História Nara, A Bruxa - Capítulo 2


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Beatrix, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Laito Sakamaki, Reiji Sakamaki, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz"
Visualizações 43
Palavras 3.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá seres estranhos que habitam este planeta, tudo bom? Era pra eu ter postado mais cedo, mass... Aé, só percebi agora que eu nunca faço minha despedida de um jeito só, notem, um dia eu coloco vírgula antes do "porque", outro dia não... EU SOU MUITO DOIDA KKKKK. Mas descobri que o certo é com vírgula, pois é explicativo. Aprender coisas é bom demais \(★ω★)/
Também notei que eu já escrevi do jeito que eu mais criticava, colocar "mim" antes do verbo, aliás, MIM NÃO CONJUGA VERBO PORRA!

KKKKK PAREI.

Eu só queria dizer que, primeiro, essa fanfic, apesar de se basear um pouco na minha religião (umbanda e espírita), de longe não é assim que se expulsa fantasmas, é simples, é só fazer umas orações e defumar a casa. Mas se eu fizesse como na minha religião, a fanfic acabaria nesse capítulo, então não se baseiem nessa fanfic pra tirar ideia de como é minha religião, pesquisem na internet que é melhor ksksksks.

Ah, e se vocês ficarem tipo: "Ah, essa personagem sabe de tudo... pipipipopopo blábláblá..." e etc, só quero que saibam que eu me baseei em mim para criar a personagem, como eu disse no capítulo anterior, ou seja, me baseei nas minhas reações ao ver o anime e jogar o jogo, entãoooo...

Sem mais enrolação... Boa leitura!

Capítulo 2 - O Início da Expulsão, A primeira Noiva


Nara de Almeida Ferraresi Villagio POV's 

Mansão Sakamaki, Sala, 6:33 PM 

— Fufu... — Laito ri malicioso, indo para trás de mim e colocando suas mãos em meus ombros, escorregando-as para a cintura. —  E que coisas são essas, Bitch-chan? — Ele lambe minha orelha.  

— Eca, baba de vampiro. — Eu começo a rir e a limpar minha orelha. Ele sai de trás de mim. — Para a sua infelicidade, não é nada do que você está pensando. — Dou a língua. — Vocês são muito negativos e isso está atraindo mais e mais espíritos de fora.  

— Eu e Teddy não acreditamos em fantasmas, né Teddy? — Kanato fala num tom sombrio, me encarando.  

— Ele tá bem? — Pergunto olhando para os gêmeos dele. Vocês devem estar se perguntando como eu sei que eles são os irmãos deles. Hehe. Foi simples, são os mais parecidos com ele. — Parece que ele não dorme há anos. — Debocho. — Brincadeira, eu não tenho moral pra falar dele. Eu falo sozinha, então tá de boas. — Dou de ombros. — Mas assim, Kanato, você não acha estranho um controle voar na minha cara e um videogame que nem aqui está fazer som? — Questiono olhando para o arroxeado. Pego o controle do chão. Ele me encara com seus olhos bizarros. — Sabe esse controle? Era o que meu irmão mais novo usava para jogar, e sabe onde ele estava? Na minha mochila e meu irmão está morto e ele aceitou a morte, acho que até reencarnou. Uma das noivas quis chamar minha atenção. Então passe a acreditar, porque é real. — Explico, o encarando com seriedade.

O garoto não me olha, falando com seu urso. 

— Karlheinz nos proibiu de feri-la ou beber seu sangue, se quiserem sangue bebam o de Yui. Ele ordenou também que nada deve ser feito contra a vontade dela e que devemos seguir todas as instruções que ela nos der.  — Reiji ajeita os óculos mais uma vez.  

— Uh, é a noiva de sacrifício essa tal de Yui? — Pergunto levemente animada. —  Cadê ela? — Questiono sem esperar respostas para a pergunta anterior.  

— Dormindo, graças a Ayato que fez o favor de sugar o sangue dela até que desmaiasse. — Subaru rosna, encarando seu irmão com raiva. Faço biquinho desanimada. — Agora chega de perguntas idiotas, sonsa. — Ele diz de forma rude, me fitando com irritação, como se eu fosse culpada de algo.  

Ignoro a frase do mais novo e dou atenção à Reiji, que acabara de me fazer uma pergunta.  

— Nara, você já sabe por onde começar? Acho melhor começarmos agora. — O moreno me olha, fazendo pressão, e eu penso por alguns segundos, com meus pensamentos travados por uns segundos.  

— Err... Sei sim. — Respondo timidamente, pensando em como eu faria o que eu estava pensando. Lembro-me de que os japoneses não usam o mesmo alfabeto que os brasileiros, então eu dou uma leve travada. — Só uma pergunta... Elas, as noivas, sabem o alfabeto latino? — Pergunto angustiada, já pensando que meu plano não daria certo. 

— Sim. — Reiji responde curto e grosso, ajeitando seus óculos.  

— Ainda bem. — Minha voz saí trêmula, graças a minha respiração e batimentos irregulares. Tiro um tabuleiro, que muitos pensam ser um joguinho besta, e o coloco o no chão, colocando as velas brancas nos quatro cantos do tabuleiro, pegando o ponteiro também. — Apaguem as luzes e se sentem em volta do tabuleiro. Esse tabuleiro é o ouija, vocês já devem ter ouvido falar. Esse tabuleiro eu vou utilizar para me comunicar com o espírito que quis chamar minha atenção. — Explico brevemente, parando para respirar, me remexendo no chão com ansiedade e medo. Os Sakamaki se sentam um a um em volta do tabuleiro, sendo que Laito se sentou ao meu lado, ficando bem próximo a mim, colando nossas coxas, e do outro sentou-se Reiji. — Nunca deixem o ponteiro sair do tabuleiro, isso pode levar a possessão, mas se acontecer fiquem tranquilos. Não perguntem como a pessoa morreu, isso pode irritá-los e vocês devem evitar isso. Depois desta seção vocês vão tomar banho de descarrego, eu recomendo dar uma orada, só pra garantir, mas como vocês não vão fazer isso... — Continuo, me coçando de nervosismo. — Ah, vocês deverão colocar as mãos no ponteiro. — Informo e assim o fazem. — Nós estamos aqui reunidos nessa seção, Eu Nara, Shu, Reiji, Ayato, Kanato, Raito e Subaru. Eu ordeno que os espíritos desta casa se comuniquem comigo, eu ordeno que qualquer espírito que se comunicar comigo, pelo poder dos quatro arcanjos, Gabriel, Uriel, Miguel e Rafael, pelo poder do Espírito Santo e pelo poder dos meus guias e anjos da guarda, você falará a verdade e apenas a verdade. Demônios não passarão.  — Faço toda a oração com a voz firme, usando o máximo do meu fôlego, tentando não parecer insegura. —  Eu estou procurando pela noiva que tocou neste controle, você está aqui? — Pergunto numa voz trêmula e o ponteiro se move para o "sim".

Respiro fundo, tentando me acalmar.  

— Qual é o seu nome?  

"Emily".

Estremeço, me ajeitando no chão.  

— A quem você servia?  

"Kanato".  

— Você quer a minha ajuda? — As luzes das velas vão enfraquecendo e um perfume peculiar invade minhas narinas, sua presença estava ficando cada vez mais forte.  

"Não."  

— Foi você quem fingiu ser meu falecido irmão? — Minhas narinas ardem e meus pelos se arrepiam. A sensação de ter espíritos ali era irritante.  

"Sim.” 

Suspiro aliviada, tomando coragem para fazer mais uma pergunta.  

— Onde você está? — Pergunto, mas o ponteiro apenas começa a se mexer loucamente, sem formar qualquer resposta coerente.  

A sala fica mais escura ainda e o ambiente ficava mais pesado a cada segundo que ela continuava no tabuleiro. Minha respiração começa a falhar, eu estava tão ansiosa e agitada que meu coração doía.  

“Eu vou te destruir, Nara. Eu não quero ir embora e você quer me levar.” 

— Não, você não vai. — Desta vez, ao invés de medo, sinto uma certa irritação. Meu tom é frio e tem uma certa arrogância no meio.  

“Sim, eu vou.” 

— Não, querida, você não entendeu, você não pode. — Dou um sorriso irônico. 

A medida que a minha raiva ia crescendo, as chamas se atiçaram, ficando fortes novamente. Eu encarava o tabuleiro com uma raiva, para não dizer um fogo no olhar, esperando sua próxima resposta.  

“Você verá, Nara.

Adeus."

O ponteiro voa longe, o espírito tenta me jogar para longe assim como fez com o ponteiro, porém acabo apenas dando uma esbarrada em Reiji com meu ombro.  Meu coração começou a bater ainda mais rápido, fazendo minha respiração ficar ofegante novamente. Por que eu me assusto tão fácil?  

As luzes se acenderam novamente a pedido de Reiji. Eu respirava de forma pesada, assustada, mas isso não me impediu de levantar.  

— Você tem medo deles? — Ayato pergunta dando uma gargalhada, debochando de mim. — Que idiota... Humanos são tão fracos e medrosos, pais humanos só criam medrosos. — Ele continua  a me ofender, rindo da minha cara.  

— Olhe o quanto ela é idiota, Teddy. Olhe como a expressão de medo dela é linda. — Kanato ri de forma psicopata, me fazendo encará-lo com uma certa estranheza.  

— Ok, ok, então você está sugerindo que isso é da minha criação? — Questiono irritada, voltando minha atenção à Ayato. — Eu sou mais forte do que você pensa e outra, eu tive pouca convivência com os meus pais, mas eles sempre me encorajaram a perder meu medo de fantasmas e me educaram da melhor maneira o possível.  — Faço bico, tentando comovê-lo de alguma forma, para mostrar a ele que o problema não eram meus pais, mas recebi uma resposta inesperada: 

— Melhor pra você, quanto menos tempo, melhor. — Ayato retruca.  

— Melhor? Só você que vê assim. — Cruzo meus braços. — Bom... — Mudo de assunto, chamando a atenção de todos, ou quase todos, pra mim. Pelo o que vi até agora, a atenção de Shu é a mais difícil de receber. Pego seis frascos de banho de descarrego distribuindo pra eles. O único que a distribuição foi diferente foi para o mesmo loiro preguiçoso, que não estava nem aí, então tive que deixar seu frasco em seu abdome coberto pelo su — Isso daí é um banho de arruda, guiné e alecrim, o cheiro é forte, por isso recomendo diluir na água. Vocês têm que tomar. — Reforço a palavra têm. — A não ser que queiram ser possuídos. E não tem essa de: “Somos vampiros e fortes, então eles não podem invadir minha mente porque ela também é forte”. É melhor prevenir do que remediar, literalmente, porque passar por um exorcismo é um saco. Não sabemos se isso foi realmente a noiva Emily ou se minha proteção falou e um demônio passou, se bem que a força não era de um. Mas enfim... — Dou de ombros. — Reiji será que você pode... 

— Siga-me. — Ele corta minha fala, me irritando de leve.  

Não contestei, apenas o segui até o meu quarto, que era um pouco longe, mas não tanto. Quando cheguei, achei o tamanho desnecessário, mas ainda sim era bom. Ele tinha uma janela grande e embaixo dela, havia um sofá roxo com detalhes em preto embaixo dele. Uma escrivaninha se encontrava na parede, ao lado da porta do banheiro e havia uma grande cômoda ao lado da cama, provavelmente onde minhas coisas estavam guardadas. A cama era grande e de casal, possuía um edredom branco de seda, com travesseiros macios e da mesma cor, em cima dela, Reiji havia posto o uniforme da escola.  

— Sete e meia iremos à escola. Eu não tolero atrasos, então é melhor estar lá neste horário. Alguma pergunta a fazer? — Questiona me lançando um olhar rígido.  

— Na verdade sim. — Respondo com sinceridade, provavelmente ele pensou que seria algum questionamento idiota, porém ele não demonstrou. Eu sei quando uma pessoa acha algo ou não. — Como você sabe, eu não sou do Japão e nossas escolas tem muitas diferenças entre si. Então poderia me dizer as principais regras? — Tento ser direta, sem fazer rodeios.  

— Desde que você use seu uniforme completo e não se meta em brigas, tudo correrá bem. — Dito isso, ele desaparece.  

Dou de ombros, observando o uniforme. As cores não eram ruins, eu gostei do contraste entre a cor discreta que o preto era e entre o quão chamativo era o rosa. Percebi apenas depois que um lenço branco ia por baixo da gravata rosa, acima do colete. Quantas peças.  

Parei de admirar o uniforme e fui para o banheiro tomar banho, porém meus planos foram atrapalhados por Shu, que dormia na minha banheira. Suspirei, me aproximando dele.  

— Oe. Shu. — Chamei baixo, tentando não fazer barulho.  

— O que foi, garota? — Ele questionou abrindo apenas um de seus olhos, ele possuía uma expressão neutra, parecendo não se tocar de que eu queria tomar banho.  

— Eu quero tomar banho, será que você pode sair daí? Você está me atrapalhando. — Continuo calma, mas não faltava muito para que eu perdesse minha paciência.  

— Se estou atrapalhando tanto, me dê banho. — Ele dá uma risada sarcástica. Filho da puta aproveitador. — Aliás, você veio aqui para me ver pelado, não é? — Shu dá mais uma risada, eu rio junto.  

— Não, se eu quisesse, eu já teria tomado atitude, acredite, sem contar, que você está no meu banheiro, então é óbvio que eu entraria aqui, idiota. — Pisco para ele. — Agora, licença.  

— Você tem personalidade, isso não é ruim. — Ele sussurra, num volume quase inaudível e se afunda na banheira, mas antes que afundasse sua cabeça eu lhe puxo pela gola da camiseta. — O quê...? — Sua voz saí sonolenta.  

— Shu, me deixa tomar banho. — Eu inclino minha cabeça para trás, gemendo de raiva.  

— Tsc. — Ele finalmente desaparece.  

Eu tomo meu banho tranquilamente. Eu gastei meia hora com esse inútil. Agora não vou poder me arrumar direito, vou ter que me arrumar correndo.  

Fiz uma finalização simples no meu cabelo e vesti meu uniforme, passando um perfume fraco e desodorante, tentando ir rápido. Eram sete e vinte e três. Eu peguei minhas coisas e saí correndo até a sala. Acabara de bater sete e meia e eu estava descendo as escadas do hall de entrada.  

— Você é bem pontual. — Reiji observa.  

— Obrigada pelo elogio, mas não tenho nada de pontual, só quero evitar desentendimentos. — Sou franca, sem me importar se ele iria achar ruim ou não. 

— Isso é o que eu espero. — Ele ajeita seus óculos. 

... 

00:55 AM 

Me joguei na cama, sonolenta. A escola havia sido o esperado, chata pra caralho. Várias meninas me encaravam torto, porém o olhar que eu lhes lançava era o pior, por isso não mexeram comigo. Yui não havia ido na escola, pois estava morta de cansaço, então Ayato teve de ficar para tomar conta da Chichinashi, como Ayato a chamava, por isso ainda não a vi.  

— Bitch-chan~ — Ouço Laito cantarolar, se sentando na cama. Eu lhe olho. — Reiji está perguntando sobre você. Fufufufu. Mandou perguntar se você já vai começar a expulsar a noiva. — Ele pega minha mão estendendo meu pulso até ele, cheirando-o. — Por que você passou perfume, Bitch-chan? O doce aroma de seu sangue já é o bastante. — Ele morde os lábios.  

— Diga à... — Bocejo. — Reiji que primeiro quero tirar um pequeno cochilo, eu tô exausta. — Fecho meus olhos. — E em relação ao perfume, é porque eu gosto de sentí-lo na minha pele. — Digo antes de adormecer.  

Depois de algum tempo, que pareceu muito pouco para mim, acordo com alguém me chamando. Abro meus olhos e encaro o ser irritante, vulgo Reiji, mas não era apenas ele que estava ali, estavam todos os Sakamaki. Eu me sento na cama e esfrego meus olhos, sacudindo minha cabeça, exibindo meus fios castanho-claros e azuis amassados, o que deixava meus cachos mais sexys, eu devo admitir.  

— Bitchan, você quer nos seduzir? Nfufufu. — Eu acabo me irritando com sua frase maliciosa.  

— Mano, eu tava dormindo... Se eu quisesse seduzir vocês eu já teria feito algo mais eficiente. Eu estou aqui à trabalho, não pra transar. — Respondo seca. — Mas eai? O que é? Ata, entendi, lembrei.  

Eu rolo na cama, mas ao invés de levantar, apoio minha cabeça no travesseiro. Dou um pulo de susto quando uma mão toca meu ombro.  

— Ahn? Ata, desculpa. — Eu acabo por rir, me levantando, percebendo só depois que era uma garota que estava do meu lado. — Ah, então é você a... — Bocejo. — Yui. Puta que pariu que sono. — Me levanto, abrindo a boca mais uma vez. — Agora saiam para que eu possa me trocar? Obrigada, de nada, tchau. — Falo antes que Yui abra a boca, eu não queria conversar agora. Dou um sorriso sarcástico para os vampiros, irritada.  

— Eu e Teddy te achamos chata. — Kanato fala me encarando.  

— Fala pro Teddy ir tomar no cu, daí você aproveita e vai junto. — Dou de ombros. — Agora dá licença. — Os garotos e a menina saem, a maioria resmungando algo. 

Fechei a porta e me troquei. Coloquei um short jeans rasgado, uma blusa vermelha de viscolycra com uma coruja feita de pedrinhas douradas, ela era bem colada ao meu corpo e era elástica, por isso não me atrapalhava em nada. Calcei meus tênis e amarrei minha blusa na cintura, saindo correndo do quarto em seguida enquanto amarrava meu cabelo em um coque. Encontrei todos onde eu pensei que estariam, na sala de estar.  

— Vamos lá. — Eu dou um sorriso animada. — Onde os ossos da noiva foram deixados? Houve enterro? 

— Kanato, leve-a até aonde a noiva está. — Reiji ordena.   

— Eu vou te mostrar, Nara. — Responde ele, sem me olhar, emburrado com a ordem de Reiji.  

Após sua frase ele pega em minha mão, me puxando para onde ele queria ir. Ele me guiava pelos extensos corredores com pressa, apertando o urso embaixo do seu braço para que não caísse. Ele havia me levado para uma sala estranha e escura, onde haviam várias bonecas de cera vestidas de noiva. E como não sou burra e eu já havia visto um maníaco que matava crianças para fazer delas bonecas, logo me toquei de que eram noivas de sacrifício mortas.  

Ele me guiou até uma menina de cabelos pretos e olhos da mesma cor, baixinha, sem dúvidas japonesa. Eu encarei a menina pálida, seus olhos de vidro sem vida me davam arrepios. Eu olhei para os Sakamaki que chegavam um a um ao local.  

— Alguém tira ela daqui e leva pra algum lugar onde dê para colocar fogo? — Peço e Kanato, que é o mais próximo no momento, pega a noiva sem dificuldade,  

— Vou colocá-la no jardim. —  Ele transmite o recado e some em seguida.   

Quando eu ia seguir meu caminho para onde Kanato estava, eu caí após sentir uma mão em minhas costas, coloquei minha mão no chão, para me firmar e peguei um pacotinho pequeno de sal grosso, rasgando-o com os dentes, tacando o sal para cima.  

— Reiji, leve álcool e alguma coisa para incendiar o corpo para o jardim. — Eu peço e ele assente, desaparecendo da minha vista. — Vamos sair daqui. — Eu falo levemente desesperada, correndo para o mais longe que eu conseguia.  

Parei quase que no final do corredor, apoiando minhas mãos em meus joelhos, respirando de forma ofegante e pesada.  

— Bitch-chan, quer que eu te carregue no colo? — Laito pergunta sorrindo malicioso, provavelmente apenas para pegar nas minhas coxas, parando na minha frente.  

— Seria bom, desde que você me leve o mais rápido o possível pro jardim. — Eu digo numa voz trêmula por conta da falta de ar desgramada.  

— Ok. — Ele ri e me pega no colo, se teleportando para o jardim.  

Laito me coloca no chão em seguida. Eu peguei o galão de álcool e o destampei rapidamente, porém fui impedida de continuar, já que o galão foi jogado para longe. Virei-me para trás e Emily estava ali, me encarando com seu rosto mórbido. Me ajoelhei no chão rapidamente, colocando minhas mãos no solo de pedra. Correntes envolveram Emily, e ela pareceu se enfurecer, começando a soltar rosnados graves e arrepiantes enquanto se debatia.  

— Coloquem fogo, rápido eu não vou aguentar muito tempo, ela está forte. — Após dizer isso olho para eles por cima do ombro, com uma visão comprometida pela minha posição, porém consegui ver alguns deles assentirem a com a cabeça.  

Quando mais força eu colocava no feitiço para prendê-la ali, maior era a sensação de desmaio e dor de cabeça, porém me mantive consciente fazendo contas de adição e subtração complicadas, isso fazia meu cérebro trabalhar e ficar consciente.  

— Emily, porque você quer ficar? — Pergunto mantendo meu olhar fixo nela, tentando ver mais claramente, já que minha visão se embaçava.  

— Eu só queria que o Kanato me amasse. — Ela diz numa voz chorosa. — Só que ele me transformou nessa noiva de sacrifício... Eu pensei que seríamos felizes... — Ela começa a chorar descontroladamente.  

— Você vai encontrar felicidade na próxima encarnação, Emily, quem sabe até reencontre Kanato, mas você deve ir.  

Ela ficou me encarando com sua cabeça levemente inclinada para o lado. Senti um calor em minhas costas, ela tirou seu olhar de mim, dando atenção às chamas, percebendo que estava desaparecendo. Emily olhou para suas mãos, que agora estavam quase invisíveis. Minha visão foi ficando escura, fechei meus olhos, me deixando enfraquecer, agora ela já estava indo embora, não havia o que impedir. Me deixei cair, ouvindo uma última coisa: 

— Adeus, Kanato.   


Notas Finais


Eu gostei desse capítulo, e vocês? Eu acho que essa fanfic está tomando um bom caminho.

Eu decidi que essa fanfic será uma short-fic, com no máximo, obviamente, dez capítulos. Vai ter um epílogo e talvez um OVA, mas não tenho nada pré-determinado. Mas terá segunda temporada :3. Decidi também que vocês determinarão com qual personagem a Nara ficará, vocês poderão votar a medida que a personagem for evoluindo e criando laços com os Sakamaki, então votem. Hehehe.

Acessem o meu perfi se quiserem ler mais fanfics ^^

É isto.

Beijem a minha bunda otários, porque eu sou a BlackieCat! (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧


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