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História Não Sou Sua Fã - Aidan Gallagher - Capítulo 4


Escrita por: karlagher

Notas do Autor


Hello! Desculpem ficar cinco dias sem postar nenhum capítulo. Andei meio ocupada, mas espero que gostem deste! 😘
Aviso: Neste capítulo, eu coloquei "Rio de Janeiro", não é a minha cidade, então se for a sua, desculpa qualquer erro. E os demais, podem imaginar outra cidade e os pontos turísticos dela. Quando lerem, vão saber do que estou falando. Bjs 💋

Capítulo 4 - Quem é esse cara?


*Aidan on*

Acordei mais ou menos às 8:00 horas e pedi um café da manhã apenas com vegetais e um suco, como sempre. Enquanto eu esperava virem entregar no meu quarto, fui tomar um banho.

Estava debaixo do chuveiro e lembrei do sonho que tive essa noite. Sonhei com uma arruaça na frente do hotel e, claro, S/N estava no meio e liderando tudo. Apesar de ter rido no banho ao lembrar disso, agradeci por ter sido apenas um sonho. Ou será que foi um pesadelo?

Minutos depois, o meu café da manhã chegou e eu devorei tudo. Apesar de ser magro, eu como muito e meio rápido, minha mãe já me repreendeu várias vezes por isso. Sinto falta dela aqui comigo. Dessa vez, ela e o meu pai não puderam me acompanhar nessa viagem, pois estão ocupados. De qualquer forma, eles nem precisam fazer isso, já que agora eu sou maior de idade.

Terminei de comer e me aprontei para fazer a tour por algumas partes da cidade. Peguei a minha câmera, uma garrafa de água, mais algumas coisas que eu poderia precisar e guardei em uma mochila. Vou filmar e postar no meu canal do YouTube, como sempre faço.

Contratei um guia turístico para me levar aos principais lugares do Rio de Janeiro, para eu não me perder. É claro que eu fui ver o Cristo Redentor bem de perto e gravei tudo.

Hello! – Falei à câmera. – Não acredito que finalmente conheci ele! Isso mesmo! O Cristo Redentor! – Filmei o monumento de baixo para cima. – Oh, meu Deus! É enorme! – Também mostrei um outro monumento natural que o guia turístico disse que se chamava Sugar Loaf, Pão de Açúcar.

Algum tempo depois, quando eu estava andando em uma rua comum, ainda estava falando alguma coisa para a câmera quando avistei alguém que até invadiu o meu subconsciente noite passada. Interrompi a gravação e continuei olhando de longe para ver se era ela mesmo. Não acreditei. Era a S/N! Ela estava andando na calçada, com uma mochila nas costas.

*Aidan off*


*S/N on*

Eu saí do prédio da universidade e comecei a ir para casa caminhando, pois eu não morava muito longe dali. Minha casa era no centro da cidade mesmo. Eu estava no meu primeiro ano de faculdade e ainda estava me adaptando a essa vida que, com certeza, não era nada fácil. E eu que reclamava do Ensino Médio...

Enquanto eu pensava com os meus botões, de repente senti alguém tocar no meu ombro, me virei e vi que era o Rodrigo, um garoto que estudava na minha turma da universidade e que, de certa forma, era meu amigo. Só que, na verdade, ele sempre quis algo a mais e eu sei disso porque ele nunca fez questão de esconder.

– Oi! – Ele disse.

– E aí, Rodrigo. – Respondi.

Paramos na calçada.

– Tá tristinha? Posso te acompanhar até em casa?

– Não, relaxa. Não precisa. – Respondi. – E eu não estou triste, só um pouco cansada. Sabe como é.

– Sei, sim. Eu também tô. — Ficamos em silêncio. – Para relaxar, a gente podia sair mais tarde.

– Rodrigo, lá vem você, né? – Falei com um ar de riso.

– Que foi? – Disse me encarando.

– É, eu te conheço! Mas eu já falei que eu não quero namorar no momento. Ok?

– Isso você já disse mil vezes... – Falou meio que imitando o meu jeito de falar.

– E então?

– Eu continuo até você sentir vontade de namorar. Ou, pelo menos, até você superar esse medinho que você tem de mim. – Eu ri incrédula e olhei para o lado com as mãos na cintura. – Eu não mordo não, S/N. – Olhei para ele, que se aproximou do meu rosto. – A não ser que você queira.

Coloquei a mão no peito dele e o afastei.

– Pode parar com isso, tá? – Falei.

– Calma! Só tô brincando. – Levantou as duas mãos.

– Sei... – Ajeitei a mochila no meu ombro. – Bom, eu já vou indo. Até.

– Até.

Eu saí andando.

Conheço o Rodrigo desde o Ensino Médio e ele sempre demonstrou ter interesse em mim, mas eu nunca dei muita bola. Ele é um cara legal, bonito e, apesar de ser meio atrevido, é uma boa pessoa. Pelo menos eu espero que seja.

Na verdade, já houveram vezes em que ele teve alguns comportamentos estranhos, mas quem nunca teve uma atitude estranha, não é? Ontem mesmo eu... Droga! Por que eu tinha que lembrar dessa vergonha?! Esquece isso, S/N, esquece!

Dobrei a esquina.

– S/N! – Ouvi uma voz masculina. Não era a voz do Rodrigo, mas não me era estranha. Virei para trás e fiquei surpresa.

– Aidan Gallagher? – Eu disse. Olhei em volta e voltei a olhar para ele.

– Tudo bem? – Ele disse em inglês.

– Então você lembra o meu nome.

– Como eu esqueceria? Quer dizer, ontem você...

– É, pois é, não vamos falar nisso!

– Okay, okay. Não vamos. – Ele disse rindo.

*S/N off*


*Aidan off*

*Alguns minutos antes*

Eu permaneci olhando para ela de longe, ainda em dúvidas se era realmente a S/N, mesmo sabendo que era. Acontece que eu não estava acreditando.

Tive vontade de me aproximar e fiquei um pouco nervoso. Mesmo assim, comecei a andar na calçada paralela à qual ela estava, do outro lado da rua, para poder atravessar e chegar até ela, quando um cara de cabelos castanhos quase ruivos se aproxima de S/N e os dois começam a conversar. 

Fui para trás de uma árvore e dali fiquei observando tudo discretamente. Já que os dois estavam usando mochila, eu deduzi que tinham saído da escola ou faculdade. Nos Estados Unidos, os alunos não usam uniforme, mas ouvi dizer que usam aqui no Brasil. S/N e ele não estavam usando, então era faculdade. Pareço até um detetive ou maníaco fazendo essas análises.

Vi que os dois pareciam ser amigos, mas ao mesmo tempo o cara parecia olhar para ela de outra forma. Não é para menos, ela é linda. Não me espanta que chame a atenção de outros caras.

Em um momento, o garoto se aproximou do rosto dela dizendo alguma coisa e eu achei até que fossem se beijar, porém a S/N o afastou. De certa forma, isso me deixou satisfeito.

Eles se despediram e ela continuou andando. Dobrou a esquina e eu meio que corri para alcançá-la.

– S/N! – Chamei. Ela parou e se virou para mim e franziu a testa.

– Aidan Gallagher? – Ela disse.

– Tudo bem?

– Então você lembra o meu nome.

Como eu esqueceria o nome de uma garota dessas? Porém, eu apenas disse que lembrava por causa do que aconteceu ontem, mas ela me interrompeu e disse que não queria falar disso. Concordei.

– E como você me achou? – Perguntou, olhando em volta, desconfiada, como se eu estivesse seguindo ou espionando ela.

– Na verdade, eu estava fazendo uma tour pela cidade e tava filmando também. – Mostrei a câmera. – Aí, por coincidência, vi você passando. – Ela não disse nada. – Você mora aqui por perto?

– É, mais ou menos.

*Aidan off*


*Rodrigo on*

Enquanto a S/N ia embora, eu permaneci observando-a até que ela sumisse dobrando a esquina. Eu nunca entendi por que ela sempre mostrou resistência comigo, mas não importa. Um dia ela vai reconhecer que eu sou o cara certo pra ela e finalmente vai ser minha.

Assim que ela dobrou a esquina, vi um garoto atravessando a rua correndo, como se estivesse indo atrás dela. Na verdade, ele até a chamou pelo nome. Quem diabos é esse cara? Acho até que já vi ele em algum lugar, mas não conheço daqui da cidade. Não que eu lembre.

Fui até a esquina, onde havia uma loja, e quando vi que os dois estavam parados na calçada conversando, fiquei observando escondido, mas não conseguia ouvir direito o que estavam dizendo.

– O que tá fazendo? – Alguém disse perto de mim, de repente.

– Droga, Érica, que susto! – Falei. Voltei a observar os dois.

– Tá fazendo o quê de errado pra se assustar? – Érica perguntou. — Ah, claro! Tinha que ter a ver com a S/N! – Ela disse depois de ver o que eu estava olhando.

– Fala mais baixo! Ela pode te ouvir.

– Foi mal.  

– Cê conhece aquele cara que tá com ela? – Apontei com a cabeça. Ela olhou.

– Nossa! Ele é um gato, hein!

Aquilo me irritou.

– Não foi o que eu perguntei. – Falei.

Ela olhou novamente para ele.

– Não me é estranho... – Continuou olhando.

– Também acho que já vi ele em algum lugar.

– Agora que eu tô reparando direito... Não pode ser!

– O quê?

– É o ator daquela série!

– Que série?

– The Umbrella Academy! Acho que é esse o nome.

– O quê?

– The Umbrella Academy. Eu assisti só uma vez, mas até que achei boa.

– Ator de série americana. Então é isso, eu já devo ter visto a cara dele pela Internet. O que ele tá fazendo no Brasil?

– Sei lá. Mas pode ser também só alguém muito parecido.

– Sabe o nome dele?

Ela pensou um pouco.

– Hum... Não, não lembro.

– Tudo bem, isso é fácil de descobrir.

O garoto que conversava com a S/N começou a olhar de um lado para outro e acabou virando a cabeça para minha direção, mas eu e a Érica rapidamente nos escondemos atrás da parede da loja. Acho que ele não nos viu.

*Rodrigo off*


*Aidan on*

– É, mais ou menos. – S/N respondeu quando perguntei se ela morava ali por perto. Pensei em perguntar onde era a sua casa exatamente, mas seria muito invasivo.

– E a Gabi? Como está? – Perguntei por fim.

– Ela tá bem. Feliz da vida por ter te conhecido.

Eu ri anasalado.

– É mesmo?

– Você sabe que sim. Se ela souber que eu falei com você de novo hoje, então, vai pirar.

– Não conta pra ela.

– Por quê?

– Porque ela vai pirar. – Respondi. S/N riu. – E com a empolgação, pode acabar contando pra outras pessoas.

– Então, tá. Eu não falo nada. Mas, se eu vou te causar problemas, você não deveria estar falando comigo em um lugar público.

– Só não quero que ninguém interprete mal o fato de eu estar falando com você. Eu sei bem como é esse pessoal. Mas não são tantas pessoas que me conhecem por aqui, eu acho. – Olhei ao redor.

O celular de S/N tocou e ela tirou o aparelho de dentro do bolso menor da mochila. Ela atendeu, falando em Português, que eu não entendi nada. Preciso aprender a falar essa língua! Não para ouvir a conversa dos outros, é claro.

Ela desligou a chamada e guardou o celular de volta.

– Eu tenho que ir. Já estão me esperando lá em casa. – Ela disse. Fiz que sim com a cabeça.

– Então... até logo? – Falei. Eu não sabia se voltaríamos a nos encontrar, mas eu também não queria dizer "adeus", como se fosse definitivo.

– Até. – Ela respondeu, deu meia volta e foi embora.

S/N parecia estar estranhando tudo aquilo, parecia surpresa, assim como eu estava. Ela foi embora ainda com uma expressão meio interrogativa no rosto, assim como eu provavelmente fui também. Mas foi bom.

Eu devia ter pedido o contato dela.


Notas Finais


É isso, galera. Até logo! 😘


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