História Narusasu - Je veux le revoir - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Narusasu
Visualizações 59
Palavras 2.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Sobrenatural
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Provavelmente uma fanfic de capítulo único. Se der bom, posto mais.
Avisando logo que estória se passa no século 15. Com o decorrer irão entender.
Espero que gostem, muito obrigada pela sua atenção e boa leitura.

Capítulo 1 - O cigano.


As luzes à base de fogo daquela pequena cidade estavam apagadas. O breu insistente fazia com que a lamparina que era segurada pela mão trêmula, fosse única, apesar de ser quase irrelevante sua existência simples.

- É ele novamente! Assustando meus filhos! Sempre, ele sempre volta! - a reclamação da cidadã indignada deixava o homem de armadura dourada frustrado e cansado daquele falatório tedioso contínuo - Tu disseste que irás prende-lo mas eu o escuto novamente! Prenda-o! Mate-o! Peço-lhe, Uzumaki, faça-o! - após a acusação, a mulher exasperada implorou.

Suspirou com sua atitude exagerada, retirando o elmo, passando as mãos pelos cabelos, estes que tinham a mesma cor de sua armadura, agora estavam a amostra.

Era terrível, semelhantes e repetitivas reclamações de sempre.

O cigano.

Este, que apavora o povo daquela pequena vila onde a protegerá junto de outros guardas, ataca sublime pela noite, toda vez. Uns dizem tê-lo visto matar alguém, outros argumentam ter a certeza de vê-lo praticar um culto de um deus maléfico.

Que atingiu pragas pelas casas.

Que levantou mortos.

Que os roubou.

Que lança feitiços eficientes sobre aquele que ousar o confrontar.

Acusam-o de tudo.

Esta madrugada não é diferente.

O que fizeste afinal?

Isto acabará hoje. Cansei-me.

- Poderias o descrever? - Uzumaki indaga com uma calmaria inexistente para a cidadã, esta teve sua esperança recolocada após ouvir aquilo.

- Oh, ele é horrível! Temeroso e nojento! Soube que matou o próprio clã! Lunático! Faz juras e sodomia com demônios! - lançando insultos desnecessários, o loiro agarrou o pulso daquela mulher, que se movia depressa com a lamparina que caiu por conta de sua atitude, interrompendo-a de continuar o monólogo.

- Descreva-o corretamente! Quanta baboseira e asneira! Tu queres minha ajuda mesmo? - apenas assentiu surpreendentemente assustada, tanto ela, quanto seus guardas. Ninguém nunca o viu tão irritado quanto - corretamente - repetiu autoritário.

- Ca-cabelos negros e olhos idênticos a cor destes, pele pálida como se nunca fosse banhada pelo sol - Naruto conseguia sentir o desgosto no paladar daquela mulher, mesmo gaguejando, cada palavra vinha carregada de ódio - vestimenta arrogante e vulgar, e ele utiliza um instrumento musical que faz um som horrendo... - Uzumaki a soltou, não precisava mais dela, tinha que ir atrás do maldito cigano - sinfonia do Diabo, eu te diria... - pontou firmemente de cabeça erguida, mesmo que ninguém mais desse ouvidos ao que falava.

- Que problemático - Shikamaru, um de seus melhores guardas, murmurou cansado. Tanto pelo falatório da moça quanto o sono que o pegava mais uma vez naquele mesmo dia.

- Inuzuka, tu! Vais para o lado norte! Leve consigo os novatos! - mandou-o, e Kiba sobressaiu com seu tom de voz, porém não hesitou, logo subiu em seu cavalo apressadamente - cuidarei do sul sozinho! - avisou - Nara, leve o restante para oeste! Os que sobraram irão com Hyuuga!

- O capitão mandou homens, agitem-se! Vamos, Lee! Procurem o cigano! - Inuzuka gritou com os pulmões, exclamando suas ordens para os de mais, cavalgando na frente de todos, como a posição de co-capitão exigia.

Sendo assim, após vê-los correr pelo lado oposto, enquanto outros também corriam para outras direções, em busca do repudiado, ouvindo-se aos poucos os sons do cavalgar ir embora. A mulher de antes, aproximou-se olhando também para a mesma direção.

- Espero que o achem, aquele ser imundo, pecador, vivendo entre nós... - a cidadã murmurou, fitando precisamente, Naruto, que retribuiu brevemente o ato indelicado e se afastou, caminhando até seu próprio cavalo.

- Não precisarei de ti, por agora, descanse - sorriu tristemente para o animal, massageando a sua crina bem-feita. Afinal, a parte a qual procurará era perto o suficiente para caminhar sozinho, sem seu cavalo. Por isso, amarrou-o ao lado de uma madeira adjacente ao um local adequado para deixá-lo. E seguiu a trilha que continha.

A floresta, enxergava-a dificilmente, principalmente quando se encontrava em completa escuridão. Ouvia-se quase nada também. Mutismo acompanhado do som das folhas que cairá e galhos a se mexer. O vento frio não dava-lhe arrepios. Era a mesma trilha que passará pelos dias anteriores quando realizava outros afazeres. Não tinha o porquê de ter medo desta. Sua espada, que pouquíssimas vezes foi levantada, era a prova disto. Contudo, era impossível, para si, não ficar apreensivo.

Tu és tão amedrontador assim?

A moita próxima se moveu minuciosamente, mas não deixou passar despercebida a ação desta. Logo, o homem apertou o pomo da própria espada. Preparado para se defender de...

Uma raposa?

Somente um animal qualquer.

Patético. Estava desnecessariamente preocupado. Era apenas um cigano. Um povo sem clã, que acreditam em seus próprios deuses e que tinham costumes incomuns de muitos.

Que mal este, em específico, faria?

Porém, distraído com seus pensamentos e questionamentos, mal o homem conseguiu escutar um alto bater de palma. Apenas um. Preparando-se novamente, foi-se a trás. Poderia ser ele? Tinha esperança que fosse, a situação que se encontrava com a vila e o povo o acusando de não fazer nada a respeito de tudo, era péssima. Não era bom para sua reputação.

Seguindo o caminho, outra palma. Percebeu que tais barulhos vinham de uma região afastado do final daquela trilha, na qual sabia que se encontrava uma rocha, aonde qualquer indivíduo poderia subir e ficar por lá, sem medo. Um lugar isolado e esquecido. O quão conhecia aquela parte em questão.

- Esperto - referiu-se ao homem que estava prestes a capturar.

No entanto, não se deixou levar pela próprio conclusão. Pegaria-o. Sendo assim, os cidadãos o deixaria em paz, como antes era. Sentia-se triunfante, até um certo ponto, pois, logo que o caminho acabará, avistou uma silhueta humana no topo daquela pedra enorme que recordará.

E por algum motivo, sentiu seu coração pulsar assim que seus olhos pousaram nela. A silhueta, que era acompanhada por um tecido de cor vermelho transparente, não se poderia ser contemplada por completo, pois o brilho da lua era ofuscante naquele mesmo instante. Com seu nervosismo repentino, escondeu-se de trás de uma árvore grande mais próxima, sem realizar um ruído, e optou por a observar de relance. Tentando distinguir-la e tendo, agora, a certeza de que era um homem. Aproveitou para conferiu se as informações descritas sobre o cigano batia com o perfil do homem que encontrou.

Este parecia não ter percepção de que era observado atentamente. Fazendo o mesmo, em silêncio, entretido com as próprias mãos que também eram cobertas pelo tecido. O ambiente era tão calmo e quieto, que Naruto conseguia escutar a própria respiração. Mas a prendeu quando o outro retirou o tecido sobre sua cabeça, deixando-o cair pelos ombros. Com isso, o guarda de armadura dourada reparou em seus braços. A pele era tão pálida quanto o branco, distinta das cores de sua vestimenta que acompanhava seu corpo.

Rebeldes, era assim que os descreveu; ambos também tinham cabelos negros. Seria uma possibilidade. Contudo, não conseguia o ver totalmente naquele breu, ainda faltava algo mais concreto, queria mais fatos do que aquelas suposições.

O homem de pé sobre a rocha, olhou para baixo, e perto o bastante, pegou uma meia-lua, um instrumento semelhante ao pandeiro. E assim que tocou uma única vez, voltou-se para olhar a lua que brilhava tão bem naquele local e horário.

- Ártemis? Selene? Lua? Lua, é assim que a chamarei - assustou-se enquanto ainda o observava discretamente, não era esperado que o suposto cigano tivesse uma voz bela e forte como a que escutou - aqui estou, celebrar-te teu dia, eu, o único que ainda a saúdo, infelizmente - Naruto franziu o cenho.

Ele estava a dialogar com a lua?

- Preciso de alguma apresentação? Sabes quem sou, não? Todo ano a mesma coisa - riu fraco de si mesmo, meio tristonho - como de costume, uma dança e música! - entusiástico, tocou duas vezes o instrumento e elevou o peito, respirando profundamente, realizando um giro perfeito, que fez Naruto o fitar com estranha curiosidade.

A batucada era lenta, tocava-o suavemente devagar e balançava com a melodia recém própria produzida. Movia-se, com o acelerar da música, em perfeita sintonia.

Seus passos eram contagiantes.

Sentiu os próprios lábios secos.

Isto seria a tal magia de sedução?

Feitiço?

Não era coerente pensar daquela forma, no entanto, pouco se importava com aquilo. Uzumaki somente olhava como o suposto cigano dançava diante da luz lunar.

Descalços, as pontas dos pés circulavam e deslizavam com ternura sobre a região lisa daquela rocha. A sensação de proibição para desviar o olhar daquela performance era evidente em si. Tão proibido. 

A áurea que transparecia era inacabada ou incansável, pois o homem a realizava com todo o fervor. Ao erguer de suas mãos, tocava-lhe quase a lua, dançava-lhe com a ventania corrente, deslumbrante como uma nova fênix. Que seria reencarnado, sempre, como se fosse a primeira vez, Uzumaki pensou, aéreo com o que via.

O ritmo desta mudava continuamente, mais giros e saltos. Velozes, deixando em claro a roupa extravagante que o homem dançante utilizava. O tecido avermelhado de musseline se mexia consigo graciosamente certeiro envolta de seu ombro.

Correto.

Fitar a sua silhueta para agradar a si mesmo e a lua que tanto almejava. Aprecia-lo parecia algo correto a se fazer. E decidiu ficar até o fim daquela apresentação.

Parando aos poucos de tocar a meia-lua, arfando pelo esforço. O cigano fez uma reverência a lua. E finalmente, alimentando sua ânsia, conseguiu ver o seu rosto, que exibia um sorriso ladino de satisfação e orgulho. E por fim, aquele, direcionou os olhos em sua direção. Escondeu-se rapidamente, antes que o outro conseguisse cruzar estes aos seus olhos.

- Eu o peguei - Naruto fechou os olhos fortemente, sentindo o coração quase saltar de seu peito, irritado consigo mesmo pelo seu descuido - não tens para onde fugir, gatinho medroso - o outro debochou.

Uzumaki, pela segunda vez em sua vida, desistiu. Revelando-se para o cigano, que agora estava a alguns metros mais perto de si. Poderia reparar mais. Conseguia vê-lo por completo, obstante que nele existia uma franja que dificultava o feito, que cobria maior parte de seu rosto.

- Como percebeste minha presença? - perguntou ainda meio confuso, não sentia que foi pego por falta de sua própria atenção - não havia como... - aproximou-se mais, saindo das sombras e perto das árvores.

- Pois bem, eu o digo - os olhos, que antes mirava em sua armadura, ergueu para encontrar os seus - tenho uma excelente visão - reluziram em vermelho sangue para si, não teve palavras quando os viu pela primeira vez. Fitava-os atentamente, e o cigano fazia o mesmo, talvez em modo desafiador e travesso, "sustente, se puder", diziam-o.

Porém, o que surpreendeu foi aquela coloração sumir, assim, num piscar de olhos a sua frente. Como se nunca existisse vermelho algum. E agora, eram pretos tão profundos quanto a escuridão dominante daquele lugar.

- Como...? - suspendeu a própria voz, em um questionamento se estava a ter uma alucinação quando aquilo ocorreu.

- Contrato com o Diabo! - bradou sorrindo irado, fazendo uma atmosfera mais macabra mas que, logo, decipou-se - idiotas, olhem para mim... - aflito, profetizou um xingamento - eu, certamente, mato pessoas, sabes o por quê? - Naruto negou, intrigado - sede por sangue, faz todo o sentido, não? Afinal, sou um vampiro também - escarneceu, soltando uma gargalhada forçadamente amargurada. O loiro apenas bufou decepcionado, esperava uma confissão do outro - deixem-me em paz... - suspirou cansado, tateando o musseline que ainda envolvia uma parte de seu torso.

- Então, tu és mesmo o cigano? - perguntou em um tom baixo, engolindo em seco, meio interessado na forma como o outro tocava delicadamente o tecido.

- O que tu farias se fosse? - a indignação presente em suas palavras, perturbavam-o, de certo modo. Não gostava deste seu lado. Para onde foi aquele que viu agora pouco? Agora, predominava um totalmente diferente daquele - matar-me? Oh, surpreenda-me com algo mais atrativo!

- Não - confirmou seriamente - deixarei-te ir, mas, apenas com uma condição - sugeriu um blefe, a verdade era que o deixaria partir mesmo se não o fizesse. Os olhos ônix, em suspeita, olharam-lhe com julgamento porém curiosos para que continuasse sua proposta - Diga-me o teu nome - era isso.

O cigano apenas ficou calado. Um tanto espantado, encarou seus olhos, procurando algo neles, não acreditando no que ditava. Talvez, julgando-o de mentiroso. E não se ofenderia por conta disto.

Entendia suas circunstâncias.

- Uchiha Sasuke - recaiu-lhe os olhos, perambulando eles pelo chão de terra e armadura a sua frente - está feito - distanciou-se de si, dirigindo-se para a pedra, carregando consigo seus pertences rapidamente, meio desconcertado. E, ainda com seu semblante em confusão, olhou-lhe nos olhos pela última vez (mesmo que Naruto sentisse que não seria), sumindo entre as árvores daquela floresta. Escondendo-se pelas sombras e se unindo a elas.

Enquanto o perdia de vista, Naruto trincou a mandíbula, sentindo o próprio corpo tensionar, contudo, nada fez. O guarda sabia de sua missão assim que a receberá, aquele partia para algum lugar. E prende-lo era seu objetivo desde o começo para obter a paz das pessoas. Porém, ao menos, não fazia esforço algum para finaliza-la.

Não queria e não faria.

Ele não tinha a completa noção do motivo de sua decisão.

Talvez por egoísmo.

Como naquela madrugada.

Na esperança de, novamente, vê-lo dançar e tocar para a lua no ano seguinte.

Certamente e unicamente para ela.

Somente para ela - pensou, suspirando frustrado, chutando a grama que mal enxergava por debaixo dos próprios pés.

- Quanta mentira - riu tristemente, deixando-se, agora, passar o resto de seu tempo admirando a lua solitária que lhe fazia companhia, talvez, esperando uma resposta que ele nem ao menos sabia que queria, e após instantes, veio um desejo a sua mente - irei vê-lo, mesmo que eu espero anos - jurou, corrigindo a própria postura, dando as costas a solitária brilhante, regressando o mesmo caminho. Uzumaki tinha a certeza de que não voltaria a trás, desta vez.


Notas Finais


Muito obrigada por ter chegado aqui e curtido, talvez.
Até logo!


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