História Nas Asas Do Demônio - Capítulo 10


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Capítulo 10 - QUATRO


Meus olhos e minha mente, travavam uma batalha entre eles, disputando se eu adormecia ou acordaria, mas o sol quem comandou. Iluminou e observou as persianas, que nada fizeram para o impedir. E la estava mais um dia na minha vida na terra. Monótona. Estranha..

Havia passado uma semana desde o baile e eu estava praticamente me escondendo de todos. Sequer, as mensagens de Helena eu respondia. Eu não havia saído de casa por nem um instante.

Tomei um banho, e me arrumei: vestindo apenas, uma calça jeans preta, que era rasgada na perna -Nos joelhos, para ser exata-, um moletom azul cobalto e uma regata rosa claro, quase branco... Nao demorou nada, ate eu sair do apartamento e me encontrar no primeiro andar.

Matt, meu vizinho, que desculpe dizer, mas só andava drogado, pegava suas cartas no armário pequeno, de número 209 e ao meu lado direito la estava sua esposa, o esperando, fumando um cigarro na portaria, espriguicada no balcao, que deveria ser ocupado por alguem-Mas nunca vi ninguem ali-...

O homem a minha frente, possuia em seu corpo, como vestimenta, uma blusa branca, quase toda manchada de algo amarelado, sua calça de moleton azul marinho, quase parecia preta, olhando de longe. Sua mao, era coberta por uma atadura, que era manchada de sangue por cima, quase imperceptivel, mas eu sentia o cheiro. Seus pes, ao contrario da esposa, possuia uma sandalia de dedos, branca, e seus dentes amarelados disparava para cima de mim, com certa euforia.

A fumaça da mulher, me rodiava e me sufocava. se eu respirasse fundo, provavelmente me feria tossir de uma forma copiosa; tive de me afastar, para avaliar melhor:

Seu olhos castanhos, se mesclavam com mel enquanto suas pupilas se dilatavam... Um vestido vermelho, lhe caia bem, ai ate suas coxas -e ia subindo-, que ali, eram revestidas por uma meia calça arrastao preta, os furos às vezes possuiam furos maiores, rasgos, ate.... Sua bota preta, possuia detalhes dourados: estrelas -No cadarço-, e um ziper do lado, de enfeite. A camada preta de seus cabelos, cobria seu pescoco, recaindo um pouco abaixo de seus ombros. Cachos decoravam as pontas e mexas roxas decoravam o resto. Poderia ate dizer que era um visual daqueles goticos trevosos, pelas quais, muitas das vezes olhavam torto.

-Eai, Matt!- sinto seu odor de cigarro se impregnar à minha volta, mas, mesmo assim, aperto sua mão.

-Mazikeen...como vai Brilho celeste?- sorrio com o apelido um pouco estranho. Por mais drogado que Jack fosse, ele era uma pessoa boa e gentil, uma vez ele ate ajudou uma senhora que passou mal aqui. Eu nao podia os ajudar, eu era uma recem caida, eu lhe daria vida e perderia a minha. Seria suicidio.

-Estou otima... Vou tomar cafe, querem ir?- pergunto atenta a sua esposa.

-Nao podemos... Precisamos pegar Norah no colegio. Eai garota.- Ela sorri, mas ele some da mesma forma que surgiu, rápido.

Sua esposa o interrompe. Norah, era a filha dos dois. Era uma crianca adoravel, o rosto, era quase todo vindo da mae- as maçãs, os olhos, seus labios rosados. Mas, seu olhar era de seu pai, tão curioso...Dócil...

No geral, eles nao eram a familia perfeita, mas eram uma familia feliz. Existia um segredo que eles escondiam do filho e existia da mesma forma amor no lar. Por mais que sejam viciados, eles amavam sua filha e nunca fumaram perto dela, evitam ate certo asunto perto da crianca, de apenas seis anos.

-Tudo bem... Aproveitem, hoje é sexta... Relaxem.- sorrio e entao saio dali, temendo chegar atrasada no colegio.

{....}

O cheiro de café passado na hora, impregou minhas narinas, assim que ouvi o sino da porta, anunciando que alguém havia entrado. E eu, era esse alguém.  Os perfurantes olhares das pessoas me perseguiram, até o momento em que finalmente achei uma mesa e me aconcheguei, finalmente, em uma mesa afastada, no fundo dali  e me escorreguei ate chegar do  lado esquerdo da mesa, o mais escondido possível.

A garçonete, logo apareceu e me entregou o cardápio. "Apenas um café", eu lhe disse, sem mais delongas, ou eu me atrasaria para a aula. A voz das pessoas no local me rodeava. Os cochichos... Talvez, não sobre mim, mas ainda sim, me encolhi, rezando para que aquilo parasse, mas não parou e eu precisei me distrair com a fumaça rala que saia do café. 

 Hilary, Nikolas e Hannah, sorriam para mim da outra mesa, finalmente me notando. Eu rezava para que viessem ate onde eu estava e se sentassem me retirando do tedio- E assim fizeram- Os olhos castanhos de Hilary e os ofuscantes mestiços de Nikolas, me faziam sorrir enquanto se despejavam sobre as cadeiras na minha frente.

-Oi!- Hannah me cumprimenta. Seus olhares curiosos, me tiram de meu devaneio. Hilary me prende a atenção com seu topete e Nikolas observa Hannah com um sorriso bobo, quase apaixonado. Reviro os olhos e suspiro soltando uma risada contida.

- Não vai para a escola hoje?- indagou Nikolas atraindo suas atenções para minha pessoa, uma vez que meu café chega e eles fazem seus pedidos e eu afirmo com a cabeça. Olho para o balcão por instantes e vejo pelo vidro, olhos frios e vazios me observando, mas eles somem tão rápido quanto apareceram. Balanço a cabeca, tentando me esquecer da lembrança de Christopher do outro lado do vidro, mas ele adentra o local. Ivy, sua fiel escudeira, sorria de forma convicta para minha direção. Faço o mesmo, porém, eles passam direto. Indiferentes, frios... 

As vezes, eu achava que Ivy  era para Christopher uma seguidora. A garota, sempre estava atrás dele, mas, visto o olhar respeitoso que ele lhe lançava toda vez que se falavam, aquilo se desmanchava da minha cabeça.

-... O que você acha Maze?- Nikolas Me fita com curiosidade.

-Eu... Me desculpem. Não ouvi. Podem repetir?- beberico um pouco do café quente. Faço um biquinho e assopro o liquido dentro da xícara.

-Hannah estava comentando sobre sua paixão platônica. -Me engasgo com o café e franzo o cenho, pegando um guardanapo.

-Paixão? Não entendi... O que querem dizer?- Limpei uma gota de  café que escorreu da minha boca. 

-Não era para ter falado, Hilary! E não, não estávamos falando sobre isso. - a garota se defende.

-Agora estamos- comenta Hilary. Dou de ombros.

-Não existe nenhuma paixão platônica, Gente. Eu só sorri para eles, o que também envolve a irmã dele. - balbucio, pegando uma das torradas que eles puseram sobre a mesa. A garçonete então trás, um Capuccino, um café com leite e um cha de hortelã.

-Ecah, Hannah! Como pode gostar disso?-Nikolas empurra seu ombros e poe as mãos sobre a mesa.

-Eu também gosto!- aproveito a deixa para mudar de assunto, Christopher era um campo minado, por enquanto, para falarmos tão livremente.

-Mulheres são estranhas. - Hilary revira os olhos.

-Hey, não generaliza!- uma voz feminina se junta a conversa. ivy se senta ao meu lado com uma garrafinha de agua em mãos... - Eaí pessoal, não pude deixar de ouvir o que falaram e... Eu não gosto de chá. - a garota fecha um dos olhos enquanto fala e mordisca o lábio inferior, jogando os cabelos para o lado..

Minha xícara já estava vazia quando decidi que já era hora de ir para a escola. Me ergo da mesa apoiando as mãos na cadeira e pego a xícara.

-Para onde vai?- Hannah segura meu pulso em um toque suave.

-Vou para a Escola, oras.. - dou de ombros ditando o obvio.

- Só temos aula dos próximos três tempos. Então, ficaremos aqui. Já o Chris, precisa ir a aula, perdeu quase uma  semana, depois do baile.  - Ivy interrompe qualquer coisa que meus amigos poderiam falar. Todos eram da mesma sala, com excessão de Hellena,- que não estava ali - Christopher e eu.

-Não acho uma boa ideia- olho para trás, apenas para me deparar com Christopher conversando com uma ruiva. - ele ficará bem. - saio finalmente dali, entrego a xícara na recepção, não permitindo que a garçonete me ofereça mais nada e  pago a conta.

O ar frio acaricia meu rosto, quando saio dali observando o som do sino ecoar para fora do café. Me aqueço, pondo minhas mãos no bolso do moletom que eu vestia.

Olhei para cima para observar as folhas das árvores que pareciam que iria cair em cima de mim. Os choupos farfalhavam e lutavam consigo mesmos, sobre as cabeças das pessoas que passavam pelo beco Springs. Por ali, os alunos da San francisco high school, pegavam um atalho para a aula. O local mal iluminado -por conta dos três muros altos que o cercavam-, me causava calafrios. Lixeiras cercavam o local, lotadas com lixos que os mundanos produziam em seu dia-a-dia. O sol, finalmente havia dado as caras por ali. A Califórnia devia estar mais ensolarada ultimamente, mas infelizmente, mesmo no verão, o vento gélido acabara com qualquer vestígio de aquecimento que encontrava. Ainda que brilhante e quente, o sol não impedia que os ventos gélidos da manhã soprassem meus cabelos para longe e me causasse frio.

Infelizmente, para que eu pudesse alcançar meu destino, teria que me arriscar naquele monte de lixeiras. O bom disto tudo, era o fato de ter um espaço razoável entre elas. Alguns caras, gargalhavam sobre suas motocicletas. A fumaça fedorenta saia de suas bocas, enquanto paravam para me admirar. Pareciam até pumas, vários deles, admirando sua presa. O cheiro insistente permanecia e quase se impregnava em mim, me dava nojo. Os cilindros de papéis enrolados em alguma coisa, ainda queimava, quando terminei o trajeto e me forcei a não olhar para trás nem por um segundo. Eu poderia não entender de cigarros, mas acho que não tem esse cheiro e muito menos Aquela largura e o pior, é que eu não queria saber

Duzentos metros dali, eu podia ouvir a melodia dramática e quase insaciável dos corvos... Suas bicadas freneticas em sua presa, letal, quase indolor, como um susto fatal. E a um quarteirão, posso ouvir as pessoas se uniam em frente a um palanque, onde ocorria uma apresentacao infantil sobre algo que eu não me importei em saber. Perda de tempo, eu diria. Ninguém queria realmente assitir, apenas os pais das criancas estavam ali e professores das escolas que estavam preparando aquele espetáculo.

No portao da escola, eu podia ver a vice-diretora conversar com o diretor e uma mulher vestida de calça jeans, e uma camisa com a bandeira do pais e um mosquito morto na frente. Dou de ombros, passando direto, caminhando para dentro do predio. As pessoas pareciam um bando de gêmeos, se fundindo pela rapidez em que passavam por mim e catavam suas coisas. E os corredores nem se fala, era uma chuva de azul, vermelho, branco, verde e cinza, que meus olhos ardiam em meio tanta confusão de apenas cores.

-Ainda bem que não fui a única a vir. - uma garota de regata branca se aproxima e só quando me foco em seu rosto, percebo que ali havia uma Helena irritada. Continuo ereta, jogo minha mochila sobre os ombros mais uma vez, uma vez que ela escorrega. Meus olhos deslocam e focam diversas vezes, ate a preguiça de falar me abandonar.

- encontrei com os seus amigos no café! Conversamos um pouco, mas preferi nao me atrasar.- seguro a respiração quando a abraço, apenas para aspirar o cheiro de jasmim da minha amiga..

-Aqueles idiotas me abandonaram.

A garota põe as maos na cintura e então cruza os braços, voltando a andar comigo, mas para ao ver os portões sendo fechados.

-o que esta acontecendo?- paraliso em meu lugar, sem ao menos piscar os olhos.

-Todos para fora! A escola esta sob contenção, por conta de uma infestação de cupins. As aulas serão suspensas apenas por hoje, achamos nós, da direção. Caso tenham alguma duvida, é só me perguntar.- a mulher de Blazer e a camisa do país se vira de costas para os alunos e volta a falar com uma mulher que, agora, segurava uma prancheta.

Um comboio de cinco vans brancas com a decoração de um mosquito do lado, aparecem e logo seus homens soltam das mesmas. Uma mulher, retira uma fita amarela, daquelas, bem parecidas com aquelas que a policia põe em caso de assassinato. Ela se vai para dentro da van enquanto Helena me puxa para fora daquele alvoroço. Mais e mais homens aparecem com aquelas roupas amarelas protetoras, mas Helena e eu já andamos o suficiente para não incomoda-los

-Otimo. Vim para a escola a toa. - Retiro o moletom que cobria minha cabeca e olho para Helena, que chicoteia seu fone para dentro do bolso, uma vez que os retira do entorno de seu pescoço.

-Olha... Se dermos sorte, eles ainda estarão na lanchonete. - Dou de ombros, com as palavras da morena.

- Quer ir pra lá? Estou indo pra casa.- bocejo e enfio as mãos no bolso da calça, estralando as costas.

-Nao... Preciso terminar algumas coisas hoje, se não, minha mae vira uma fera. - seu rosto aparenta cansaço e sua respiração aparenta Tédio. - talvez eu esteja com preguiça. - ela solta uma risada e se vira para sair. Finalmente sou deixada sozinha, quando ela da um passo, outro, e outro... Ate eu perder a mesma de vista.

Olho em volta, perdida na fina camada que separava a realidade do pensamento. Sopro o nada, ao me deparar com um devaneio inconsciente e inútil, que, literalmente, não me levaria a nada, a não ser uma crise existencial.

Me movi em passos lentos e preguiçosos de volta pelo meu trajeto, sem passar pelo beco springs, mas quase dei meia volta, quando vi Mia e Helena conversando de forma ríspida.

Avanço para frente, tentando não ser vista, quando atravessou a rua e ouço a voz irônica de Helena. A minha sorte, foi que ela estava de costas para mim quando atravessei o asfalto e Mia não havia me notado e se sim, não ligou.

Eu nunca havia visto Helena com tanta raiva, e para falar a verdade, nunca iria querer ver.

(... )

Eu estava pronta para zarpar vôo, meus pés decolavam da sacada e minhas asas já estavam prontas para voar, mas, um estralo na cozinha me fez recuar para ver o que estava ali. Olhei para a sacada, quase arrependida por abandonar aquilo que eu não fazia a semanas, voar.

Seguro com cuidado a cortina e a puxo para o lado, para que eu possa entrar de volta. Eu podia apenas ouvir o som das xícaras chacoalhando sobre a mesa, e os quadros quase caindo, mesmo que eu não tenha quadros e me perguntava o que estava causando aquilo, como se um trem passasse dentro de casa. Vagueio ate a sala, depois ate a cozinha e por fim, quando penso, finalmente, em desistir e voar, minha realidade muda.

Meus olhos, que enxergavam tão claramente, agora, não se passavam de um borrão enquanto meus bracos se moviam sem meu consentimento. Estava tudo escuro e nada me fazia enxergar, nem mesmo quando acendia a lanterna do celular. Um estrondo me fez dissipar aquela confusa e foi ai que uma espada flamejante, esmaga o chão com fúria.

Meu corpo congelou com a figura que eu mais queria longe, Metatron. Dei passos para trás, tentando me livrar o quanto antes daquele vão celeste em que eu havia adentrado.

-O que faz aqui, traidor?- indago com fúria, com o tom mais ríspido e gélido possível.

-Cale-se Mazikeen! Você precisa fugir.... o pai...

O homem se ergue, mostrando completamente sua pose rígida e suas asas brancas, quase tão brilhantes quanto a minha.

-O pai quer minhas asas, você já me disse isto antes. Já pode ir.. - elevo meus pes do chão, usando minhas asas, pronta para sair daquela realidade.

- Fuja, irmã! Eu lhe imploro. Eu não quero te fazer mal algum.

- você já o fez, Metatron, e não me ouse chamar de irmã. Olha onde estou por sua culpa! Irmãozão do ano! - grito exasperada. Se ele soubesse o quão mal me fez ao me retirar do meu lar. Da minha familia.

- você não entende... A dor que eu sinto por isso, Maze. Parece que a cada dia eu perdi uma parte de mim mesmo, ao trair sua confiança... Eu queria nunca ter feito aquilo, mas já esta feito.- uma sombra de pena aparecera em meu coração, mas eu a eliminei, assim como fiz com o amor que eu sentia pelo meu irmão. Agora, vá enquanto ainda temos tempo. O pai não quer apenas suas asas, queria irmã, ele quer você morta.

Minha postura de durona se desmonta. Minha boca se abre tanto, que chego a pensar que vai bater no chão. Como assim ele quer a melhor serafim dele morta? A filha dele...

- a mamãe... Ela... Não pode mais segurá-lo por muito tempo. Logo, ele mandara a garde atrás de você. - ele finaliza, segurando em meu pulso da forma mais calma e delicada que el consegue, mas eu me Afasto, sentindo repulsa por seu toque.

- Porquê?! Eu... Não posso morrer. Ele querer a mim morta deve ter um motivo. Eu não devia ser descartável assim, sou a filha dele, oras!- eu gritei e gritei mais uma vez, batendo com minhas maos no peito do arcanjo a minha frente. - ele não teria coragem.

Lagrimas caem do meu rosto, quando a dor no peito se torna insuportável. Vejo a expressão de pena no rosto do meu irmão, mas mesmo assim não ligo.

- Ele não nos deu motivos, apenas quer isso. E ele tem, você sabe que sim. Todos os anjos, ate mesmo nós, seus filhos legítimos, somos descartáveis. - E então aquela realidade se finda me abandonando solitária com meus próprios pensamentos e amarguras.

- não... Metatron!- escapa de minha garganta, quando meu joelhos pesam e minha primeira reação e socar com toda forca o chão abaixo de mim. Como ele poderia fazer aquilo com sua própria filha?

Só ali, constatei o quão descartável eu era. Apenas por tentar ajudar um irmão. Oras, como Deus, meu pai é ruim. O todo poderoso havia virado as costas para sua filha...

Naquele momento, eu queria apenas me isolar em algum canto. Abracar meus joelhos e me tornar um nada, pois, era assim que eu me sentia: um nada. Minha alma era um nada, eu era um nada... E assim fiz.

Na semana seguinte, faltei a todos os dias, sem exceção. Não atendia quando me ligavam e não ligava se iria morrer, muito menos me angustiava esperando pela morte. Eu havia perdido minha familia. Minha vida. Minha alma... Eu não sabia mais o que fazer e quanto antes meu juízo final chegar, seria pior. Eu sentiria a dor de milhões, pois, milhões me faria sentir aquilo, eu teria dias de tortura, ate finalmente decidirem que eu já estava pronta para morrer. Poderia ser em meses, dias, anos... Ate minha execução. Mas, ainda sim, eu queria apenas entender: por que ele mudou rápido de, arrancar minhas asas, para me matar sem dó nem piedade?



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