História Nas Asas De Um Anjo - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Anjo, Colegial, Romance, Violencia
Visualizações 5
Palavras 1.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Castigo



Quando eu disse que você estava apaixonada, você não acreditou em mim - diz Kelly depois que contei do sonho para ela.
- Eu não estou apaixonada, o amor é uma coisa psicológica, ja disse - falo. - Além do mais, esse sonho não significa nada.
- Claro que significa, significa que você está apaixonada.
- Não estou nã... - ela coloca o dedo indicador em meus lábios.
- Shhh, seu futuro namorado está vindo - ela olha fixamente por cima de meus ombros, me viro e vejo Mike.
Meu coração dispara, sinto uma coisa que nunca senti antes e que eu nem sei o que é. Por que estou sentindo isso? Essa sensação de que ja o vi em outro lugar.
- Parece que tem alguém apaixonada - cantarola Kelly quando Mike passa ao nosso lado.
- Shhh - fecho a cara para Kelly.
- Por que você não fala que está gostando dele? É tão mais simples - ela diz quando ele estava longe o suficiente para não nos ouvir.
- Eu estou gostando dele - ela abre um largo sorriso. - Era isso que você queria ouvir?
- Não exatamente.
- Aaaa então eu não te entendo, porquê você diz para mim falar uma coisa, mas depois que eu falo, você diz que não é exatamente o que queria ouvir.
- Deixe de ser palhaça Lydia, agora vamos para a sala.
Vamos até a sala, a nossa primeira aula será de Cálculo, e depois do intervalo será de História. Eu sempre gostei de História, saber sobre o passado me cativa. Mas as vezes nem eu consigo me entender, eu gosto de História, mas não gosto de Ensino Religioso que fala sobre o passado.
Mas as duas matérias não são totalmente parecidas, é só o fato de falar sobre o passado, porquê enquanto uma fala sobre Anjos e outras coisas do tipo, outra matéria fala sobre o passado do mundo. Mas eu gosto de ouvir falar sobre o livre arbítrio, sobre como Deus foi justo deixando os Anjos escolherem um lado, tinha até Anjo que preferiu viver o amor com uma mortal, penso que esses são os mais sem noção, quem trocaria o céu para viver o amor (que nem existe)?
Okay, chega de pensar em bobagens, é melhor prestar atenção no professor explicando a matéria, nunca me dei bem com Cálculo, e agora que estou no terceiro ano, não quero por tudo a perder porque fiquei pensando em Anjos.
Um bilhete pousa em minha mesa, olho para o fundo da sala e Guilherme da uma piscadela para mim. Abro o bilhete, que diz:

Pensando em mim, lindinha? É melhor prestar atenção na aula, não quero ter uma esposa burra.
E por falar nisso, que tal sairmos mais tarde?


Óbvio que não vou aceitar, eu nem o  conheço direito, apesar de estudar com ele desde o primeiro ano do ensino médio. Mas eu preciso saber uma coisa: Por que esse interesse repentino em mim?
Até o ano passado, ele nem sabia da minha existência, mas durante as férias ele começou a me mandar várias mensagens, no começo eu pensava que era brincadeira, mas foi ficando mais frequente, e ontem ele falou aquilo para mim quando estava conversando com Kelly, mas agora não sei em que acreditar.
Sinto alguém cutucando as minhas costas atrapalhando meus pensamentos. Me viro para ver quem é. É Kelly, ela aponta para o bilhete em cima da minha mesa.
- Depois - sussurro.
- A menina ali do canto - o professor me chama e eu me viro para frente -, é melhor parar de conversar, essa matéria exige concentração.
- Desculpa, eu só fui pegar minha caneta - minto.
- Que isso não se repita mais.
- Pode deixar.
As horas se passam e o sinal toca nos deixando ter quinze minutos de liberdade para o intervalo.
- Anda, me fala o que estava escrito no papel - diz Kelly, na fila do lanche.
- Ah, não era nada de importante - falo pegando minha bandeja.
- Mas eu quero que você me conte - ela insiste.
- Ai, está bem - coloco comida em meu prato e saio da fila. - Primeiro vamos nos sentar.
- Okay - ela diz. - Lydia, cuida...
Eu estava olhando para Kelly, que andava atrás de mim, mas então, sinto alguém esbarrando em mim me fazendo cambalear para trás e deixando minha bandeja cair sobre minha roupa.
Droga, quem foi o idiota que não prestou atenção? Agora eu estou toda suja de molho de carne, argh.
-Presta atenção - uma voz grossa diz, ergo a cabeça e me deparo com Mike.
- Qual é o seu problema? - Pergunto. - Foi  você quem esbarrou em mim.
- A culpa foi sua, que ao invés de olhar     para a frente, fica olhando para trás conversando com a amiguinha - ele diz, a não, dessa vez ele foi longe demais.
- Quer saber de uma coisa? - Me agacho e pego a comida que caiu e esfrego ela na cara de Mike.
- Mas o que está acontecendo aqui? - Mary, a coordenadora da escola, pergunta.
- Foi ele que começou - falo apontando para Mike.
- Os dois, para a sala da diretora. AGORA! - Ela grita.
- O que está acontecendo, Mary? - a diretora pergunta assim que entramos na sala dela.
- Esses dois aqui, estavam brigando no refeitório.
- Não é verdade - me intrometo. 
- Fique quieta! - ordena Mary e eu reviro os olhos.
- Estão de castigo - a diretora diz. - Vão limpar a biblioteca depois da aula.
- Mas a biblioteca é enorme - falo.
- É para você aprender a nunca mais brigar na escola - diz Mary.
- Mas não fui eu quem começou - falo.
- Ja chega! Vá se limpar e some da minha frente.
- Ja estou indo - falo.
Entro no banheiro e Kelly me acompanha, ela estava ouvindo tudo atrás da porta da diretoria, e disse que pelo menos o castigo serviria para eu poder me aproximar de Mike. 
Mike, ele não falou nada na sala da diretora, é um frouxo mesmo, nem se defendeu, e depois de tudo que aconteceu, eu nem sei se tenho mais interesse nele. Espera, eu disse que não tenho mais interesse nele? Eu nunca tive interesse nele. 
- Olha Lyd, eu não sei o que vai acontecer com seu moletom, eu sei que molho de carne é muito difícil de tirar da roupa.
- Droga, é meu único moletom preto - coloco as mãos em cima da pia. - Culpa daquele idiota.
- Calma Lydia, ficar estressada agora não vai resolver nada - ela coloca as mãos em cima dos meus ombros. - Mas se você quiser, eu posso ir na loja com você, comprar outro moletom, e quem sabe roupas novas.
- Obrigada, mas não, não temos o mesmo gosto.
- Não mesmo, agora vamos voltar para a sala.
Está sendo o pior dia da minha vida, com certeza.
As horas se passam e o sinal toca liberando todos, menos Mike e eu.
Mary e a diretora Ella estava nos esperando na biblioteca.
- Organizem e limpem os livros e lavem o chão, essa é a tarefa de vocês - a diretora diz. - E vocês tem até 15:00 hrs para terminar.
Elas saem da biblioteca me deixando a sós com Mike, ele está de frente para mim, há um silêncio constrangedor entre a gente, mas eu resolvo quebrá-lo.
- Eu arrumo os livros, e você limpa o chão - falo e ele apenas concorda.
Acho que ele não gosta de converar muito, que bom, assim não terá nada para me destrair, não que eu quisesse conversar com ele, porquê eu não quero.
Paro de pensar em bobagens e pego a escada para arrumar os livros do alto da prateleira.
- Mike - chamo o garoto que está a dois corredores de onde eu estou, ele vem em minha direção.
- O que? - Ele pergunta assim que chega no lugar onde estou.
- Eu vou subir na escada, tem como me dar o espanador quando eu estiver la em cima? - pergunto e ele concorda com a cabeça. - Obrigada.
Eu subo as escadas e ele me da o espanador. 
Mike começa a limpar o corredor onde eu estou, e eu começo a espanar os livros, vendo em qual lugar cada um deveria ficar. A escada cambaleia um pouco, me dando um susto.
- Cuidado - Mike grita. 
Eu caio para trás e dou um grito, acho que agora vou embora desse mundo. Mas não, eu estou errada, eu caio nos braços de Mike, estou assustada, posso sentir meu coração batendo acelerado. 
Mike me olha nos olhos, e por um instante parece que só há nós dois no mundo. Ele chega mais perto, inclina sua cabeça e... Ai-meu-Deus, será que ele vai me beijar?
 



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