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História NaruHina - Cúmplices sem querer - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Quem quer uma one bonitinha de Naruhina? Porque euzinha quero. Espero que gostem! <3

Capítulo 1 - Você?


HINATA HYUUGA

Hinata tocou a campainha com um semblante tristonho. Sabia que não devia estar desse jeito, justamente no dia de hoje, mas não podia evitar. Seu coração batia lentamente e a sensação de angústia só aumentava a cada aniversário que passava. Desde aquele ano. 

Exatamente no dia 27 de dezembro, de 9 anos atrás, Naruto Uzumaki havia sido tirado de sua vida. Desde então, ela não se contentava com mais nada: perseguia qualquer pista que achava ter encontrado, pra no fim, voltar à estaca 0. Sentia-se uma estúpida: se ele quisesse manter o contato, não teria tentado? 

— Parabéns pra você... nesta data querida! — seus amigos entoaram juntos assim que a porta fora aberta. A mulher forçou um sorriso, mesmo que já tivesse desconfiado da surpresa que estaria supostamente sendo formada para a Hyuuga. 

— Obrigada — agradeceu, passando a receber calorosos abraços. 

— Nem acredito que pude ver você, já estava quase desistindo! — Sakura resmungou, apertando a aniversariante. 

— Não tenho culpa... você que é uma médica ocupada demais — rebateu, sorrindo. A amiga estava sendo apenas dramática, pois reunia-se constantemente com a Hyuuga para tomarem milkshakes e contarem sobre a vida. — Gostei muito do cabelo — confessou ao notar as mudanças da amiga. Seu cabelo rosado, antes longo, agora estava à altura de seus ombros, além de californianas brancas nas pontas. A Haruno agradeceu, explicando que fora um súbito ataque que tivera ao terminar com Sasuke. 

A mulher franziu a testa, voltando seu olhar ao moreno ao lado da amiga, descendo até suas mãos... onde sua aliança de noivado mantinha-se presente. O Uchiha percebeu, revirando os olhos em resposta e apertando sua noiva. 

— Está sendo dramática. Brigamos constantemente, e todas as vezes ela diz que vai terminar — confessou, recebendo murmúrios em desaprovação de Haruno. 

— Nem me fale, Temari é um saco com isso — agora Shikamaru aparecera, para a surpresa da Hyuuga, que não o via desde... Contou mentalmente, chegando a conclusão que não via nem Temari nem Shikamaru a 5 anos. Os dois casaram-se às escondidas e, no lugar da festa e cerimônia, decidiram fazer uma viagem pelo mundo. Hinata admirava o casal e não escondia isso. 

A senhora Nara apareceu por trás do marido, sussurrando — meio alto, na opinião de Hinata — ameaçadoramente:

— Eu sou o que? 

O moreno preguiçoso engoliu em seco. Jurava que a esposa tinha ficado para trás, envolvida em uma conversa com Ino. Olhou à frente e encontrou a Yamanaka entretida com a dança, aproximando-se lentamente do grupo em que se encontrava, agora, Temari. 

— Tá vendo o que eu tenho que aguentar? — bocejou, recuperando-se do susto. A mulher deu um cascudo no Nara, que reclamou baixinho enquanto esfregava sua cabeça dolorida. 

— Como está sendo a viagem? — Sakura perguntou, curiosa. 

— 25, ein? — sua amiga loira girou a Hyuuga, fazendo-a dar quatro voltas ao redor de seu corpo. Ao final, sentia-se tonta e surpresa por ter sido tirada abruptamente de perto dos amigos que estava a segundos atrás. — Cada vez mais bonita. Qual a receita? 

— Como se você não fosse linda, Ino — retrucou, irritada. Sabia que a amiga tinha conhecimento de sua beleza, porém falava sempre as mesmas coisas com um único objetivo: receber elogios em troca, tudo para alimentar seu ego. Hinata havia reconhecido o jeito da Yamanaka, e mesmo que ficasse brava, não reclamava. Devia aceitar as coisas do jeito que eram. 

— Feliz seu dia, prima — Tenten parabenizou-a, alegre. A mulher sempre animava-se no aniversário da pequena, já que considerava uma dívida eterna com a Hyuuga em questão. Afinal, por causa do empurrãozinho básico vindo de Hinata, Neji havia finalmente se declarado. Já tinha completado 7 anos de casada com o Hyuuga, mas a gratidão pela mulher à sua frente nunca foi esquecida. — Seu presente eu deixo mais tarde em suas mãos, aqui tem gente demais. 

Não deu tempo de responder, pois dois homens a puxaram para um abraço conjunto. O cheiro familiar invadiu suas narinas, trazendo certo sentimento de conforto. 

— Shino, Kiba — falou baixinho. Ali estavam seus melhores amigos, que por acaso não os via a quase 6 meses. Kiba era um veterinário muito influente, viajava constantemente a trabalho. "Os animais não esperam", era seu lema. Shino não diferia muito do amigo veterinário: também estava sempre viajando, porém com intuitos diversificados. Era um biólogo muito prestativo, estava sempre fazendo pesquisas e sua especialidade era baseada em insetos de todos os tipos. Participava e organizava campanhas, viagens e pesquisas a todo momento, crescendo cada vez mais profissionalmente. 

— Parabéns, pequena — Kiba acariciou seu rosto, entregando uma caixinha média em suas mãos. — Sei que vai gostar. 

— E o meu. Feliz aniversário, Hinata — o outro homem falou, entregando um embrulho macio. A mulher ficou curiosa, mas se contentou em abrir os presentes mais tarde. Agradeceu baixinho e se manteve em uma conversa quase rápida com os dois, que contavam o que tinham feito durante esses meses, mesmo que a Hyuuga já soubesse de grande parte. Nunca perdera o contato com ambos, mesmo que ficassem meses sem se encontrarem. 

Ao contrário dele..., pensou. Sua expressão voltou a assumir melancolia, fazendo o Inuzuka chegar a ponto de irar-se. Sabia o que a amiga sentia e conhecia bem seus sentimentos e aflições, principalmente em seu aniversário. O Aburame também tinha percebido, mas nunca considerou-se bom o suficiente para consolar alguém, mesmo que se tratasse de sua melhor amiga. 

A verdade é que Kiba, secretamente, já tivera uma queda pela pequena. Entretanto, nunca teve espaço para ao menos tentar contar: o coração da mulher já tinha dono desde seus quatro anos de idade. O veterinário nunca conseguiu entender o que uma mulher incrível como ela, tinha visto em um idiota como Naruto. Essas dúvidas sempre martelavam em sua cabeça, mas nunca tinha confrontado-a para obter respostas. Respeitou a amizade que mantinham e ficou por assim mesmo, até esquecer de sua queda juvenil e passar a se focar profissionalmente. 

A festa surpresa ocorria na casa de Ino, a costumeira amiga festeira. Hinata não comparecia ao lugar com muita frequência. nunca gostara de dançar com desconhecidos, bebidas e muito menos ficar com desconhecidos. Essas coisas geralmente estavam em pauta nos assuntos de seus amigos, mas a mulher sempre afastou-se. Em todos os seus 25 anos só havia ficado com uma única pessoa, e contra a sua vontade. Não que tivesse sido obrigada pelo rapaz, ela mesma tinha sido a culpada. Forçou-se a tentar gostar de outra pessoa, dar uma chance à Toneri, que desde o início demonstrara afeição por ela. Aos 17 anos, 1 ano depois de sua vida ter mudado tanto, resolveu esquecer o passado e seguir em frente. 

Não deu certo. Seu primeiro beijo não tinha nada de romântico e ela, sabendo que estava errada, pensou em outra pessoa no lugar do garoto platinado que tocava seu rosto. Tentou manter sua relação com ele por cerca de um mês, mas não aguentou. Toneri, além de ter sido muito abusivo, tentava controlar sua vida e não permitia que a garota retomasse sua busca pelo melhor amigo perdido. A Hyuuga tentara explicar que não tinha conseguido deixar para trás Naruto, que precisava encontrá-lo, mas o quase namorado não aceitou de jeito algum. Foi o estopim para que uma briga ocorresse e, por intermédio de seu pai, a garota terminou sua relação, rompendo qualquer contato possível com o ex. 

Sentou-se na escada depois de deixar os presentes em uma mesa, acariciando em seguida o anel em seu dedo. Tantos anos passaram-se, mas se fechasse os olhos ainda conseguia imaginar seu sorriso largo, suas cicatrizes nas bochechas, seus olhos que... 

— Estava te procurando — seu primo sentara ao seu lado, surpreendendo-a. Estavam brigados, pois o homem não aceitava que sua prima não seguisse em frente. Discutiram há cerca de 5 dias, com o Hyuuga invadindo sua casa e consequentemente seu quarto, alegando que não aguentava mais ver a baixinha alimentar esperanças de encontrar alguém que não se importava com quem fizera parte da vida do mesmo. 

Porém, ela não aceitou. Embora parte de Hinata concordasse com o primo, sua paixão, seu amor falavam mais alto. 

— Feliz aniversário. E desculpe — murmurou, passando um braço por cima do ombro da familiar. A Hyuuga não guardava rancor, estava acostumada com os desentendimentos frequentes, porém era sempre ela quem pedia desculpas e corria atrás, mesmo não sendo a errada da discussão. — Comprei o que você mais ama no mundo — esticou uma caixa cheirosa, fazendo a mulher não se aguentar. Abriu na hora, sentindo sua boca encher d'água ao constatar seus cupcakes favoritos de limão, presentes e enfileirados na caixa mediana. Contou os 15 doces, aliviando-se por ser em grande quantidade. 

— Obrigada, amo você — agradeceu de boca cheia. O parente em questão riu, pegando um doce da caixa antes que a dona interferisse sua ação. — Só porque você merece. 

— De nada — sorriu. Os dois comeram em silêncio, observando o desenrolar da festa. Não tinha muita gente, mas seus amigos bastavam para que uma bagunça fosse formada. — Hinata? 

— Sim? 

— Na verdade, não fui sincero — pigarreou, chamando a atenção da mulher de cabelos preto-azulados — Não totalmente. Não gosto de ver você soterrada por uma avalanche de memórias, mas... é o Naruto. Quando menos esperarmos, ele volta. 

O peito da garota inflou, tamanha a felicidade que sentira. Ela também partilhava da mesma opinião. Esperava encontrar novamente seu tão sonhado loiro, confessar seu amor e nunca mais deixá-lo ir.

 

 

NARUTO UZUMAKI 

Impaciente era o que poderia descrever o loiro. Seu padrinho, pra variar, estava atrasado. O homem conseguia imaginar o motivo do atraso, mas preferiu deixar pra lá, queria evitar conflitos num momento como esse. Embora estivesse desconfiado do que Jiraya estivesse aprontando por baixo dos panos, não podia deixar de se sentir desanimado. 27 de dezembro. 9 anos. 

Olhou para o anel à sua mão e o acariciou, sentindo uma onda repentina de conforto, como se alguém também acariciasse o outro anel. Hinata... hoje é seu aniversário. Lembrava-se todos os anos que o dia tinha uma dona. Uma dona incrivelmente linda e simpática. Todas as células de Naruto doíam ao pensar no amor que deixara para trás, sem ter opção nenhuma. Lembrar dela acabava desencadeando lembranças muito dolorosas, mesmo que a Hyuuga não tivesse culpa alguma. 

Olhou para a mala a seus pés, desculpando-se ligeiramente pela 5ª vez com o taxista, que, assim como o loiro, aguardava Jiraya. Estavam a quase uma hora e meia à espera do velhote, que dissera estar chegando. E nunca chegava. Começou a irritar-se de verdade quando outro táxi buzinou, indicando que precisaria daquela vaga, mas um conhecido de cabelos brancos e longos saiu do táxi, respondendo que não era necessário. Puxou duas malas e pagou o taxista rapidamente, caminhando em direção ao afilhado. 

— Desculpe a demora, tive assuntos importantes — explicou-se, puxando boa quantia de sua carteira e pagando o taxista do loiro, que agradecera a gorjeta embutida e entrou novamente em seu automóvel. Naruto sentiu um cheiro levemente doce, confirmando suas suspeitas. 

— Você não tem jeito, velhote. — riu, puxando sua mala e acompanhando os passos largos do padrinho. — Já pode me contar para onde vamos? 

— Visitar uma pessoa que não vejo por muitos anos — respondeu, melancólico. 

— A mulher que você sempre amou? — suspeitou. Sabia que Jiraya era apaixonado por uma mulher desde criança, mas que nunca correspondera a seus sentimentos. Porém, ao contrário de Naruto, o velho seguia em frente. — Vai tentar de novo? 

— Eu não vou desistir, mas também não vou obrigá-la a nada. Mas... não custa nada tentar, certo? — riu, safado. O loiro se limitou a revirar os olhos, sem poder falar nada. Houve uma época que tentara inspirar-se no estilo de vida do padrinho, até um namoro tentou firmar com uma garota que lembrava-o ligeiramente de alguém muito especial para o Uzumaki. Shion e ele ficaram juntos por cerca de 4 anos, mas tardiamente o rapaz percebeu algo valioso, mas que apenas ele não tinha percebido antes: nunca tinha gostado da loira. Por vezes flagrou-se pensando na Hyuuga enquanto a loira o preenchia de carinhos, fazendo a mente do garoto pregar peças, colocando outra pessoa no lugar de Shion. Ficou devastado ao ver a expressão da garota, na época uma recém-mulher aos seus 20 anos, quando descobrira que seu amado nunca tinha correspondido aos seus sentimentos. Não aceitara suas desculpas, mas nem ele aceitaria. Já sabia que seu coração tinha uma dona, isso nunca mudaria. 

— Qual o nome dela? 

— Você vai descobrir — omitiu, sorrindo de lado. Jiraya não podia deixar escapar tão fácil assim uma valiosa informação. Seu plano iria todo por água  abaixo, e queria muito fazer tudo dar certo. Não só em relação à sua amada, mas também ao seu afilhado, que já estava na hora de ser feliz à maneira dele. 

Pegaram o primeiro voo possível, e Naruto pensou ter descoberto seu real destino: Tóquio. Porém, 2h mais tarde, pegaram outro voo, e mais outro. Ao final da tarde, o loiro já tinha desistido de verificar onde estavam e pra onde iriam, deixando-se levar. Estava acostumado a mudar-se constantemente, embora tenha ficado por 4 anos no mesmo lugar. Seu padrinho dissera que era porque tinha gostado da cidade, mas o Uzumaki sabia que o velho apenas ficara por saber do relacionamento de Naruto, porque assim que o laço se desfizera, não tardaram a mudarem-se para a cidade vizinha. 

Jiraya olhou para seu afilhado carinhosamente. Dormia profundamente no táxi, desde que saíram do último voo e entraram no automóvel. Por sorte o homem não tinha prestado atenção na última parada, facilitando a surpresa. Sabia que estava alguns meses atrasados, mas decidira que esse seria o presente de aniversário que Naruto tanto pedia por longos anos: sua liberdade. Agora ele estava pronto para se virar sozinho, não precisava mais dos cuidados de seu padrinho, terminando assim de cumprir a promessa que fizera a Kushina e Minato, antes de suas mortes. 

Algumas horas passaram-se e às 19:30 chegaram ao seu destino final. Naruto continuava babando, profundamente adormecido. 

Jiraya rira da cena, enquanto tentava acordar o afilhado, que abriu lentamente seus olhos azuis e confusos. 

— Finalmente. Saia, já chegamos — confessou, pagando o último motorista do dia. Os dois saíram do carro, negando a ajuda oferecida com as malas, e encararam a moradia recém-pintada à sua frente. O velho olhou de soslaio para o mais novo, esperando sua reação. Ele não se lembrou?!, revirou os olhos, mas estava surpreso. Algumas coisas tinham sido reformadas na casa, mas ainda sim, se Naruto se atentasse aos detalhes... 

— É... É... m-minha casa? — finalmente despertara. Seus olhos encheram-se d'água, as recordações invadindo não só o seu peito como também sua mente. Seus pais, seus amigos, Hinata... O que o fez recobrar sua memória foi um simples detalhe: os girassóis que encontravam-se no jardim da moradia, que Naruto lembrava bem, haviam sido plantados por ele mesmo. Ele e mais alguém... 

Saiu  como um foguete, deixando pra lá suas malas e também seu padrinho, que gargalhava. Finalmente o garoto seria feliz por completo. Hinata... você ainda lembra de mim? 

Naruto correu por quase 3h por toda a cidade. O céu escuro contrastava-se perfeitamente ao tom de azul que seus olhos refletiam no momento: sem alegria, obscuros. Uma chama de esperança mantinha-se acesa ao tocar a campainha da casa de Ino Yamanaka, onde, constatou com um sorriso, continuava com a tradição de festas. Imaginou que Hinata estivesse ali, em sua própria festa, mas enganou-se profundamente. Mas, ao ser recebido com muita surpresa, a esperança esvaiu-se quando concluiu que a amada não estava mais lá. Por outro lado, passara um tempo falando com cada amigo presente, notando que sentira muito mais falta deles que havia pensado. Seu melhor amigo foi o primeiro a abraçá-lo, deixando de lado seu forte orgulho, afinal, já faziam 9 anos que não via o Uzumaki. A cena de reencontro entre amigos fora totalmente emocionante, mas nem isso pôde alegrar totalmente o coração do loiro. Ainda faltava algo. Alguém.

Marcou de reencontrar os amigos no dia seguinte, alegando que precisava resolver outras coisas, e foi embora. Seus amigos sabiam que coisas eram essas, por isso deixaram a saudade de lado e liberaram o Uzumaki, torcendo para que o reencontro em questão desse certo. 

 

HINATA&NARUTO

A mulher limpou uma lágrima do rosto ao entrar na antiga rua de Naruto Uzumaki. Era uma tradição: todos os aniversários ela fazia um caminho longo, de forma que desse a volta pela cidade até que chegasse a um ponto final: a antiga casa Uzumaki. Gostaria de negar, mas sabia que seu peito ardia esperançoso. Esperava encontrá-lo por aí. 

Um sorriso amargo cresceu em seus lábios, enquanto sua mente chamava-a de idiota. Isso nunca aconteceria. Mais lágrimas caíram de seus olhos, dando abertura a um incessante choro. Os olhos perolados estavam embaçados, mas nem por isso ela deixava de andar cabisbaixa pela calçada. Olhou para sua direita e suspirou ao encontrar a moradia. 

Arregalou os olhos ao constatar que uma luz estava acesa. A casa estava recém-pintada. O portão estava diferente. Será? 

Espiou, na ponta dos pés, tentando enxergar algum movimento por dentro da casa. Seu coração disparou feito louco quando viu alguém aproximar-se da janela da cozinha, de onde a luz estava acesa. Mas, não era ele. Era um senhor com longuíssimos cabelos brancos... Jiraya?! 

Abriu a boca, em choque. Não o via a anos. Ele quem levara Naruto. Seria possível? O velho a chamou, e a Hyuuga não pensou duas vezes. Aceitou, louca para descobrir alguma coisa sobre o melhor amigo perdido, não se importando com mais nada. 

— Hinata, como está? Feliz aniversário! — a recebeu, caloroso. Hinata sabia da fama de mulherengo que o homem mais velho tinha, mas quanto a ela, sempre fora tratada como uma filha, mesmo agora, com tantos anos sem vê-la. 

— Obrigada — respondeu, sem fôlego. Uma pergunta começou a se formar em seus lábios, enquanto ela secava seu rosto delicadamente, quando ouviu passos apressados em sua direção. Seu coração começou a palpitar rapidamente, ao passo que se virava lentamente. 

Perdeu o ar ao notar Naruto Uzumaki a poucos metros de si, no meio do caminho, em seu jardim. Os dois engoliram em seco, tentando criar forças e movimentos. Jiraya acompanhava-os com um sorriso largo, satisfeito. Não tardou em dar privacidade aos dois, murmurando que havia preparado sanduíches e que estavam em cima da mesa, passando direto. Não antes de dar um empurrão no afilhado, fazendo-o parar na frente de Hinata. Dobrou a esquina, em busca de sua amada Tsunade. 

— Hinata... — sussurrou, surpreso. Seu corpo inteiro queimava. Sentia a forte conexão dos dois. 

— N-Naruto... — disse, trêmula. Não tinha sido o reencontro que os dois imaginava. Mesmo felizes, os dois não sabiam o que fazer. 

— Feliz aniversário — o loiro conseguiu dizer, dando mais um passo à frente. Agora, Hinata podia sentir a respiração dele batendo em sua testa. Levantou a cabeça, quase desmaiando com a visão de seu amor. Estava mais alto, mais forte, mais lindo. — Você... você ficou ainda mais gata — murmurou, trincando os dentes. Será que ela estava namorando? Noiva? Casada? Muitos de seus amigos seguiam uma relação. 

A mulher corou pela primeira vez em nove anos. Nove anos. Inacreditável. 

— Obrigada... você também está a-ainda mais lindo. 

Os dois olharam para as mãos um do outro, constatando os anéis que usavam. Sorriram juntos, percebendo que pensavam exatamente na mesma coisa. A conexão não tinha mudado, mesmo depois de tantos anos. 

Ficaram encarando-se por longos minutos, apreciando cada detalhe, cada mudança, cada novidade. Seus olhares encontraram-se, dando coragem para os dois. Falaram ao mesmo tempo: 

— Vai ficar por muito tempo? 

— Eu te amo muito. 

Hinata abrira a boca em choque. Falaram novamente ao mesmo tempo: 

— Vim pra ficar. 

— Sempre amei você. 

Agora, era Naruto que estava boquiaberto, sem saber o que fazer. Voltaram a se encarar atentamente, sentindo cada emoção vir à tona. 

— Sempre? — o Uzumaki perguntou, puxando a amada pela cintura. Ela assentiu, sentindo o coração bater freneticamente. O cheiro dele continuava o mesmo que lembrava-se, e o loiro pensava o mesmo do cheiro dela. — Eu te amei por muitos anos, também. Ainda amo. 

Um suspiro. 

Uma aproximação. 

Um fechar de olhos em conjunto. 

Os dois se beijaram delicadamente, sem pressa. Os dois corações batiam no mesmo ritmo, as almas conectavam-se, os corpos queimavam. 

Os dois, sem nem perceber, sem ao menos querer, foram cúmplices do destino ao não deixarem seu amor ser apagado. Destino esse que precisou separar duas pessoas para que pudessem perceber que, não importava quanto tempo ficassem afastadas, sempre voltariam para a outra. 

O coração de Naruto parecia querer sair pela boca, enquanto seu largo sorriso ganhava vida. Hinata estava em seus braços, pendendo no alto. Ele a levantara num ímpeto de felicidade, enquanto a mesma gargalhava, feliz e surpresa. 

— Namora comigo — o Uzumaki pediu, aproximando o pequeno corpo de si. 

— É tudo o que eu mais quero — respondeu a aniversariante, sendo apertada por fortes braços em seguida. Não podiam acreditar no presente que o destino lhes dera na mesma noite. Lutariam dessa vez para nunca, nunca, nunca mais serem afastados novamente. 

 

 

 

 

 


Notas Finais


fimmm <3


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