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História Naruto: Excalibur - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A falha (Prólogo)


Fanfic / Fanfiction Naruto: Excalibur - Capítulo 1 - A falha (Prólogo)

O dia 10 de Outubro deveria ter sido o melhor dia da vida de Namikaze Minato, mas acabou sendo o pior.

Era o dia do nascimento dos três filhos que teria com a mulher da sua vida, Uzumaki Kushina, a Pimenta Sangrenta de Konoha.

Durante o trabalho de parto o selo que suprimia a Kyuubi, atualmente selada em Kushina, enfraquece. Por isso o parto seria realizado em um local secreto nas proximidades de Konohagakure no Sato.

O local seria vigiado e protegido pela elite ANBU. O trabalho de Minato nesse dia era manter o selo estável e impedir que a fera saísse de seu confinamento no ventre da esposa.

Tudo ocorria bem. Primeiro veio Naruto, depois Nayumi e por fim Menma. O Namikaze não pôde impedir que algumas finais lágrimas de felicidade escapassem de seus olhos e lhe molhassem as bochechas, não demorando a limpá-las com o dorso da mão. Kushina sorria gentilmente para os seus três pequenos. Menma era o mais choroso dos três com seus fiozinhos de cabelo ruivos. Nayumi, que possuía fios de cabelo alaranjado, já começava a fungar também, irritada com o choro do irmão menor. Naruto por sua vez, loiro igual ao pai, segurava o dedo deste com suavidez.

E o que ninguém sabia era que no momento em que Naruto veio ao mundo, numa caverna muito bem escondida localizada na floresta ao redor de Konoha, uma espada dourada fincada em um grande pedregulho brilhara com grande intensidade.

As lágrimas de Minato estavam prestes a retornar quando um baque lhe chamou a atenção. Olhando para trás seus olhos azuis captaram a imagem de Biwako, esposa de Hiruzen, seu ancessor como Hokage, e Taji, uma auxiliar contratada para auxiliar no parto, caírem desfalecidas no chão. Logo atrás se encontravam os corpos de dois membros da ANBU, também sem vida. E no meio de tudo se encontrava uma figura encapuzada e cujo uma máscara laranja cobria sua face.

O terror invadiu o corpo do Hokage quando notou que a figura misteriosa tinha em suas mãos uma kunai e pequeno corpo de Naruto que berrava assustado com a repentina movimentação.

– (Quando ele fez isso?!) — Minato pensou assustado.

– Naruto! — Kushina berra ao notar toda a situação, lotando-se da mesma sensação de pavor que seu amado.

– Devolva o meu filho, maldito! — Minato ordenou com a voz firme e potente.

O mascarado, mesmo que fosse definitivamente forte, não consegue deixar de se sentir levemente intimidado. Mas não demorou a afastar tal sentimento.

– Nada me daria mais prazer, Yondaime. — o homem misterioso finalmente se manifesta em fala, permitindo que o casal ouvisse sua voz fria e áspera. — Me entregue a Jinchurik e eu te devolvo o menino, o que acha? — sugere com clara malícia em seu falar.

Minato rosna internamente sentindo uma gota de suor escorrer pela lateral esquerda de sua testa até sua bochecha.

– Não diga asneiras! Vamos, me devolva o menino! — ordenou mais uma vez sem perder a firmeza.

O homem mascarado sorri perversamente por debaixo da máscara.

– Como quiser.

E para o desespero total de Minato e Kushina ele atira o pequeno Naruto para o alto, saltando logo depois e estendendo sua mão com a kunai para perfura-lo. E como se não bastasse o casal nota a existência de uma tarja explosiva grudada ao cobertor do menino.

Uma kunai de três pontas se finca no canto superior da parede onde logo Minato se materializa com Naruto em seus braços. Mas quase que instantaneamente o Yondaime desaparece da visão de todos, reaparecendo novamente em uma outra cabana não muito longe dali. Sem perder tempo algum Minato arranca o cobertor do seu filho e pular para fora da cabana com o mesmo nos braços, quando a dita cabana não demora a ir pelos ares.

Foram os 5 segundos mais longos da vida de Minato sem dúvida alguma.

Minato cai de bunda no chão arrastando-a contra o solo durante mais alguns centímetros. O loiro arranca uma pequena lasca de madeira que houve de fincar-se em seu tornozelo. Este sem demora se põe de pé e retorna ao local onde Kushina estava. Mas a ruiva não se encontrava mais lá. Sentindo a fúria começar a lhe invadir o Namikaze vai até Menma e Nayumi, tomando-os em seus braços juntamente com Naruto antes de mais uma vez se utilizar do Hiraishin no Jutsu para se locomover pelo espaço e tempo até a casa que vivia junto com Kushina.

Minato caminhava até o berço que haviam comprado, grande o suficiente para confortar seus trigêmeos — que gentilmente são depositados ali — sem o menor dos problemas. O mais velho sorri uma última vez antes de acariciar o rosto de uma adormecida Nayumi que sorri ao sentir o calor do pai.

– Eu volto logo. — murmura pouco antes de abandonar a expressão amorosa e substituí-la por uma expressão de seriedade. — E trarei a mãe de vocês comigo.

E após essa fala carregada de determinação ele caminha até o armário próximo do berço onde de dentro ele retira uma capa branca e a veste sem demora. Chamas vermelhas jaziam na borda da veste de tecido branco. E mais acima, entalhado na mesma cor, por toda a extensão das costas, se encontravam os kanjis 四代目火影 , que quando traduzidos significavam "Quarto Hokage". E por fim ele desaparece.


Alguns minutos antes...


Kushina se encontrava ajoelhada sobre uma rocha de 2 metros de altura. Estranhas marcas tribais se alastraram desde o seu ventre até seus braços, onde logo se ramificam como correntes até duas rochas um pouco maiores da qual estava.

– O que você quer? — ela indaga objetiva, porém com voz falha devido ao cansaço extremo que sentia.

– Vou libertar a Raposa de Nove Caudas dentro de você e destruir Konoha. — o mascarado responde ríspido e sem rodeios, alarmando Kushina.

– O que?! — ela exclama em descrença.

– O Hiraishin no Jutsu de Minato se utiliza de viagens através do tempo e do espaço por meio de marcações pré-colocadas. No intuito de protegê-la você também veio a ser marcada por ele. — o homem volta a falar, estreitando seu olho visível no único buraco de sua máscara. — Mas eu consegui separar vocês. E o selo está enfraquecido. — a íris de seu olho brilha perigosamente em vermelho, onde três tomōes negros habitavam. — Você faz ideia do quanto eu esperei por isso?

A Uzumaki sente-se hipnotizada diante daquilo enquanto o suor escorria por sua face amedrontada. Em seu interior a temida Raposa de Nove Caudas, presa por correntes e crucificada em uma esfera brilhosa que lembrava em muito lava, rosna.

– Que tal sair e alongar as pernas um pouco, Kyuubi? — o mascarado sugero com a voz carregada de zombaria.

– Vá atiçar o diabo! — a raposa-demônio responde em um rosnado feroz.

O outro bufa desdenhoso, mas nada diz. Os tomōes do único olho visível do mascarado passam a girar e não demora para que a fenda diagonal negra de ambos os olhos avermelhados da raposa se dissipem, tornando-se tomōes na mesma quantidade do mascarado.

A ensandecida raposa-demônio passa se debater em seu confinamento. A esfera de "lava" começa a se desmanchar. As correntes que a prendiam se partem. E uma a uma a Kyuubi arranca as estacas que a crucificava.

Do lado de fora Kushina tinha a boca completamente aberta e seus olhos estavam completamente brancos. Ao seu redor uma aura borbulhante de chakra vermelho se fazia presente. A aura formava duas orelhas felinas distorcidas no topo de sua cabeça, além de uma longa cauda de raposa — também distorcida — em sua traseira. No centro de sua barriga jazia uma mancha negra que então passa a emitir um brilho roxo.

– Pode sair. — o homem não identificado ordena friamente ao realizar um único selo de mão, que consistia em levantar o dedo médio e o dedo indicador para cima.

No mesmo momento a cabeça da raposa, formada por chakra, sai de dentro da mancha negra. E no instante seguida a mesma, agora em pessoa, salta para fora onde inicia o ciclo de destruição.

O mascarado se vira, decidido a ir para Konoha. Mas é impedido por um fraco chamado de Kushina, fazendo-o encará-la mais uma vez.

– Vocês, Uzumakis, são mesmo incríveis. Teve a bijuu extraída de ti e ainda respira. — comentou com neutralidade. A raposa dirige sua atenção e sede de matança à Kushina. — Você foi a Jinchurik da Raposa. Tome um último presente de despedida. — diz gélido ao estreitar seu olho perigosamente.

A raposa acerta o local onde Kushina estava com uma patada, destruindo-o. Porém Minato aparece agachado na copa de uma árvore a algumas centenas de metros dali com Kushina em seus braços. Logo ele volta a desaparecer e reaparecer na casa deles, depositando Kushina sobre a cama deles.

– Minato... — ela murmura.

– Apenas cale-se e descanse, deixe que eu cuido de tudo. — Minato diz ao acariciar o rosto cansado da esposa, que sorri.

– Confio em você.

O loiro se afasta um pouco antes de sumir e reaparecer no topo do Monte Hokage, onde passou a observar a destruição e a morte de vários civis e shinobis que a raposa ocasionava. Esta que não demora a notá-lo e lhe disparar uma Bijuudama, a qual Minato redireciona para a floresta com o Jikuukan Kekkai.

O ninja mascarado surge atrás de Minato e tenta lhe agarrar, entretanto o mesmo percebe, executando um giro veloz para trás ao tentar atingir o oponente com a Kunai que tinha em mãos. Mas para seu espanto e infelicidade seu braço simplesmente atravessa o mascarado antes de ser agarrado pelo mesmo. De repente Minato sente-se ser sugado por um estranho vórtice, mas mais uma vez escapa ao retornar para o local onde outrora havia uma cabana.

O loiro levanta-se aos poucos do chão. O incógnita mascarado logo surge através de um estanho vórtice que se abre no ar. Várias perguntas martelavam na cabeça do Hokage. Como ele passou pela barreira colocada ao redor de Konoha? Como ele sabia onde o parto seria feito? Como passou pela ANBU? Como ele passou pela barreira colocada ao redor da casa? Como ele não só desfez o solo como também domou a Kyuubi?

Como? Como?! COMO?!

– (Droga, estou começando a ficar histérico aqui! Preciso me acalmar antes que ele resolva fazer alguma coisa...) — Minato pensou nervoso. Inspirou e expirou fundo antes de ditar: — Quem é você?

– Eu não sou ninguém. Eu não quero quero ser ninguém. — o mascarado responde simplista e mantendo a neutralidade na voz.

– Porque fez de Konoha seu alvo? — o loiro volta a indagar.

– Por capricho. Por vingança. Ou talvez diversão. — o mascarado fala ao erguer um pouco ambos os braços onde correntes de metal saem de suas mangas e passam a se arrastar no chão. — Porque não tenta descobrir?

– (Ele não só pode controlar a Kyuubi como possui um jutsu de teletransporte parecido, e no pior dos casos, mais eficiente que o meu. Além disso ele possui uma idealogia meio estranha... Não posso voltar para a vila ou então ele vai transformá-la em um campo de batalha maior do que ela já é no momento. Esse cara... Eu definitivamente não posso abaixar a minha guarda com ele). — Minato pensou enquanto se colocava em posição de combate. — (No momento terei que deixar a vila nas mãos do Sandaime-sama).

Sem nenhum aviso prévio o ninja mascarado se lança na direção de Minato, este que imita o movimento de seu adversário. O Namikaze tenta perfura-lo uma segunda vez com sua kunai de três pontas, apenas para mais uma vez transpassá-lo. O mascarado puxa fortemente suas correntes para prender Minato que se desvencilha do movimento ao usar o Hiraishin assim que sentiu o aperto das correntes.

– (Atacá-lo diretamente é perigoso. De alguma forma ele consegue deixar seu corpo intangível, negando completamente qualquer ataque meu. Entretanto para contra-atacar ele precisa materializar seu corpo novamente.) — pensava Minato enquanto recuperava a compostura. — (Porém o tempo restante para a Kuchiyose da Kyuubi não é muito, o que significa que ele também não quer estender muito essa batalha. Em outras palavras...) — Minato torna a avançar contra o mascarado que faz o mesmo. — (Aquele que atacar 1 milésimo mais rápido será o vencedor!) — concluiu em pensamento.

Durante a correria Minato habilmente arremessa uma de suas kunais de três pontas na direção da cabeça do mascarado vendo-a atrevessá-lo como se não fosse nada, assim como preveu. O mascarado ergue sua mão para agarrar Minato. O mesmo juntava juntava em sua palma direita uma grande quantidade de chakra azul brilhante rotacional. O ninja mascarado estava prestes a agarrar a gola da capa de Minato, já sentindo o pano tocar a ponta de seus dedos

Mas tão rápido quanto sentiu essa sensação ela desapareceu junto com Minato. Minato materializara-se no ar, logo acima do ninja mascarado. No instante seguinte o mesmo se vê sendo brutalmente esmagado contra o chão pelo Rasengan de Minato.

– Esse foi o meu Hiraishin Voador - Nível 2. — Minato friamente comenta durante o golpe.

Com o ataque uma enorme cratera se forma ali, e em consequência uma densa cortina de fumaça é levantada. O adversário de Minato salta para cima de um rochedo levantado no ataque, arfando enquanto um de seus braços parecia derreter. Este nota seu agressor levantar da cratera em meio a poeira e tirá-lo com seriedade.

– Você me pegou, eu admi-

Cortando muito mais que a sua fala Minato se teletransporta para onde o mascarado estava, estocando-lhe a barriga com uma kunai.

– (Hiraishin no Jutsu?! Fudeu!! Ele deve me ter me marcado quando me acertou!) — o mascarado pensa começando a se desesperar, tal sentimento que se alastrou ainda mais quando Minato lhe aperta levemente o tórax produzindo uma grande marcação negra. — Keiyaku Fuuin?! Pretende roubar meu contrato com a Kyuubi?!

A citada de repente sente-se livre da confusão, tendo em vista que seus olhos voltaram ao normal. Mas seu ataque contra a Konoha não cessou.

– Desgraçada! — Hiruzen ralhou e se volta aos ANBUs ao seu lado. — Vamos tirá-la da Vila! Consigam-me tempo para que eu consiga utilizar aquele jutsu!

– Sim, senhor! — os ANBUs exclamam antes de se lançarem contra a raposa, lhes atirado kunais explosivas. Porém todos são interceptados pela Kyuubi em poucos movimentos.

O Sarutobi por sua vez mordiscou o polegar e o fez sangrar. Em seguida o mesmo realiza uma sequência de selos manuais.

Ninpou: Kuchiyose! — ditou pouco antes de bater sua mão contra o solo. — Venha... Enma, o Rei Macaco!

Uma nuvem de fumaça se produz e logo é levada pelo vento. Ali agora habitava um macaco humanoide de pele escura e pelagem branca vestido em roupas tribais.

A Kyuubi, hein? — questiona de braços cruzados. — Porque tu só me chama quando a merda já saiu do controle, Hiruzen?

– Cale-se! Precisamos tirar a Kyuubi de dentro da vila, com o Nyoi de Adamantine!

– Entendi. Henge! — novamente uma cortina de fumaça se faz presente. Enma transformara-se em um bastão de 2 metros de cumprimento e 30 centímetros de largura, caindo nos braços de Hiruzen.

– Estender! – Hiruzen proclama logo após ajeitar Enma abaixo do braço direito.

Enma em sua forma de bastão se estende com grande velocidade na direção da raposa e a atinge em cheio no tórax, forçando-a a ser arrastada para fora da vila.

– Consegui tirá-la da vila! Ataquem! — ele ordena em alto som, logo vendo os monjas de Konoha indo corajosamente ao encontro da raposa. — (Onde você está, Minato?!)

[...]

– Preciso te parabenizar, Yondaime. — o mascarado diz sereno parado em cima de uma rocha, segurando o que restou de seu braço. — Não só conseguiu me acertar como também me roubou o controle da Kyuubi. Mas eu irei tomá-la novamente... Eu vou destruir o mundo... — falou em um tom perigosamente frio ao começar a ser puxado pelo próprio vórtice. —... E existem muitas formas de fazer isso... — desaparece.

– (Esse tom... Ele não estava blefando. Deixar ele fugir hoje pode acabar sendo um dos meus maiores erros...) — pensa Minato em aflição. O loiro parte para o Monte Hokage, pousando em cima do rosto de Hiruzen e se espantando com estado da vila, onde a Kyuubi se preparava novamente para atacar com uma Bijuudama. Rapidamente Minato executa uma nova sequência de selos de mãos, mordendo o polegar e batendo no solo. — Kuchiyose no Jutsu!

E caindo do céu diretamente em cima da cabeça da raposa e anulando seu ataque, um gigante sapo laranja, Gamabunta, travava uma batalha corporal contra a mesma.

– É Yondaime! — um ninja figurante grita esperançoso ao notar a presença do Hokage em cima de Gamabunta.

Minato rosna ao se lembrar das palavras do incógnita mascarado.

– Não tem outra alternativa... — murmura para si mesmo. — Segurem ela mais um pouco, pessoal! — ele grita antes de desaparecer novamente.

Os shinobis nada dizem, mas esperavam que, o quer que Minato tivesse em mente, o fizesse logo.

[...]

Minato aparecera de repente onde Kushina e seus três filhos estavam com o uso do Hiraishin no Jutsu.

— Minato? – indagou Kushina fracamente em confusão com a aparição repentina do marido. A Kyuubi ainda estava à solta, então o que ele fazia ali?

A ruiva, por mais que - inutilmente -, tentasse não transparecer, estava em mau estado. Seu chakra já estava na reta final e sua resistência no limite, tudo isso graças ao trabalho de parto somado com a extração forçada da Besta de Caudas de seu interior pelas mãos do mascarado estranho.

— Kushina, eu... – o Namikaze suspira pesadamente em angústia antes de olhá-la com pesar. - Eu vou selar a fera em Nayumi e Menma.

A ficha do que ouvira caía para Kushina ao mesmo tempo em que a expressão de seu rosto mudava para uma de medo.

– Perdeu o juízo, Minato?! — ela tenta gritar.

Óbvio que ela seria contra essa ideia! A vida de um Jinchurik era sofrida e solitária, que mãe iria querer isso para os filhos?!

— Estou completamente lúcido! — Minato fala em alto som. — Tem uma raposa-demônio destruindo a vila e tirando mais e mais vidas a cada minuto, e mesmo que junta-se-mos cada ninja ainda em condições de lutar a chance de vitória é quase zero. — diz enquanto apertava o punho. — Kushina, eu sei o que você passou por ser uma Jinchurik. E eu odeio tanto essa ideia quanto você. Mas não estou vendo outra opção viável aqui.

– Então vamos selá-la em mim novamente! Eu morro, mas levo essa maldita junto!

– Eu não farei isso! — Minato reclama. E pela primeira vez ele nota a nova tonalidade vermelha no lençol da cama deles. — Kushina?!

–... E-eu estou-

– Como isso aconteceu?! — Minato cortou a fala da ruiva preocupado ao se aproximar e ajudá-la a se manter de pé.

– Foi naquele ataque da Kyuubi... M-mas graças a você, só pegou de raspão... — Kushina sorri para o marido.

A culpa logo invadiu Minato. Mas ele tinha outras coisas para se preocupar no momento.

–... Eu preciso levá-los, Kushina...

– Não tem outro jeito? — a ruiva o olha com tristeza e apenas o vê menear a cabeça negativamente.

– Como pai eu abomino essa ideia tanto quanto você, querida. Mas como Hokage... — Minato diz com angústia.

–... Então me leve também...

– Mas nem pens-

– Ele também são meus filhos, Minato. — Kushina corta a fala dele com firmeza em sua voz.

Minato nada diz, se dando por vencido e indo até o berço dos trigêmeos, pegando os mais novos no colo e voltando até Kushina. Os quatro somem no ar, deixando apenas Naruto para trás.

A família Uzumaki Namikaze reaparece próximo ao local onde a Kyuubi se encontrava. Minato arfava, finalmente sentindo seu chakra escasso.

– Eu preciso... Colocar uma barreira... — Minato diz entre lufadas.

– Eu aguento... — Kushina diz mais fraca do que antes.

Correntes prateadas revestidas de chakra brilhante se desprendem de suas costas e do chão rodeando a raposa, a prendendo desde as patas até o pescoço e lhe imobilizando.

Menma e Nayumi acabam por acordar com o rugido furioso da raposa. Kushina sorri amorosamente para as crianças e começa a falar algumas palavras gentis, do quanto elas o amava antes mesmo de nascerem. Minato sentiu lágrimas grossas lhe encharcarem o rosto quando viu a enorme poça de sangue abaixo do corpo agachado de sua amada.

Com o peito apertado o loiro executa uma longa sequência de selos de mãos e ponta dos dedos de cada uma de suas mãos aparecem chamas azuis. Marcas tribais negras se alongam dos braços do loiro até o corpo da Kyuubi. Minato coloca suas mãos sobre a barriga de seus filhos e uma marca de redemoinho começa a surgir ali na mesma medida em que a raposa se desfazia em chakra laranja de duas tonalidades, sendo sugada para dentro do ventre dos bebês.

O selamento se encerra e Minato ouve o som de um corpo caindo no chão. O Namikaze vai sem demora ao encontro de Kushina e lhe ampara sobre o próprio sangue. Os olhos da mulher vão pouco a pouco perdendo o brilha e com um último sorriso ela se vai.

Minato nega lentamente com a cabeça antes de abraçar o corpo morto da mulher que amava e chorar alto. Hiruzen e alguns outros shinobis chegam ao local instantes depois, mas abaixam a cabeça em luto.

Na cabeça de Minato era tudo sua culpa. O que deveria ter sido o melhor dia de sua vida acabou por ser o pior. A mulher que prometeu amar a vida toda? Morta. A vila que prometeu proteger com a vida? Parcialmente destruída. E o causador disso tudo? Fugiu e um dia voltaria para fazer mal a seus filhos e sua vila novamente.

Ele havia falhado. Como marido, como Hokage e como pai.



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