História Nas Asas Do Demônio - Capítulo 11


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Capítulo 11 - CINCO


Meus olhos pousaram na nódoa do canto, perto da entrada do elevador- que tomava uma cor meio esverdeada com tons amarelos no centro-, quando cheguei perto de desistir de ir para a escola. Já fazia duas semanas que eu faltava à escola e sinceramente, eu não estava a fim de ir, mas também nao queria vir a reprovar.

Ouvi a porta do elevador abrir e então me joguei com certa relutância para dentro daquela lataria gelada.

O saguão, estava vazio, nao havia nem um sinal de que alguem tenha passado por ali hoje, e ao sair, me deparei com as pessoas. Uma coisa tao normal.. Ironizei em minha bolha mental. Era raro eu reparar no que eles fazem, mas parando para pensar, era interessante. Haviam pessoas correndo para não chegarem atrasados ao trabalho, pessoas com carrinhos de bebe, pessoas passeando com cachorros. E ai, só ai, parei para reparar na metrópole a minha frente.

Os prédios se iluminavam tao fortemente com os raios solares, que preciso semicerar os olhos, para que a luz não incomodasse meus olhos. O vermelho dos vidros que realçada com o sol brilhava como uma chuva de cores em meus olhos... Quanto mais passos eu dava naquele lugar, mais eu via os prédios passado rapidamente e depois sendo cobertos por árvores, quando alcanço os carvalhos gritantes e revoltados dali. O outono costumeiro de setembro, estava ali, secando as flores, as amarelado, deixando roxas, vermelhas.... espalhando cores de folhas secas por todos os cantos possíveis.

Me espremer pela primeira vez no ônibus escolar e quase me perder no meio das conversas que eu, se quer prestava atencao, foi a coisa mais fácil a se fazer em meses. Suspirei ao sentir o vento soprar meus cílios e finalmente me vi adentrando o pátio da enorme escola. Aquilo estava parecendo um pandemônio.

Haviam alunos jogando bola, garotas conversando sobre garotos ou sobre fantasias sexuais realizadas, casais se pegando recostados em árvores, as líderes de torcidas....

(....)

Me levantei em silêncio depois dos vários tempos de aula que tivemos. O sinal do almoço havia acabado de soar e depois teria aula de artes. Helena catava suas coisas e jogava de qualquer jeito em sua bolsa, acabara de acordar completamente irritava por conta do sinal.

-Aperta o passo, pouca sombra.- Scott passou por nós jogando uma bola de futebol Americano na mão de Nikolas. Ele baguncou meu cabelo, para logo após, se esbarrar em uma Garota e derrubar seus livros.

-Olhe por onde anda, garoto! - ela gritou.

Sua meia calça com furos acompannhada de uma bota preta e, que parecia ter sido confeccionada pelo exército, sua saia quadriculada vermelha e preta e sua blusa-casaco, preta com uma serpente verde na frente, revelava seu estilo gavinhoso, sombrio. As maçãs de suas bochechas e seu rosto redondinho e fofo agora quase vermelho de irritação pela ação do garoto.

-Foi mal aí, meu amigo é sem noção.- Helena se meteu prendendo o riso e apontando a mão para o garoto, como quem se lamentava de algo imperdoável.

Ela me olhou de cima à baixo e revirou os olhos me fazendo um pedido mudo para afastar eles dali. Neguei veemente com repúdio a ação dos meus amigos.

-Bando de sem noção.- esbravejou se embalando entre seus papéis em um tom creptorio e quebradiço. Se ergueu usando uma de suas mãos como apoio e saiu esbarrando no ombro de Nikolas.

-Se for para esbarrar em mim assim de propósito, pelo menos me passe seu número né?- Lançou-a uma cantada fajuta.

-Ah, vai... Aposto que não é uma mulher das cavernas em pleno colegial?!- soltei uma risada, abraçando os ombros do garoto e fazendo uma cara manhosa.

Eu poucas vezes me intrometia nos assuntos deles com outras pessoas, apenas quando era invocada a conversa, fora isso, eu parecia uma pessoa muda. Havia sido mais forte do que eu, quando me vi no que havia me metido, já era tarde demais.

-Vocês  são uns idiotas.-Anotou algo, que eu suspeitava ser seu telefone em um papel e entregou à Nikolas, mantendo um sorriso travesso quase imperceptível.

-Aeeeee... te ligo, gata.- o gatoto festeja, jogando os punhos para o alto. Ela sai pisando duro e revirando os olhos, com certo divertimento.

-Nao acredito nisso, Nikolas- Scott jazia em suas maos a bola que havia jogado para Nikolas. O antigo possuidor da bola sorriu vitorioso e guardou o papel. - Meu amigo... Você é demais até pra mim.

-estou faminta, ainda.. finjam que eu não perdi qualquer coisa que tenham aprontado e vamos.- Ashley empurrou os garotos para fora dos corredores onde ficavam os armários, consequentemente nos levando junto com tais, sendo empurradas, quase forçadas, se a fome não falasse mais alto.

Os garotos zoaram a fila do almoço e depois as moças ali que nos serviam, sempre sorridentes e familiarizadas com aquele modo, até se intrometiam quando lhes tocavam e brincavam junto.

O sistema de divisão de mesas e classes sociais escolares era o que mais me assustava naquele ambiente. De um lado, mais afastados, haviam os estudiosos, os nerds, Não que eu goste deste termo, mas é o mais conhecido, afinal; No canto esquerdo, os Geeks, com seus óculos fundos de garrafas e suas piadas internas que quase sempre vinham de Rpg's sobre a antiguidade; Na parte mais próxima da fila, havia uma mesa menor e mais afastada, os participantes do teatro, lendo seus textos e conversando levemente. Jazia ali, próximo deles, as garotas da aula de canto com seus penteados exagerados e vozes gritantes, as vezes enjoativas, mas nunca desafinadas. No meio, a que me causava mais pavor, era a mesa dos populares- líderes de torcidas jogadores de futebol e claro, Christopher e sua irmã.- ali, naquela mesa, eles se deslocavam do resto de nós, estando no "topo da cadeia alimentar do colegial"

Fúteis, alguns deles. Eu diria.

Nikolas e Scott, como jogadores de futebol, as vezes sentavam com eles, mas apenas quando nossa mesa estava tumultuada demais ou quando estavam mantendo uma conversa com alguém daquela mesma mesa. Eles achavam aquele grupo um pouco desgastante, principalmente as meninas, só não entendiam o que Christopher e Ivy, faziam ali, afinal, eram interessantes e cultos.

Me mantive absorta do assunto do grupo com quem eu andava, por mania, eu sempre os ignorava com medo de tropeçar e acabar derrubando minha comida e só voltava a ouvir aquele monte de zumbidos longes, quando parava e me sentava.

Hillary, Viollet e Hannah, ja comiam e conversavam sobre futilidades quando chegamos.

-Estou falando sério, aquele babaca era realmente um babaca, e eu achando que ele não faria o mesmo que Jacob.- Hannah revirou os olhos e me arrancou uma risada com os assuntos daquela bolha, onde apenas as duas habitavam. Nikolas  revirou seus olhos. Ás vezes, eu tinha certeza de que eles já haviam tido algo,  pela forma que se olhavam, mas ia de ralo abaixo, quando eu finalmente percebia que em sessenta porcento das vezes Hannah não lhe correspondia. 

-Nem tudo é o que parece, amiga, calma!-Helena estourou a bolha, que surgia quase instantaneamente segunda depois.

-A Hellena tem razão, Ele não valem a pena.- disparou Ashley segurando na mão da amiga.

-Obrigada, namorada, por ser tão fofa.- Brincou  Scott

Abri meu suco e bati até que o canudo jazia dentro dele.

- Okay, Okay. Quem topa ir para minha Casa jogar video-game ?- bradou Helena, com divertimento, enquanto jogava sua maçã contra seu irmão, que a pegou e mordeu, sem nem pestanejar - vamos pessoal...-Colocou as mãos sobre a mesa, como um chefe mafioso bastante dramático.

- Eu topo, Hannah também vai.- ordenou Ashley.

- Hey, eu não posso.- Rebateu Hannah.

-Você pode, sim. Não vai sofrer por um cara qualquer, Nao sem as amigas -Ashley findou a conversa

-Ta, eu topo, mas apenas se a Maze for.- Scott deu de ombros, acho que ele desconfiava se eu iria ou não.

-Nah... Não posso.-Soltei um som nasal para aquela conversa, bebericando com afinco meu suco de melancia. Mordi um pedaço do meu bolo de carne e observei quando dois jovens: um garoto e uma. Garota, quase idênticos se juntaram à mesa principal, onde Ivy e Chritopher se sentavam.

-Vamos Maze... por favorzinho....- implorou Hannah

- Por favor....-implicaram Scott, Nikolas e Hillary, zombando das meninas com vozes femininas.

-Mas...

-Nada de mais. Vai dizer que tem algo mais interessante pra fazer?- Adverte-me Hillary, como se zombasse, de seja lá O que eu fosse vir a fazer depois da aula.

- Okay, Okay, eu vou, mas... com uma condição.. - ergo os braços como forma de redenção. -Hellena e Viollet, quem sao aqueles dois ali?- apontou disfarçadamente com a cabeça.

- Zachary e Isla, são gêmeos, mas apenas falam com os mais populares da escola... são mesquinhos e supersticiosos.-lancou Helena com escárnio

-Uma dica pra você, que está caidinha pelo Chirstopher...

-Puff...não estou caidinha Por ele...-reviro os olhos interrompendo Nikolas que se intrometia veemente, sem se importar com o facto de que eu nao havia perguntado a ele

-Esta sim.-Apontou Violet com a Boca cheia

- Eles são ascéticos e inteligíveis- continuou.- te aconselho a esquece-los..

(....)

Scott pulou a lixeira e saiu pelos fundos, batendo de cara com um monstro. Helena passou por eles esfaqueado o bicho na perna, logo, o reduzindo a cinzas. Violet e Hillary se acomodaram com as portas dos fundos, se concentrando no maior local em que haviam aqueles monstros estranhos.

Dei a volta, me pondo no meio daquele confronto, com uma Arma de fogo de formato estranho e distinto. Hannah, Nikolas e Asheley, cairam no chão mortos e então o chefão apareceu.

Aquilo estava mais para um pandemônio.

Seus servos se alinharam em seus pés, se mesclando com ele, crescendo cada vez mais seu líder... veias roxas sem enrugavam em cada curva de sua pele, seu busto, imenso como um alcolatra...ele explodiu um barril ao meu lado, reduzindo o cenario em apenas um círculo de fogo. Ele esticou seus grandes braços a direção de Helena que se esquivou, fazendo com que seu irmão fosse eliminado. Violet e Hellena estavam lidando de frente, com suas cotas de vidas já quase esgotadas. Mirei no rosto daquele enorme e catastrófico bicho. Sua imagem mudava com longos bugs de sistema, se transformando em tudo e em nada. Um manto vermelho cobriu Hellena e sugou cada gota que lhe restava de vitalidade. Morta. Viollet e eu tinhamos que dar um jeito naquele desastre, mas era impossível. Tornei a atacar os pés daquele monstro, enquanto ele pisava duro e em pequenos centímetros de mim.

Uma bola de fogo se reuniu em suas mãos, como quem concentra toda a sua força ali e então..... GAME OVER.

-Droga! - Scott gritou assim que aquilo apareceu em amarelo no monitor.

-Estou a uma semana neste nível e nunca consigo passar.

-boa sorte Hellena, vai precisar- Ashley largou o controle sobre a mesa, com seus olhos vidrados sobre o grupo sentado no sofá de Helena. Os meninos estavam jogados no chão e as pernas de Ashley estavam sobre meu colo. Enquanto Hannah mexia nas mechas loiras de Violet, que estava do meu lado esquerdo. Helena, sentada em uma poltrona, prendeu seus cabelos em um coque frouxo e depois cruzou as perna.

Um dos celulares da mesa se acendeu e o som de notificação interrompeu o silêncio palatável da sala. Hannah, pegou o celular aceso, presumi comigo mesma que aquele era o dela.

-Gente. Os Botterworth vão dar uma festa na sexta.-Dou de ombros me espremendo contra o sofá, para pegar uma coca diet na mão de Nikolas. Scott me pediu licenças com as mãos para se assentar do lado de sua namorada e eu me afastei o quanto pude, até restar-me apenas o espaço entre Violet e o braço de descanso do sofá, me sentei e logo, Violet apoiou suas pernas em minhas coxas.- Ou melhor, Christopher e sua irmã vão dar uma festa.

-Eles abrirão mesmo o Outono com uma festa ? Oh...- Hillary levantou do chão em um pulo e largou seu celular, onde desde quando a partida acabara ele estava enfiado.-Hannah, pelo jeito, a festa é para toda a escola e, o tema será... A fantasia. Não entra sem fantasia.-prosseguiu o garoto... -Estava falando com Ivy. Isla queria comemorar a volta dela e do irmão mais velho para a cidade, então só juntaram o útil ao agradável.

-Mas que baralho! Eu não sou nem um pouco criativa para fantasias.-Bradou Helena devorando um pacote de cheetos apimentado.

-baralho? O que foi? está com algum problema envolvendo cartas? - questionou Violet se esvaindo dos braços do irmão de Helena.

- Eu não xingo mais, entao, uso palavras parecidas.

-Helena, mas, ainda sim, sua intenção é xingar. Isso se torna um eufemismo, se você disser que não conta como xingo. -soltei uma risada do rosto confuso de Helena.

- Não importa. Eu só não xingo mais.

-Mamãe agradece.-Scott zomba.

- Hey, pessoal, estao com fome? - Nikolas indaga saindo da cozinha com pacotes de biscoitos picantes e guaca mole.

-Espera, quando foi que você teve tempo de preparar isso?- Ashley pegou a vasilha de sua mão, sem reclamar e pôs sobre meu colo, onde, se esticou e deixou mais uma vez suas pernas, cada qual, De um lado do pote.

- Ele não fez.-Helena revirou os olhos.

-Estava na geladeira, Meninas, mas está delicioso.- Nikolas sorri com a língua entre os dentes. Já eram quase sete horas, quando decidimos assistir um filme. Era um filme legal, até. O clube dos cinco. Fala sobre cinco alunos que fazem besteira na escola e pegam detenção no mesmo dia. Mostra como a amizade surge, depois de conversas e se conhecerem melhor. Dava para tirar o tédio.

(....)

O que Nikolas havia me dito, -para ficar longe de Christopher e sua irmã- ainda retumbava em meus neurônios, eles-Christopher e sua irmã- certamente não eram as melhores pessoas do mundo, tampouco da cidade, pelo contrário, uma aura obscura os perseguia por onde quer que passem. Bebericando daquela preocupação em minha consciência, quando, nada mais parecia importar, me guiei de volta para casa a pé, a Califórnia Inteira era movimentada demais para que eu voasse sem que seja notada. Se eu soubesse, teria ido para o Texas, cidade pequena, limite pequeno de pessoas... menos pessoas observando, menos...

O vento gélido do outono devastador de setembro, me fez recuar alguns passos no quintal de Helena para depois observar cada um seguir seu caminho.

O tempo úmido e frio me fazia bem. Eu gostava do vento frio. Do jeito em que a ilusão de fumaça escapava entre meus lábios trêmulos e secos, do jeito que meus olhos lacrimejaram e que meus pulmões se enchiam com o frio, apenas para o soprar para fora. Eu gostava de sentir o nariz, os dedos das mãos e dos pés dormentes. Era divertido. Eu me sentia viva, sentia meu corpo se dilacerando, por inteiro da noite, na escuridao da rua perigosa. O sangue quente bombeando, de uma forma quase palatável.... O Rufar do som em meus ouvidos e a latejacao pelo corpo era uma sensação gostosa. Era como se eu pudesse ter uma noção da ínfima camada que divide a vida e a morte, e de facto, talvez eu já tivesse tido esta concepção.

Passavam carros hora ou outra buzinando à aquela hora da noite. A cidade estava prestes a dormir completamente.  Observei o beco Springs antes de passar em frente o próprio. Um chiado e som de garrafas de vidros sendo quebradas reverberou dentro daquele negrume ambulante. O Hiato entre mim e a parede findou-se de vez, quando tropecei em meus próprios pés.

Uma risada ecoou, vinda dali de dentro.

Primeiro, eu avistei olhos tão verdes quanto uma floresta em dia de chuva, depois, cabelos tão pretos quanto a roupa que ele vestia. Arfei me mantendo de pé, mesmo com os tremores que sentia em minha perna esquerda, por conta do vento frio que batia diretamente nela.

Eu me perguntei, por que eu ainda estava ali, olhando para aquele beco? Por qual motivo eu havia parado?

Bem, eu não tinha nenhuma resposta para nenhuma das perguntas, mas eu era uma curiosa em risco não é? Enfiando meu nariz em qualquer espaço que posso pra satisfazer a droga da minha Curiosidade

-Suponho que não deveria estar passeando a essa hora por essas bandas desertas. Muito menos sozinha. -A figura de Christopher era indecifrável e inconfundível disparou o susto por meus poros.

-Suponho que não deva estar me seguindo.- soa como um sussurro insistente e quase desconexo. Apertei meu dedos em volta do meu corpo e voltei a caminhar-preciso ir...

-Mas eu não estou te seguindo.

- Ah, okay. Então, se trata apenas de uma grande coincidência?-parei abruptamente. O tom de ironia em minha voz era notável e só agora, pude reparar que o mesmo me seguia com os braços cruzados e andar desleixado, sério.

-Oras.. não crê em coincidência?- sua voz tamborilou em meus ouvidos e mesmo naquela distancia, senti meu corpo se encolher com seu tom embrustecido.

-Definitivamente não.- solto uma risada caçoando de suas palavras e prossegui a caminhar, mas, desta vez, com seu olhar atento e preso em mim.-Nao mesmo...

- Oras... Mulher de pouca fé- traguei a saliva em minha boca com sua maneira morbida e quase sem paciência.

-Pouca fé?

- SIM, pouquíssima fé. - Ele esbravejou. Me virei para rebater mais uma vez, mas minhas pernas paralisaram com seu olhar tão duro e profano.

- Vou ir embora, senhor cheio de fé.-Contive minha fúria. Uma vez que ele era apenas humano. Talvez um humano que se achava com muito mais fé do que parecia ter.

- Eu nunca disse que possuía fé. Me referi a você, mas não disse quanto a mim.

Tirou uma cartela de cigarro de seu bolso da frente e levou um dos cigarros até sua boca. Tirou o esqueiro de sua jaqueta e acendeu, sem tirar os olhos de mim por um milésimo de segundo, se quer.

-Então, como podes me cobrar fé, se nem tu tens?

-Nao é como se eu caísse em lamúrias a cada dia por algo que nunca tive. - voltou a andar, agora, passos a frente de mim.

-Vós sois um adolescente que não crê em nada ?- disparo com relutância.

- Nao sou crente do céu, Mazikeen, do paraíso. Muito menos do inferno. - tragou seu cigarro e jogou a fumaça para longe de mim.

-No que crê então?- enfiei minhas mãos em meus bolso traseiros, apertando os olhos.

- Sou crente na maldade e na pureza de cada um. Na auto-indulgencia que o inferno possui e na paz que o céu supostamente possui.- Observei quando ele passou suas mãos em seus cabelos e pegou o cigarro que descansava na boca mais uma vez.

-Então, Chirstopher, você possui fé, acreditas em algo. Não és oco como pensas.- Voltei a caminhar dando de ombros enquanto ele se preparava para me responder.

Uma longa pausa de sua parte foi feita e então ele respondeu:

- Eu não penso. Mas é sempre bom ouvir de estranhos.

-Mas eu não...- Me virei uma última vez para olhar para ele e lhe responder a altura;

Mas, não foi como o esperado:

Ele havia desaparecido. tão rápido e tão de repente quanto surgiu no caminho. A imagem dele, reverberou em minha mente, girou em rodopios e parou por fim na calçada vazia e gelada ao meu lado. Pelo resto do trajeto, quase cheguei a crer que ele não estava ali de Facto e que era o frio causando alucinações em minha mente, mas não era. O cheiro de Canela vindo de seu cigarro me acompanhou por um caminho longo, parecendo estar em mim.



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