História Não tem outro jeito - Capítulo 3


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Categorias Code Geass: Hangyaku no Lelouch
Personagens C.C., Euphemia Li Britannia, Jeremiah Gottwald, Kaguya Sumeragi, Kallen Stadtfeld, Lelouch Lamperouge, Lloyd Asplund, Milly Ashford, Nina Einstein, Nunnally Lamperouge, Rivalz Cardemonde, Shirley Fenette, Suzaku Kururugi
Tags Suzalulu
Visualizações 7
Palavras 3.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nada nesse capítulo é real, horoscopos, tarot, eu inventei tudo... No caso do tarot eu só escolhi cartas aleatórias e li sobre elas. Não levem a sério.
Não gostei muito desse capítulo. :/

Capítulo 3 - Os Enamorados


Já fazia uma semana que Shirley havia desistido de seu plano de juntar os dois amigos... E agora já era o dia do festival cultural, onde apresentariam o vidente. Os alunos do segundo ano estavam para lá e para cá, distribuindo panfletos, entregando as lembrancinhas (os come-comes) e manuseando a fila. A sala deles parecia ser a mais popular e até os próprios alunos estavam se mobilizando para dar uma passada por lá.

— Shirley! — Gino chamou, aproximando-se. Ele estava no terceiro ano. — Vim ver a sala de vocês!

— Ah, sim, é só subir! — Ela sorriu docemente. — É a minha vez de entregar os panfletinhos, então posso te levar...

Gino aceitou e foram indo. No caminho ela fazia seu trabalho, enquanto um silêncio se instalava entre os dois, nunca conversaram muito, ele era mais próximo de Kallen e Suzaku. Mas o silêncio foi quebrado quando ele perguntou:

— Está namorando o Lelouch?

— Q-QUE?! — A ruiva engasgou e derrubou os panfletos, se agachando desesperadamente para catá-los. O loiro a ajudou.

— Vi os dois se abraçando em um cantinho... Aí fiquei curioso... — Esse fofoqueiro!

— Não, não estamos. Ele gosta de outra pessoa...

— Oooh! Quem? Quem?

— E-Ele não me disse! — Ela quase cuspiu e Gino sorriu, travesso.

— Mentirosa! Vou perguntar ao Suzaku! — Como se ele soubesse. — Heheh! — Até que chegaram à sala, com uma fila enorme. Dela saia Nunnally, Aniya (que eram do primeiro ano) e Orange-sensei.

— Shirley! Gino! — A primeira cumprimentou animada.

— Oi. — A outra a acompanhou, mórbida, segurava várias laranjas. — Agora o Orange-sensei e o Lloyd-sensei estão fazendo voto de silêncio, já que ele flagrou o Lloyd comendo pudim escondido. — Jeremiah só assentiu bruscamente, enquanto saboreava uma das frutas. Gino riu da situação.

— O que o vidente disse pra vocês? — ele questionou, as duas se entreolharam e sorriram.

— Segredo! — Nunnally encerrou o assunto, quando Lloyd se aproximou de repente.

— Oie! — Ele disse e o parceiro de greve o encarou furioso, mas o que falava não notou ainda. — Omedeto, Shirley-kun! Sua turma fez um ótimo trabalho! Ah-há! — Bateu palminhas.

Mas àquela altura, Jeremiah já estava quase em cima de Lloyd.

— Que foi, Orange-kun? Desencosta! — O cientista reclamou e Jeremiah tentou sinalizar com as mãos que estava decepcionado, desesperadamente, quase chorando. — Ih... Foi mal... Omedeto por ter conseguido manter a greve até agora? — o outro quase arrancou os cabelos, então se virou e saiu andando, pistola. Lloyd deu de ombros. — Você já foi, Gino-kun?

— Ainda não, vou para a fila! — o loiro apontou, sorridente.

— Então vou com você!

— Que?!

— Lloyd-sensei está checando a compatibilidade dele com todo mundo. — Aniya explicou. — Testou comigo, com a Nunnally e com o Orange-sensei...

— É tão engraçado!!! Eu estou viciado! Ahaha-há! — o mesmo explicou, rindo. — Você não devia ir atrás do Orange-kun, Aniya?

— Um momento, Nunnally. — A garota de cabelos rosas disse e se retirou, rapidamente, com passos longos.

Nunnally apreciou a falta de vozes conhecidas, mas sabia o que elas queriam dizer.

— Tudo bem, podem ir para a fila, eu fico com a Shirley. — A debilitada disse, e Gino e Lloyd assentiram, empolgados. Não que ela pudesse ver.

— Obrigado! — E pode ouvi-los irem embora.

A menor deu uma tossidinha e então levantou o rosto, como que para que o som de sua fala alcançasse melhor os ouvidos de Shirley.

— Shirley... Eu gostaria de conversar com você, será que podíamos ir para um lugar mais reservado?

— Oh... — A ruiva corou, ficando preocupada com o que poderia ser. Não conseguia ter nenhuma ideia. — Claro, Nunna, mas sobre o que é?

— Você vai saber. — A menina sorriu.

Shirley, então, pegou sua cadeira de rodas e foi a empurrando, procurando um lugar vazio naquela multidão graças ao festival, uma tarefa difícil. No caminho, encontraram várias pessoas.

— Ah, olá, Nunnally. — Cornélia anunciara, de braços dados com a irmã mais nova, Euphemia. — Está uma gracinha.

— Nunna! Que gracinha! — A rosada mais nova soltou a mais velha por um momento, se agachou e beijou o rosto da mencionada. — Não estão ocupadas com a turma de vocês?

— Eu estou no meu intervalo, heh! — A debilitada sorriu docemente. — Minha turma está fazendo um café... Eles insistem que eu atenda as pessoas mesmo que não entregue nada...

— Por isso está vestida de maid?! — Euphy, que continuava agachada, brandou. Só assim Shirley percebeu que, de fato, Nunnally estava de uniforme. — Que fofura! — E ela esfregou as bochechinhas com as de Nunnally. Depois de um tempo, se levantou. — E você, Shirley? O que sua turma fez?

— Ah, fizemos-! — A ruiva ia explicar, mas foi interrompida.

— MIGA! — Uma figura que ela não conhecia tinha surgido e abraçado Euphemia. — Tá difícil te ver, hein?

— Pois é, nem eu estou a vendo. — Cornélia reclamou.

— Calma, gente... Logo logo vão vir as férias... — A rosada os acalmou.

Eles conversaram mais um pouco e a nossa protagonista se sentiu cada vez mais deslocada. Descobriu que a figura ali se chamava Kanon, e se juntaram para esperar outro irmão de Lelouch, Schneizel.

Em meio aquilo, enquanto estavam distraídos, Nunnally sinalizou para que fugissem e assim o fizeram. Entraram dentro da escola, vagando pelos corredores vazios. Até que quando Shirley parou, a outra pediu:

— Continue andando, por favor. — E ela obedeceu. Assim, passaram a seguir pelos corredores cumpridos, enquanto a menor discursava. — Shirley, eu precisava falar com você sobre isso porque gostaria de ajudar de alguma forma...

— Como assim, Nunna?

— Eu sei que você sabe... Dos sentimentos do meu irmão.

— A-Ah, não, não, Nunna! Ele não gosta de mim! Ahaha! — Corou arduamente e coçou a cabeça com uma das mãos, rindo pra espantar o desespero. A menor riu também.

— Não, Shirley. Eu sei que você sabe de quem ele gosta, eu sei também.

A ruiva parou, travando. Essa história já devia ter morrido, mas... Ela voltava e voltava, achou que seria só nos seus sonhos mas pelo visto estava enganada. Como Nunnally sabia?! E como sabia que Shirley sabia?!

— Como?!

— Quando você tocou minhas mãos. — Nunnally se apoiou na cadeira e virou para trás. — É assim que sei do meu irmão, também... — sorriu. — Eu quero muito ajudar, desde que somos pequenos que quero que eles dois fiquem juntos... Isso já está ficando desesperador. Entende? — Shirley assentiu, incrédula. — Eu descobri o que era amor quando o onii-sama se apaixonou... O sentimento que eu sentia quando dávamos as mãos era o mais bonito e o mais puro que podia existir... Eu nunca vi isso em mais ninguém. E eu sentia algo parecido do Suzaku também, mas por algum motivo, nada aconteceu. Eles devem ser muito sonsos...

— Mas, Nunna... Espera... E a Euphemia...?

— Bem... Eu amo a Euphy-nee-sama... Mas eu amo mais o meu irmão, e se ele não vai ser egoísta por ele mesmo, eu vou! — A garotinha cerrou os punhos, determinada. — Então eu quero te ajudar a juntar os dois! Do fundo do meu coração!

A protagonista precisava processar as informações, muita coisa estava acontecendo, mas a uma chama de esperança se acendeu em seu peito. Então pelo menos o amor de Lelouch não estava perdido? Podia aceitar aquela ajuda?

— Está bem... — balançou a cabeça. — Eu... Nem sei o que dizer, o Lelouch tinha me pedido para desistir, mas...

— Vamos ser egoístas por ele! — Nunnally quase caiu da cadeira e a outra segurou mais firme nela, como se ajudasse.

— Somos aliadas então, Nunna... — Shirley riu baixo e mostrou o dedo mindinho para ela, selando uma promessa, a qual a outra correspondeu.

— Só não conta pro onii-sama, tá? Ele não me conta nada ainda, mas eu vou apoiar ele pelas sombras! No que for!

A protagonista riu, dando meia volta com a cadeira.

— Agora você precisa voltar para a sua sala, não é?

— Sim!

xxx

Os planos foram retomados e esse também era infalível.

— Já tentou o teste de compatibilidade, Suzaku?

— Não, por que?

— Sério!? Você precisa! Vamos lá agora! — Shirley agarrou o pulso dele e foi o arrastando.

— Ei! Ei! Eu tenho namorada! — Ele gritou meio engraçado enquanto era arrastado.

— Dá para fazer com amigos, também! — Mentiu.

xxx

— Onii-sama! Vamos fazer o teste de compatibilidade?

— Você quer?

— Quero! Muito!

— Quando você tem uma pausa?

— Agora mesmo, vamos!

xxx

Assim que chegaram na fila, os casais se encontraram: Shirley e Suzaku, Lelouch e Nunnally. As duas sorriram uma para outra, enquanto Lelouch se preparou para fazer pose mas percebeu que estava com sua irmãzinha, desistindo e desviando o olhar. Precisava ignorar o inimigo.

— Você veio fazer o teste, Suzaku? — A menor e mais nova ali questionou.

— Sim, com a Shirley. — Ele assentiu.

— Ah, eu preciso ir no banheiro... — a mencionada soltou.

— Eu também! Vocês podem guardar a fila rapidinho enquanto nós vamos, meninos? — A debilitada sugeriu e foi logo tendo sua cadeira tomada pela outra. — Voltamos logo! — E partiram, eles não conseguiram ver as risadinhas que davam entre si.

Lelouch esperou ter certeza que elas tinham sumido, para virar para o outro em êxtase, com o peito da mão abaixo do queixo, quando percebeu que eles estavam próximos demais para que se virasse dessa forma. Pulou para trás, corando arduamente.

— Ousadia da sua parte me encontrar aqui, Lelouch! — Suzaku franziu o cenho e disse com uma voz engraçada, como se imitasse o outro. — Quer dizer, Zero!

— É o que eu diga, você sempre apela me encontrando quando estou na presença da santa. — Que era Nunnally. — Muita falta de caráter.

— Se você tem um ponto fraco, é claro que vou me aproveitar dele.

Por algum motivo, aquela frase fez Lelouch corar novamente. Pensou bem no que dizer, em como revidar, não podia perder em um jogo de palavras também.

— Eu também sei seu ponto fraco. — Mentiu.

— Ah, é? Qual é?

— Hm... — Refletiu e a resposta que encontrou lhe doeu por dentro. — A Euphemia.

— Euphy? Nah, ela sabe se virar! — Suzaku abanou o ar, como que para despistar a ideia. — Parece que você perdeu.

— ...Arthur? — Esse era o gato de Suzaku, que vivia pelo conselho estudantil.

— Não! — Deu um peteleco na testa dele, fazendo o outro encolher os ombros. — É o mesmo que a sua.

— Nunnally?! — Arregalou os olhos. — Digo, a santa...? — Desviou o olhar.

— Sim, e o meu amigo de infância, Lelouch. — Assentiu. — Por isso somos rivais, você me tirou ele, Zero.

O britânico corou arduamente, estava feliz que para sua mentira, Suzaku estava criando toda sua própria história e se conectando com ele de alguma forma. Sentia como se, com isso, o outro estivesse lentamente lhe estendendo a mão em um cenário caótico, que era o seu coração. Corou como o inferno e segurou o sorriso, encarando-o no fundo dos olhos. Fazia muito tempo que não o encarava tão de perto, por tanto tempo. Sentia-se estúpido por encher-se de pensamentos de adolescente apaixonada, como que ele era lindo e que queria beijá-lo, ou só o abraçar, entre outros melodramas.

Mas... Enquanto estavam naquele momento, puderam ouvir a voz de Rivalz:

— Ué, vocês vieram juntos? — Havia chegado a vez deles na fila.

— Ah... Estamos esperando duas pessoas. — O japonês avisou, mexendo em um de seus próprios cachos.

O de olhos violetas estava em silêncio, ele queria muito ir lá com Suzaku, será que...?

— Ahahaha! Está com medo, Suzaku! — E fizera uma pose de novo, falando bem alto. Todos da fila passaram a assistir e até Rivalz ficou meio encabulado.

— Que?! Lelo-Zero! Para!

— Está com medo que meu futuro seja melhor que o seu?

Suzaku cerrou os punhos e sorriu, de forma desafiadora.

— Não. — Fez uma pausa, virando-se para o amigo que estava sendo porteiro. — Vamos entrar juntos!

— Eh... Ok? Sejam bem vindos... — Rivalz deu espaço para eles e assim, os dois entraram.

A sala era escura, gelo seco corria pelo chão e tinham tantos panos pendurados do teto, caindo, que o espaço visível era pouco. Uma mesa redonda, com uma bola de cristal, brilhando com roxo, e VV atrás disso tudo, com um penteado de Amy Winehouse e brincos enormes.

— Olá... Lelouch, Suzaku. — O menor ali anunciou, com uma entonação engraçada. — O que vão querer?

— Tudo! — O japonês anunciou e o outro concordou com a cabeça.

— Os signos de vocês? — os entrevistados se entreolharam.

— Câncer e dragão. — Suzaku foi mais rápido em anunciar, o outro só o encarou por um momento, esperando pacientemente.

— Entendi... — VV passou as mãos pela bola brilhante e fechou os olhos, os dois presentes seguraram o riso, aquilo estava demais. — Uma notícia muito triste vai te assolar, mas em seguida algo muito bom vai acontecer, provavelmente porque vai ocorrer a passagem de Júpiter pelo seu signo. — Falou claramente, soltando o objeto antes de continuar. — Mas o seu ano será bom, um dos melhores de sua vida. — Ele completou, depois direcionando o olhar para o outro ali.

— Sagitário, coelho. — Lelouch disse e trocou outro olhar com o inimigo, esboçando um sorriso.

— Bem... — Ele repetiu as ações e os outros dois seguraram a risada de novo, tinham que entender que o teatro fazia parte da performance, mas o tamanho de VV não ajudava. — Você passará por um mal-entendido com uma pessoa próxima, um membro da família, ou um possível amante. Talvez as coisas não acabem bem. Mas com a sua lua em áries, você conseguirá superar tudo. — O pequeno fez uma breve pausa. — O seu ano seguirá cheio de surpresas.

— Eu venci. — Zero fez pose de novo e anunciou.

— Venceu como? O seu teve mais desgraça que o meu!

— Eu vou superar tudo no fim!

— Pelo menos algo bom vai acontecer comigo!

— Estão competindo? Bem... — VV deu uma tossidinha. — Ainda tem mais dois procedimentos, calma. Aqui, escolham cada um três cartas... — Ele espalhou algumas cartas em frente a bola de cristal.

Suzaku e Lelouch se encararam ao tentarem pegar a mesma carta ao mesmo tempo. Parecia que uma faísca saia dos olhares deles.

— Pode pegar, Zero. — O japonês deu as honras e o outro pegou, sorrindo satisfeito. Assim, pegou as três cartas.

— A Imperatriz, os Enamorados e o Louco. Hm... Bem, a Imperatriz sugere que você conseguirá solucionar um problema, e os Enamorados, que terá que fazer uma escolha ou passará por uma situação onde o seu livre arbítrio será importante... Porém, com a carta do Louco, diz que para tudo isso precisará de um recomeço. Talvez encontre o seu caminho tentando recomeçar algo?

— Isso é mais interessante do que eu esperava... — Zero comentou, pondo a mão no queixo, pensativo.

— Minha vez! — O outro disse, escolhendo três cartas, apressado.

— O dependurado, o Diabo e a Estrela. — VV fez uma breve pausa, já juntando as cartas do baralho. — A primeira carta quer dizer que você passará por por alguns problemas, e a última que será guiado, então podemos supor que você será guiado em alguns aborrecimentos, pode ser por um guia espiritual, por um objetivo ou uma pessoa. Seguindo a carta o Diabo, os seus problemas talvez tenham a ver com a dualidade entre certo e errado dentro de você, talvez esteja vivendo de uma forma que não condiz com quem você é por dentro. Os problemas podem ter a ver com isso.

— A minha foi melhor! Venci! — Zero brandou mais uma vez, mas vendo que não houve reação do outro o encarou, o que era meio difícil com a luz azul vinda da bola. — Suzaku?

Ele estava pensativo, aparentemente, e Lelouch o achou sinceramente lindo. Ficou por admirá-lo, enquanto ele refletia, ambos fora da realidade. Foram trazido des volta ao ouvirem VV falando de alguma coisa.

— Almas gêmeas. — Já chamou a atenção dos dois com isso. — Nunca vi duas pessoas com tanta compatibilidade antes. Vocês se completam de um jeito que, provavelmente o destino de vocês sempre estará ligado de alguma forma. Não se surpreendam se nunca conseguirem se livrar um do outro. Juntos...

— Juntos podemos fazer qualquer coisa! — Suzaku completou.          

É como se todas aquelas palavras não tivessem alcançado o japonês, ele de repente estava sorrindo, aceitando como se não tivesse significado nada... Talvez para ele não tivesse significado, de fato. Mas para o britânico que estava corando, feliz do fundo do coração, completamente lisonjeado... Significou o mundo inteiro.

Mas logo caiu por terra e balançou a cabeça, não podia se deixar levar por aquele teste, tinha que se afastar do moreno! Estava envolto por pensamentos, quando ele se levantou e tocou o ombro do outro para que saíssem juntos.

— Apareça mais em casa, Lelouch. — VV comentou enquanto saiam e o mencionado só pensou “enquanto meu pai e Schneizel estiverem por lá... Difícil”, mas não disse nada. O bom foi que o distraíra um pouco do que acabara de acontecer.

Assim que saíram, a fila estava mais longa ainda, Lloyd-sensei parecia estar em um barraco nela, talvez tivessem o barrado depois de ir e voltar tantas vezes. Na saída estavam as duas garotas esperando por eles, sorrindo, empolgadas. Suzaku se prontificou para falar alguma coisa, mas Nunnally, que tinha sido beliscada por Shirley para saber que os dois estavam ali, fora mais rápida:

— O que o tio VV disse de vocês dois?! — havia empolgação transbordando de seu sorriso.

— Almas gêmeas. — O japonês respondeu com naturalidade. — Nunca vamos nos livrar um do outro, algo assim.

— Ué? Foi isso que ele disse pra mim e pra Aniya também...

Com isso, os três mais velhos se encararam por um momento, processando a informação e terminaram rindo.

xxx

Depois disso, o festival chegava ao seu fim. A peça de Romeo e Julieta do terceiro ano, estrelando Euphemia e Gino como protagonistas, tinha sido um sucesso e agora... Era a hora do sabá de CC. Parecia-se mais com uma festa de pizza.

Estavam em uma mesa todos do conselho, exceto por Kallen, que dançava com CC em meio a uma roda. Conversavam sobre assuntos triviais, era mais Milly falando que qualquer coisa.

— Eu que escolhi tudo que o VV falava, menos a parte do tarot! — a loira brandou.

— Realmente era um papel que podia ser feito por qualquer um... — Rolo disse, estava vestido de maid como Nunnally.

— Eu realmente acreditei no que ele disse... — A semelhante a ele comentou em seguida.

— Viu? No fim não importa quem venceu, Lelouch! — Suzaku brincou, e o mencionado lhe deu uma cotovelada. Estavam na frente de sua irmã! — Tudo bem, tudo bem! Desculpe...

— Eu soube que vocês dois foram juntos! — Milly trouxe a tona. — Por que?

O de olhos violetas já foi corando, mas emburrado, disse:

— Íamos com Shirley e Nunnally, mas elas demoraram demais no banheiro...

— É verdade, eles decidiram ir juntos de última hora. — Rivalz deu uma força.

— Hm... — A presidente mexeu nos cabelos, sentando em cima da mesa. — Mesmo assim, o tarot é bem intrigante não é?

Todos concordaram com a cabeça, mas Suzaku foi o único a verbalizar.

— É... Mas eu gostei mais da compatibilidade! Né, Lelouch?

O chamado sorriu genuinamente, corou e assentiu. Shirley e Nunnally se entre-olharam com a cena, dando risadinhas.

— Do que estão rindo? — Milly se intrometeu entre as duas, literalmente, girou na mesa e pôs as pernas entre elas.

Enquanto a conversa fluía, Kallen voltou a mesa, acompanhada de CC. Mais tarde Aniya viera com Gino, que foi logo agarrando Suzaku. Nosso herói quis bater nele, podia ver como a vítima estava desconfortável, mas não tinha poder físico para fazer isso, então apenas lhe beliscou na cintura e fingiu que não sabia quem tinha sido. Todos ficaram confusos, mas riram.

Por fim, Euphemia veio a mesa, sorridente, cumprimentando todos.

— Com licença, Lelouch? — Ela pediu de forma doce, sentando entre ele e seu amado.

Seu irmão lhe deu licença, como esperado, sentindo uma dor incômoda, que o fazia querer ir embora, mas não podia. Talvez aquilo servisse como um aviso, um lembrete do que tinha que fazer. Se encolheu onde estava, respirando fundo. Decidiu olhar para Suzaku uma última vez e acabou se encontrando com Euphy, que lhe sorriu de forma doce.

Mesmo que tivesse o amado primeiro, não podia mais ter esses sentimentos. Teve mais certeza ainda quando a rosada segurou sua mão por debaixo da mesa. Seria bom se ele pudesse simplesmente apagar sentimentos, será que era possível?


Notas Finais


yay


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