História Não tire a máscara - Capítulo 3


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
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Palavras 1.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, gente bonita. Perdão pela demora. Os eps da 2a temporada me deram vontade de continuar escrevendo... Mas estou estudando muito, então fica um pouco difícil arranjar tempo.
Boa leitura!

Capítulo 3 - Sur le musée du Louvre


Fanfic / Fanfiction Não tire a máscara - Capítulo 3 - Sur le musée du Louvre

O dia do desfile chegou e todos estavam muito nervosos e animados. Os modelos fariam a última prova ainda no atelier da faculdade, e a apresentação dos figurinos na passarela seria à noite, numa famosa galeria de Paris.

Marinette e Adrien se encontraram cedo, e ela fez os ajustes finais e guardou as roupas em capas protetoras.

– Você está nervosa? – Adrien perguntou, descontraído, enquanto tirava um chapéu e entregava para a estilista guardar numa caixa.

– Um pouquinho... – Ela coçou a nuca. – É a primeira vez que algo desenhado e produzido por mim vai ser avaliado... E você, está nervoso?

– Na verdade, não. Eu faço isso desde pequeno. – Ele riu. – Desfiles são normais para mim. Eu gostei bastante dos figurinos, você vai ter boas notas.

Marinette se afastou para ligar para seu pai. Precisava que ele a viesse buscar e que a levasse até o local do evento. Antes que terminasse de falar, Adrien puxou o celular de sua mão e avisou ao confeiteiro que levaria a filha dele.

– Por que não me pediu carona? – Ele sorriu amigável.

– Eu... Não sei. – Ela corou.

A estudante de moda não conseguia desviar os olhos. Ficava encarando Adrien, observando as semelhanças que ele tinha com Chat Noir. A cada segundo ela se sentia mais confusa. “Você ama Adrien, Ladybug ama o Chat...” Repetia para si mesma em pensamento. “Não é muito difícil. Vocês são pessoas diferentes...”.

Adrien tinha um enorme e caríssimo carro preto que ganhara ao entrar para a faculdade de teatro. Durante toda a viagem, uma musiquinha agradável tocava na rádio em volume baixo. Marinette mantinha os olhos fixos nos joelhos, desejando que pudesse falar com Tikki naquele momento.

– Marinette... Vai dar tudo certo. – Ele sorriu, estacionando o carro. – Eu prometo que vou fazer um ótimo trabalho.

O modelo não mentiu. Com o passar dos anos, Adrien se tornava mais bonito e estiloso. Seus cabelos loiros alcançavam os ombros, brilhantes e esvoaçantes enquanto ele andava pela grande passarela. Ele arrancava suspiros de todos ao passar, exalando charme e simpatia. O garoto estava também mais alto e mais musculoso, se encaixando em todos os padrões de beleza possíveis.

O último figurino era mais formal, algo que poderia ser usado para uma festa. Marinette esperava ansiosa nos bastidores para vestir Adrien novamente a cada vez que ele voltava de uma desfilada. Ele tirou a camiseta que usava rapidamente e a garota entregou-lhe uma camisa de cetim preto. Marinette não conseguiu não olhar por uns longos segundos para a pele branca dele, com uma penugem loira rala abaixo do umbigo.

Quando Adrien ia colocar a gravata, acabou se enrolando com o tecido que já estava com o nó pronto. Foi tentar enfiar a gravata pela cabeça, mas acabou com ela presa na frente dos olhos, cegando-o. Ele pediu a ajuda de Marinette que, quando se virou para ele, levou um susto. A cabeleira loira de Adrien com aquela faixa preta nos olhos... Lembrava tanto seu Chat Noir. Ela perguntou-se sobre como ele estaria.

O desfile seguiu perfeito, com os avaliadores adorando cada roupa de Marinette e fazendo várias anotações em suas pranchetas. O público batia palmas e tirava fotos do rapaz Agreste.

E, enquanto Adrien desfilava, Marinette ouviu cochichos e um rebuliço vindo de trás dela. Virou-se para longe da passarela, encontrando algumas de suas colegas do curso de moda assistindo à TV. No canal de notícias, um enorme incêndio era reportado. Um famoso cozinheiro de Paris, após uma crítica negativa a seu trabalho, estava akumatizado e segurando uma frigideira em chamas.

– Meu Deus! Ele vai acabar matando alguém! – Uma das espectadoras comentou.

Marinette não pensou duas vezes. Mesmo antes de o desfile estar acabado, saiu correndo pelas escadarias de incêndio que a levariam para fora da luxuosa galeria onde acontecia a sua primeira avaliação de figurinos. O povo de Paris era mais importante que qualquer nota.

Chegou ao local e Chat Noir não estava por perto. Ela olhou em volta e esperou três longos minutos, mas o herói não apareceu. Antes de começar sem ele, tentou ligar para o parceiro, mas não foi atendida. Então, resolveu que lutaria sozinha.

O objeto akumatizado era, claramente, a frigideira. O cozinheiro lançava chamas por sua arma, colocando fogo em tudo que alcançasse e criando uma fumaça negra e tóxica que fazia os cidadãos se afastarem tossindo. Ladybug mal conseguia se aproximar, com os olhos ardendo e a garganta seca pela fumaça. Ela precisava tirar um garotinho de seis anos do meio da confusão e acabou levando uma pancada muito forte no processo. O cozinheiro a atingira com um soco no rosto que fez seu nariz e seus lábios sangrarem.

Quando todos já estavam fora de perigo, o Lucky Charm deu conta do cozinheiro possuído. Um extintor de incêndio de bolinhas apagou o fogo da frigideira e a joaninha habilidosamente a destruiu, libertando o chef do pequeno demônio em forma de borboleta. Em dois minutos, tudo já estava resolvido.

Assim que o problema tinha acabado, Chat Noir chegou, voando pelos prédios em velocidade máxima com a ajuda do bastão.

– Mylady, eu... – Ele começou a se explicar, mas Ladybug nem deu ouvidos. Precisava se afastar rápido, logo iria destransformar. – Por favor, me encontre daqui a pouco. – Chat insistiu.

Ladybug entrou correndo em um beco escuro, logo se tornando Marinette novamente. Tikki parecia exausta e machucada, e ela própria sentia o gosto do sangue na boca. Limpou-se o suficiente para andar na rua normalmente e foi para o mercadinho mais próximo, onde comprou biscoito de chocolates e artigos de primeiros socorros. Assim que colocou os biscoitos na bolsa, Tikki os atacou. Ela recuperaria as energias rápido. Marinette observou o algodão e o antisséptico numa sacolinha de plástico.

Em menos de 15 minutos, era Ladybug novamente. Sua joaninha estava cheia de chamadas perdidas de Chat Noir, e antes que ela pudesse retornar, ele ligou mais uma vez.

– Oi, Chat. Onde você está? – Ela perguntou.

Marcaram um ponto de encontro e em poucos segundos estavam no teto do Louvre. A vista era estonteante, com as pirâmides de cristal sendo iluminadas pelo sol de fim de tarde. Chat andava de um lado para o outro, impaciente esperando a parceira. Assim que Lady chegou, ele a abraçou com força.

– Eu te deixei sozinha, my lady. Eu juro que não mais acontecera! – Miou.

– Está tudo bem. Eu me viro bem sozinha. – Ladybug respondeu, despreocupada.

O gato se afastou um pouco e observou o rosto dela. Viu os vestígios do sangue que ela havia limpado do buço, e ainda o corte na lateral da boca. Ladybug tinha os olhos vermelhos ainda por causa da fumaça e um aspecto cansado.

– Você está horrível. – Ele brincou.

– Eu posso ir embora, se você está insatisfeito... – A garota virou as costas, mas foi abraçada mais uma vez.

– Deixa que eu cuido de você. – Ele tirou a sacolinha de farmácia das mãos dela.

Sentaram-se um de frente para o outro. Chat Noir habilidosamente encharcou o algodão com antisséptico e passou delicadamente o remédio pelos machucados no rosto de sua amante. Ela fechou os olhos, grunhindo com a dor, e o garoto a recompensou com um cafuné.

– Você vai ficar bem. – Ele concluiu.

– Acho que ainda tem um corte. Me dê o algodão, por favor. – Ela pediu.

– Deixa que eu faço, minha joaninha.

– Não, Chat. O machucado é perto dos meus olhos, eu precisarei mover a máscara. – Ela explicou, e ele insistiu para limpar.

O rapaz fazia carinho nos cabelos azuis escuros, e puxou Ladybug para seu colo. Ela se aninhou ali, sentindo seu corpo ser envolvido pelos longos e fortes braços de seu companheiro e herói. Chat segurou a máscara dela com os dedos em pinça, afastando-a só até que o machucado nas têmporas ficasse totalmente exposto. Lady cobriu os olhos com as mãos, escondendo seu rosto.

– Você pode colocar sua máscara de volta... – Chat disse, após cuidar do ferimento. – A não ser que esteja pronta para me mostrar o seu rosto encantador. Eu posso tirar a máscara também.

Mas Ladybug não conseguia nem considerar essa ideia. Puxou a máscara para os olhos e ajeitou-a no rosto, até que ficasse bem firme, como se ela nunca tivesse tirado o disfarce.

– Não, Chat. Cada vez que você insiste nisso, você me magoa. – Ela reclamou, virando-se para outro lado.

O herói puxou delicadamente o rosto dela para mais perto, e depositou-lhe um beijo casto nos lábios como pedido de desculpas. Ladybug envolveu o pescoço dele com os braços, na tentativa de os deixar ainda mais próximos. Beijaram-se com mais intensidade.

Ao perder o fôlego, Chat tentou se afastar um pouco, mas a parceira não deixou. Lady agarrou-o como se sua vida dependesse disso, colocando uma intensidade ainda maior no afeto. Já suspiravam entre os beijos, quase sem conseguir controlar a respiração. Chat explorou o pescoço dela com os lábios, passando os caninos afiados pela pele branca até deixar uma trilha avermelhada do percurso. Beijou-lhe a pele exposta com uma habilidade que a fez grunhir de satisfação. Do peito do rapaz, um ruído alto e uniforme saía e preenchia os espaços.

Todas as luzes do Louvre se ascenderam quando a luz do sol foi embora, mas eles não se incomodaram com isso. Estavam escondidos o suficiente, nas saliências do telhado decorado do museu. Uma mão negra enluvada apertou a coxa de Ladybug, fazendo-a gemer. E o barulho deixou Chat tão instintivo e excitado que ele deitou a mulher no chão e colocou-se sobre ela, entre suas pernas.

– Chat, acho que é hora de parar. – Ela disse, o empurrando com dificuldade.

– Não acho que consiga parar agora. – O felino investiu mais uma vez.

Só que as coisas estavam esquentando demais, Ladybug logo perdeu o clima. Usou toda a sua força para impulsionar o rapaz com os braços, e ele foi parar a quase dois metros dela. Chat ficou de costas, completamente corado, enquanto o ronronar de seu peito cessava e seu corpo se acalmava.

– Desculpa por isso, eu te machuquei? – Lady perguntou.

– Só machucou meu coração, my lady. O corpo se mantém intacto. – Ele brincou. E riram.

Ficaram por uns longos momentos lado a lado, com as cabeças encostadas observando os grandes espelhos de água do Louvre. Ladybug acariciava a perna do menino despreocupadamente, e ele assobiava baixinho uma canção francesa.

– Desculpe por não aparecer. Eu nunca te deixaria sozinha. – Chat pediu desculpas, envergonhado. – Estava muito ocupado, fazendo algo importante para os meus estudos. Não é motivo, Paris é nossa prioridade... Mas eu realmente não tinha acesso aos noticiários.

– Tudo bem, gatinho... Desculpe pelo mau-humor hoje. Não está sendo muito fácil na faculdade, eu estou um pouco nervosa. E confusa com algumas outras coisas. – Ela admitiu.

– Você quer falar sobre isso?

– Não posso. Te envolve. E envolve pessoas próximas da minha vida real... Perto demais da minha identidade, não posso dividir. – Ela suspirou. Na verdade, gostaria de dividir aquilo com alguém, mas não poderia confiar esse segredo.

Chat guardou sua curiosidade. Algo no cheiro dela, àquele dia, parecia extremamente familiar. Como se ele estivesse ao lado de seu amor durante todo o dia.

– Eu já disse que você cheira muito bem? – Ele sorriu. – Gatos têm o olfato bem sensível, você sabe.

Ladybug sempre se divertia com todos os lisonjeios do garoto, que era completamente galanteador. Ela beijou o rapaz lentamente, aproveitando o gosto daqueles lábios. Algo tão doce e quente invadia seu coração... E ela desconfiava que essa intensa sensação pudesse ser amor. Despediu-se de Chat, afirmando ter coisas a fazer para o dia seguinte. Realmente tinha. Precisava escrever uma carta de desculpas aos orientadores e diretores do desfile, por não ter completado sua apresentação, e pedir que não fosse expulsa do curso.

– Boa noite, my lady... – Chat sussurrou, quando ela já estava longe.  


Notas Finais


Coloquei na capa do capítulo um desenho do Louvre, que é o cenário principal do capítulo de hoje. A França é linda, né?
Espero que gostem. Capítulo que vem, teremos mais emoção!
Comentem e favoritem, obg. hahahaha
Até o próximo!


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