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História Não precisamos dessas malas - Minsung - Capítulo 7


Escrita por: 90rynee

Capítulo 7 - Capítulo 7 - Cinema


Adentramos o shopping, e o ar condicionado me fez tremer um pouco.

Minho escolheu um péssimo casaco pra mim usar. 🙄

Eu juntei minhas mãos, e esfreguei uma na outra, para esquenta-las, mas parecia que não estava adiantando.

Olhei para o lado, e vi Felix tirar seu agasalho.

Confesso que fiquei sem reação.

— Que calor aqui dentro.

— Tá de sacanagem, né? Aqui está pior que lá fora. — Diz Hyunjin, sem acreditar no que estava vendo.

— Nhe, vocês que são frientos demais.  — Todos reviraram os olhos, menos Jeongin, que estava distante de nós.

Ele estava tirando selfies em frente a uma vitrine de manequins vestidos com roupas novas e caras.

— O que ele tá fazendo? — Pergunta Changbin, observando o mais novo a sorrir pra uma tela.

— Então, pessoal, hoje estou aqui, em frente a essa loja, com roupas caríssimas. Eu tenho dinheiro, e vocês não, pobres. 😏 ( Roubei do Darwin, yeyy )

— Jeongin, pelo amor — Bang Chan vai até ele.

— Como podem ver, essa camiseta aqui custa 120 reais. Vale a pena comprar? Ela é da marca-

— Não fomos contratados pra mostrar marcas, Jeongin. — O último mencionado é arrastado de volta para o grupo.

— MAS, EU TÔ GRAVANDO PRA POSTAR NO CANAL-

— Ninguém quer saber. — Hyunjin debocha do Jeongin, que faz um bico triste.

— Ownt, tadinho deleeee — Seungmin abraça o carinha tristonho, mas é empurrado com brutalidade.

— Sai, tô triste. — Ele sai andando na frente, como se estivesse de mal com o mundo todo.

— Vai passar, relaxa. É questão de tempo. — Eu tento mudar o clima do Seungmin, mas ele me lança um olhar ameaçador. — Credo, parece que vai arrancar meus ossos e dar para o cão de Hades.

— TA, VAMOS INDO, HEHE. NÃO PODEMOS PERDER O FILME — Minho puxa o meu braço, apressado.

— Ah, Lino, eu preciso te contar uma coisa... — Ele me interrompe.

— Depois, Jijico. — O vejo olhar para o seu relógio de pulso. — Temos 16 minutos para comprar os ingressos e pegar a estréia a tempo.

— Ele tá assim desde que descobriu que o filme tem partes de sexo. — Escuto Felix falar, e olho para o Minho, surpreso.

— É O QUE, MINHO?

— EU NÃO DESCOBRI NADA NÃO. É PORQUE ESSE FILME ESTAVA NA MINHA AGENDA A ANOS.

— Mas só anunciaram esse filme semana passada.

— De qualquer forma, hoje é o meu momento de vê-lo, Changbin. — Enfim, eu fiquei quieto.


-


Nós compramos os ingressos, as pipocas e os refrigerantes.

Minho tava quase voando pra sala, de tão empolgado que estava pra assistir o filme.

Quero só ver a cara dele quando escutar o que eu tenho para dizer.

Se for verdade o que o Felix disse sobre o filme, eu saio na hora, e meto o tapão na orelha do Lino quando chegarmos em casa.

— MEU DEUS, ESTÁ CHEIO — Jeongin grita, fazendo algumas pessoas olharem para nós.

— Para de gritar, menino. Arruma algum lugar aí. — O líder se acomoda no lugar que encontrou. Ou seja, do lado de uma moça, que já estava ficando com medo das nossas atitudes. Seungmin e Jeongin se sentaram juntos, nas cadeiras do centro. Felix e Changbin se sentaram na frente deles. Hyunjin se sentou atrás de todos eles, e somente ele estava no banco. Eu e Minho sentamos juntos né... No canto, pois era a nossa única opção.

— AIAI, JISUNG. EU ESTAVA LOUCO PRA VER ESSE FILME.

— Nhe... Eu percebi... Mas eu nunca vi você me falar dele.

— Eu sempre falei dele, você que não prestava a atenção, porque só ficava colado naquele computador, esperando um "e-mail novo"

O que ele dizia era verdade; eu não dava muitos ouvidos para ele, pois fuçava o computador, em busca de mensagens novas do juíz.

Mas naquele momento, eu só queria dar uma voadora nele, e fazê-lo calar a boca, se ele quisesse mesmo ver aquela droga de filme.

— COMEÇOU, MEU DEUS DO CÉU.

— Cala a boca. — Reclama Hyunjin, já comendo a sua pipoca.

O filme começou, e eu já achei ele chato. Logo no começo, o casal "prometido" começou a se odiar.

Depois, começaram a ficar com ciúmes um do outro, mesmo se odiando.

Que merda hein.

Olhei pro lado, e vi Lino enfiando um turbilhão de pipoca na boca.

Fiz uma careta, tentando entender de onde vinha tanta emoção.

Começou a passar uma cena de figurantes, então aproveitei a oportunidade.

— Lino...

— Ah, quer ver? Com certeza essa menina vai roubar o cara da mina, certeza.

— Não é sobre o filme.

— Hm? Então é sobre o que?

— É sobre nossa viagem... — Ele se engasga, como se a casquinha da pipoca tivesse parado no meio do caminho. E eu acho que foi isso mesmo... — Você tá bem?

— Eu tô, mas... Ainda temos muitos dias até lá, relaxe.

— Mas... A sorveteria está indo ao declínio, e precisamos ir hoje ou amanhã. — Minho se engasga novamente. — Para de drama, né

— POR QUE NÃO ME DISSE ANTES?

— CALA A BOCA AÍ! — Alguém do fundão grita.

— DESCULPA! — Lino se abaixa, e eu faço o mesmo. — Sung, nem separei meus anéis direito. Está tão ruim assim?!

— A culpa não é minha. Deveríamos ter ido pra lá bem antes.

— NÃO É ASSIM QUE FUNCIONA! — Seu grito deixa mais pessoas furiosas.

— CALA A BOCA SEU FILHO DA MÃE — Uma mulher grita, e eles começam a tacar pipocas e bebidas em cima da gente. A única coisa que eu fiz foi me jogar no chão, enquanto Minho estava em pé, tentando se proteger com as mãos.

— Que saco, nem aqui eu tenho paz. — Escuto novamente Hyunjin reclamar.

— Aiai, eu amo tanto cinemas... — In fala sorridente, comendo pipoca. Seungmin concorda e bebe refrigerante pelo canudo.

Eu acho que eles nem estavam ouvindo a treta, de tão concentrados que estavam.

— Chegou a melhor parte. — O bebedor de refrigerante chama a minha atenção, e então eu olho para trás. Um homem e uma mulher estavam semi nus em uma cama.

— Caralho... — Lino se vira, e fica pasmado com a cena, até que alguém acerta sua cabeça com uma garrafa cheia de refrigerante. — PORRA, SEU DESGRAÇADO — Ele taca mais pipoca para as pessoas agressivas.

— Hehehehe, moça... Ignore eles, só não estão acostumados a ficar longe de casa... — Bang Chan estava com vergonha, com certeza.

— Que tamanho... — Felix comenta, assistindo o filme, e Changbin solta uma risada alta.

— EU SÓ QUERIA ASSISTIR FILME — Grita Minho, tacando um banco em cima deles.

— E EU SÓ QUERO IR EMBORA — Eu grito de volta, enquanto a multidão continuava a jogar objetos em nossa direção.

Eu tampo os ouvidos, e me sento no cantinho do chão.

Agora só bastava esperar eles acabarem de se matar... Assim como o filme. 🙄



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