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História Não Tão Inocente - Capítulo 5


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Capítulo 5 - "O Arrogante Irresistível"


Fanfic / Fanfiction Não Tão Inocente - Capítulo 5 - "O Arrogante Irresistível"

São sete e pouquinho da manhã, faz frio aqui fora. Enrolo o cachecol em torno do pescoço para me proteger do frio. Espero que Becca não demore, porque não quero morrer congelada aqui fora.

Estou batendo o queixo e as pontas dos meus dedos estão brancas e com um tom arroxeado.

Faz dois dias que Becca foi demitida e só hoje que ela lembrou de ir pegar os seus pertences do seu antigo escritório. Ela me implorou para que eu fosse junto buscar as suas coisas, e eu aceitei em ir, com a condição de que ficaria do lado de fora do prédio.

Enquanto esperava Becca no lado de fora, eu vejo um carro preto esportivo estacionar em frente ao prédio. A porta do motorista se abre e ele saí. 

Ele está vestindo um belo terno cinza-escuro, camisa branca e uma gravata preta. 

E não demorou muito para nossos olhares se encontrarem. Ele manifesta um sorriso com covinhas em sua face e caminha na minha direção.

-"É um prazer vê-la novamente, Srtª. Bonini." - Sua voz é receptiva e quente.

-"Sr. Grey" - São as únicas palavras que saem da minha boca.

Aturdida, coloco minha mão na dele e nos cumprimentamos. Quando nossos dedos se tocam, sinto um arrepio e uma atração irresistível atravessar o meu corpo. Retiro a minha mão rapidamente, envergonhada.

-"O que a senhorita faz aqui?" - Ele pergunta, parece interessado na minha presença.

-"Minha irmã veio pegar os seus pertences e esvaziar o seu antigo escritório." - Respondo, meu olhar permanecia fixo no seu.

Ele esperou para ver se eu ia dar mais detalhes, mas eu não o fiz. Então, escutamos a voz abafada de Becca vindo de trás da gente.

-"Pronto, já peguei tudo. Agora podemos voltar pra casa..." - Sua voz desaparece quando ela se depara com Adam.

Adam olhava para Becca, a avaliando. E logo um sorriso artificial aparece no seu rosto.

-"Se me derem licença, eu preciso trabalhar. Nos vemos em breve, Maria Luíza." - Diz Adam, ele dá ênfase no meu nome.

Meu coração se debatia como um pássaro na gaiola.

E então, Adam Grey entra dentro do prédio.

-"O que foi isso?" - Becca me pergunta, seus olhos estão arregalados.

-"Eu... eu não tenho certeza." - Gaguejo, estou corando.

Eu não conseguia falar naquele momento, porque naquele momento tudo parecia ser tão surreal.

-"Terra chamando Malu, terra chamando Malu!" - Diz Becca, interrompendo meus devaneios.

-"Desculpe-me." - Eu coro ainda mais.

-"Dá pra ver que aquele cara mexe com você." - Becca arqueia uma sobrancelha.

A vermelhidão retornou com toda força ao meu rosto.

-"Podemos ir pra casa?" - Pergunto, gaguejando.

Então, Becca e eu entramos dentro do táxi.

Mais tarde, em casa, enquanto eu via TV, Becca estava com fones de ouvidos e mexendo no meu laptop. Ela procurava novas vagas de emprego.

Então, meu celular toca e eu o atendo. Era a Srª. Grey. Ela queria terminar a nossa conversa do dia anterior.

-"Quem era?" - Becca desvia os olhos do laptop e olha para mim.

-"A Srª. Grey." - Eu bufo - "Ela quer terminar de me dar o sermão por ter feito escândalo na empresa do filhinho dela."

Becca ri.

-"Minha desgraça é tão engraçada assim?" - Faço beicinho, fingindo estar furiosa.

Becca ri ainda mais.

-"Lady Heart ganhando sermão? É novidade." - Becca debocha.

Eu reviro os olhos e me levanto do sofá. Olho para Becca, ela me olha de volta. Ela está contendo um sorriso.

Dez minutos depois, estou parada em frente à mansão dos Grey Thompson. Toco a campainha e dessa vez, a própria Andreia me atende.

-"Entre, querida. " - Diz ela, gentilmente.

Eu entro, e nós duas nos dirigimos à sala de estar.

A Srª. Grey me observa por alguns instantes antes de começar a falar. Seus olhos permanecem fixados nas minhas vestimentas. Minha blusa, incômoda de tão justa, esticada no peito com os botões quase arrebentando, está manchada de suor nas axilas. Acho que eu deveria ter vestido uma roupa decente. 

-"Eu a chamei aqui porque preciso terminar a nossa conversa do dia anterior." - Ela diz.

-"Olha, sobre o escândalo que eu fiz na empresa do seu..." - Eu falo, mas Andreia ergue uma das mãos, e eu não termino de falar.

-"Antes do meu filho nos interromper naquele dia, eu pretendia lhe dizer que era ele, o filho que eu queria que você ajudasse." - Andreia diz, sua expressão se entristece um pouco.

De repente, sinto meu corpo se congelar por alguns segundos.

-"O Sr. Grey? É ele que precisa dos meus conselhos amorosos?" - Pergunto, estou perplexa.

-"Sim. E é por isso que eu lhe peço, não arranje confusão com ele. Quero que você o ajude. Sei que vai ser um caso difícil, mas não quero que desista." - Seus olhos demonstram piedade.

-"Farei o que posso, Srª. Grey. " - Minha voz é rouca.

-"Ótimo." - Ela sorri.

Nós conversamos mais um pouco, e então, logo nos despedimos. E ao invés de ir direto para casa, eu resolvo ir ao Central Park.

Caminho pelo Central Park. Hoje o lugar estava mais movimentado do que na última vez que eu vim.

Será que eu realmente quero ajudar aquele cara? Eu me pergunto, não sabendo mais o que fazer.

Acho-o atraente. E é isso que eu temo. Se eu ajudá-lo, terei que me aproximar dele. Se eu me aproximar dele, irei me apaixonar por ele. E eu não quero isso. Não quero sofrer por um cara como ele. Um arrogante irresistível!

Mas isso não tem futuro, eu sei, e suspiro com sentimento de tristeza e pena.

Depois de caminhar muito, finalmente volto para casa.

E então, sou recepcionada com um abraço de Becca. Ela parecia feliz e com êxtase.

-"Está tudo bem, Becca?" - Pergunto, estou curiosa.

-"Não estou bem, eu estou é maravilhada!" - Ela sorri, está muito animada.

-"Por que essa animação toda?" - Também sorrio.

-"Enquanto você estava fora, eu recebi uma ligação..." - Ela deixa a frase no ar.

-"E...?" - Arregalo meus olhos castanhos. Estou morrendo de curiosidade.

-"O Sr. Grey resolveu me admitir de novo!" - Ela grita de felicidade.

Estou em choque. O que fez ele mudar de ideia? Assim tão de repente?

-"Nossa... Isso é muito... Bom!" - Murmuro, contendo minha surpresa.

Becca dá alguns pulinhos de felicidade. Ela parece estar felicíssima.

-"Quando você começa a trabalhar?" - Pergunto.

-"Amanhã de manhã!" - Ela sorri.

Mal posso respirar. Por que isso tão de repente?!

Acho que se eu quiser uma resposta, terei que conversar com ele pessoalmente. E isso que eu farei amanhã de manhã, quando a Becca for trabalhar.

Mas a verdade é que eu quero olhar ele nos olhos e essa será a desculpa perfeita.



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