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História Nas Asas Do Demônio - Capítulo 13


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Capítulo 13 - SETE


- Okay turma: estão liberados.- Aquela era a Última aula do dia e eu estava ansiosa para esfregar no rosto lindo de Christopher que iríamos à festa.

Me levantei e como um raio, guardei minhas coisas. Era aula de Matemática e estava um tédio. Quem é que liga para números binomiais? binômio de Newton ? Afinal, minhas costas doíam e eu sentia um incômodo nas asas por baixo da pele.

- Vou em casa buscar minhas coisas. Quer ir comigo ?-Neguei com relutância.

Hoje, estava fazendo calor, mas não o calor de derreter alguém em suor. Apenas o que deixava desconfortável o uso de blusas de manga.

- Okay.. estou indo.

Sendo a única remanescente da sala, fechei a porta e as persianas. Retirei minha blusa de mangas com cuidado e deixei minhas asas saírem.

Estavam normais e suadas, nada fora do comum, mas doíam. Queimavam como um inferno. Jogando os pensamentos para longe, peguei minha bolsa e sai dali com pressa, não havia quase ninguém nos corredores e foi fácil guardar as asas e passar para o campo de futebol.

Eu não sabia o que ainda estava fazendo na escola, mas eu precisava achar um lugar para zarpar vôo. Minhas asas precisavam de ar.

-Maze? O que faz aqui?- Um Nickolas com os cabelos molhados e uma toalha no pescoço, saiu do vestiário e me chamou de longe.

-Pegando um ar... mas já estou indo.

-Quer companhia?-Me olhou de lado. Claramente desconfiado com minha resposta rápida demais.

- Nao...

- Okay, estou indo embora, você também deveria ir.

Assenti.

Obviamente eu Nao iria embora agora, mas quem liga, já que ele havia ido embora?

Longos minutos se passaram enquanto minha pele ainda ardia sobre a carne. Me levantei sentindo o vento soprar meus cabelos para trás das minhas costas E decidi ir pra casa..

Parei na frente do sinal e o esperei ficar vermelho.

Talvez eu não consiga ir mais tarde para a maldita festa, ou talvez, apenas um banho frio resolva.

Eu estava preocupada.

A sensação de ter elas se esgueirando dentro da pele e esticando-se, tentando vir a superfície era avassalador. A dor nas juntas e a oscilação aguda de latejos da pele me deixavam nervosa.

Uma buzina e um carro parando do meu lado me fez dar um salto. Visei de perto os olhos verdes dentro do seu Corvette chevrolet 1963 e as três cabeças na parte de trás prenderam seus olhares em mim.

-Parece Preocupada.

-E você parece estar a me seguir...

- Nao.. dessa vez foi sem querer.

-Então nas outras você me seguiu intencionalmente?

- Nao sei....-Pegou seu pesqueiro e com dois dedos. Sem desconectar o contato visual, pegou um cigarro e o acendeu.- Talvez... Eu precise refrescar minha memória.

- Ah, claro. Como se não tivesse acontecido ontem. -Revirei os olhos.

-Isla, Chegue um pouco para o lado.-reclamou Ivy, tirando seu agasalho do banco da frente e colocando em seu corpo

-Zachary, Isla... essa é...-Christopher foi interrompido.

-Mazikeen- O garoto falou, pensativo. Seu ar de superioridade não saia de cima de mim; a forma com que se referia... parecia com escárnio.

- Olha... ele sabe meu nome... desculpe, Eu não te conheço

-Alguém está com um ótimo humor...-Bradou Christopher, ironicamente

-O bom humor é sempre a Mellhor escolha.-devolvi no mesmo tom

-Faremos as apresentações assim que o idiota do meu irmão se calar e deixar você entrar.-Disse a garota ao seu lado. Revirei os olhos.

-Entra logo, Maze...

- Entre...

Abriu a porta do motorista e se equilibrou em uma perna, tragando o cigarro e jogando no chão, para logo após pisar com a ponta do sapato.

-Tanto faz...- abri a porta e me sentei, coloquei o cinto. Um coral de risada ecoou lá atrás.

-Calem a merda da boca, seus idiotas. Eu estou tentando dormir -Ivy me arrancou uma risada com sua falta de educação, no mesmo instante em que Christopher começou a derrapar na pista em alta velocidade.

-Christopher. Amigo. Consegui uma verdinha da boa. Olha só...-O garoto bateu no ombro de Christopher e pegou seu isqueiro, para acender um cilindro de papel. Igual dos caras das motocicletas, dentro do beco.

Aquilo era um baseado.

Olhei para Isla, que acendeu na boca de Seu irmão e assim que o garoto tratou de tragar, ela fez o mesmo.

Christopher me olhou de lado.

-Quer um trago?-perguntou Isla para Christopher que pegou de sua mão e tragou, puxando a fumaça de forma sexy para seu pulmão e depois soltando, de forma tão prazerosa quanto amantes quando acabam de fazer amor.

-Traga.-Apontou aquilo para minha Boca.

- Nao, valeu... estou bem- ele arregalou os olhos e voltou a acelerar.

-Oh.... Meu Deus. Me proteja... Vocês vão acabar nos matando com a velocidade em que estamos. E estão drogados- lhes dei uma bronca. Ivy se ajeitou no meio daquele monte de barulho e deitou a cabeça no banco, me ignorando .

-Traga. -Repetiu com calma. Desacelerou o carro.

Seus olhos me prenderam de uma forma tão intensa que parecia até que eu estava sob algum tipo de hipnose. Me surpreendi com o gosto e com a sensação, quando puxei aquilo pra dentro do meu pulmão.

A fumaça que saiu, me fez sentir leve, mas me fez soltar uma enorme e nojenta tossida.

Sorriu e levou de volta para os dois no banco de trás.

- Nao foi tão ruim assim...-Isla disse baixo.

Christopher voltou a acelerar, não me dando oportunidade pra falar. Passou por sinais vermelhos, por carros, motocicletas e pessoas... Que os anjos me aceitem de volta, pois, eu estava prestes a morrer.

Tampei os olhos com as mãos, talvez não tenha sido uma boa ideia, pois quando eu levei minha cabeça novamente, o ar parecia mais pesado, assim como meus olhos e a vontade de rir era crescente a cada instante.

Droga....Eu estava chapada!

Ouvi quando ligaram um heavy metal pesado e começaram a cantar no carro, como se não houvesse amanhã. Algo nos amigos de Christopher, me sugava para mais perto. Talvez o perigo. A dança contínua e voraz com ele. Eu, com certeza gostava de bebericar doses e doses do perigo que escorria de cada camada de Christopher.

Então me vi presa entre a razão e a maconha: Eu estava chapada mas eu não sentia mais dor nenhuma. Nenhum incômodo, se quer, em minhas asas, conseguia me incomodar naquele extremo que meu consciente estava.

O carro, então parou ignorante, rígido fezendo com que meu corpo fosse para frente para trás em um solavanco.

A casa era grande, branca. Fria. Parecia que a qualquer momento começariam a gravar um filme de terror naquela casa. Haviam duas gárgulas no topo da casa- O que era bem estranho pois mesmo que aquela casa fosse muito antiga- quem é que usava gárgulas na decoração de uma casa ? Era patético, mas também era estranho e assustador.

- Cara...espero que sua mãe não esteja em casa. Ela, sim, me dá medo.- Zachary olhou pelo vidro traseiro do carro, na direção

- Ah, Qual é? A mãe do Chris é uma das melhores mães de amigos que eu já conheci. - Sua irmã bateu em seu ombro, zombando de seu medo.

-Lembro até hoje de quando ela me puxou pelas orelhas e me colocou para fora da casa.. - O garoto foi o primeiro a sair do carro e logo após saíram Ivy e Isla.

-Esse dia foi ótimo...- Ivy rebateu, uma vez que eu já estava fora do carro.

-Continuo achando ela sinistra....-Zachary cantarolou.

-Você só diz isso por que nesse dia, ela pegou você no flagra enquanto trepava com Kelly Marysson.-Christopher pegou o baseado da mão de sua irmã e fumou a última ponta.

-É...mas eu quase não aproveitei, porque por mais que a festa fosse da minha irmã, era eu quem tinha de recepcionar um grupo de líderes de torcida. -Jogou no chão e apagou na sola do sapato, assim como fazia com seus cigarros.

-Como se você não tivesse gostado nem um pouco, não é? - todos olharam para mim, quando eu dispare aquilo, e então eu estava rindo tão forte que minha barriga doeu e ficou difícil de respirar.

Droga... Eu Ainda estava chapada. Chapada demais....

- Calma, cara. Minha mãe não morde e outra, ela viajou na semana passada.-Ivy esticou uma de suas mãos, segurando a maçaneta tão forte e a empurrando, que a porta se abriu. sequer precisou de Chaves. -Achei que vocês soubessem que ela estava com o namorado novo.

- o cara é péssimo. Todo almofadinha. Não fui com a cara dele...-Christopher disse fazendo uma careta.

- Aleister, até que é divertido.- retrucou ivy, entrando de vez dentro da casa e fechando a porta atrás de si.

E, foi aí, no meio do assunto deles, que eu parei de ouvir a todos os quatro adolescentes, que Se espalhavam pela sala espaçosa e fria. Chão. Sofá. Outros dois puffs vermelhos....

O que eu estava fazendo naquele meio?

Logo eu, que pretendia voltar para o céu, havia tragado minha passagem direta para o inferno.

Meus irmãos, -Aqueles traidores- me taxariam como imunda.

Meus pais, de coisa bem pior.

O que eu tinha a Perder, afinal?

Deus, -Me próprio pai- me queria morta. O que eu tinha a perder, afinal?

Eu estava bebendo do perigo e dançando com a morte. Aquela mesma morte, que segue meus passos e conta meus dias. Aquela mesma morte em que já vi pessoas serem jogadas e a temerem. Aquela mesma morte, que nunca existiu.

Era até cômico.

O quão as pessoas se iludem com a morte. pois, eu lhes digo: Ninguém morre realmente. Isso mesmo, sem flores. Sem coisas bonitas. Sem a brilhante sensação de que estamos debaixo das asas de uma pomba branca. A morte, é uma verdadeira piada pronta, e, além disto, uma grande farsa, e eu digo isso com propriedade. Ninguém morre realmente e ninguém perde a vida, apenas para ir para o céu ou o inferno...

Ah se fosse apenas isso... Apenas esses dois.

existem tantas camadas de mundos dentro de um só, que apenas passando por uma vida e pela própria morte você poderá saber de verdade o que há e o que lhe escondemos de verdade, pois, a fé nos abre olhos e nos oculta qualquer coisa.

Eu não ligava para nada daquilo, e, só percebi isso, quando Isla abanou sua mão direita à frente do meu rosto.

-Acho que alguém está viajando na maionese, aqui- ela caçoou, falando apenas de um lado da boca e tapando o outro com a mão, como se fosse um segredo. Ela se deslocou para perto de Ivy.

Christopher me observou dos pés à Cabeça, é lá estava seu olhar debochado e cheio de um perigo quase palatável. Aquele olhar me prendia e, sequer com meu consentimento, eu estava sorrindo.

-Acho que me perdi em divagações. - Disparei confusa.

- Sente-se. -A voz de Christopher me atravessou como uma faca.

-Ta... Eu busco a vodka! - Ivy disparou para trás da bancada e voltou com duas garrafas, com líquidos transparentes.

-A que horas pretendem chegar na festa?- Christopher pegou um copo e o encheu ate a metade, enquanto eu me sentava finalmente, após sentir meus pés formigarem no chão.

-Que tal começarmos ela bem aqui?- Christopher jogou seus cabelos para trás usando uma das mãos e com a outra bebericou aquele liquido.

-Saia deste celular, droga!- Isla puxou o celular da mão de seu irmão com brutalidade e o colocou sobre a mesinha de centro, a mesma em eu os pés de Ivy estavam apoiados, antes de ela levantar e ligar a musica.

-Hey! Eu estava em um assunto importante.- Isla o ignorou e o puxou pela mão, ate o manter de pé.

-Vamos começar a festa!-Os dois viraram uma dose daquele liquido e fizeram uma careta engraçada.

-Vocês não cansam de ouvir musicas com apologias á sexo ou drogas?- Após dois minutos de musica, silêncio e uma dança esquisita dos dois a minha frente, com direito a risadas de Ivy, resolvo intervir.

-Mas é o que mais fazemos- Zachary piscou para mim. Por um segundo me senti enjoada.

Christopher se moveu ao meu lado e colocou o braço esquerdo sobre as costas do sofá. O outro equilibrava sua bebida.

-Que tal chegarmos após ás dez?

-vamos estar chapados demais, cara!

-Por isso mesmo...- neguei com a cabeça para a conversa dos garotos.

O garoto ao meu lado, não estava cem porcento relaxado e acabou deixando um suspiro escapar, ao focar meus olhos nos seus. Era tão gélido e vazias, que me assustei e desviei o olhar de suas grandes orbes verdes.

Rapidamente, soltei o ar preso entre a minha garganta e tornei a olhá-lo mais uma vez. Seu olhar frio me fez paralisar. Sua feição estava mais relaxada e, mais uma vez, seu sorriso presunçoso estava lá. Algo dentro de mim se moveu com aquilo e eu senti meu interior se revirar de um jeito delicioso.

Isla balançou seu irmão e o girou, enquanto o mesmo sorria e fazia caretas engraçadas.

-Beba. -Ivy me assustou vindo atrás de mim, com um copo em mãos.

-Não, valeu.

-Anda! você estava chapada com a maconha dos meninos, o que custa beber um pouco de vodka?- insistiu.

Se eu não ligava, aquilo não importava, então. Eu segurei o copo entre os meus dedos e provei o liquido, o entornando completamente garganta á baixo.

Aquilo era quente e desceu queimando minha garganta. Parecia que eu sentia ele descer em meu interior, ate não sentir mais nada. Era uma ótima sensação.

-Nossa! issso é forte..

-Você se acostuma. agora, vem, vampos dançar- Com euforia, Isla e Ivy me puxaram para dançar, enquanto Zachary, me recebia dando varias piruetas.

-Não acho que vocês estejam em condições de dançar, meninas..- balbucia Christopher com seu sorriso sarcástico.

Revirando os olhos, me aproximo da garrafa nas mãos de Ivy e tomo outro gole. Aquilo era horrível, mas a sensação de leveza após cada gole era ótima.

Zachary, jogou um pacote contendo uma substância branca, mas mãos de Christopher.

Ele sorriu, como se fosse uma criança e tivesse acabado de ganhar um presente de Natal.

Era cocaína...

Ele jogou aquilo sobre a palma da mão e eu sabia o que ele faria. Christopher  aproximou aquilo do nariz e eu desviei olhar,  enquanto ele jogava a substância para dentro de seu organismo.

Ele bateu no sofá ao seu lado, pegando outro saquinho em sua mão. Eu neguei, sabendo o que viria a seguir.

Christopher se levantou e sem dizer nada me puxou pela mão. Eu observei enquanto ele me colocava no seu colo como se fosse uma criança. Seus olhos apertados e seu olhar frio, me fez arfar.

Ele pegou minha mão e abriu-a, virando a palma para si. Despejou a cocaína sobre a mesma e aproximou  de meu nariz.

Eu neguei veemente.

Ele sorriu e beijou minha testa.

Suas mãos apertaram minha  cintura e eu quase saltei.

Observei o conteúdo e então tomei coragem... Aquilo não poderia ser ruim, não é? Se fosse, ninguém a usaria.

Eu o fiz.

E que infernos!

Aquilo se espalhou tão rápido, que eu sorri, dois minutos depois.

Eu havia ingerido bebidas alcoólicas e drogas!

Infringir as leis, estavam me excitando, tanto,  que eu  me levantei e voltei a dançar.

-Okay, chega de dança por hoje!- Longos minutos depois, já tocava a decima terceira musica e eu estava dançando sozinha no meio da sala, enquanto os outros se sentavam e me aplaudiam. Christopher fumava seu cigarro com o cheiro de canela amadeirada que eu tanto amava e eu queria provar. Eram os fins dos tempos e eu estava ficando chapada, edai? Não é como se alguém de fato se importasse com um anjo ficando bêbado e fazendo besteiras por ai.

Eu estava presa em devaneios, observando o garoto fumar, enquanto capturava algo em seu aparelho telefone... Um cutucão foi desferido contra uma das minhas costelas e eu revirei os olhos, ao perceber Zachary me fitando curioso.

-Está caidinha pelo idiota do meu amigo... - Ele zombou se apoiando com os braços em volta de meu pescoço. - Não me deixe cair, estou mais bêbado.

-Eu não estou...Caidinha, pelo seu amigo...-Despejei a vodka em minha boca e me apoiei na mesa. Zachary e eu estávamos bêbados e mal nos mantínhamos de pé, mas um estava apoiado ao outro e, estes, apoiados em objetos moveis.

-Ele é um garoto lixo, Mazekeen. Ele vai quebrar tudo pela qual você conhece...Tudo de comum na sua vida, vai se restringir á nada. Você devia procurar por alguém dentro destes padrões. Eu posso estar chapado, okay, estou, só que...- soltou um pigarreio engasgado e bebericou da vodka quando a retirou de minhas mãos.-Eu percebo o desejo que você sente por ele faz mais de uma semana. Eu senti o cheiro de longe, enquanto você e ele faziam aquele jogo...estranho da... encarada.

-Está tão na cara assim?

-Está mais do que deveria.

-Não é reciproco, mas eu me sinto segura...- Ele soltou uma risada caçoadora, e pela primeira vez em longos minutos, Christopher me fitou. Confusão cintilava em suas grandes orbes verdes.

-Você se sente segura em um jogo de desejo, que não sabe como termina?- Seu tom irônico, me fez tremer e desviar o olhar de Christopher para ele.

-Não falei do jogo... Falei do seu amigo.- O garoto suspirou cansado e me soltou, voltando para perto de sua irmã.

Meu corpo cambaleou para o lado, quando dei um passo para a frente sem o apoio de Zachary, eu iria cair de cara no chão, se não fossem os ombros mais largos do mundo para me segurar e me por sobre o sofá.

-Chega de bebidas para você por hoje. Esqueceu da festa que iremos neste instante?- o sorriso diabólico que me disparou, me fez estremecer e mordiscar o lábio inferior.- A noite é uma maldita criança,Maze- Ele pareceu experimentar meu apelido em sua boca e aquilo pareceu maldoso. Por um instante, tive medo do que ele faria ou do que a noite poderia trazer

-Para o carro, então?- disparou Ivy com um tom palatável de irritação.

-Preciso ir ao banheiro, okay?- Ela se sentou no sofá mais uma vez e me fitou.

-Nós te esperamos.

Me encaminhei pelo caminho, tonta, esperando que assim que eu jogar água gelada no rosto, eu deixasse de ficar bêbada.

só quando cheguei no corredor principal que eu me lembrei: Eu não sabia onde era o banheiro e eu teria de caçá-lo. Não deve ser tão difícil. Talvez seja a primeira porta, já que Ivy não me disse o caminho.

Mas não era e quando entrei, dei de cara com um cômodo frio e pouco iluminado. Os lençois da cama estavam perfeitamente arrumados, pareciam um enorme tufo de algodão de tanto branco que havia, Havia uma decoração simples nas primeiras três paredes, quadros de Ivy e Christopher e sua irmã, fotos de uma mulher mais velha, provavelmente sua mãe, com um bebe em seu colo e outro perto de sua perna, uma menina, de aproximadamente dois anos, mas na próxima, na quarta parede, toda a magia da família acabou. No lugar do sorriso de uma mãe e de crianças, haviam dezenas de desenhos meus. Alguns sombrios, outros menos ofuscantes, mas, ainda sim, haviam desenhos, onde eu estava morta. Haviam fotos que minhas asas apareciam, haviam fotos minhas com elas no chão...

Logo, eu soube: Aquele quarto pertencia a Christopher.

Eu estava apavorada e eu percebi isso, no momento em que entramos todos no carro e eu quis permanecer o mais longe possível de Christopher. O ar no carro estava frio e abafado demais, e mesmo assim, eu funguei o cheiro de canela do casaco que estava sobre meus ombros e eu se quer, percebi quando puseram-no em mim.



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