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História Não Provoque - Capítulo 10


Escrita por: lazybutterfly

Notas do Autor


Oiii, obrigada por lerem até aqui <3
Só uma nota para deixar claro: ninguém engravida nesta fic.

Capítulo 10 - Um novo hobby


Rin POV

Acordei sozinha na cama. Era óbvio que Sesshoumaru não dormiria ali a noite toda, mas ainda assim eu gostaria que estivesse lá quando acordei, porque eu ainda não tinha entendido muito bem o que aquele gesto queria dizer. Passei no quarto de Kagome e ela havia ao menos voltado para casa. Dormia pesadamente e não tive coragem de acordá-la.

 Naquele dia tomei café da manhã sozinha, pois todos os outros seguiram o exemplo dela e dormiam depois da bebedeira da noite anterior, exceto por Sesshoumaru que, segundo a governanta, havia saído logo cedo dizendo que tinha uma questão de trabalho a resolver.

No meu celular, várias mensagens de Kohaku. Links, memes, conversa trivial. Fiquei ali rindo e respondendo por um tempo, até que Kagome desceu as escadas ainda sonolenta e num estado muito pouco apresentável.

- Ah, Rin? – disse ela, botando só a cabeça para fora da escada – Pode vir aqui em cima um minuto?

E lá vinham as consequências da noite anterior...

Subi atrás dela até seu quarto, onde ela se jogou na cama, contemplando o teto em silêncio por um momento enquanto eu ia ficando cada vez mais ansiosa. Até que finalmente a ouvi dizer em voz baixa:

- Rin... eu transei com o Inuyasha... – disse ela, como se confessasse algo

- Nossa, que surpresa. – Respondi com sarcasmo – eu nem achei que era isso o que aconteceria com duas pessoas bêbadas na praia de noite. – Completei, me deitando ao lado dela.

-  O mais estranho é que... eu sabia o que estava fazendo. – disse ela, mais para si mesma do que para mim.

- Como é?

- Começou por causa da bebida, sim, mas depois... eu continuei porque eu quis. – ela confidenciou, ainda sem me olhar. – Nós nos deitamos nas esteiras que ficam na praia e ficamos conversando sob as estrelas até que simplesmente aconteceu... – ela fez uma pausa - e aconteceu algumas vezes. – Kagome riu um pouco ao dizer isso

- Então... a gente tem um problema aqui ou você tá só me contando que deu pro meu irmão e não tá arrependida? – perguntei um pouco confusa, mas achando graça.

- Acho que eu to te contando que quero dar pra ele de novo? – ela respondeu, um pouco insegura – Você ficaria brava se a gente continuasse?

- Ai, Kagome, por favor né? Pode levar pra você, pode ir lá no quarto dele agora ver se ele já quer mais, inclusive! – respondi, rindo da situação.

- Não! Eu to falando isso, mas nem sei se ele vai querer de novo, vai que hoje ele volta a não gostar de mim? – disse ela, corando um pouco para a minha surpresa.

Eu confesso que esperava que era isso o que aconteceria quando eles sumiram juntos, mas pensava que Kagome se arrependeria logo em seguida e por isso me preocupei. Ela sóbria não parecia gostar muito de Inuyasha – e vice-versa – além de sexo casual não ser muito a sua praia. Estava surpresa de vê-la dizer tão rápido que queria repetir a dose.

 Então ela continuou a falar.

- Rin, tem mais uma coisa. – Disse ela com uma expressão culpada. – Você pode ir na farmácia comigo? É que eu não conheço nada aqui e não foi planejado e...

- Já falou disso para ele? – perguntei, apertando os olhos

- Ele estava lá, né, ele sabe como foi! – disse ela, abaixando o tom de voz – E de manhã cedo estávamos os dois exaustos, eu fiquei sem jeito de pedir...

- Ele devia saber, não?

- Nenhum dos dois estava em condições de pensar muito. – ela deu de ombros meio timida – Você pode ir comigo?

- Eu posso ir na farmácia com você, sim, mas você tem que conversar com ele sobre isso depois. Não devia ser só sua responsabilidade. Quando ele acordar você conta para ele, ok?

Andamos juntas até o distrito comercial mais próximo, que ficava apenas a algumas quadras da nossa casa. Kagome foi me dando mais detalhes daquele encontro improvável e ainda no tópico das surpresas, contei a ela sobre meu encontro e sobre a repentina decisão de Sesshoumaru de não me evitar mais. No entanto, eu estava confusa: ele tinha decidido que íamos transar, mas não fez nenhum movimento para isso aquela noite? Isso significava outra coisa? O que ele queria?

- Então significa que o Kohaku já era? – perguntou ela, enquanto caminhávamos

- Não faço ideia, mas acho que não. Não é como se o Sesshoumaru tivesse dito que me ama nem nada assim. – respondi, dando de ombros

- Mas e se ele dissesse? – perguntou ela de maneira sugestiva

- Se ele dissesse eu me preocuparia de ele ter sido morto e substituído – respondi, rindo – Veja, chegamos. – disse eu, apontando a farmácia enquanto ela parecia me julgar silenciosamente por trás dos óculos escuros.

Compramos o que ela tinha que tomar e aproveitamos para comprar raspadinhas que deixam a língua azul. Paramos em uma daquelas cabines fotográficas e tiramos fotos muito engraçadas em que eu aparecia feliz e bronzeada com a cara do verão enquanto Kagome parecia uma socialite fugitiva com aquele figurino de ressaca.

Nos divertimos um pouco por ali e quando chegamos em casa, ela estava com um pouco mais de ânimo e os outros já tinham acordado. Tio Toga estava escondido atrás de seus óculos escuros enquanto tomava um suco de laranja na beira da piscina, Inuyasha estava igualmente escondido com boné e óculos embaixo de um guarda-sol, enquanto Miroku estava deitado em uma espreguiçadeira ao seu lado de uma maneira que deixava dúvidas se estava vivo.

- INUYASHA, A KAGOME QUER FALAR UMA COISA COM VOCÊ! – gritei da sala

- Maldição! Precisa gritar assim, sua pirralha? – disse ele, dando um pulo e entrando na sala, onde Kagome estava parada com a cara da cor de um tomate.

- Espero que se entendam sóbrios também. – disse eu, piscando para eles e me dirigindo para as escadas.

Naquela tarde eu receberia Cynthia, uma representante da Miu Miu, para fazer os últimos ajustes nos vestidos que eu usaria no dia da festa e no dia do meu aniversário propriamente dito, e junto com ela uma youtuber de moda chamada Junko com quem eu falaria um pouco sobre o assunto.

Os Taisho estavam sempre nas colunas sociais como uma das famílias mais ricas do Japão e desde que cheguei eu chamava atenção da mídia por ser “adotada”, por ser humana, por ser uma menina vivendo com aqueles três yokais. No começo da adolescência, quando comecei a escolher sozinha minhas próprias peças, não foi difícil cavar meu próprio espaço no mundo da alta costura no Japão e desde então eu estava sempre recebendo peças ou sendo patrocinada para vestir algo em determinado lugar.  

*

Elas chegaram depois do almoço e Sesshoumaru ainda não tinha voltado. Eu estava começando a ficar ansiosa para vê-lo pois ainda não tínhamos nos falado depois daquela madrugada e o dia parecia estar nos afastando de propósito. Pedi que Cynthia e Junko subissem para que pudéssemos conversar no meu quarto e pouco tempo depois Kagome se juntou a nós, um pouco corada e desalinhada, indicando que a conversa com Inuyasha tinha sido boa.

“Rin, fala um pouco para gente da sua festa?”

“O que você pretende fazer agora que voltou ao Japão?”

“Pode mostrar as peças preferidas do seu closet?”

“Vocês duas se conheceram em Londres né? Têm alguma história engraçada pra contar?”

Fiquei ali respondendo as perguntas de Junko com a ajuda de Kagome – eu realmente queria que ela ficasse popular para que mais gente conhecesse seu trabalho – e estávamos nos divertindo bastante, afinal Junko era tão interessada em moda quanto eu, além de ser muito simpática. Enquanto conversávamos, Cynthia ia fazendo ajustes e pedindo minha opinião sobre possíveis mudanças nas peças. Foi então que alguém bateu na porta entreaberta.

- Sesshoumaru! – disse eu, deixando escapar minha ansiedade.  Ele usava roupas sociais e tinha o cabelo preso por um palito em um coque alto, com uma mecha que insistia em escapar logo na frente. Um versão séria e sexy que eu adorava ver.

- Demora muito ainda? – ele perguntou, indicando Cynthia e o vestido no meu corpo.

- Na verdade, já estamos acabando com esse aqui. – Cynthia respondeu

- Pode vir aqui fora um momento? – Sesshoumaru perguntou de forma casual e eu assenti antes de ele sair rapidamente.

- É o seu irmão mais velho, não é? – Junko perguntou – Eu lembro que as pessoas se derretiam com você novinha do lado dele nos eventos! Era tão fofo o jeito que vocês dois estavam sempre juntos! – acrescentou

- Bem, é o Sesshoumaru... – desconversei - Kagome, você explica que não somos irmãos? Eu volto rapidinho, tá? – disse eu de maneira simpática, procurando esconder meu desconforto.

Saí do quarto descalça, ainda usando o vestido que estava apenas alinhavado e ao fechar a porta atrás de mim, não tive nem tempo de pensar, pois imediatamente já estava nos braços de Sesshoumaru.

- O que está fazendo?! – sussurrei

- Eu te vi vestida assim pela fresta da porta e quis aproveitar um pouco – respondeu ele, enquanto me encostava contra a parede do corredor.

- E se alguém vir a gente aqui?!

- Inuyasha e Miroku na praia, Toga com visitas no primeiro andar. – disse ele, colando seus lábios nos meus antes que eu tivesse tempo para responder.

Sesshoumaru me beijava com pressa e muita malícia, parando ocasionalmente para me observar de cima abaixo. Deslizou sua mão pelo meu corpo sem hesitar, subindo um pouco o vestido e parando-a espalmada em minha coxa, enquanto eu acariciava seu pescoço livre e mordiscava seu lábio inferior. Ele agora pressionava com força seu corpo contra o meu, de forma que eu pudesse sentir seu membro enrijecido por baixo de suas roupas e eu o beijei com mais intensidade, desejando que não precisasse parar.

- É melhor você voltar para as suas amigas antes que esse vestido se rasgue acidentalmente. – ele murmurou com sarcasmo em meu ouvido.

- É, um vestido tão frágil pode mesmo se rasgar sozinho... – disse eu, rindo.

- É ele que vai usar no dia da festa?

- O próprio. – respondi

- Se quiser que ele dure até o fim da festa, é melhor passar a noite longe de mim...– disse ele maliciosamente.

- Eu deixo você rasgar depois da festa. – respondi com igual malícia.

- É melhor você ir, Rin. – disse ele, contendo um sorriso safado e botando algumas mechas do meu cabelo no lugar.

E assim, Sesshoumaru e eu iniciamos o que viria a ser o nosso novo hobby: encontros furtivos por toda a casa, em qualquer momento que os outros não pudessem ver.

Sesshoumaru POV

Pelos próximos dois dias Rin e eu nos encontramos clandestinamente. Sempre tivemos uma comunicação sem palavras muito boa e agora aquilo estava sendo útil de forma diferente, bastava um olhar para o outro saber onde e quando. Começou com a minha pequena diversão no corredor e logo estávamos nas escadas, no escritório do segundo andar, na área coberta da piscina quando ninguém mais estava, no banheiro do lado de fora, na praia deserta depois que todos já tinham voltado para a piscina. Eu ainda estava evitando os quartos, mas na noite de sábado as coisas deram indícios de que iam mudar.

Ficamos juntos na sala de TV depois que todos foram deitar e nós fingimos que queríamos ver mais um filme. Quando tivemos certeza de que ninguém voltaria ao primeiro andar, Rin montou em cima de mim como havia feito aquele dia no escritório a tornou a me beijar.

Eu podia sentir as batidas do seu coração se acelerarem conforme eu correspondia aos seus beijos e seu corpo estremeceu deliciosamente quando deslizei minha mão de seu pescoço até um de seus seios, tocando-o por cima de sua fina camiseta.

Ela respondeu movendo-se em meu colo, roçando de propósito em meu membro e fazendo com que eu imediatamente fechasse minha mão com mais força ao redor de seu seio. Rin arfou de susto e desejo ao mesmo tempo, provocando em mim mais uma reação instintiva.

Deitei-a no sofá, e me inclinei para beijá-la, ao mesmo tempo em que abaixava lentamente uma das alças de sua camiseta, empurrando o tecido para baixo e revelando um de seus seios. Me afastei um pouco para olhar seu corpo e vi que Rin estava verdadeiramente corada pela exposição. Toquei-a com cuidado, observando sua expressão de vergonha se misturar com prazer quando pressionei seu mamilo já enrijecido pelo desejo que tomava conta dela.

Rin abriu a boca para dizer alguma coisa, mas não esperei. Beijei seu seio, a princípio com delicadeza, aumentando a intensidade conforme os gemidos tímidos dela indicavam que eu podia continuar. Quando me concentrei apenas em seu mamilo, chupando e mordiscando levemente, senti Rin arquear seu corpo embaixo do meu e desci a outra alça de sua camiseta, dessa vez já sem nenhuma manifestação de embaraço da parte dela.

- Sesshoumaru – disse ela, quando toquei seu outro seio – Vamos para o quarto, por favor.

Poucas frases soavam tão deliciosas.

Eu não quisera transar com Rin imediatamente após aceitar ficar com ela pois não queria que parecesse algo mecânico. Minha intenção era justamente que acontecesse de maneira natural e eu sabia que não demoraria. No entanto, talvez tivesse sido melhor não esperar, porque fomos interrompidos assim que eu concordei com seu pedido.

Rin POV

 Uma gritaria no andar de cima nos despertou daquele transe. Sesshoumaru imediatamente saiu de cima de mim, me deixando livre para pôr de volta as alças da camiseta enquanto ambos procurávamos parecer apresentáveis e o menos culpados possível. Logo reconhecemos as vozes de Kagome e Inuyasha, que brigavam a plenos pulmões em algum lugar das escadas.

- O QUE VOCÊ TÁ PENSANDO QUE EU SOU? – ela gritava, fervendo de raiva

- EU NÃO QUIS DIZER ISSO, EU SÓ ESTAVA BRINCANDO! POR QUE VOCÊ TEM QUE LEVAR TUDO TÃO A SÉRIO? – ele gritava de volta, mas Inuyasha estava sempre gritando, então era difícil saber a gravidade da situação.  

- VOCÊ LITERALMENTE DIMINUIU MEU TRABALHO E DISSE QUE EU PRECISO DO SEU DINHEIRO!! – ela sim, soava bem diferente do normal e dava para ver que estava irada.

- E DAÍ VOCÊ ME DÁ UM TAPA NA CARA E FALA QUE VAI SAIR NO MEIO DA NOITE???

Sesshoumaru e eu nos entreolhamos. Eu alarmada e ele achando graça do irmão ter apanhado.

- Eu devia ir lá. – disse eu, um pouco confusa sobre o que fazer.

- Devíamos. – disse ele, estendendo a mão para mim e revirando os olhos.

Começamos a subir as escadas e encontramos Kagome gritando com Inuyasha no segundo andar. Miroku apareceu quase ao mesmo tempo que Sesshoumaru e eu, seguido pelo tio Toga. Nós quatro tentávamos entender o que estava acontecendo sem sucesso e os outros dois não pareciam dispostos a parar de gritar para explicar.

- EU TE BATI PORQUE VOCÊ ME OFENDEU! – ela continuava

- EU SÓ DISSE QUE VOCÊ TIVER FICADO GRÁVIDA NAQUELA NOITE, NÃO PRECISARIA TRABALHAR JÁ QUE EU POSSO SUSTENTAR A CRIANÇA, ISSO NÃO É OFENDER!!

Todos se olharam sem coragem de dizer nada, tomando consciência que aquela era uma discussão muito muito estranha.

- VOCÊ DISSE QUE MEU TRABALHO É UM HOBBY! NUNCA QUE EU TERIA FILHOS COM VOCÊ!

- Nossa, essa foi pesada. – Ouvi Miroku murmurar para o Tio Toga

- EU JÁ FALEI QUE NÃO ERA ISSO, POR QUE VOCÊ TEM QUE SER TÃO TEIMOSA?

- Chega! É melhor vocês se acalmarem, todo mundo aqui já teve detalhes não solicitados demais. – disse o Tio Toga puxando Inuyasha escada acima.

- Ela que surtou do nada! – Inuyasha resmungava

- Lá em cima, Inuyasha, a gente conversa lá em cima. – disse ele, encerrando o assunto.

Corri para abraçar Kagome, que chorava copiosamente e Miroku foi até a cozinha buscar um pouco de água.

- Bom, eu imagino que vocês duas tenham muito o que conversar. – disse Sesshoumaru olhando diretamente para mim.

- Eu interrompi, né... Desculpe... – ouvi Kagome murmurar, deitando a cabeça no meu ombro.

- Ei, tudo bem – tranquilizei-a com um afago em seus cabelos e então me voltei para Sesshoumaru um pouco sem jeito.

 - Depois a gente... – disse eu, deixando a frase morrer.

- Eu sei. – disse ele, piscando para mim com uma expressão maliciosa antes de ir.

Depois.

Para o agora, tudo o que tinha era uma longa noite confortando minha amiga sobre o que quer que Inuyasha tivesse feito para deixá-la tão irada. A sorte dele é que eu não era um yokai com garras afiadas para decepar aquelas orelhas fofinhas de cachorro, porque vontade e motivos não faltavam naquele momento. 



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