História Não se apaixona, não (Imagine Jungkook) - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Palavras 1.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Reciprocidade


Passaram-se alguns dias e desde então eu tinha visto Jimin mais, o que era muito estranho. Só notei que ele estava faltando quando Yoongi comentou no intervalo, alegando que aquilo o preocupava. Eu estaria mentindo se dissesse que não me atingiu, pois acabei ficando aflita. No entanto, o tempo que eu passava com o Jeon acabava me fazendo esquecê-lo às vezes.

Eu sabia onde o Park morava, mas não iria até ele verificar se estava tudo bem. Seria ridículo da minha parte aparecer em sua casa, perguntando o que teria acontecido, afinal, não éramos nem um pouco próximos. Ou seja, restava-me ficar recebendo notícias de seus amigos.

Naquele momento, eu estava deitada na minha cama, virando de um lado para o outro, sem conseguir pregar os olhos. O meu dia havia sido cansativo: depois da escola fiquei a tarde inteira estudando, parando poucas vezes para descansar, já que meu pai estava em casa. Não sabia o motivo, mas também não perguntaria, ele era capaz de brigar comigo e me bater como fazia quando eu reclamava do horário em que chegava, bêbado.

Interrompendo os meus pensamentos, escuto algumas batidinhas na porta da minha sacada. Eu havia trancado-a pelo frio horrível que estava fazendo, já que nos últimos dias o clima tinha piorado muito.

Com preguiça, levantei, indo até ela, vendo Jungkook parado ali, feito tonto. Dei risada, abrindo-a, permitindo que o moreno entrasse.

Estava virando um hábito pular a sacada para nos vermos, mesmo que eu ainda sentisse medo de cair.

— _____, está frio lá fora, sabia? — ele batia os dentes, tremendo ao esfregar as mãos na tentativa de se esquentar.

Fiz uma cara de indignação, em seguida revirei os olhos.

— E eu por acaso mandei você vir aqui?

— Ah, não — pegou o meu cobertor, enrolando-se nele. — Eu estava entediado, resolvi te chamar para sair.

Intrometido.

— Sair? — ri, totalmente sem humor. — Meu pai está em casa, eu só posso ir se não tiver amor pela minha vida, querido.

O idiota desfez o sorriso, deitando na minha cama como se fosse de casa. Na próxima vez, eu teria que me lembrar de não levantar e deixá-lo congelar lá fora.

— Por favor, vamos fazer alguma coisa — pediu, manhoso. — Poxa, _____, eu sou o seu namorado, saia comigo, huh?

— Você vai pagar?

Não, eu não era interesseira. Se ele veio me incomodar e estava insistindo para sairmos, era seu dever arcar com as despesas, certo? Certo!

— Sim, senhorita.

— Tudo bem, vou me arrumar rapidinho  — fui até o meu guarda roupa, abrindo e pegando a primeira roupa que vi na minha frente: uma calça jeans clara e uma blusa preta grossa de manga comprida com algo escrito em inglês. — Não ouse sair desse quarto, eu já volto.

— Relaxe, _____, talvez um dia você não tenha vergonha de se trocar na minha frente.

A minha vontade foi de mostrar o dedo do meio, porém resolvi me conter, afinal, eu faria Jungkook gastar bastante dinheiro comigo para me vingar do seu encontro ridículo.

Em poucos minutos, eu já estava pronta, não era muito de me arrumar. Olhei-me no espelho, resolvendo passar um batom clarinho e rímel.

Eu estava bonita, mesmo de um modo simples.

— Vamos? — voltei para o meu quarto, encontrando-o cochilando.

A cena era linda, o moreno só faltava babar no meu travesseiro, enquanto Gorda estava em cima de sua barriga, toda esparramada.

Dois folgados. Eles se mereciam.

Antes de acordá-lo, resolvi tirar uma foto sua para depois zoá-lo, talvez.

— O que você fez? — perguntou, fazendo meu coração acelerar. Fui pega no flagra.

— Nada — desconversei, na esperança de que esquecesse a foto. — Vamos logo, antes que eu desista.

O Jeon levantou, tirando a bola de pelos de cima dele, deitando-a no meu travesseiro.

— Ela parece você.

— Está me chamando de gorda? Jeon Jungkook, mais respeito!

Vi ele dar risada, balançando a cabeça negativamente, como se eu tivesse lhe contado alguma piada besta.

— Você é pesada, _____. Naquele dia foi uma luta te trazer para casa — referiu-se à quando fiquei bêbada, formando um sorriso cínico nos lábios. — Como vamos sair daqui? Você quer pular a…

— Não! — imediatamente o interrompi, nem morta eu pularia a sacada. — Vamos fazer silêncio, meu pai está dormindo na sala, fique quieto quando descermos, ou então mato você. Ouviu bem?

Abri a porta do meu quarto, apagando a luz antes de sair.

Senti minhas pernas fraquejarem quando pisei no degrau, observando meu pai no sofá, roncando. Ele aparentava estar normal, talvez não tivesse bebido ainda.

— O que acontece se o senhor Kim me pegar aqui, na sua casa? — cochichou no meu ouvido, deixando-me irritada.

O trouxa não sabia o que significava fazer silêncio?

— Cala a boca, seu idiota!

Desci mais alguns degraus, parando imediatamente quando escutei meu pai se remexer, dessa vez ficando de frente para a escada. Se ele acordasse, estaríamos ferrados.

— Você fica toda irritadinha quando ajo como íntimo, mas agora está segurando a minha mão e me tratando como seu namorado — escutei sua risadinha debochada quando olhei para baixo, vendo que eu realmente estava fazendo aquilo.

— Fica quieto! Se meu pai acordar, pode ter certeza que nenhum de nós dois vai sobrar para contar história.

Ele arregalou os olhos, calando-se finalmente. Dei graças à Deus, descendo o restante de degraus que faltava, abrindo a porta rapidamente e saindo correndo em meio à adrenalina assim que a tranquei.

Jungkook segurava a minha mão ainda, enquanto corríamos. A sensação de estar fora de casa e longe do meu pai me fazia ficar aliviada, talvez fosse esse o motivo de que eu preferia ficar na escola do que ter que aguentá-lo bêbado, reclamando de tudo e me culpando por algo que não fiz.

— Por que você saiu correndo?

Ele tentava recuperar o fôlego quando paramos em frente a um supermercado. Eu fazia o mesmo, apertando sua mão.

— Não sei — respondi, dando de ombros. — O que foi?

O Jeon me encarava, como se tivesse um pedaço de brócolis no meu dente, sei lá. Só sei que a maneira que ele me olhava era estranha, principalmente o modo que sorria.

— Você me faz sentir algo.

Aquilo me atingiu de uma forma esquisita, eu não sabia o que dizer.

— Isso é bom ou ruim? — perguntei, sorrindo nervosa.

— Eu não sei, _____. Você me faz bem, quando estou do seu lado meus sorrisos são verdadeiros.

— Acho que podemos considerar isso como bom, certo?

— É, acho que sim — aproximou-se, fazendo-me bater as costas na parede. O que ele iria fazer? — Espero que você me desculpe, mas eu preciso disso, ou então irei me arrepender depois.

Deu mais um passo, permitindo-me sentir seu hálito bater contra o meu pescoço. Nós estávamos numa distância perigosa.

— Disso o quê?

Sem me responder, senti suas mãos me puxarem, grudando meu corpo no seu, o que me deixou surpresa. Lentamente, ele foi se aproximando, quase colando seus lábios nos meus.

— Talvez, só talvez, eu esteja nervoso agora, então torço para que sinta o mesmo.

Dito isso, Jungkook finalmente me beijou, fazendo-me fechar os olhos e levar as mãos até seu cabelo, brincando com seus fios. Nosso beijo era calmo, enquanto ele apertava a minha cintura levemente, eu sentia uma sensação esquisita no meu estômago. Não era ruim, mas sim bom. Não sei explicar, a minha vontade era de que quando acabasse nós iniciássemos outro.

O moreno parou quando o ar se tornou necessário, ainda apertando a minha cintura. Sorri, vendo ele retribuir.

— Talvez, só talvez, eu tenha sentido o mesmo.


Notas Finais


Capítulo betado pela Aslyn (Artsy Edits).


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