História Não quero mais ser só seu amigo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Baekhun, Quase Um Angst, Sebaek, Sofrência, Tive De Escrever
Visualizações 274
Palavras 1.186
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Droubble, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


até sofrendo o otp é bonito

Capítulo 1 - Único


 

Na minha cabeça, você gosta de mim.

Não como melhor amigo, aquele cara que tem por perto a qualquer momento para compartilhar as loucuras e aventuras que sente vontade de experimentar com os cabelos ao vento, seus miolos fervilhando para saborear um pouco de emoção pinicando o coração e dando algum sentido na vidinha de bosta de cada dia. Não como a pessoa que lhe atazanaria os ouvidos dizendo que, cacete, aquilo que iríamos fazer daria uma merda. Não como a pessoa que zela por você a cada segundo como um bom hyung enquanto te acompanha prisioneiro a cada passo do caminho bagunçado que gostaria de botar o pé na estrada. Não desse jeito, Sehun.  

Na minha cabeça, você gosta de mim como eu gosto tanto de você.

Desse jeitinho, além do melhor amigo.

Você nunca percebeu, não? Sei que deixei alguns sinais passarem naqueles momentos teimosos de fraqueza, a porcaria do coração falando mais alto com você tão pertinho, tão próximo e real das mãos, boca e calor. Mas você nunca notou. Acho que talvez isso signifique que sou muito bom em me esconder de você, mesmo quando vem me pedir baixinho, um pouco de manha dominando sua voz fanha de garoto que cresceu demais, para te contar tudo, porque somos melhores amigos desde sempre e para sempre e melhores amigos devem contar qualquer coisa um ao outro. Inclusive o que pensa. O que imagina. Com que pessoa.

Eu deveria te contar o que andei imaginando com você, Sehun?

Quer mesmo saber?

– No que tá pensando? – você quis saber naquele dia, em seu quarto. A toalha de banho estava pendurada nos quadris ossudos, em um fio de cair. Eu torcia para que caísse, embora já tivesse te visto nu tantas e tantas vezes. Torcia também para que não caísse, porque aquilo ia me matar um pouco mais, me fazer te desejar um pouco mais, querer me imaginar com você um pouco mais.

Em você, era a resposta. Mas o que ganhou foi um despreocupado:

– Nada. 

Meus olhos foram para o celular, parecendo mais interessado em alguma desgraça de notícia. O que você não viu, Sehun, foi como me controlei jogado na poltrona, quase esmigalhando nas mãos o telefone quando você soltou a toalha e se colocou a se vestir.

Sabe o que imaginei? Imaginei te prensando naquele guarda-roupa, as mãos te sentindo quente pelo banho, a boca explorando seu pescoço pálido. Ouvi seu riso gostoso em meu ouvido, enquanto te puxava em direção da cama, o lugar que eu sempre terminava com você em minha cabeça. E eu te beijava todo, cada pedaço de pele, sentindo seu gosto invadir minha essência e meu coração sendo devorado a cada suspiro em que meu nome escapava da sua boca.

Na minha cabeça, você me beijava de volta.

Na realidade, você queria beijar outra pessoa. E eu estava li te vendo se arrumar para ela, te ajudando a escolher a porcaria da roupa, dizendo que você estava apresentável quando na verdade queria te encher de beijos e sussurrar o quanto estava lindo pra cacete e que ficava ainda melhor sem coisa nenhuma no corpo. Na minha cabeça, eu fiz isso.

– Já disse que você é o melhor amigo do mundo?

Amigo.

Na minha cabeça, você não estava enrolado em cobertas no cantinho do sofá da minha casa, a televisão exibindo um desenho animado que gostava. Você se encontrava enrolado a mim, nós dois espremidos no sofá a rir baixinho da animação. Você, todo grande, encolhido em meu abraço, e eu, todo pequeno, me fazendo de imenso para te acolher em mim, mais do que já estava em meu coração. Na minha cabeça, eu te beijava devagarinho, fazendo minha língua acarinhar a sua, nossa respiração tomando o mesmo ritmo debaixo da coberta.

Naquele instante, eu não era seu amigo, era seu Baekhyun, seu homem, seu namorado, seu tudo.

Mas, para você, sou e continuarei sendo apenas o amigo.

O amigo que te recolhe bêbado, seu peso e altura fazendo minha coluna entortar ligeiramente para te ter nos braços, puxando em direção do banheiro com os tropeços pelo corredor. O amigo que tira sua roupa com calma, gravando as menores pintinhas, as maiores manchas da sua pele, enquanto você ri bobo com as costas contra o azulejo, as bochechas coradas e um bafo de pinga ardendo no ar. O amigo que te ouve tagarelar as bobagens inconsequentes.

– Você gosta de mim?

– Sim, Sehun.

– E vai continuar gostando?

– Pra sempre.

– Mesmo se eu te beijar?

– Mesmo se me beijar.

– Então posso te beijar? – a voz toda risonha, as mãos em meus ombros em busca de apoio.

– Pode.

Na minha cabeça, você me beija várias e várias vezes. Apaixonado. Com vontade. Não bêbado. Não daquele jeito, fedendo a bebida e cheio de desejos malucos dos quais não se lembraria de nenhum no dia seguinte. Quantas vezes havia me beijado bêbado? E quantas vezes eu havia deixado? Um pouco por nunca te negar nada. Um pouco por cansaço em só imaginar em minha cabeça. Então te deixo me beijar. E é tão bom. Tão bom te tocar de verdade, tão bom saber que, naquele instante minúsculo, você é real. Depois, eu posso quebrar sozinho.  

E há só nós dois debaixo do mesmo chuveiro quente que imagino te fodendo tantas e tantas vezes, você colado em mim enquanto te ensaboo lento, limpando seu corpo e o ouvindo rir em minha orelha, dizendo meu nome baixinho em sonolência.

Eu sou o amigo que te enxuga, bagunçando sua cabeleira escura e ganhando um sorrisinho de você. Um sorrisinho que me faz ter vontade de beijar a ponta do seu nariz, cada bochecha sua colorida de rubor e sua boca. Jesus, como eu quero beijar sua boca outra e outra vez, de novo e de novo. Mas esse seu amigo se limita a te puxar para a cama, a mesma cama onde imagina todos os momentos com você e dentro de você. E repito a mim mesmo que sou só seu amigo quando você se aproxima de mim no meio do sono e eu te abraço como se fosse o bote salva-vidas no meio da tempestade, mesmo sabendo que na verdade você é a tempestade furiosa que me mata afogado em um oceano dos retalhos do meu coração.

Na minha cabeça, nós dois abraçados no meio da madrugada, você me ama de volta. 

Porém, só eu te amo ali. Muito.

Na manhã seguinte, eu volto a ser o melhor amigo de sempre e você nunca vai perceber nada. E até quando?, é o que me pergunto todo maldito dia, porque está difícil de aguentar te ter tão perto e ainda assim tão longe do meu coração perdendo mais pedaços no caminho do que deveria. Odeio pensar nisso, porque nunca vamos ser o que eu imagino, porque eu nunca vou dividir minha cama com você para nada além de um sono quando tudo o que desejo é te amar de verdade, com paixão.

Porque eu não quero mais ser seu melhor amigo, Sehun. 

Mas, até isso ter fim, posso apenas estar com você em minha cabeça?

 


Notas Finais


a culpa disso é esse vídeo sebaek com o hino da sofrência (sem contar que o vídeo oficial da música é tão bonito que nossa, ave maria): https://www.youtube.com/watch?v=CsRHJFsP_Go
pedi para que me escrevessem uma fanfic com isso e ninguém fez TTTTT but, se você se sentir inspirado, escreva sebaek com esse vídeo/música plss e me manda link, por favor

me perdoa por essa narração zoada, mas são quase três da manhã, estou sem sono e me sinto zoada também, então sai cada porcaria.

MAS ENFIM, obrigada por ler ♥

XoXo


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