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História Nara - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi! Caramba, eu voltei bem mais rápido do que eu planejava rs.

Acabei de decidir que tentarei ao meu máximo postar dois capítulos por final de semana, um no sábado e um no domigo.

MUITO OBRIGADA DE CORAÇÃO pelos comentários e favoritos, admito que to bem insegura com a história. Agora que a trama vai começar de verdade hehehe.

Boa leitura :)

Capítulo 2 - Capítulo I


Capítulo I - 01100001 01110000 01110010 01101111 01111000 01101001 01101101 01100001 11100111 11100011 01101111 

 

Londres, 27 de abril de 2020.

7:28 

SHIKAMARU

 

Minha falta de sono na noite anterior era óbvia. Não Precisava de Chouji reclamando mais uma vez sobre isso no meu ouvido, era um saco. Eu sabia que suas reclamações seriam inevitáveis quando vi os primeiros raios solares despontarem pelas persianas do minúsculo quarto, deixando-me irritado por ter passado a madrugada inteira lendo o arquivo de algum hacker estadunidense. Sorvendo um gole do café quente e amargo a minha frente, rolo os olhos e coloco a mão esquerda na bochecha fazendo pouco caso daquela conversa trivial numa padaria de caráter duvidoso às sete e meia da manhã. 

— É sério, Shikamaru. Você precisa ir a um médico. — Ele falava lambendo um de seus dedos despreocupadamente — Qual foi a última vez que dormiu mais de seis horas?

Eu não prestei atenção à sua pergunta. Uma cabeça loira adentrou o recinto atraindo a minha atenção, e eu soube de imediato que aquele era o meu alvo. 

Temari no Sabaku já estava sendo investigada há alguns anos, eu sinceramente não duvido que ela já saiba que nós estamos em sua cola, ela é escorregadia, se esvai pelos nossos dedos muito mais rápido do que conseguimos segurá-la, como uma maldita salamandra. Ela parece despreocupada quando pede alguma coisa para a garçonete com quem parece ter alguma intimidade, sem notar nossa presença. No meu ouvido esquerdo, o rádio de baixa frequência emite um chiado e depois eu reconheço a voz de Tenten confirmando o que eu já sabia. Ela era o nosso cara, agora só precisávamos fazer contato direto. Já havíamos conversado antes, ela inclusive, já havia feito um ou outro trabalho para a Organização, sempre no anonimato. Acredito que nem mesmo ela sabia para quem estava trabalhando, no entanto não importa. Não quando você tem milhões em sua conta de uma hora para a outra. Mas infelizmente, ela virou um problema. Ela sabia demais, andava investigando além do que deveria e consequentemente se tornou uma ameaça, a Organização obviamente não deixaria isso barato, não quando ela tinha tanto a perder. 

Pareceu não notar minha presença quando eu sentei a sua frente na mesa ao lado da janela, continuando a ler o jornal daquela manhã serenamente, como se a sua atenção estivesse totalmente focada naqueles papéis, ledo engano. Ela é perigosa, não à toa está no topo do ranking de cibercriminosos mais procurados por cinquenta países diferentes, ela dava bastante prejuízo para pessoas importantes, e eu infelizmente tinha que resolver os problemas que ela causava.

Limpo a garganta como um sinal sonoro para que ela saiba da minha presença e o que eu recebo é um olhar preguiçoso e vagamente entediado sobre as folhas com letras miúdas. Ela faz pouco caso da minha presença e deixa isso muito claro quando volta a ler o jornal, tomando o que parece ser chá. 

— Senhorita Sabaku, é um prazer finalmente conhecê-la. — Parecendo perder a paciência, ela fecha o jornal e o coloca brutalmente na mesa, derrubando o saleiro.

Ela pondera sobre como responder meu cumprimento e permanece em silêncio por longos sessenta segundos. 

— E você é? — Ela não parece realmente esperar uma resposta, já abrindo a boca para falar alguma outra coisa, mas eu sou mais rápido e a interrompo.

— Nara. Shikamaru Nara, Hogo Organization. — Um sorriso presunçoso surge em seus lábios, me convidando a continuar, mas não o faço. A observo por alguns instantes. O cabelo curto está preso a cabeça por duas tranças embutidas, uma em cada lado da cabeça e a franja solta; suas roupas são simples e escuras, vestindo uma camiseta com uma estampa de algum desenho animado que eu não identifico, calças legging, um coturno velho e uma jaqueta jeans duas vezes maior do que ela. Não parece haver maquiagem em sua face, com exceção dos olhos delineados e suas bochechas levemente coradas, provavelmente pelo vento gelado lá fora. O que me chama a atenção são seus piercings, um na sobrancelha direita em forma de argola, um no septo, um acima dos lábios, um no lado esquerdo de seu lábio inferior e ambas as orelhas cobertas por eles. Ela me observa de volta e ficamos assim, em silêncio.

Desvio o meu olhar para Chouji, que parece mais interessado no donut que a garçonete coloca em sua frente. 

Volto a olhar para a loira a minha frente e ela permanece do mesmo jeito. 

— Desembucha, vamos. Eu não tenho a manhã inteira, meu dia está bem cheio, na verdade. — Ela sorve outro gole da bebida quente e eu faço o mesmo com o meu café, agora morno.

— Serei breve. — Busco pelo maço de cigarros em meu bolso. Ela não parece uma ciber criminosa, pelo contrário, ela parece que sequer entende algo sobre programação. Na verdade, se eu não a conhecesse diria que ela acabou de sair do ensino médio, mas eu fiz meu dever de casa. Ela tem vinte e um anos, o que sinceramente me impressiona mais do que eu gostaria de admitir, como alguém tão novo consegue ser tão bom? Seus pais morreram a quatro anos atrás, eles faziam parte de uma organização criminosa e ajudavam a financiar golpes e revoluções em países que antes eram colônias nos séculos passados, a maioria no sul da Ásia, África e Américas do Sul e Central. Com certeza tiveram uma grande influência na formação de caráter do ser a minha frente, eu não sei ao certo com quantos anos ela começou a programar, mas fazendo as contas desde que sua primeira assinatura apareceu no radar a oito anos atrás e alguns crimes pequenos como pirataria de streaming remeteram a mesma assinatura a quatorze anos. Concluo que ela deve ter começado a cometer cibercrimes quando ainda era uma criança de menos de dez anos de idade. Eu obviamente ainda não tinha conseguido esse emprego na Hogo, mas não demorou muito até saber sobre a garota que assombrava a Organização. E como o novato - eu - parecida interessado em descobrir mais sobre a criança, me colocaram como responsável pelos problemas que ela causava à pessoas que sinceramente, eu não me importava. Mas o trabalho paga bem.

— E então? — A olho entediado. Eu divaguei demais. Eu não tinha uma real coisa para falar com ela, não no momento. Só precisava confirmar sua aparência e oferecer um emprego. Levo um cigarro ao meus lábios e o acendo, tragando lentamente. Chouji me olha atravessado do outro lado do restaurante. 

Ela perde totalmente o pouco de paciência que resta em seu corpo e se levanta pegando uma mochila cor de vinho no chão, marchando a passos pesados em direção a saída. Seus movimentos bruscos atraem a atenção dos poucos clientes na padaria e uma garçonete me adverte que não é permitido fumar dentro daquele estabelecimento. Eu não a respondo, uma vez que também me levanto, seguindo a mulher aparentemente furiosa que se distancia cada vez mais. Acelero meu passo tocando seu cotovelo esquerdo levemente, sentindo ela se esquivar como se eu tivesse lepra.

— Qual é a sua, cara? — Ela fala alto demais, algumas pessoas nos olham. Eu não posso jogar quase três anos de trabalho no lixo por causa de uma mulher histérica, que no caso, é a porra do meu trabalho suado de três anos. Eu deveria deixar ela ir, talvez ela esquecesse minha cara.

Exalo — Quero te oferecer um emprego. — Suas feições se contraem. Ela já tem um “emprego” eu sei disso. Ela faz faculdade de Botânica, o que me intriga muito e trabalha meio período em um boticário na zona central de Londres. Eu francamente não sei de onde Temari tira tempo para cometer crimes de grandes proporções e me dá preguiça só de pensar sobre isso.

— Não estou interessada, obrigada. — A forma solícita com que ela recusa a minha proposta, antes mesmo de escutá-la não me espanta. Continuo com uma feição neutra.

— Você sequer escutou a minha proposta. — Insisto.

— Cara, eu não sei quem você é. Você senta na minha frente do nada sabendo o meu nome e me diz que quer me oferecer um emprego?

Sim.

— Sim. — É o que eu respondo, taciturno. 

Ela olha ao redor com a mão na testa e fica em silêncio. Realmente, chegar com essa de quem quer oferecer um emprego e dizendo que é um prazer finalmente conhecê-la pode soar estranho, mas de todas as formas que a Organização pensou em abordá-la, essa foi a menos pior. Ela é desconfiada e esse é o primeiro contato direto que alguém da Organização tem com ela. Antes disso, só e-mails e mais e-mails criptografados. Deslizo minha mão até o bolso do meu paletó e retiro meu cartão. 

— Aqui, toma. Caso você tenha interesse, esse é o número do escritório. Meu celular comercial está aí também. Você pode me ligar, tem uma semana.

Sem esperar por uma resposta, dou as costas jogando a bituca do cigarro no chão e volto para dentro da padaria, encontrando Chouji escorado no balcão.

Tenten me xinga pelo comunicador, mas eu não dou a mínima. Não vai ser fácil, eu sei. Eu sei disso desde o momento em que o caso foi parar nas minhas mãos há três anos atrás somente com uma folha de papel dentro do envelope amarelo.

Minha cabeça pesa quando entro no SUV estacionado do outro lado da rua. Tenten está realmente furiosa e eu lamento por mim mesmo ter que lidar com mulheres temperamentais mais do que eu gostaria. Ela pisa fundo no acelerador e nós fazemos a rota de volta para o escritório da Hogo em Londres. Eu odeio o fato de ainda serem oito e vinte da manhã quando as portas do elevador se fecham subindo até o décimo nono andar. Eu quero dormir, e somente isso. Não escuto direito o que Ino diz quando as portas metálicas se abrem, mas suas expressões não são boas, e isso significa mais problemas. Eu não quero lidar com o que quer que seja hoje, mas ironicamente meu trabalho é solucionar problemas dos outros.

— Shikamaru, você me ouviu? — Caminho entre as mesas e telas do escritório até a sala que eles destinaram para mim, com Ino em meu encalço. Balanço a cabeça em negativa e ela bufa. — Tsunade Senju te ligou, parecia urgente. Ela preferiu não dar mais detalhes pelo telefone, mas pediu para você retornar. 

Massageio minha têmpora e suspiro pesadamente. De todas as ligações que eu poderia receber, aquela era uma das piores, pois significava alguma merda muito grande. 


 


Notas Finais


Espero que a leitura tenha sido proveitosa.

A partir de agora os capítulos irão se revesar entre pontos de vista dos nossos protagonistas, se estiver confuso meu chat está sempre aberto.

Até a próxima :)


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