História Naquelas Férias - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem, tá aí o primeiro "capítulo". Por essa história ser em forma de diário, vou organizar tudo por partes (parte I, parte II, etc).

Espero que gostem ✨

Capítulo 1 - Parte I


Fanfic / Fanfiction Naquelas Férias - Capítulo 1 - Parte I

Naquelas Férias


Parte I

Sábado, 14 de Junho

Então.

Achei que seria legal pegar o hábito de escrever de novo, por isso eu comprei esse caderninho. Eu não gosto daqueles de papelaria, que tem um monte de figurinhas e desenhos nas páginas, por isso eu nem hesitei quando vi esse aqui no mercado perto de casa. Sem adesivos, com folhas pautadas, sem decoração, perfeito.

Eu mesma vou customizar, provavelmente. Já aprendi que tinta óleo não vai ser a melhor opção. Queria saber disso antes de arruinar a agenda telefônica.

De qualquer modo, não sei se vou ter o que escrever todos os dias, mas já vai ser alguma coisa. E vai ser um máximo daqui a uns dez anos pegar isso aqui e ler junto com a Katherine e a Sirena.

Segunda-feira, 16 de Junho

Nem vi o bimestre passar. Estamos beirando as férias de verão, sinal de que mais um ano letivo chega ao fim. Só sei que não peguei recuperação de física. Amém. Nada pessoal, mas não quero nem lembrar da cara do professor até as férias acabarem.

Nem acredito que depois disso já serei considerada Senior, a mais alta das hierarquias do condado do Colégio Athenas. Ainda lembro do começo do nosso ano de Sophomore. Ugh.

Apesar de todo esse hype, eu já consigo sentir o tédio se aproximando juntamente com o final das aulas. Ainda mais considerando as redondezas.

Ah, o aniversário do Mentels é quarta feira, e preciso achar a miçanga que eu tinha deixado separada para colocar na pulseira dele. Vou deixar anotado aqui para não esquecer. Eu vou fazer uma para cada um de nós e entregar no dia do aniversário.

Mais importante do que isso, preciso arrumar meu criado mudo e também guardar meus sweaters, pois a maioria deles estão largados pelo quarto; caso contrário, acho pouco provável que minha mãe me deixe sair. Meu quarto inteiro está uma zona na verdade. E a minha mania de guardar o monte de tralhas que acho por aí nas gavetas me custa o pouco espaço que elas tem.

Falando nisso, esses dias encontrei um walkie-talkie perdido na garagem, e achei a coisa mais legal do mundo. Nem sinal do outro, preciso perguntar ao meu padrasto se ele sabe onde está.

Terça-feira, 17 de Junho

Hoje o dia foi meio tedioso na parte da manhã, mas essa tarde compensou.

A lenga-lenga de apresentação de slides na aula de filosofia segue a mesma. Já terminamos a apostila e o professor não tem outra opção a não ser passar vídeos ou coisas do gênero.

Eu estava quase dormindo na sala e agradeço a Mentels por ter me dado umas cutucadas. Eu devia tomar tenência e dormir cedo durante os dias de aula, mas ficar sentada na cadeira com as pernas em cima da escrivaninha, navegando pelo Tumblr ou escrevendo qualquer porcaria num caderninho qualquer sempre parece mais interessante do que dormir. Esses exemplos parecem um tanto específicos, e são.

Enfim, nós dois saímos da sala, rumando à biblioteca, onde Alejandro e Sirena estariam. Quer dizer, era para ela estar lá a primeiro momento, mas recebi uma mensagem dela dizendo que estava fazendo a via sacra de passar nas salas de segundo ano falando da apresentação de quinta-feira, junto com Julie e a Rachel.

Bem, qualquer coisa já fica automaticamente mais enfadonha se tem o nome da Rachel no meio. Rachel é só uma cretina da escola. Aquela pessoa que pode nunca ter te feito nada, mas só o jeito que ela te olha já faz bater aquele ranço.

Fomos para o lado de fora da escola, onde encontramos com Katherine, sentada na mureta com o skate encostado na perna; e Sirena, que apareceu alguns minutos depois.

A tarde estava linda. Os raios do sol tocavam nas folhas do gramado da escola, e refletiam nos vidros das janelas que davam para a rua.

Enfim, conversamos, brincamos, Mentels tentou usar o skate de Kathe, mas ela acabou com a alegria dele em cerca de sete minutos. Talvez com medo de que ele quebrasse o skate, não um braço.

Pouco tempo depois o ônibus escolar chegou, e Mentels foi embora. Em seguida, a irmã do Ale apareceu de carro para buscá-lo. Fomos cada um para sua casa. Eu cheguei e fui direto para meu quarto, joguei a mochila e tudo que tinha direito no chão, perto da porta, e troquei de roupa.

Mais tarde, Ale apareceu, como havíamos combinado. Esgueirou-se pelo portão, que eu deixei aberto de propósito, e subiu no telhado da frente da casa, o qual é quase no nível de uma das duas janelas do meu quarto. Minha mãe não gosta muito que eu traga amigos, meninos, em casa, por mais que eu já tenha falado umas trocentas vezes que não tem nada a ver. Mas honestamente, fazemos isso pois é mil vezes mais legal do que se eu simplesmente o chamasse pra me visitar da forma convencional.

Ficamos ambos sentados sobre as telhas quentes, conversando e rindo baixo, para que ninguém ouvisse. Ele puxou sua bolsa jeans cheia de polaróides, lindas; e eu peguei uma bolsa de crochê, com pastas e cadernos, cheios de desenhos e pinturas. Eu sempre curti pintar ou desenhar, fosse lá o que viesse na minha cabeça; então não era surpresa achar pincéis, lápis e papéis pelo meu quarto e no meio das minhas coisas. Por mais que eu não seja uma pintora nata, eu gosto de manter o hábito. Me esvazia a cabeça quando estou nervosa e me ajuda a colocar pensamentos no lugar.

Ficamos então admirando os trabalhos um do outro. Alejandro tem muito talento para fotografia, o ângulo, a iluminação, o foco; antes mesmo da faculdade, já parece um profissional. Não é incomum estar andando por algum lugar com ele e quando você percebe, você já andou uns sete metros sozinho enquanto ele parou em uma posição estranha para fotografar alguma coisa.

Ele organiza as fotos em pequenos "álbuns”. Que na verdade, não são álbuns, e sim apenas montinhos de fotos presas por elásticos de papel frouxos. “In The Light” e “Psithurism” são meus favoritos. Um tem fotos com uma iluminação sempre mais contrastante, e o outro são fotos da natureza.

Sempre que vamos num parque, Alejandro faz questão de levar sua câmera. Hoje em específico ele tirou uma foto minha enquanto eu cantarolava distraída uma música da Janis Joplin; e essa foto foi adicionada a uma de suas coleções.

Depois de uma meia hora, o sol começou a se esconder, já eram umas seis e meia, aproximadamente. Ale comentou que tinha torrado minha tarde, mas eu disse pra ele não se preocupar, foi a minha tarde mais legal do mês.

Ele sorriu e passou a mão no sentido contrário do meu cabelo, deixando-o meio em pé. Nós nos despedimos e eu entrei pela janela enquanto ele descia e ia embora.

Eu sei o que tudo isso parece, mas por mais que soubéssemos tudo um do outro, que conversemos bastante, e que eu ache ele, de certo modo, bonitinho, nunca evoluiríamos para algo sério. Não fazemos o tipo um do outro, e temos demais essa "coisa de melhores amigos" sabe? É tipo um laço de amizade que você cria com outra pessoa, e você só consegue ver ela como amiga, qualquer outra coisa seria estranha demais. É meio abstrato.

Eu e Alejandro nos conhecemos há bastante tempo, pra ser exata, desde a época em que eu estava no sétimo ano e ele estava no oitavo. Havíamos ficado amigos devido à uma feira cultural da escola, a qual incluía todas as séries, e nossos grupos acabaram sendo posicionados um ao lado do outro. Aquele vulcão de bicarbonato de sódio infeliz, deu um puta trabalho para fazer e no final nem jorrou tanto quanto queríamos.

Lembro-me que na época ele havia se mudado para a região há pouco tempo. Filho de uma descendente de mexicanos e de um árabe, Ale saiu bem uma mistura das duas etnias. Pele morena, olhos verde oliva, cabelo preto e meio ondulado, com o comprimento pela nuca e cerca de 1,78 de altura. Com um estilo meio hipster e nerdão ao mesmo tempo. Tudo isso sem contar o leve sotaque castelhano, devido ao convívio desde pequeno com a família por parte de mãe. É um barato ouvir a diferença entre as pronúncias dele, da Kathe, e do resto de nós. Katherine, no caso, sempre teve um pouco sotaque russo, devido à descendência. Não sei se por parte de mãe ou de pai. Quando ela fica nervosa, fica mais aparente.

Que viagem no tempo foi essa?

Quinta, 19 de Junho

É honestamente desconcertante que o professor de Espanhol tenha a audácia de me chamar de Hanna na chamada. Tudo bem que ele é novo, mas em duas semanas dá tempo de decorar que meu nome é com "e" no final.

Se fosse há alguns anos atrás, talvez eu até fosse gostar. Eu lembro quando cismei com meu nome, pois achava que era brega, mas daí a Sirena veio com o papo “teu nome é tão bonito e original, muito melhor que se terminasse com A" e eu acabei me convencendo disso.

Nem raízes na Dinamarca nós temos, não entendo qual foi a firula da minha mãe de colocar esse nome em mim. De qualquer forma, aprendi a apreciar.

Hoje o Mentels apareceu na escola com o cabelo manchado de verde. Por ser loiro, a tintura em spray jogada durante a festa ficou aparente.

Ainda bem que terminei a pulseira a tempo. Agora só faltam as da Kathe e da Sirena.

Sexta-feira, 20 de Junho

Ontem todos os professores terminaram os livros oficialmente e ocorreu a final do campeonato de futebol da escola. O time do Mentels ganhou, o que o promoveu como capitão da equipe. Mas todos nós já sabiamos que isso aconteceria então havíamos nos preparado psicologicamente para aguentar a egomanicidade dele.

Já estamos todos em clima de férias. Um pessoal nem apareceu hoje.

Os dois coordenadores do ensino médio passaram nas salas de ensino médio, comunicando sobre a nossa futura ida a um camping. Isso fez a sala vibrar; faz um tempo desde que a escola não propõe uma atividade assim.

É claro que já deixei meu nome na lista.

Eu, Kathe e o resto do nosso grupo combinamos de nos encontrarmos em um parque perto da casa do Mentels no domingo. Tudo bem que, nessa cidade pequena, com poucos habitantes, é difícil errar um lugar de encontro. Bem vindo ao nosso bairro, provavelmente o lugar mais pacato da cidade de Bellevue, Washington.

Poucos prédios, casas com quintais gramados na frente, canteiros dividindo os lados de sentido contrário das avenidas, cercas baixas. É quase coisa de filme.

Domingo, 22 de Junho

Essas férias potencialmente podem ser as mais legais de todo o ensino médio.

Hoje, eu levantei da cama, na qual eu estava procastinando a uma meia hora, liguei o rádio e deixei No Below tocando, enquanto eu caçava uma roupa pra sair.

Todo dias de manhã, quando a luz do sol entra pela janela, dá para ver a poeira nas prateleiras e nos pôsteres nas paredes. A grande maioria é de música dos anos setenta, diga-se de passagem. Sirena diz que meu quarto parece um museu, com tanta coisa antiga.

Coloquei um jeans qualquer e uma camiseta estampada com o logo do The Doors, bati a mão no botão do rádio para desliga-lo, e dei uma última olhada no espelho antes de deixar meu quarto. Uma garota de aproximadamente 1,64 de altura, cabelo curto e com franja, repicado e volumoso. Sobrancelhas grossas, olhos cor de mel, grandes; bastante sardas pelo rosto, bochechas rosadas. Eu mesma.

Sai e encostei a porta, e desci com pressa as escadas para a sala, catei as chaves penduradas na parede, e destranquei a porta de saída. James não estava em casa, então eu não tive que responder ao repertório "Mas você não vai tomar café?" ou então, o pior de todos “Antes de sair, pega tal coisa e guarda aquele não-sei-o-que-lá seu que está largado”. Ele é mais mãe do que a minha mãe mesmo. James, no caso, é meu padrasto.

Alguns minutos depois, estavamos todos no parque. Um lugar que eu, Sirena e Mentels conhecemos muito bem desde pequenos. Árvores por toda a volta da grade que o cercava, bancos de madeira, pintados de vermelho escuro, já meio descascados, e caminhos de cimento.

Quando crianças, nós brincávamos de pirata lá a tarde toda. A pedra perto da caixa de areia era uma ilha, a grama era água, o trepa-trepa era o navio, gravetos eram espadas. Minhas pernas viviam com marcas roxas por pular, tropecar e cair pelo parque, e uma de minhas bermudas era até manchada, de tanto sujar de terra. Aqueles tempos foram uns dos melhores.

Enfim, andamos um pouco e paramos perto de um parquinho. Eu sentei em uma pilastra quadrada de concreto de uns cinquenta centímetros. Ali ficava uma estátua do busto de alguém, que foi retirada para restauração, mas aparentemente a prefeitura esqueceu de colocá-la de volta. Não me lembro muito bem de quem era, acho que era uma homenagem a algum escritor ou artista.

Katherine estava quase ao meu lado, com alguns centímetros de distância. A brisa mexia seu cabelo comprido e originalmente castanho, mas que agora é platinado. Ela o mantém assim a um tempo, então nos acostumamos. O que na verdade combina bastante com ela. É também raspado em baixo, num estilo meio undercut.

Jaqueta por cima de uma baby-look, calça jeans, coturno, corrente com aquela plaquinha de soldado. Cite um estilo mais icônico.

Claro, contando os dois piercings de prata que ela tem na parte lateral superior da orelha esquerda, que são craques em quase me cegar quando a luz reflete neles.

Apesar da cara séria e de ser mais introvertida na escola, Kathe sempre foi uma pessoa muito simpática.

No banco da frente estavam Alejandro e Sirena. Por fim, Mentels só ficou em pé na diagonal em relação a Ale.

Estavamos falando sobre qualquer coisa, até que o assunto de saírmos nas férias surgiu. Mentels comentou que David ia organizar uma balada na garagem da casa dele, já que os pais estavam viajando, e logo em seguida me olhou de canto. Eu fiz cara de desentendida.

David é uma longa história. Mas só pra não deixar passar batido, ele é meu amigo desde o começo do ensino médio, por mais que não seja uma das melhores influências. Nós saímos junto com uma galera as vezes só pra zuar nas festas e baladas que ele conhece. Uma vez fomos pegos pegando bebidas sem pagar do balcão. Não fomos jogados para fora... Apenas acompanhados até a porta. Já da segunda vez, o segurança foi buscar a gente lá dentro por medo de reincidência; o que muito provavelmente ia acontecer.

Mas o motivo mesmo pelo qual Mentels me deu uma olhadela não foi por isso, tanto porquê essas palhaçadas que fazíamos ficavam entre a gente. Foi na verdade por causa de uma vez que eu e o David ficamos chapados e começamos a falar uma merda atrás da outra pelo Twitter e por mensagem, o que rendeu muitas referências internas. Eu apaguei cada pérola do meu perfil no dia seguinte. Nenhuma delas fazia o menor sentido. Nunca mais aconteceu de novo, mas eu ainda ando com ele. Como eu disse, David é má influência, mas estar com ele é diversão na certa.

“Tsk, ir para esse tipo de festa e ficar bêbado com o resto do pessoal só tem graça se for no período de aula.” Kathe invadiu o ambiente com a sua voz meio rouca.

O silêncio se fez por alguns segundos, e eu aproveitei a deixa para falar o que eu precisava. “Eu ia sugerir irmos para o camping da escola. Eles passaram na nossa sala falando disso outro dia. Tudo que precisam fazer é ir até a coordenação e acertar tudo, pois eles precisam do registro de quem vai.”

Depois de eu explicar tudo nos conformes e debatermos a ideia, todos ficamos de acordo e topamos a viagem.

Segunda, 23 de Junho

Falei com a Si hoje e ela ficou meio pé atrás com essa história. Ela achou que não era uma boa. Pelo fato de ir o segundo e terceiro ano, e consequentemente, uma galera não muito legal, como Anderson e companhia.

Eu disse pra ela que eu não acho que vá acontecer qualquer coisa ruim. Eu sei que ele não é flor que se cheire, mas o que ele pode fazer? Nem muito perto dele nós vamos ficar.

Ela ficou uns segundos em silêncio, enquanto olhava para o lado, pensando. Colocou uma mecha do seu longo cabelo atrás da orelha e comentou:

“Certo. Será que é bom levar um canivete? Por precaução.”

Eu soltei um riso e ela sorriu também. Mesmo assim, ainda preciso ver com as autoridades aqui em casa se eu posso ir.

Quarta-feira, 25 de Junho

Ontem de manhã, a primeira coisa que eu fiz foi explicar pro James tudo com o maior carisma e fineza do mundo, para que ele deixasse. Ele ficou de conversar com a minha mãe, mas pelo tom dele, eu sabia que a causa estava ganha. Eu estava indo de volta em direção ao meu quarto, mas mal tive tempo de chegar perto da escada e ouvi a voz dele dizendo “Termina de arrumar a garagem, por favor” Eu respirei fundo e fui, pois eu tinha que ser legal naquele momento. E eu sabia que o universo não ia perdoar, tinha que ter um jeito de me castigar por estar só jogando a bagunça para baixo do armário de ferramentas a uma semana. No final, acabei me destraindo e passei umas duas horas perdida em meio às minhas telas, pincéis e tintas. Ah, e achei o outro walkie-talkie. Quer dizer, o James achou. Estava em cima do armário junto com uns eletrodomésticos quebrados.

Mais tarde quando minha mãe chegou, eu expliquei a história pra ela também, que deu umas olhadas pro meu padrasto e acabou deixando. Na hora eu avisei as meninas que eu ia, e hoje, no final da tarde resolvi dar uma passada rápida na casa da Sirena para decidirmos o que vamos levar.

Chegando lá, fizemos lista de coisas que temos que colocar na mala, decidimos peças de roupa, e claro aproveitamos pra colocar música alta no quarto dela e dançarmos até ficarmos ofegantes, ainda mais aproveitando que a única pessoa na casa era o tio dela, e ele estava jogando online com fones de ouvido no quarto dele. Os vizinhos devem ficar putos quando eu apareço lá, pois eu e Sirena transformamos o quarto dela em um palco.

Voltei para casa uns quarenta minutos depois, com a cabeça lá no camping já.

Eu estou bastante ansiosa para a viagem, e ainda mais porque eu nunca fui para nenhum lugar longe assim sem ninguém da família. Mas é aquela ansiedade boa, no sentido de animação.



Notas Finais


Sinta-se livre para fazer alguma crítica; claro, desde que seja construtiva ✨



———
Caso alguém queira, eis a(s) música(s) que citei nesse capítulo:

No Below - Speedy Ortiz
https://youtu.be/yDJ1YWvlIB8


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