História Naruto's Tale: Witches (SasuNaru) - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Kakuzu, Karura, Konan, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Bruxos, Itachi, Narusasu, Naruto, Sakura, Sasuke, Sasunaru, Uchiha, Yamanakadan, Yaoi
Visualizações 68
Palavras 4.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, eu não tô me aguentando de ansiedade pra postar essa história kkkkkkkkkkk falei que ia voltar só semana que vem, mas olha eu aqui de novo. 

Então, pra quem lia antes e tá com preguiça de reler tudo, sugiro que leiam esse capítulo porque MUUUUITA coisa mudou nele. E ele tá incrível, modesta parte u.u

Enfim, aqui termina a primeira parte da história da Kushina. Ela é dividida em três partes, basicamente. Essa foi a primeira xD 

Enfim, tenho alguns avisos pra vocês:

Sempre que na narrativa da Karura vocês verem isso aqui: ***
é porque eu tô sinalizando um flashback que não está sendo narrado por ela, ok? 

E quanto às outras palavras que possuem um * ao lado, eu vou explicar melhor sobre essas coisas nas notas finais, como se fosse uma espécie de glossário. E vai ser sempre assim daqui pra frente hahaha. 

Então leiam as notas finais caso vocês queiram saber mais sobre aquilo, ok? Aconselho que façam isso

Enfim!!!! Teve novamente poucos comentários, mas fico muito feliz por eles, mesmo. Vocês me incentivam muito assim aaaaa 

Então o leitor de destaque dessa vez é o @SrLeo3. Seu comentário vai ser destacado na página principal da fic! Obrigado pelo apoio, espero te ver aqui sempre <3

Sem mais delongas, boa leitura. Até as notas finais <3

Capítulo 3 - Book 1. Chapter III


O Uzumaki arregalou os olhos levemente. Não conseguia mesmo acreditar que tudo aquilo havia acontecido com sua mãe. Mas, sabia que Karura jamais mentiria para si. Conseguia enxergar aquilo nos olhos amendoados da mesma. A verdade transbordava deles. 

- Continue, por favor. - Pediu. Sentiu a mão de Gaara sob a sua, confortando-a. Sorriu minimamente com o ato, devolvendo o carinho. Gaara era sempre tão protetor consigo... tinha sorte de ter um amigo tão incrível quanto ele. 

Em resposta, Karura assentiu, antes de continuar:

"Como eu disse antes, o título de Hokage estava sempre destinado à esses três clãs, intercaladamente. Nem todos concordavam com isso, claro, mas não era como se pudessem fazer algo pra mudar isso. A magia que os três primeiros conjuraram era inquebrável."

- E ela nunca falhou? Tipo... ninguém nunca foi escolhido sem fazer parte de um desses três clãs? - O Uzumaki interrompeu-a, brevemente. 

- Bom, teve uma única vez dentre todos esses séculos. Mas isso não é história pra agora. Como eu dizia... 

"Kushina era uma das pessoas que não concordava com essa lei. Não por achar injusta ou qualquer coisa do tipo, mas sim porquê ela não queria ter seu destino traçado por outra pessoa que não ela mesma - sobretudo por gente que já estava morta. 

Ela nunca fôra uma bruxa convencional, que seguia à risca todas as leis de Konoha. Ela era exatamente o contrário disso: 

Ela não tinha muito interesse em magia ou em qualquer coisa relacionada à ela. Tudo o que lhe causava interesse vinha do mundo de fora, do mundo dos humanos. Ela constantemente era pega lendo alguns livros históricos de Konoha - em sua maioria, proibidos - que contavam algumas histórias do mundo do lado de fora. A verdade é que o único desejo de Kushina sempre fôra ser... normal. 

O irônico é que ela era uma bruxa muito talentosa. Aprendia feitiços com facilidade - dos mais básicos até os mais avançados - e sua magia aflorou muito cedo. Ela era clarividente. Conseguia prever o futuro, mesmo que muitas vezes ele fosse imprevisível. E uma vez, ela teve uma visão que mudou tudo. Foi a primeira vez que ela o viu... Foi durante um de nossos treinos diários. Ela parou por um instante, com os olhos arregalados e as pupilas adquirindo uma coloração branca, como sempre acontecia quando estava prevendo algo. 

E então ela me disse:

'Eu vi alguém, Karura... Na verdade, eu vi tudo. Eu estava fora daqui, desse lugar. Eu tinha fugido... e vivia uma vida feliz com alguém, longe dessa prisão...'

E este foi o primeiro erro dela. Seu destino já havia sido traçado - ela seria nossa próxima Hokage, afinal - e esta visão mudou tudo. O que ela não sabia é que quebrando este destino, ela estaria condenando todos nós. 

Este poder fôra a pior maldição de Kushina: ter um poder que previsse um destino diferente de seu atual. 

Depois daquilo, tudo pareceu mudar pra ela. Nós treinávamos cada dia mais, cada vez mais árduamente. Parecia que ela estava se preparando pra algo... E, na verdade, ela estava. 

Estava se preparando pra fugir dali, de uma vez por todas. 

E eu a ajudei."

- Isso... Isso tudo é tão... - O Uzumaki interrompeu-a novamente, atordoado com o tanto de informação que recebia segundo após segundo - Eu não sei nem o que falar... 

- Tudo bem, querido. Eu entendo como isso pode ser difícil. Mas você precisa escutar, sabe disso. Você precisa entender de onde veio. E pra isso você precisa entender a história de sua mãe primeiro. Eu vou continuar agora, sim?

Naruto acenou positivamente com a cabeça, mesmo que ainda estivesse perdido em seus pensamentos. 

"Lá em Konoha, assim como em toda a nossa existência, nós bruxos nos reuníamos em clãs. Haviam famílias poderosas e influentes, como os três clãs principais - Uchiha, Uzumaki e Senju - e outras nem tanto... Nós, os Sabaku, éramos um clã destinado à proteção dos Hokage e dos futuros Hokage que pertencessem ao clã Uzumaki. Os outros dois clãs eram protegidos por outros dois diferentes. Quando fôra revelado que Kushina se tornaria a próxima Hokage, eu fui pessoalmente encarregada de protegê-la. Ela tinha doze anos na época, enquanto eu tinha quinze. Eu a acompanhava em todos os lugares e treinava com ela todos os dias. Fôra assim até ela completar dezoito anos, quando nós fugimos.

Sua mãe era encantadora. Corajosa, gentil e muito bondosa. Certamente teria sido uma ótima líder. No entanto, esse nunca fôra o desejo dela. 

Foi um tanto difícil ser convencida por ela a abandonar tudo - não que eu tivesse muita coisa pra deixar pra trás - e fugir de Konoha. Mas, eu não tinha ninguém além dela. Havia perdido meus pais há alguns anos durante um conflito em Konoha e desde então estive sozinha até conhecê-la. 

Ela me salvou de mim mesma. E por isso eu me apaixonei por ela. Desde a primeira vez. Mas, o coração dela nunca foi meu. 

E eu sempre soube disso."

- Você... Tia Karura, eu não s-

- Não diga nada, querido. É tão constrangedor pra mim quanto é pra você. Me deixe continuar, sim?! 

- Tudo bem... 

 "O coração de sua mãe sempre pertenceu a ele... o rapaz que ela, constantemente, via nas visões dela. Ela o amava sem nem mesmo conhecê-lo.

Nós nos preparamos por meses antes de fugirmos. Treinamos todos os dias, aprendemos - mais a Kushina do que eu, na verdade - vários feitiços e estávamos finalmente prontas. E eu me lembro desse dia como se fosse ontem."


***

"- Há seis homens espalhados por aqui... - Karura constatou, encarando Kushina nos olhos. Ambas estavam agaixadas, escondidas. Finalmente o momento havia chegado. E ela não queria mesmo enfrentar tudo que estava pela frente... Ela estava, basicamente, abdicando do amor de sua vida e ajudando-a a ficar com outra pessoa. Alguém que não era ela... E aquilo doía mais do que qualquer outra coisa que já havia sentido - O que nós fazemos agora?

- Esse é o horário em que a barreira fica mais vazia. Nós só temos essa chance, Karura. Não podemos falhar. - Lhe disse, com o olhar e a voz firmes - Você tá vendo aquela pequena ruptura ali? - Apontou em direção à barreira mágica. Ela era formada por uma enorme quantidade de energia mágica numa coloração cinza, quase transparente, que envolvia toda a vila. 

Karura confirmou com um aceno de cabeça, encarando com os olhos atentos a pequena ruptura ali presente. 

- Aquela é a única falha da barreira. Só podemos fugir por ali. É por isso que normalmente têm tantos guardas por aqui. Esse é o horário que a maioria deles troca de turno. Nós temos apenas alguns minutos antes deles aparecerem. - Continuou, explicando pacientemente - Eu vou pela direita e você pela esquerda. Três pra cada. Alguma dúvida?

- Nenhuma.

- Então aqui vamos nós. - Sussurrou, levantando-se logo após. Em seguida, concentrou um pouco de poder mágico na ponta de seu dedo indicador direito, desenhando um pequeno pentagrama no ar. Era uma runa primária*, como Karura constatou  - Nightwalker!* - Disse, baixinho. Em seguida, a runa se extendeu, emanando uma pequena quantidade de luz que aos poucos espalhou-se pelo corpo de Karura. À medida que a luz passeava por seu corpo, ia tornando-o camuflado ao ambiente. Segundos depois estava completamente invisível. Agora era a hora.

Karura suspirou, aflita, antes de correr na direção contrário à da Uzumaki, visualizando os outros três guardas. Diferente de Kushina, não havia preparado um feitiço de camuflagem, então iria lutar como à moda antiga: utilizando força bruta. 

A Sabaku concentrou-se por alguns segundos, e em seguida, suas mãos foram preenchidas e envoltas em puro fogo, as labaredas queimavam intensamente, tais como os olhos da de cabelos castanhos. Sorriu, confiante;

Estava pronta para derrubá-los.


Olhou rapidamente para o lado, observando Kushina, ainda invisível, derrubar dois dos guardas. 

Apesar de não possuir uma magia ofensiva como Karura, a ruiva era deveras habilidosa no combate corpo-a-corpo, melhor do que qualquer pessoa que a Sabaku conhecia. 

E então, decidida a dar um fim breve praquilo, a acastanhada concentrou-se novamente, unindo as palmas de suas mãos. O fogo que outrora as cobria, passou a concentrar-se no meio destas. Karura, em seguida, separou-as, criando uma pequena fenda entre essas, possibilitando que as chamas se concentrassem ali no formato de uma esfera. Uma simples, e destrutiva, bola de fogo. 

A moça arremessou-a na direção de um dos guardas, que num momento de puro reflexo, esquivou-se para o lado com um salto. Karura sorriu presunçosamente ao observar que, no momento que a esfera chocou-se contra o solo, suas labaredas dobraram de tamanho até expandirem-se por completo, criando uma espécie de mini explosão.

Um já foi.

A acastanhada novamente olhou para Kushina, observando-a travar uma árdua batalha com o último dos guardas. A Uzumaki tentava, inutilmente, acertá-lo com socos, pontapés e rasteiras, mas nada dava certo. Karura estreitou os olhos, afim de observar mais atentamente o guarda, reconhecendo-o no instante após: 

Ela era Hyuuga Hanabi. Uma das mais habilidosas bruxas do clã Hyuuga. Sabia que uma das habilidades dela, assim como a de todos os Hyuuga, era conseguir observar o fluxo de poder mágico dos outros bruxos, por esta razão o feitiço conjurado por Kushina era inútil, assim como suas investidas. Ela conseguia, basicamente, prever perfeitamente os movimentos da Uzumaki. A Sabaku suspirou, controlando sua vontade de ir ajudá-la. Sabia que se fizesse Kushina a condenaria; ela odiava quando seus planos eram desobedecidos. 

Tsc, como era teimosa.

Karura concentrou-se agora nos outros dois guardas restantes, que a essa altura já haviam notado sua presença e apenas aguardavam o próximo movimento de sua oponente. 

Reconheceu-os de imediato também. JungHin e Yatta. 

Yatta era uma bruxa um tanto conhecida em Konoha. Era, basicamente, a melhor Necromancer* que possuíam e também a líder da guarda que protegia a barreira. 

Já JungHin não possuía uma magia ofensiva; seus poderes apenas fortaleciam seus aliados com poderosos encantamentos ou curas. 

É, definitivamente não seria nada fácil, agora mais do que nunca sabia disso.

- Se você não vai começar, então eu vou. Deadly Army!* - Yatta lhe disse, envolvindo suas mãos em uma energia de coloração negra. Karura sentiu todo o chão à sua volta tremer, e permitiu-se entrar em estado de alerta. Segundos depois, seu tornozelo fôra agarrado por um par de mãos ossudas, que saíram do solo abaixo de si. Olhou para o chão em seguida, observando diversas outras mãos saindo do solo, até levantarem-se por completo. 

Ótimo, um exército de mortos-vivos. Era tudo que precisava agora, definitivamente. 

Tentou, inutilmente, libertar-se do agarro que parecia puxar-lhe para dentro do solo. Resmungou, para logo em seguida, concentrar-se minimamente e criar poderosas de fogo em seus pés, subindo até a altura de seus tornozelos, que rapidamente torraram as mãos inimigas, liberando-a daquele agarro. 

Estava livre, mas cercada por um exército de mortos-vivos com espadas, escudos e tudo o que tinham direito. Praguejou mentalmente, esperando que pelo menos Kushina estivesse tendo uma boa sorte em sua batalha. 

Os mortos-vivos avançaram em sua direção, e Karura rapidamente disparou rajadas de puro fogo de suas mãos e boca. Acertava alguns com pontapés envoltos em chamas, e outros com socos também envoltos em chamas. Yatta podia ser poderosa, mas Karura também era. 

Poucos minutos depois e todo o exército havia sido derrotado. A Sabaku respirava ofegante, observando Yatta sorrir diabolicamente. 

- Nível dois, então. - Ela sorriu ainda mais cruel. Seus olhos, outrora verdes, agora emanavam um brilho negro. Seus cabelos longos e púrpura flutuavam desgrenhadamente. JungHin, por sua vez, posicionou-se atrás da garota, unindo suas mãos nas costas dela. Em seguida, um brilho azul envolveu suas mãos Karura já havia visto aquilo antes; ele estava fortalecendo-a. - Rise: Unholy Form!*

Yatta fechou os olhos, unindo as mãos por alguns instantes. 

E nada aconteceu. 

Pelo menos por alguns segundos. 

Mas a acastanhada ainda se mantinha atenta. 

Yatta caiu de joelhos no chão em seguida, com JungHin ainda unindo suas mãos às costas dela. 

E então ela entendeu no momento que o primeiro guarda, aquele que ela havia queimado vivo, levantou-se novamente. Suas queimaduras de terceiro grau curavam-se quase que instantaneamente. Seus olhos eram consumidos por uma coloração negra - a exata cor dos olhos de Yatta no momento - e não exalavam nenhum sinal de vida. Não exalavam nada além de trevas.

As unhas do guarda, que Karura desconhecia, expandiram-se e tornaram-se enormes, afiadas e mortíferas garras. Sua coluna se enverganhou toda, e duas enormes asas também de cor negra passaram a nascer ali, rasgando a pele morta do guarda. Ainda no chão, Yatta trincava os dentes enquanto um filete de sangue escorria por suas narinas. 

A Sabaku não sabia muito sobre necromancia, mas ela já havia ouvido aqui e ali que ressuscitar um corpo humano morto - mesmo que ele não voltasse de fato vivo, como era o caso agora - era deveras difícil e requiria um nível alto de conhecimento Necromante. E era ainda mais difícil "adicionar características" como ela fazia agora.

Sabia que o último, provavelmente, fôra graças à magia de JungHin. O poder mágico de Yatta havia aumentado consideravelmente desde que o rapaz de cabelos azuis passou a fortalecê-la. Por esta razão a acastanhada precisava derrubá-lo primeiro. E era isto que faria.


Não teve muito tempo de pensar quando o guarda levantou vôo e avançou em sua direção. Ela tentava inutilmente acertá-lo com rajadas de fogo lançadas de sua boca. Ele desviava de absolutamente tudo.

Ela tentou esquivar-se antes que ele a agarrasse pelo pescoço e a levantasse no ar, mas fôra inútil. Agora ele planava no ar, segurando-a pelo pescoço e a sufocando aos poucos. Droga, estava ficando difícil de raciocinar. O pior de tudo é que se ele a soltasse ali, naquela altura, ela provavelmente não sobreviviria à queda também. Ou seja, de qualquer forma, estava morta.

- Ei, por que você não mexe com alguém do seu tamanho? - Ouviu ao fundo a voz de Kushina. Ela estava ali. 

Pra salvá-la. 

Mas deveria ser o contrário. Ela quem deveria protegê-la. Os Sabaku protegiam os Uzumaki, não o contrário. 

Precisava ficar viva para protegê-la.

E então, reuniu todo o ar que ainda restava em seus pulmões, e o expirou em um único sopro na forma de labaredas diretamente no rosto do guarda morto-vivo. Ele a soltou, deixando-a em queda livre até ser apanhada e salva pelos braços gentis de Kushina.

- Você conseguiu... - Sussurrou, encarando as orbes azuis de sua amada. Céus, ela era tão bela...

- E estou aqui agora pra te ajudar a chutar o traseiro deles dois. - Lhe respondeu, sorrindo largamente. E isto era o que mais amava em Kushina: seu sorriso largo e bonito. Ainda que ela agora ostentasse alguns arranhões e feridas em seu rosto, como consequência do combate contra o Hyuuga, não deixava de ser bela - Você pega a garota. Eu cuido do Zumbi. - Ordenou, observando o morto-vivo agora ao lado de Yatta, com o rosto quase todo regenerado do ataque da Sabaku.

- Precisamos derrubar o JungHin primeiro, ou ele continuará curando-a e fortalecendo-a. 

- Você consegue. Eu te ajudo quando acabar com aquela... coisa.

- Cuidado. 

- Você também. - Respondeu, avançando em direção ao Zumbi que agora também avançava em sua direção. 

A Uzumaki abaixou-se quando ele investiu contra si, desviando de suas mortíferas garras. Acertou-o com uma rasteira em seguida, levando-o de encontro ao chão.

JungHin, agora em pé e longe de Yatta, conjurava um poderoso feitiço de escudo mágico. Segundos depois, depois que o feitiço havia sido conjurado por completo, ele retornou à seu posto anterior, com as mãos posicionadas nas costas de Yatta.

A Sabaku por sua vez arremessava poderosas bolas de fogo em direção ao escudo mágico, que mantinha-se inabalado até então.

O guarda levantou-se do chão rapidamente, e numa investida ágil, agarrara o ombro de Kushina, cravando suas garras ali, para logo em seguida arremessá-la longe. 

A Uzumaki, despreparada, fôra de encontro ao chão. Arfava dolorosamente agora, pressionando a ferida em seu ombro com uma de suas mãos.

Já a Sabaku continuava investindo à longa distância contra o escudo mágico, e este parecia cada vez mais frágil agora. 

Yatta grunhiu, irritada. Não poderia perder ali; havia prometido para o Hokage que protegeria aquela barreira com sua própria vida. E ela era uma mulher de palavra, portanto, cumpriria! Nem que pra isso ela tivesse que matar a futura Hokage - e faria isso se necessário. Ninguém entrava ou saía de Konoha. 

Elas sabiam disso. Era a principal lei.

Portanto, ela concentrou-se por alguns segundos, canalizando toda a magia que ainda restava dentro de si. Respirou fundo em seguida, agora pronta.

Instantes depois e um pergaminho mágico de coloração negra surgiu em sua frente.

- JungHin, mantenha esse escudo ativo. Vou precisar de tempo agora. - Ordenou, observando o rapaz prontamente levantar-se e caminhar em direção ao escudo, posicionando suas duas mãos nele e enviando seu poder mágico pro feitiço, fortalecendo-o contra os ataques de Karura.

Yatta respirou fundo e abriu o pergaminho negro, observando o brilho intenso escapar por ele. Àquilo a deixaria esgotada - e, talvez, até mesmo a matasse - mas era sua mais poderosa cartada. Ela então mordiscou seu polegar direito até que um filete de sangue escorresse por ele, e com ele, desenhou um enorme pentagrama ao redor do pergaminho, com ele posicionado no centro da Runa de Sangue*

Karura, agora, auxiliava Kushina em sua batalha. Ambas tentavam acertá-lo com poderosos socos e chutes, mas ele agilmente desviava de tudo. 

Ele era extremamente ágil e regenerava-se num nível absurdo. 

A Sabaku então se afastou, irritada, e criou uma pequena bola de fogo em sua mão direita. Arremessou-a na direção do morto-vivo, mas antes que pudesse acertá-lo, ele caiu no chão, novamente sem vida. As unhas aos poucos diminuindo de tamanho e as asas negras perdendo as penas, uma por uma, antes de finalmente tornarem-se poeira.

- O que diabos acabou de acontecer?! - Karura indagou confusa, mas não obteve resposta. Observou então o olhar de Kushina, que esboçava uma expressão horrorizada. Franziu o cenho, seguindo o seu olhar e observando Yatta ajoelhada em frente à um pentagrama e um pergaminho - O que é tudo isso?

- Você precisa pará-la, Karura! Agora! Não a deixe finalizar aquele feitiço, rápido! - Berrou, aflita. A Sabaku franziu o cenho, completamente confusa. Jamais havia visto Kushina tão assustada quanto agora. Não iria questioná-la agora, não havia tempo, ela precisava impedir Yatta antes que sabe-se lá o quê acontecesse. Por este motivo, passou a arremessar incessantemente bolas de fogo em direção ao escudo fortalecido por JungHin.

O brilho emanado pelo pergaminho se tornada cada vez maior e uma energia mágica de coloração negra saía do corpo de Yatta e era absorvida pelo artefato, pouco a pouco. A moça de cabelos roxos agora sangrava pelo nariz e pela boca e tentava arduamente manter-se firme ali. 

- O que tá acontecendo, Kushina?! - Indagou, exasperada. Não tinha uma boa sensação. Seja lá o que estivesse acontecendo, sabia que definitivamente era algo ruim. Muito ruim.

- Isso... É... É um feitiço de invocação, Karura - Iniciou, ainda sem olhá-la nos olhos - É um feitiço proibido. Foi proibido pelo terceiro Hokage há décadas atrás. Nós não teremos chances se você não conseguir pará-la agora. 

- Que porra é um feitiço de invocação? - Gritou, nervosa. Kushina estava assustando-a. E ela definitivamente não precisava disso agora. 

- O feitiço de invocação lhe permite invocar um animal, monstro, ser... O que for - Iniciou a explicação, olhando-a de supetão - Mas pra isso, você mesmo precisa tê-lo matado e selado sua alma em um pergaminho mágico como aquele.

- Não parece tão ruim.

- Eu ainda não terminei - Cortou-a - Há alguns riscos pra isto. O primeiro como você já pode notar, é o desgaste físico que isto causa, visto que você precisa de uma absurda quantidade de poder mágico pra invocar seja lá o que você tiver selado ali. O segundo é que você, o tempo todo, precisa ter total controle da invocação. Por este motivo, seu corpo fica vulnerável o tempo todo. O problema é que caso você morra enquanto a invocação estiver ativa, ou se você simplesmente perder o controle sobre ela, a alma que você tiver selado no pergaminho, assume o seu corpo... pra sempre. - A Sabaku se assustou, arregalando os olhos castanhos em direção à Uzumaki. Que tipo de feitiço era aquele?! Não era atoa que havia sido proibido - Há também um custo pra usar este feitiço... um custo de vida. Você cede alguns anos de vida pra invocar aquilo. Quanto mais forte a alma selada ali for, mais anos de vida ela lhe rouba.

- Consigo entender agora porque isso foi proibido. Eu não vou deixar, Kushina. Vá pra trás! - Ordenou, ao mesmo passo que concentrava uma enorme quantidade de fogo em seu punho, moldando-o de maneira que se assemelhasse à uma mão, feitas inteiramente de chamas. Respirou fundo, e antes que pudesse partir em investida, sentiu a mão da Uzumaki segurar-lhe pelo ombro. 

- Já é tarde demais. 

E realmente era.

Yatta arfava, sentindo todas as suas forças se esvaírem e serem absorvidas pelo pergaminho.

- Yatta, o que você tá fazendo? Isso tá te matando! - JungHin gritou, desesperado, olhando-a pelo canto dos olhos - Não se mexa, irei curar você! - Informou, ajoelhando-se novamente atrás dela. 

- Eu prometi ao H-Hokage... - Arfou, com dificuldade. Uma quantidade assustadora de sangue escorria de seu nariz e sua boca. Sua pele tornava-se assustadoramente pálida a cada segundo e seus olhos pouco-a-pouco assumiam uma coloração opaca. A vida escapava de seu corpo a cada segundo mais. Nem mesmo JungHin conseguiria salvá-la.

E quando o último laço de energia que envolvia seu corpo adentrou o pergaminho, o corpo de Yatta fôra de encontro ao chão.

Estava morta.

- Yatta! - JungHin berrou, acudindo-a em seu colo. O pergaminho, ainda aberto, agora flutuava no ar e emitia uma poderosa e forte luz negra. Segundos depois, ele se fechou, emitindo uma poderosa onda de vácuo, que empurrou os outros três à metros de distância.

Kushina caíra desacordada no chão, ao lado de Karura, que berrou ao mesmo passo que ia, rastejando, de encontro à amiga. Não conseguia se levantar, seu tornozelo doía muito. 

- Aquilo a matou de uma só vez. Se o custo de vida foi tão alto assim... Então significa que o que sair dali... - Pausou a própria fala. Merda, não teria chance alguma. Precisava sair dali 

O brilho emitido pelo pergaminho aumentava cada vez mais e agora, uma quantidade absurda de energia negra saíam do objeto mágico e adentravam o corpo sem vida de Yatta. A Sabaku tremeu, assustada, lembrando-se das palavras de Kushina.

'O problema é que caso você morra enquanto a invocação estiver ativa, ou se você simplesmente perder o controle sobre ela, a alma que você tiver selado no pergaminho, assume o seu corpo... pra sempre.'

- Merda, merda, merda.

O chão todo tremia, as luzes dos postes perto dali piscavam. Parecia até mesmo o cenário de um filme de terror. O medo se fazendo cada vez mais presente no interior da Sabaku. Merda, não tinha tempo pra isso agora! Pegou Kushina no colo e levantou-se de supetão, tentando ignorar a dor aguda em seu tornozelo direito. 


O corpo morto de Yatta flutuava no ar e seus cabelos outrora roxos agora perdiam a cor para logo em seguida caírem. Dois enormes chifres rasgavam a pele da testa da jovem moça, até finalmente atingirem seu tamanho máximo. Sua pele alva era rasgada, dando agora espaço à uma pele cascuda e dura, quase como uma carapuça. Duas asas metálicas brotavam das cotas de Yatta, rasgando sua pele e se expandindo brutalmente. A pele de sua bochecha também rasgava-se, mostrando seus dentes laterais que um por um caíam, dando espaço à presas enormes e afiadas.

Suas unhas transformavam-se em garras enquanto um novo par de braços nascia abaixo dos originais. E suas pernas encurtavam de tamanho, enquanto seus pés aumentavam e suas unhas dos pés também transformavam-se em afiadas garras. Seu rosto agora transformava-se num rosto bruto, animalesco, talvez até... demoníaco.

E então seus olhos se abriram. Um par de olhos amarelos que atentamente encaravam o lugar à sua volta.

- Yatta... - JungHin sussurrou baixinho, assustado. Seu corpo tremia dos pés à cabeça. O monstro, em resposta, o fitara nos olhos antes de abrir um sorriso cruel e subitamente avançar contra o rapaz, arrancando sua cabeça de uma só vez com o par de pés.

Karura observou a cena horrorizada, enquanto Kushina permanecia desmaiada. Balançava-a incessantemente, tentando inutilmente acordá-la.

Aquela coisa já havia notado a presença de ambas e agora passava avançar no ar em sua direção. 

A acastanhada tentava acertá-lo tanto com bolas de fogo quanto com rajadas de fogo atiradas pela boca. A coisa sequer preocupava-se em desviar. O fogo não causava qualquer efeito à pele dele. 

Era o fim. Ela iria mesmo morrer. E então, posicionou-se na frente de Kushina, abrindo os braços, fechando os olhos e esperando pelo ataque mortal que deveria vir.


Mas não veio.


Abriu os olhos novamente, observando que o monstro havia parado há poucos metros de si, totalmente paralisado. Olhou ao redor, observando que na verdade tudo à sua volta havia parado. 

O tempo havia parado.

- Pegue-a e saiam daqui, rápido! - Ouviu uma voz soar atrás de si. Virou-se rapidamente, dando de cara com um jovem rapaz de cabelos ruivos e pele alva do clã Akasuna, que mantinha seus braços esticados, enquanto uma energia mágica de coloração púrpura envolvia suas mãos - Estou fazendo isso por ela, não vou conseguir manter o tempo parado por muito tempo. Vocês precisam ir agora. Depressa!

Karura assentiu, pegando o corpo desacordado de Kushina em um de seus ombros. Ela então deu alguns passos lentos e firmes em direção à barreira mágica que as separava do lado de fora. Colocou a mão direita na ruptura, sentindo-a expandir-se e um ar gélido tomar conta de seu membro. Então, cuidadosamente, com Kushina ainda desacordada em seu ombro, ela passou a atravessar pela ruptura. E antes de finalmente dar adeus à Konoha, ela olhou pra trás uma última vez, sussurrando:

'Obrigada, Sasori.

***


Notas Finais


*Runa Primária: Há diferentes tipos de runas mágicas. Runas primárias, secundárias, de sangue e mais algumas que vocês verão ao longo da história. As runas servem pra conjurar-se feitiços. O tamanho da runa indica o poder mágico do feitiço. Uma runa primária, por exemplo, é bem pequena porquê consiste em um feitiço básico, que qualquer bruxo consegue usar. 

*Nightwalker (Andarilho da Noite): Um feitiço básico que consiste em deixar o usuário invisível por, no máximo, três minutos. Apesar de tornar o corpo invisível, Bruxos que conseguem enxergar ou sentir o fluxo de poder mágico - como os Hyuuga - conseguem facilmente detectar o usuário. Geralmente é um feitiço utilizado em espionagens ou em assassinatos silenciosos.

*Necromancer: Uma classe de Bruxos que utiliza uma das vertentes da Magia Negra. Basicamente consiste em invocar mortos, esqueletos, zumbis e qualquer coisa que remete à morte. 

*Deadly Army (Exército Mortal): Um feitiço exclusivo dos Necromancers. Consiste em levantar um exército de mortos-vivos do chão. A quantidade de mortos-vivos depende do poder mágico do usuário. Yatta, por exemplo, invocou cinquenta contra Karura - um número altíssimo para essa magia.

*Rise: Unholy Form (Levantar: Forma Profana): Outro feitiço exclusivo dos Necromancers. Este, mais especificamente, é um feitiço exclusivo de Yatta, criado por ela mesma e originado de um feitiço já existente.

O feitiço original, Rise, apenas consiste em ressuscitar um corpo humano e controlá-lo. É um feitiço avançado dentre os Necromancers, vide que a maioria deles apenas invoca já mortos-vivos ou esqueletos. O diferencial aqui é o Unholy Form/Forma Profana. Esta variação transforma o corpo do morto-vivo, lhe dando características demoníacas - foi isso que Yatta fez com o guarda, por exemplo.

*Runa de Sangue: É a mais poderosa runa. Ela necessita de sangue do usuário ou de alguma vítima pra ser invocada. Geralmente é com esta runa que se utiliza os feitiços proibidos, como o feitiço de invocação utilizado por Yatta.



Lembrando que estou postando essa fic também no wattpad:
https://my.w.tt/a7tNgkUe81

E AH, postei uma história nova também sasunaru. Deem uma olhadinha nela, vou postar ela junto dessa xD. Já adianto que ela é bem interessante, embora bem diferente dessa: https://www.spiritfanfiction.com/historia/million-dollar-man-sasunaru-18002082


é isto. Obrigado por lerem até aqui. Espero que estejam gostando. Comentem o que estão achando, vou adorar ler tudo aaaaa
Vejo vocês em breve, até mais. Beijo 💗


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