e os abri.

Vi o Lino dormindo de barriga para cima, embaixo de mim, e seu cabelo parecia um ninho de pássaros.

Sua boca estava entreaberta, e soltava roncos baixos.

Tentei não me mexer muito para não acorda-lo, mas eu estava totalmente em cima dele.

Dei um impulso para levar minha barriga para baixo, mas meu corpo ainda estava tomado pela preguiça, e caí no meio do caminho, acordando o Minho, que deu um suspiro longo.


— Hmm... Dá pra ficar quieto? Ainda está cedo, e eu quero dormir. — Ele resmunga, mas com os olhos fechados, por causa da claridade.


— KKKKKKKKKKKKKKK — A cara dele estava muito boa para alguém bravo logo no começo do dia. Soltei um riso alto, deixando o mesmo mais bravo ainda.


— Haha, sai de cima de mim. — Ele me empurra levemente, e eu vou até a beirada da cama.


Não desisti de incomodá-lo, então me levantei e fui até o mesmo, que deitou de barriga para baixo, e estava tentando adormecer novamente.

Pulei em suas costas e cheirei seu cabelo.

O cheiro estava bom.


— Lino, bom dia. Faz alguma coisa pra mim comer? — Ele solta o mesmo suspiro, e ainda mantinha seus olhos fechados.


— Hmm depois, Sung. Depois...


— Nah, não! Eu estou com fome, e eu quero agora, Lino! — Cutuco sua nuca, mas nenhuma resposta. — Linooooooooo


Ele vira o rosto, já com raiva, e coloca o travesseiro em sua cabeça, tentando abafar os meus chamados.

Eu não desisti, então dei soquinhos ali mesmo.


— Lino, Lino, Lino, Lino, Lino, Lino, Lino, Lino. — Até que ele tira, e olha para mim, como se passasse a noite acordado e dormido por apenas 2 horas. — Eu tô com fominha, Lino.


— Ue, vai ir lá fazer alguma coisa pra comer.


— Mas eu tô com preguiça... E eu gosto quando você faz! É a melhor coisa... — Ele fica olhando para o nada. — Vai, Lino. Por favor...


— Aish, tá, eu vou. — Minho finalmente se levanta, mas com a base do ódio.


Eu sorri e comemorei.


— EEEEEEEEEH! OBRIGADO, LINO! — Eu o abraço, mas ele estava emburrado demais para devolver qualquer coisa.


— Ta. — Lino sai do quarto e vai até a cozinha.


Aproveitei a oportunidade, e pulei direto para o computador.

Estiquei meus braços, e arrumei meu cabelo, olhando para o reflexo da tela.

Nunca se sabe, se tem alguém te vigiando, né? Você tem que estar lindo.

Liguei o aparelho e, depois de alguns minutos, ele finalmente liga.


— Eba! — Fui com o mouse até o app de emails, onde tinha um mini ícone sobre ele, que indicava um novo destaque. — Ah... — Eu li a primeira frase, e já perdi toda a empolgação de ler o email.


"Bom dia, Han

Lamento lhe informar que sua sorveteria está indo a falência. Seus recursos para sobrevivência estão caindo. Caso queira deixar por assim, me ligue para resolvermos tudo. Caso não, venha imediatamente.


— Seu juíz, *tal nome*"


Poxa... Preciso ir logo para lá. Tenho que conversar com o Minho. Temos que ir hoje, ou amanhã.

Ainda bem que pagamos as passagens antes, então não haverá problemas por agora.

Saí do app, e deixei o computador desligar sozinho.



-



Fui ao banheiro e fiz minha higiene. Desci as escadas, e me sentei tristonho, na cadeira da mesa.

Lino estava de costas, então não percebeu que eu estava ali.


— Aiai... — Falei, para chamar sua atenção, mas não consegui. — Aiai — Falei novamente, mas parecia que ele estava se fazendo de surdo. — AIAI!


— PORRA — Lino deixa a panqueca cair da frigideira até o chão. — FICOU MALUCO? EU TÔ FAZENDO A COMIDA PRA VOCÊ!


— Desculpa, é que você não tinha me visto.


— Eu não tenho olho na nuca, Jisung. — Ele se vira novamente, então eu reviro os olhos, como forma de deboche.


Ficamos uns minutos em silencio, até que eu o quebrei.


— Já acabou? Está demorando muito.


— Ata, quer que eu seja o flash? Venha fazer você mesmo então, apressadinho. — Seguro o meu riso, pois sua raiva estava no topo do limite. Minho odeia acordar cedo, e isso acontece quando é despertado fora do "seu horário." — Pronto, vem pegar.


— Não vai trazer até mim?


— Eu tenho cara de garçom agora? — Eu o vejo se virar todo para mim. Ele estava sério, e aquilo me deixava mais ainda com vontade de bagunçar o clima.


— Vai, Lino. É pro seu Sung. — Sorrio brilhante, pois aquele sorriso mudava a cabeça dele.


— Aish, ta. — Ele traz o prato com as panquecas, e o coloca em minha frente. O cheirinho estava me matando.


— OBA! — Pego o garfo que estava ali boiando, e começo a comer as panquecas. Quando eu estava enfiando inteiramente a primeira panqueca dentro da boca, percebo o olhar do Lino, que esperava alguma coisa.


— Não vai pedir obrigado?


— Obrigado, Lino. — Falo de boca cheia, e ele se afasta, possivelmente com nojo doq acabara de ver. Eu não me importei, e continuei a comer.



-



A tarde estava fria, mas nada me impedia de correr.

Sim! Correr. Eu estava correndo atrás de um esquilo, que estava com várias nozes na boca.

Era engraçado o jeito que ele corria; parecia um coelhinho.

Eu o segui até uma árvore. Ele entrou e cuspiu sua comida lá dentro.


— Vamos, Jisung! Não podemos nos atrasar! — Escuto Changbin gritando pela minha volta.


— Ah, já vou! — Eu grito de volta, e procuro o esquilo no interior da árvore. Ele olhou para mim, e ficou me encarando, curioso. — Oi amiguinho! Todos dizem que somos parecidos, mas eu não acho muito... E você? — Ele não me responde, somente vai até o fundo de sua casa, e volta com uma noz. Eu abro minhas mãos, e ele a deposita ali. — Oh, obrigado... Oq eu posso fazer com isso?


— Jisung! — Agora ouço Bang Chan chamar minha atenção.


— EU JÁ VOU! — Grito furioso. — Tchauzinho, esquilinho. Obrigado novamente pela noz! — Corro até eles.


— Que demora! — Hyunjin reclama.


— Oq tem aí, pequeno? — Lino pergunta, tentando ver oq eu estava segurando.


— Ah, é uma noz! O esquilinho que me deu.


— Um esquilo te deu isso? Fala sério. — Jeongin solta um deboche.


— Ele deu sim, ok? Vocês que não sabem direito. — Eu enfio a noz dentro da boca, deixando todos assustados.


— Porra... O esquilo enfiou isso dentro da boca... E você nem sabe de onde isso saiu. — Minho reclama, possivelmente e novamente com nojo.



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