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História Não sente nada? - Capítulo 4


Escrita por: loirecaroline

Notas do Autor


Foi aqui que pediram o Epílogo?! 😍

Eu amei demais escrever essa história meninas! 💕Obrigada pelo carinho! 💕

Boa leituraa! 💎

Capítulo 4 - Epílogo


Fazia algum tempo que o dia já havia amanhecido, apesar das cortinas estarem fechadas dava para ver os raios de sol querendo invadir o quarto. Mas, isso não aconteceria, porque a dona dele não suportava acordar com o sol batendo em seu rosto.


Sorri de lado, vendo ela dormir com um semblante tão tranquilo, relaxado, em paz, semblante de…mulher amada! Que era isso que ela era! Amada por mim! Eu a amava desesperadamente! Mais do que eu gostaria de admitir, mais do que seria saudável…mais do que eu conseguiria sentir em uma só vida! 


Amar Maria Marta, era como pular de um penhasco sem pára-quedas…adrenalina, frio na barriga, uma sensação de medo ao mesmo tempo de liberdade! Eu me sentia vivo por amá-la! Ela me fazia sentir vivo! Ela me enlouquecia, me tirava do sério, mas, é a única que me levava onde nenhuma outra mulher jamais conseguiu! Ela é a minha diaba!


Passando a mão na sua perna descoberta, lembrei da noite passada, ri baixo lembrando que me pendurei no portão gritando por ela, no meio da rua, só Maria Marta para me fazer perder a cabeça e agir como um louco! Só ela para me fazer vim a cem por hora do Rio só para tê-la em meus braços! Só ela para me tirar do sério ao ponto de nos trancar e jogar a chave fora, rir balançando a cabeça! Só ela pra inventar um compromisso comigo mesmo e fazer eu enlouquecer de ciúmes! Apertei sua coxa, é uma diaba! Só ela para me fazer amar a noite inteira como se fosse a primeira vez! Era sempre assim com ela…como se fosse a primeira e última vez! Tudo ao mesmo tempo! 


Nos amamos a noite inteira em meio a risos, conversas, juras…provocações! Dormimos no sofá, acordei sentindo ela gelada em meus braços causada pela brisa que entrava da janela. A peguei no colo e trouxe para nosso quarto. Nosso quarto! Seria sempre nosso, apenas nosso!


Ela se espreguiçou acordando e eu me peguei sorrindo, ela ficava ainda mais bonita se era possível assim…sem maquiagem, sem as joias…sem roupa! 


-Bom dia, meu amor! - falei fazendo um carinho no seu rosto. Ela sorriu se espreguiçando mais, Marta era uma visão quando acordava e apenas eu tinha o direito de vê-la assim.


-Que horas são? - falou se cobrindo com o lençol enquanto se sentava na cama.


-Você sabia, que você fica ainda mais bonita assim?! - falei incapaz de conter o meu sorriso - Quando você está dormindo. - ela sorriu me encarando, os olhos brilhavam como duas esmeraldas. Retribui sem conseguir me conter. 


-Sabia! Eu sou bonita de todo jeito, meu querido! - ela falou convencida empinando esse nariz de quatrocentona metida que eu tanto amo! 


-Daqui pra frente, vamos acordar sempre assim, juntos! - falei me aproximando mais dela, vendo o sorriso dela crescer e iluminar seu rosto. 


A beijei lento, devagar, saboreando seu gosto. Não queria, não conseguiria ficar mais longe dela! Estava cansado de lutar contra o que sentia.


-Vamos?! - ela perguntou me abraçando pelo pescoço. Sorri de lado, passando o meu nariz no dela, amava seu cheiro.


-Vamos sim! - falei beijando seu pescoço - E saiba que eu não aceito um não como resposta Imperatriz! - a puxei pela nuca para outro beijo que ela retribuiu sorrindo.


-E se eu não quiser? - ela susurrou me puxando até cair em cima dela, me aconcheguei entre suas pernas e encarei os olhos mais bonitos que já vi na vida.


-Se você não quiser eu me mudo para cá! - beijei seu queixo fazendo ela arquear o corpo - A amarro nessa cama… - segurei seus braços acima da cabeça - E a faço minha todos os dias, todas as horas, até você dormir e acordarmos juntos. - a beijei com desejo sendo retribuído igual.


-Hum…o Comendador se mudaria para cá? - ela susurrou sorrindo de lado.


-Para acordar todos os dias assim com você?! - passei a mão no seu rosto - Eu me mudo já! - ri sendo acompanhado por ela.


-Para Zé! Você não faria isso! - ela falou e eu vi seu olhar vacilar, ela tinha medo…medo de ser fogo de palha o que estava acontecendo entre nós, mas não era.


-Faria! - falei de todo coração e vi a surpresa no olhar dela - Mas, não vai ser necessário porque a senhora, dona Maria Marta Medeiros voltará comigo, para NOSSA casa, para NOSSO quarto, para NOSSA cama! - falei levantando o queixo dela para ela me olhar nos olhos.


Ela sorriu com os olhos lacrimejando, passou a mão no meu rosto, e na mesma hora virei e beijei a sua palma. 


-Você está falando sério? - ela sussurrou e eu vi o medo que ela estava de entregar novamente seu coração a mim.


-Eu sei que você está com medo de se magoar de novo, deu lhe ferir de novo…mas, você está sentindo isso. - peguei sua mão e coloquei no peito - Está sentindo essas batidas?! Elas são por você Marta! É o meu amor por você que faz meu coração bater assim, descompassado, rápido, como se eu estivesse à beira de um infarto. - ela sorriu deixando uma lágrima cair. 


-Você ainda me ama? - sussurrei passando a mão no seu rosto, e pela primeira vez não sabia se a resposta seria sim. E não saber disso era…excruciante!


-Eu não queria! - uma lágrima escorreu e eu senti meu coração afundar - Mas, quando você se aproxima de mim Zé…- ela sorriu colocando a mão no meu rosto - Quando você se aproxima de mim…tudo muda! Se eu estiver com ódio de você, com vontade de te matar…muda! Porque eu só sei te amar.


Sorri largo puxando-a para um beijo profundo.


-Não vamos mais nos separar Marta! Nunca mais! - falei vendo ela sorri concordando com a cabeça. Enxuguei suas lágrimas, fazendo nós dois se sentar na cama. - Então, vamos nos arrumar para descer para o Rio?! Estou com saudades dos nossos netos! - sorri feito um avô babão que era.


-E vamos assim?! Sem mais nem menos Zé?! - ela perguntou confusa.


-Como assim sem mais nem menos?! - perguntei sem entender o que ela quis dizer. Ela suspirou apertando o lençol em torno de si.


-Imagina o susto dos nossos filhos quando chegarmos juntos! - continuei a encarando sem entender aonde ela queria chegar, ela suspirou profundo - Nós já os magoamos tanto Zé! Tanto! Não podemos agir como se nossas decisões não afetassem eles, não mais! Eles não merecem! - ela falou com o queixo tremendo e eu senti o baque de suas palavras, eles não mereciam ser tratados como peões no nosso jogo. Não mereciam ter os sentimentos jogados de lado, como se não fossem importantes como eu fiz na minha falsa morte. Ela tinha razão.


-Você tem razão, tem toda razão! - beijei sua mão - Vou ligar para o Vicente, e pedir que ele reserve o restaurante para nós. - vi ela me olhar sem entender e logo tratei de explicar o que tinha em mente - No jantar, vamos fazer uma surpresa para eles. Vamos contar que estamos juntos e dessa vez para sempre! - sorri entrelaçando nossas mãos.


-Será se eles vão nos apoiar? - ela estava insegura. 


-Claro que vão! E se não apoiarem, problema deles! - falei já sentindo a raiva borbulhar. Não responderia por mim se algum dos três ousasse fazer alguma piadinha que magoasse ela.


-Zé…- a interrompi a beijando.


-Vou ligar para a Claraíde e pedir para avisar a eles que devem me esperar no Vicente às 20 horas em ponto! - falei me levantando - Não vou contar do que se trata o jantar, quero fazer suspense. - falei rindo, e ela me acompanhou ajeitando os cabelos.


-Eles vão achar que você vai anunciar seu casamento com a água e salsicha! - ela falou debochada arqueando a sobrancelha. 


Sorri de lado balançando a cabeça, lógico que ela não deixaria passar a oportunidade de jogar isso na minha cara.


-Melhor ainda! Quero vê-los caindo do cavalo! - gargalhei pegando o celular, ligaria primeiro para Vicente.


-Enquanto você liga vou tomar banho! - ela se levantou ainda coberta com o lençol, me deu um beijo rápido, antes dela prosseguir segurei sua mão.


-Me espera! Não vou demorar! - ela sorriu de lado concordando com a cabeça. Enquanto a via ir para o banheiro eu só imaginava o quanto esse banho seria demorado…e prazeroso.


-Vicente! - ele atendeu no terceiro toque - Meu genro! Tenho um enorme favor para lhe pedir! - falei animado.


-Pode falar Comendador! Se eu puder ajudar! - ele concordou solicito.


-Quero reservar o restaurante para minha família às 20 horas em ponto! - falei procurando por meu relógio.


-Como quiser Comendador! Desculpe a pergunta, mas algum motivo especial? É aniversário de alguém e eu esqueci? - ele perguntou preocupado. Ri.


-É por um motivo especial, muito especial. - pegando o relógio em cima da poltrona olhei a hora 9 horas, só a Marta pra me fazer acordar tarde assim - Eu e Marta voltamos! - falei sorrindo sentindo meu coração bater mais forte - E vamos contar aos nossos filhos! Fazer uma surpresa!


-Olha só! Até que fim! - ele riu e eu acompanhei - Eles vão ficar muito felizes!


-Pois é, aquela diaba me laçou! - ri balançando a cabeça, estava feliz, muito feliz - Quero que prepare o que ela gosta, aquelas comidas cheia de frescura, mas faça também um pouco do meu sarapatel, não é porque voltamos que vou ser obrigado a comer aquelas comida sem gosto. 


-Pode deixar Comendador! - ele ria - Vou preparar um cardápio especial para comemorar a volta de vocês! 


-Obrigado Vicente! Ah, não comente nada com Maria Clara, queremos fazer surpresa.


-Não se preocupe! Não vou contar nada, até mais tarde!


Indo em direção ao banheiro enquanto ligava para casa, vi Marta já na banheira de olhos fechados. Ela é uma visão! Tirei a cueca com uma mão, enquanto segurava o celular com a outra, já despido entrei na banheira vendo ela abrir os olhos e sorri de lado abrindo espaço para me ficar atrás dela. Me acomodando ela logo se apoiou no meu peito enquanto eu beijava a curva do seu pescoço.


-Alô


-Até que fim Claraíde! - fingir está bravo enquanto subia e descia com a mão no braço de Marta. 


-Ô seu Zé! Desculpa eu estava ajudando com os gêmeos.


-Eles estão bem? - perguntei nervoso sendo encarado por uma Marta que logo se pôs em alerta.


-Estão sim, só estava ajudando a senhora Eduarda com o banho deles! 


-Ah, sim! - fiz sinal para Marta que estava tudo bem, ela relaxou voltando a posição de antes - Claraide, avise aos meus filhos que quero eles no Vicente às 20h em ponto! E que não aceito a ausência de nenhum! - fui taxativo.


-Sim senhor e se eles me perguntarem do que se trata seu Zé? Eu digo o que? - eles perguntariam com certeza!


-Diga apenas que tenho um anúncio a fazer! - desliguei rindo sendo acompanhado por Marta.


-Eles não vão conseguir fazer nada o dia todo, Zé! Só pensando na sentença que você dará a eles nesse jantar. - ela ria de olhos fechados.


-Se eles não vão fazer nada eu não sei, agora eu…- falei nos virando na banheira a fazendo ficar encostada na mesma - Pretendo fazer muitas coisas até lá! 


Corri a mão por seus cabelos puxando para mim, beijei seus lábios com vontade sendo retribuído da mesma forma. A amava! E não via a hora de deixar isso claro para todos! 


~


Estávamos na sala eu, Maria Clara, João Lucas, Eduarda e Amanda, escutando pela décima vez palavra por palavra do que Claraide dizia! E quanto mais ela repetia, mais eu sentia que tinha algo errado!


-Maria Clara o Vicente não comentou nada com você? - perguntei descrente.


-Pela milésima vez não, Pedro! - ela falou revirando os olhos - Já liguei e ele apenas disse que o pai reservou o restaurante para nossa família, que não deu mais detalhes! 


-Gente que estranho! Porque meu tio faria isso?! - Amanda perguntou sentada e cruzando as pernas no sofá.


-Deve ser algo importante para o coroa reservar o restaurante inteiro pra gente! - Lucas falou andando de um lado para outro na sala - Será que ele vai pedir a Ísis em casamento e quer a gente lá?! - ele perguntou alarmado.


Todos prendemos a respiração. Ele não podia fazer isso! Não depois de tudo! Não depois do que nos fez passar!


-Ele que não se atreva a fazer isso porque não respondo por mim! - falei alterado - Ele acha pouco o que nos fez?! Acha pouco o quanto humilhou nossa mãe aí quer esfregar a felicidade dele com a maldita amante na nossa cara?! - falei abrindo os braços.


-Pedro, se acalma! - Clara falou vindo até mim segurando meu braço. - Ele não faria isso! - a olhamos em choque por ela achar que ele não  seria capaz disso. - Não é?! - perguntou insegura.


-Dele?! Eu não duvido de mais nada! - falei depressa! Não conseguia suportar a ideia daquela moleca ocupando o lugar da minha mãe.


-Gente calma! Vocês estão se precipitando! Pode ser uma coisa nada a vê e vocês estão aí pirando! - Eduarda falou abraçando o Lucas pelo pescoço. -Quem sabe ele não fez as pazes com a sogrinha e quer nos fazer uma surpresa! - ela falou sorrindo de orelha a orelha.


A encaramos como se ela tivesse dito que minha mãe tinha doado todas as suas joias para os pobres! 


-Pelo amor de Deus Eduarda! Você está assistindo muitos filmes românticos! - debochei colocando as mãos no bolso.


-Só se minha tia fosse louca por querer ele de volta! - Amanda falou com puro desprezo, a encaramos em choque! Apesar de tudo ele ainda é nosso pai!


-Amanda! - Clara a repreendeu com raiva.


-Ué gente?! Não é a verdade?! Eu se fosse ela estaria de Geneve para lá! O mais longe dele! - falou arrogante - Minha tia merece mais que as migalhas que ele deu a vida toda! - ela falou sem dó e por mais que doesse, eu concordava com cada palavra dela.


-Parou heim! - Lucas falou ficando no meio da sala - Pode ser um absurdo pode! Mas…que ia ser muito bom os coroas juntos como antes ia! - ele falou sorrindo sincero.


Olhei para todos ali na sala e o semblante era um só: saudades! Deles, de como eram! Eles eram terríveis separados, mas juntos…eram os melhores! E por mais que eu negasse…era tudo que eu mais queria…o que todos nós mais queríamos. Só restava esperar pelo jantar e torcer para ele não nos decepcionar mais uma vez! 


~


Estava nervosa.


Correção: eu estava à beira de um ataque de nervos. Estava esperando o momento de entrar no restaurante, fazia cinco minutos que José Alfredo tinha entrado e até agora nada de vim me buscar! Estava nervosa, estava com…medo da reação dos meus filhos. Do que ouviria deles. Não sabia que precisava tanto da aprovação deles até está aqui, queria o apoio, queria a compreensão, queria…uma chance! Queria tanto, tanto que desse certo dessa vez!


Apertando as mãos procurei me acalmar, estava tudo bem…estava tudo maravilhosamente bem! Estamos ótimos! Estamos…felizes! Sentia o José Alfredo completo! Completo como nunca senti antes! Estava me sentindo segura…amada! E a sensação era tão boa! Tão boa que tinha medo de acabar! 


-Dona Marta? - Josué me chamou me trazendo a realidade.


-Oi Josué! - o encarei pelo retrovisor.


-Se acalme, vai dar tudo certo! - ele sorriu me encorajando.


-Eu vou entrar! - falei tirando o cinto depressa recebendo um olhar alarmado dele - Não aguento mais esperar! Ou meu filhos o mataram antes dele conseguir dizer um aí ou ele matou meus filhos! 


-Dona Marta, espere…- não esperei! 


Sai andando depressa, entrando no restaurante passando pelo hall encontrei com Antônio que estava a postos como se me esperasse. Respirei aliviada por ser ele e não aquela garota insuportável. Vicente deveria tê-la dispensado e eu seria eternamente grata a ele por isso, por mais que eu quisesse e iria esfregar minha felicidade na cara dela, hoje não era o momento. 


-Dona Marta! Boa noite o Comendador ainda não…- o interrompi levantando a mão.


-Eu vou entrar, com licença…- passei feito um raio por ele e comecei a ouvir as vozes dos meus filhos que bombardeavam o pai.


-Fala pai! - José Pedro estava vermelho o encarando com raiva - Você nos trouxe aqui porque vai pedir a mão daquela…ninfeta em casamento?!


-Pedro…- Zé respirou fundo, pela forma como ele estava tenso eu sabia que ele estava contando até um milhão para não explodir com eles.


-Pai, eu juro por Deus que se você fizer isso…se você…casar com a Ísis…-Clara falava com os olhos vidrados no pai - Eu saio de casa! - abri a boca surpresa! - Eu jamais moraria debaixo do mesmo teto da garota que causou a infelicidade da minha mãe! - ela falou com a voz embargada e eu percebi que a minha voz havia sumido! 


Eu estava…tocada por ela tomar a minha dor! Eu jamais esperei ela ficar contra o pai e a favor de mim, nunca! Senti minha vista embaçar.


-Coroa…- Lucas colocou as duas mãos na boca respirando fundo - Não faz isso! Não faça essa burrada! Você não ama ela! - ele falou apoiando as mãos nos ombros do pai - Você ama a mãe! Vocês nasceram um pro outro! Será se você não enxerga isso?! - ele falava angustiado - A mãe te ama pai! Ama demais! Ama…- Amanda o cortou enquanto tomava um gole do champanhe.


-Mesmo o senhor não merecendo! - ela falou sorrindo sarcástica - Minha tia o ama! - suspirou frustrada - Ela poderia ter o homem que quisesse…


-Amandaa! - José Alfredo a repreendeu, mas ela continuou inabalável como a Mendonça e Albuquerque que é!


-Mas, mesmo assim ela sempre escolherá você! - ela falou levantando a taça como brinde. Sorri de lado, ela me conhecia tão bem!


-Comendador, poxa não faz isso com minha sogrinha não! - cabelo de fogo falou com os olhos suplicando - Pensa nos lekinhos, o que vamos contar pra eles quando perguntarem porque os avós não estão juntos?! - ela jogou baixo, ri baixo, havia aprendido direitinho!


-Será se vocês podem calar a boca! - Zé falou alterado - Eu tinha planejado um discurso todo bonitinho, mas vocês não pararam de falar desde a hora que pisei aqui! Nem boa noite eu consegui dar!


-Então fala de uma vez o que é pai! - Pedro falou exasperado


-Eu e a mãe de vocês voltamos! - de onde estava vi que ele sorrir enquanto nossos filhos processavam as palavras. 


Pedro o encarava em choque, Clara parecia está a beira das lágrimas, João Lucas estava sorrindo como se tivesse ganho o que mais queria, Eduarda estava com a mão na boca e Amanda…bom bebeu de uma vez o restante do champanhe antes de falar junto com os demais.


-O QUÊ?! - gritaram em coro após sairem do estado de choque.


-É isso mesmo que ouviram, eu e a mãe de vocês voltamos e agora é para sempre! - apertei minhas mãos sentindo as palavras dele me atingirem em cheio - Ela está lá fora esperando eu ir buscá-la…-Clara o cortou.


-E porque ela não entrou com o senhor?


-Porque ela está preocupada com a reação de vocês! Ela…nós não queremos magoar vocês mais, nós sabemos que passamos várias vezes por cima de vocês, dos seus sentimentos, e nos arrependemos muito! - vi a feição de todos fraquejar e olhar o pai com…amor e respeito.


- Queremos o apoio e a confiança de vocês! Mas, eu principalmente peço…imploro que não digam nada que possa magoá-la, eu…estou tentando! Eu VOU fazê-la feliz! Eu PROMETO a vocês meus filhos que vou dedicar o resto dos meus dias para fazê-la a mulher mais feliz do mundo! Eu prometo que não vou mais magoar a mãe de vocês! 


A atenção deles estava toda voltada ao pai, ele estava visivelmente nervoso, mas confiante! Ele não mentiu! Eu senti, eles sentiram a veracidade em cada palavra proferida! 


-Você promete? -Pedro murmurou o encarando - Promete que não vai mais trair e nem humilhar minha mãe? - os olhos estavam embaçados iguais os meus, iguais os de todos. 


-Tem a minha palavra que não! Sei que não está valendo muito, mas é tudo que tenho! 


-Você a ama? - Amanda perguntou se levantando ficando diante dele.


-Amo! - ele respondeu sem pestanejar e eu sorri sentindo meu corpo inteiro formigar.


-Se você a magoar de novo meu tio…eu juro que o mato! - ela sussurrou nervosa sem desviar o olhar do dele. 


-Se eu a magoar de novo, coisa que não acontecerá, eu mesmo me encarrego disso! - ele falou sério.


-Você está falando sério coroa? - Lucas perguntou deixando uma lágrima cair - Você e a mãe voltaram? Tipo voltaram mesmo?


-Voltamos meu filho! - ele sorriu tocando o rosto do Lucas.


-Caracaa! Eu disse a vocês não disse! - cabelo de fogo gargalhou. Ela disse o que?!


-Então o que está esperando pra ir pegar a mãe pai?! - Clara perguntou sorrindo.


-Estou esperando vocês me falarem o que acha disso tudo, eu não vou trazê-la aqui sem antes ouvir…- eles o interromperam o abraçando, e foi a minha vez de deixar as lágrimas rolarem.


-É claro que a gente aceita pai! - Lucas falou agarrado a ele - É tudo o que a gente mais quer é nossa família junta de novo!


-Se você jurar que fará ela feliz tem todo nosso apoio! - Pedro falou apertando sua mão.


-Vai buscar a mãe pai…


-Não precisa porque eu já estou aqui! - a interrompi entrando a vista deles recebendo o olhar de surpresa para todos - E eu lá sou mulher de ficar no carro esperando o momento de aparecer por acaso?! - falei tentando soar indiferente, mas as lágrimas que eu enxugava denunciava o quanto eu estava feliz!


-MÃE! - quando cheguei até eles, fui abraçada apertada por meus filhos. Os abracei de volta sentindo todo amor, felicidade e gratidão por estar aqui com as pessoas que mais amo no mundo!


-Você e o coroa estão juntos mesmo? - Lucas perguntou sorrindo de orelha a orelha, sorri fazendo um carinho no seu rosto.


-Estamos! - falei olhando para aquele homem que eu sabia que amaria até depois da minha morte. -Foi o jeito! Acredita que ele apareceu lá em Petrópolis e fez um escândalo no portão?! - falei enxugando o canto dos meus olhos.


-Maaarta…- o interrompi gargalhando.


-Vocês precisavam ter visto ele pendurado no portão gritando por meu nome…- todos encararam ele em choque enquanto riam imaginando a cena.


-Você proibiu minha entrada e ainda ameaçou chamar a polícia você queria o que?! - ele perguntou se defendendo.


-Mãe! Tia! Sogrinha! - eles exclamaram rindo.


-O que?! Acha que é so assim, chegar com esse charme de coronel da caatinga e eu me jogar aos seus pés?! No mon cher! - falei esnobe.


Ele veio até onde estava, me abraçou por trás me beijando no rosto enquanto nossos filhos nos encarava…emocionados.


-Não era isso que você repetia durante a noite, a madrugada, a manhã de hoje não é Maria Marta! - falou sorrindo convencido.


-Zé! - o repreendi sentindo meu rosto em chamas. Ele me virou para ele, me puxando pela cintura.


-Eu te amo! - ele falou me pegando de surpresa assim como nossos filhos. -E aqui diante dos nossos filhos, da nossa família eu te prometo Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque te amar todos os dias da minha vida, na saúde e na doença, nos dias felizes e nos dias difíceis, no deserto e no mar revolto, a cada amanhecer e anoitecer até o último dia de nossas vidas!


Uma lágrima escorreu do meu olho que ele logo enxugou com a mão, a deixando ali repousada fazendo um carinho. 


-Eu também te amo Zé! - sussurrei o puxando para um beijo.


Não sei de quem foi a iniciativa, mas logo vários braços nos rodearam enquanto gritos, lágrimas e risadas ecoavam ao nosso redor! Ele me levantou pela cintura e me rodou enquanto eu o abraçava pelo pescoço e ria recebendo os aplausos e assobios da nossa família! 


Estávamos bem! 

Ficaríamos bem! 

Para sempre!

































Notas Finais


Me contem o que acharam desse reencontro! 💕


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