História (Não) Somos Gays - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Stray Kids
Personagens Hwang Hyun-jin, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Tags Changbin, Changjin, Hyunjin, Jeongin, Skz, Stray Kids
Visualizações 37
Palavras 2.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 1: Somos Hetero


Fanfic / Fanfiction (Não) Somos Gays - Capítulo 2 - Capítulo 1: Somos Hetero

— Ela quer ficar conosco — falou Changbin, apoiando o cotovelo na bancada de vidro do bar e balançando o rosto em direção a moça morena, que dançava sensualmente na pista. — O que acha de ficarmos com ela?

— Não estou afim — respondeu Hyunjin, seco, recebendo um olhar surpreso do amigo.

— Não está falando sério, ela é ‘mó gostosa — O Seo sorria para a mulher, enquanto falava com o mais novo. — O que está havendo com você hoje, Hyunjin? Não quer dançar, não quer beber e agora está recusando uma transa.

— A vida não é só sexo, hyung. — Changbin estranhou a fala, fitando-o como se não o reconhecesse. Fazia alguns dias que ele passou a reparar que Hyunjin andava agindo diferente com ele, evitando-o e o tratando friamente. Aquele cara não se parecia com seu melhor amigo. — Vá ficar com ela, hoje estou sem ânimo ‘pra isso — Hyunjin incentivou, sorrindo falso, ignorando as dúvidas que cintilavam no semblante do menor.

Changbin observou-o atentamente por longos segundos, tentando lê-lo e descobrir o que estava acontecendo.

— Ok — concordou, hesitante. — Vou dançar mais um pouco com ela, antes de levá-la para casa. Enquanto isso vai pensando aí se realmente não quer se juntar a nós.

O Hwang acenou com a cabeça. Lançando um último olhar ao amigo, Changbin retornou para a pista de dança, se juntando a morena. Hyunjin ergueu a mão, chamando o bartender e solicitou uma vodca vermelha. Não planejava beber aquela noite, porém, após o convite do seu hyung necessitava de ao menos um copo para entorpecer os sentidos por algum tempo. Estava sendo difícil ficar sentado no bar, assistindo Changbin se esfregar na “gostosa” de curvas. Distraído, sorver o líquido do copo de vidro, alheio ao som da cadeira arrastando e a pessoa que se sentou ao seu lado.

— Parece que alguém levou um fora. — Hyunjin girou o rosto na direção da voz suave, se deparando com um bonito jovem afeminado, que tinha os olhos delineados e usava um batom vermelho na boca. — Acertei?

— Acho que não. — Changbin lhe convidou para transar, então, não poderia chamar aquilo de fora.

— Coração partido?

— Talvez. — O fato de estar chateado em ver seu amigo na pista de dança com uma mulher e por saber que eles acabariam transando até o fim da madrugada, significava que seu coração estava partido? O hyung não lhe desprezou, então, porque sentia aquele aperto dolorido no peito?

— Hum! — murmurou o homem, aceitando o copo que o bartender lhe ofereceu. Ele bebericou a bebida antes de voltar sua atenção para o Hwang. — Você parece bem perdido, querido.

— Eu diria que sim — confessou, sorrindo amargo. As vistas dele se direcionaram para a pista, encontrando Changbin com facilidade no meio da pequena multidão. O Seo beijava a mulher e tinha suas mãos agarradas, desavergonhadamente, na bunda dela. O semblante de Hyunjin escureceu e seus dedos apertaram o copo de vidro. — Eu tomei uma decisão, mas não sei como dizê-la. Eu nem sei se realmente quero dizer. Sei lá. Eu acho que estou com medo de perder mais do que transas ocasionais.

— Sei como é — falou o jovem, sorrindo terno. — Já estive em uma situação parecida. Ouça-me, se isso não está mais lhe fazendo bem e melhor para agora, antes que se machuque.

Ele estava recebendo conselhos de um completo desconhecido. Hyunjin não sabia dizer por qual razão contou aquelas coisas para ele, não costumava desabafar com estranhos. Esquadrinhou-o com o olhar. Ele era bonito, além de estar sexy com aquela camiseta cropped preta. Era a primeira vez que via-se analisando outro homem. O único cara que já olhara com interesse fora Changbin.

— Acho que já é tarde demais. — Ele se machucava cada vez que transava com Changbin; cada vez que escutava do outro que aquilo não era nada além de sexo entre amigos. De repente, ficou cansado daquela conversa e dos próprios pensamentos. — Vamos dançar?

O homem não pareceu estar tão surpreso com o convite quanto Hyunjin. Os vocábulos apenas escaparam, antes que pudesse pensar neles. Nunca convidara outra cara para dançar, nem mesmo Changbin. Ele não sabia a razão de tê-lo convidado e percebeu que não se sentia desconfortável com a ideia de dançar com aquele jovem de fala doce.

— Claro, porque não.

Mesmo sendo uma sexta-feira à noite, a pista de dança não estava muito lotada. Nas caixas de sons, espalhadas no local, tocava reggaeton lento e as luzes coloridas dançavam no ritmo da melodia. No centro da pista, o Hwang repousava as mãos na cintura do jovem, que se movimentava no compasso da música, balançando os quadris com sensualidade. Hyunjin, que nunca se considerara bom dançando, estava encantado com o balanço do outro e sua desinibição.

— A propósito, me chamo Yang Jeongin — apresentou-se o homem menor rente ao seu ouvido, tentando ser escutado por cima da música alta.

— Sou Hwang Hyunjin.

— É um prazer te conhecer Hyunjin — sorrindo, afável, apoiou os braços nos ombros de Hyunjin e diminuiu a distância entre eles.

O Hwang sentia cada centímetro do corpo de Jeongin, que se encontrava colado ao seu. Seus corpos se roçavam e balançavam juntos numa sincronia não planejada. Hyunjin constatou que aquele contato quase íntimo não lhe desagradava. Era a primeira vez que estava tão perto de outro homem que não fosse Changbin. Como se sentiria beijando-o? O pensamento apareceu subitamente. As vistas deles caíram para os lábios pintados. Sentiria nojo? Ou experimentaria prazer semelhante ao que sentia quando beijava Changbin? Ele amava brincar com a boca do melhor amigo quando estavam bêbados, adorava o sabor dele, as mordidas e como ele era capaz de lhe acender com apenas um beijo.

“Eu não sou gay.” — gritou uma vozinha na sua mente. Aquela frase repetia-se diariamente na cabeça dele, como um disco arranhado. Quando as vistas penetrantes de Jeongin emaranharam-se com as suas, ele decidiu enterrar o pensamento. Ainda que não fosse homossexual, já não podia continuar negando que era apaixonado por seu melhor amigo e que, naquele exato instante, queria beijar outro homem.

— Posso te beijar? — pediu, educado, temendo ter entendido errado os sinais.

— Está esperando o que? — Jeongin devolveu com outra pergunta, sorrindo.

Sem precisar de mais incentivos, Hyunjin selou os lábios nos alheios. O beijo que se seguiu foi deliciosamente calmo e explorador. As bocas bailavam devagar em um vaivém erótico. O maior enterrou as mãos na bunda de Jeongin, enquanto este afundou os dedos no seu cabelo.

O Yang beijava muito bem. Hyunjin não sentiu nojo, como temia, muito pelo contrário, ele adorou beijá-lo. Porém, algo faltava. Por mais que os habilidosos lábios de Jeongin e seu belo corpo deixassem claro que seriam capazes de excitá-lo se continuassem se beijando, ele entendeu que escasseava algo que só encontrava quando beijava o seu melhor amigo.

“Porra! Não devo pensar no hyung enquanto estou beijando outro homem” — pensou, irritado consigo...

Hyunjin, subitamente, foi agarrado pelo braço e puxado, bruscamente, para trás. Desorientado por ter sido pego de surpresa, ele tropeçou e soltou Jeongin, que lhe encarou confuso. Ele prendeu a respiração ao encontrar-se enfrentando uma face carregada de fúria e ódio.

— Que porra é isso Hyunjin? — Changbin esbravejou rude, espremendo os dedos no braço direito de Hyunjin, inconsciente que a força que aplicava deixaria marcas por alguns dias.

— Não está óbvio, Changbin? Ou será que não sabe mais o que é um beijo? — zombou em tom informal.

— Eu... — Jeongin tentou falar, oscilando seu olhar entre os dois.

— Sei muito bem o que é um beijo seu filho da puta, só quero saber porque diabos está beijando um homem. Você disse que não é gay. — Era visível a raiva que se assentava em Changbin, provocando frenesi em seu interior e fazendo violência cintilar no seu rosto.

— Não acho que é da sua conta se estou beijando homem ou mulher — grunhindo, Hyunjin puxou o braço com força, mantendo-o fora do alcance de Changbin quando ele tentou agarrá-lo novamente.

— Gente...

— Não somos melhores amigos? Você recusou uma transa para ficar com um homem.

— Gente...

— Ser meu amigo não lhe dá o direito de se intrometer na minha vida privada, além do mais, não sou obrigado a transar com quem você quer.

— GENTE... — Com o grito, eles finalmente se concentraram em Jeongin. — Vocês estão sendo o centro das atenções, caso não tenham percebido.

As bochechas de Hyunjin esquentaram ao notar tantos olhos voltados para eles, além da música ter baixado. Caralho! A última coisa que desejava era se tornar atração para aquelas pessoas. Observando a face pálida e os olhos arregalados de Changbin, constatou que ele também estava constrangido.

— Talvez devessem levar a discussão lá para fora, antes que chamem os seguranças. — Jeongin sugeriu.

— Porra! — exclamou o Seo, direcionando um olhar enfurecido para o desconhecido. — Isso é sua culpa.

— Minha? — Indagou Jeongin, franzindo o cenho. Abrindo um sorriso cínico, ele usou um tom escarnecedor ao dizer: — Não foi eu quem decidiu dar uma de bicha louca e ficar gritando que nem uma gazela desgarrada, querida.

— Do que me chamou? Fiz isso porque um bicho-pau decidiu enfiar a língua na goela do meu melhor am... — Hyunjin tampou a boca de Changbin com a mão, mortificado de vergonha. Ele estava atraindo ainda mais atenção dos presentes.

— Você bebeu demais hyung, sempre que faz isso fica com essa maldita língua mais solta que o normal — rosnou, exasperado, aumentando o aperto quando o menor tentou tirar a mão da sua boca. — Me desculpe por isso Jeongin, mas tenho que conversar com Changbin em um lugar que não tenha plateia. Foi um prazer te conhecer.

— O prazer foi todo meu. Espero que consiga se resolver com o seu boy.

— Ele não é meu boy — respondeu, triste. Jeongin riu, demonstrando que não acreditava nele.

O Hwang ficou agradecido por Changbin não relutar em acompanhá-lo quando o arrastou para fora do estabelecimento. Suspirou aliviado ao não ser impedido por seguranças, pois, não segurava tão gentilmente o braço do menor e poderia ser mal interpretado. Não teria como eles saber que o Seo era muito melhor de briga do que ele, que poderia se soltar facilmente a qualquer momento e enfrentá-lo. De repente, pensou se era porque eles imaginavam a mesma coisa que Jeongin: que ele e Changbin estavam em alguma espécie de relacionamento. Isso explicaria bem porque não agrediram Changbin verbalmente, chamando-o de homofóbico, afinal, eles encontravam-se num bar dançante em que a maioria dos clientes era LGBTQI .

Hyunjin só largou o braço alheio quando alcançaram a rua deserta em que estacionara o carro.

— Hyung pode me explicar que porra foi aquilo? — inquiriu furioso, cruzando os braços.

— Ei, sou eu quem deveria estar fazendo essa pergunta. — Changbin imitou o outro, cruzando os braços no tórax. — Desde quando você é gay? Por que não me contou?

— Qual foi daquela cena patética? Por que cargas d’água ficou incomodado por eu estar beijando outro homem? — continuou perguntando, ignorando, propositalmente, as do mais velho.

— Não vai me dizer nada? O meu melhor amigo, que sempre se disse muito hétero, de repente, magicamente, decide ser gay e quer me forçar a tratar isso com naturalidade, como se eu não merecesse saber — Changbin falou, debochado.

— Quer saber como virei gay, hyung? Não sei, mas meu palpite é que aconteceu depois que te comi — atacou, ácido. Ele se sentia encurralado com as perguntas e temia expor seus sentimentos. Não podia correr o risco de ficar desarmado, necessitava se proteger, criar paredes que impediriam o menor de ver o que vinha escondendo. — Eu nunca fui gay, mas, por sua culpa, me tornei. O culpado por eu ter beijado aquele homem na balada é sua, que chupa meu pau e me deixa foder sua bunda. — Alterado, Hyunjin ergueu a voz e riu sarcástico. — Por sua culpa agora desejo outros homens, por sua culpa agora sou gay.

Os vocábulos atingiram com perfeição Changbin, que deu um passo para trás e o encarou boquiaberta. Ele abriu a boca, mas fechou-a antes que alguma sílaba escapasse. Confusão desenhava o semblante pálido de Changbin enquanto em seus olhos negros piscavam as suas mais profundas emoções e confissões, mas o Hwang não foi capaz de lê-las mesmo enxergando-as.

— Não vai assumir a responsabilidade? — Hyunjin indagou, debochado.

— Por que está falando sobre isso? — Changbin perguntou num tom inseguro.

Hyunjin quebrará uma regra. Eles nunca falavam sobre as transas ocasionais, nunca tiveram uma conversa clara. Quando amanhecia apenas a desculpa de que o sexo não os fazia menos hétero era admitida, nada, além disso, era permitido. Talvez escolheram concordar com aquela clausula para tornar menos real o que faziam quando bebiam, para não precisarem lidar com as consequências, assim podiam continuar sendo melhores amigos.

— Quem começou foi você hyung — arquejou fundo, sorrindo infeliz. Ele não imaginava que a noite terminaria tão mal. Tudo que esperara era que a noite acabasse com ele sofrendo por Changbin ter transado com alguma mulher, mas, ao invés disso, encontrava-se prestes a perder o seu melhor amigo. O orgulho dele e seus medos não lhe permitiam ser sincero. O pânico lhe atou dos pés à cabeça, impossibilitando que se abrisse, lhe restando atacar para se defender. — Acho que essa discussão já foi longe demais, vou embora. Volte lá ‘pra dentro, vá procurar a morena que estava com você e divirta-se com ela. Boa noite, hyung.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...