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História Nas Asas Do Demônio - Capítulo 8


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Capítulo 8 - DOIS


Aѕ goтaѕ da cнυva, ѕe cнocavaм contra мιnнa pele: o céυ eѕтava nυвlado, мaιѕ υмa vez, e alι eѕтavaм oѕ corvoѕ: rodeando. Gritando. Acompanhando мeυ caмιnнo вeм ѕυтιlмenтe. precιѕo мe apreѕѕar, para não мe enхarcar deмaιѕ. a cυrva para a ѕala de aυla, ғoι a мaιѕ ғelιz, мeυѕ тênιѕ eѕcorregavaм, e мeυѕ caвeloѕ eѕтavaм leveмenтe мolнadoѕ. eυ não eѕтava ceм porcenтo мolнada, мaѕ era qυaѕe grande a qυanтιdade de goтaѕ qυe eѕғrιavaм cada vez мaιѕ мιnнa pele.

Aѕнley e нellena converѕavaм perтo da porтa qυando cнegυeι. υм aceno ja era neceѕѕárιo, para мoѕтrar qυe eυ não qυerιa enтrar naqυele aѕѕυnтo, e ѕιм, мe мanтer totalmente aвѕorтa de тυdo a мιnнa volтa. мe aconcнegando na мeѕa, poѕѕo oυvιr o ѕιвιlar aтenтo do únιco corajoso corvo qυe ѕe recoѕтada na perѕιana na janela. aтe aqυι? penѕo. a тυrмa, logo é avιѕada por υм ιnѕpeтor, de algυм тιpo de ιnυndação qυe prendeυ a proғeѕѕora qυe вιologιa eм caѕa.

-нey, мaze... poѕѕo тe cнaмar aѕѕιм?- sou sacudida pela voz fofa e branda de Ashley. aѕѕιnтo para aѕ мenιnaѕ qυe мe olнavaм coм υм ѕorrιѕo amistoso em seus rostos. - vaмoѕ andar por aι, тeм lυgareѕ qυe você aιnda não vιѕιтoυ.. - ғaco υмa careтa eм negação. eυ não qυerιa ѕaιr daqυι, eѕтava ғrιo e мeυ мoleтoм preтo, мe eѕqυenтava o ѕυғιcιenтe, mesmo que ainda úmido pelo banho da chuva. - oĸay... ѕe mudar de ideia... eѕтareмoѕ na вιвlιoтeca.

E ғιnalмenтe coм υм ѕorrιѕo aѕ dυaѕ ѕe dιѕperѕaм.

O silencio se devastara impiedosamente na sala, me permitindo ficar a sós com meus pensamentos quase não primitivos. O caos então domina: minha mente gira, pensamentos gritam em forma de socorro... Minha garganta estava me sufocando. Por alguns instante eu jurava que tinha esquecido como se respira. Eu estava na beira De um colapso e como se fosse pouco, eu havia arranhado com tanta força a mesa, que minha unha do indicador havia quebrado e soltado da pele. Mas eu ainda não sentia a dor. nada. Pra falar a verdade, eu esperava que aquilo doesse ou que sagrasse pelo menos. Nada.. Eu parecia estar oca. Talvez fosse a adrenalina da solidão, doa gritos que eu ouvia ecoando na minha mente ou ate mesmo do nervosismo, bombeando sem parar, sangue do meu coração para meu corpo e vice-versa.

Luz.. É a única centelha que sai dali. Como nova, minha unha estava lá... Grudada na pele e livre de qualquer tipo de perigo. Como se nada de estranho tivesse acontecido. Ombros largos, adentram a sala, sem se importar com o que estava acontecendo. Se senta e então abre seu caderno, como se estivesse prestes a assistir á alguma aula.

Não. Aquilo era um desenho. Um adorno e então conforme seu lapis se movia para alem do papel, pude notar; um rosto angelical e fofo. bochechas bem arredondadas e olhos de gavião. - delicados, mas ainda sim predadores-... Eu só não sabia decifrar de quem era aquele rosto. As sombrancelhas eram bem desenhadas, seus lábios se estreitavam em uma linha reta, que dava para ver apenas metade, pois, sua mao cobria parte de deu rosto... As unhas eram em formatos de piramides, na ponta, era apenas uma ponta cega; parecia que era uma lamina, ou melhor, cinco laminas: prontas para arrancar o coração de alguem direto do peito. O som agudo de sua lapiseira, me tirara daquele turbilhão de Nervosismo. ansiedade. Raiva. Frio... Eu ja não sabia decifrar ao certo o que eu sentia e então meus lábios se moveram sem meu consentimento.

-bom trabalho... Christopher Butterworth, não é?- uma simples olhada de lado sem interesse, me faz voltar a pose original de qualquer aluna: Ombros eretos e maos sobre a carteira. mas, com uma certa vergonha por ele ter me ignorado, mesmo que estejamos á sós naquela sala

-Sim... E você é?.. - ele franze. Por um momento reviro os olhos pegando minha mochila do chão.

-Johnson.... Mazikeen Johnson.-Seus olhos se apertam em minha direção. Sua mandíbula serrada, se fecha de forma apavorante. Uma faísca quase inexistente de medo percorreu meus poros ate alcançar meu núcleo. -algum problema?-minha voz sai mais entrecortada do que eu queria. Suspiro.

Eu via algo em volta dele... Não algo como uma aura. Algo mais como... Uma escuridão, que o seguia.. Como se aquilo se alimentasse de sua alma...

Era loucura.

Talvez fossem as pitadas inocentes de total insanidade que brilhavam em seus olhos. Talvez, fosse a maldita sensualidade em vê-lo desenhar. A maldita maneira em que se abstrair do mundo e ficava totalmente em seu desenho....

E Aquela louca desconfiança, fazia-me  sentir uma certa necessidade de continuar puxando assunto, mesmo sem muito sucesso. Eu estava  atraida por Christopher Butterworth. Eu queria permanecer aí.  E eu estava. Mesmo que sendo quase totalmente ignorada.

-Ola. Mazikeen ... Me chame de Christopher, apenas -Ele se mostrou mais persuasivo. Sorrio, levando uma das maos a clavícula. Era estranho. Sua aparência era familiar, mas não como de um anjo. Eu saberia. Ele cintilaria, eu ouviria o som de suas asas tentando se libertar, assim como ouço o som das pessoas se sentando no refeitório, ouvia o breve ronronar de um gato, que vivia invadindo a sala do diretor... o som das asas dos pássaros batendo apressadamente, como se seus corações estivesse afobados para prosseguir, mesmo eu estando à, pelo menos, uns cem metros de distancia.

E então mais rápido do que eu esperava o sinal tocou. O garoto revirou os olhos, assistindo o estopim do gritar de um sinal sem vida. Aquilo era chato, e foi o que me retirou de milhões de teorias. No fim, era só um humano, um mundano.

-Quer ir comer?- nego com a cabeça, recebendo um sorriso fraco, seguido por uma careta.

-Não como fora de casa.- aquela foi a desculpa mais esfarrapada e vazia que eu havia dado na minha vida, Mas era a mais sincera. Eu não comia nada, desde que sai do céu.

E então ao pó, aquela conversa retornou. Seus dedos longos, entao, trabalhavam mais uma vez naqueles adornos, pela quais, ele fazia questão de tentar esconder. Aquele rosto... Não me era estranho.

-Chris?- uma voz feminina, pôs a cabeça, apenas, para dentro da sala em que estávamos. O garoto fechou seu caderno rapidamente e então jogou ele dentro da mochila, como se não fosse nada. E, de fato, nada era... Apenas um rosto bem familiar desenhado, talvez um tão comum, que eu confundia com pessoas que eu posso ja ter visto na vida, ou conversado.

-Ja estou indo Ivy... Só estou guardando as minhas coisas. Foi um prazer, Mazikeen. - A garota finalmente se encostara no batente da porta. Suas calças pretas, juntamente á uma camisa Regata de cetim, na cor verde musgo, davam um contraste mais vivo para seus cabelos loiros e seus olhos verdes, que assim como Christopher, eram frios e quase sem vida.- mais uma coisa para eu me preocupar... -aquilo poderia ser algum tipo de problema com a solidão. eles eram populares, mas eu quase nunca os via com as pessoas realmente populares.- nem mesmo no almoço- Eu chutaria ela como uma irmã dele. Ou algo do tipo. Mas o cheiro de sangue denunciava que ela não era humana e provavelmente também não sabia minha real especie. Ela era uma vampira. Eu sorri fracamente e então me levantei.

-Foi um prazer Christopher. Você também... Ivy. Esta com fome? - minha cabeça se move e de repente meu lábios se abrem em um sorriso fracassado mas ainda sim amistoso. Eu estava fazendo amizade com uma vampira, otimo, quem liga?

-Prazer, Mazikeen, ne? -Assinto. Seu sorriso a seguir é sincero. suas mãos, repousavam em cima da mesa do professor, seu semblante ainda vazio e frio me fez olhar para outro lado. -- sim, estou faminta. Não quer vir comigo e com o Chris? Vamos comer nas arquibancadas.

-Quer vir? -indaga Christopher, jogando sua mochila sobre seu ombro, como um saco de batatas.

-Sim, claro. -Minha resposta foi uma surpresa até para mim. Parecia que não era eu me controlando, mas dai, percebi, eu queria sair daquela sala e queria comer algo: o gosto tosco apenas de saliva me enjoava, as vezes.

Palavras tentam escapar de meus lábios, enquanto caminhamos para o refeitório e depois com nossas bandejas, ate a parte em que as arquibancadas pintadas de azul bebe e amarelo cintilante se estendiam e as vezes eram devoradas por uma grama alta, quase que por cortar. Mas não eram simples gramas ou pedaços de capim: eram flores. Lindas. Vermelhas e pretas. Era algum tipo de degrade. o núcleo começava preto e a cor que ia se tornando aos poucos era vermelha.

-Gostou?- Ivy me tira de um devaneio sem pensamentos. Eu só.. Olhava e olhava e então olhava de novo para aquela flor. Era linda. Tão linda e única naquele jardin quase acabado, que prendia meu olhar. Ganhava minha atenção...

-Sim. Muito. - meus lábios sacodem em sinal de frio. então me viro para Ivy. - São lindas...

Christopher se recostava contra uma das arquibancadas, quando voltamos para ele. Seus dedos, carregava um cigarro quase inteiro, aceso, que diminuía a cada tragada, cada vez mais. suas narinas, deixavam o ar escapar, enquanto sua boca sugava outra remessa. Aquilo havia me deixado surpreendida, o garoto fumava? Ele não sabia que aquilo o mataria em menos de vinte anos? Talvez mais se ele tiver sorte. Ivy se juntou a ele e pegou de sua mão. Ela tragou, e então apagou.

-Hey, seja educado, ofereça para a menina, e pra sua irmãzinha aqui. - me sento ainda atenta, quanto seu cheiro forte de um cigarro importado. Aquela fragrancia... Era o cigarro. E não um perfume qualquer que o fazia parecer irresistível.

-Ah, que foi? Ela nunca viu ninguém fumando? Ou nunca fumou? - Sua mao esquerda se apóia no chão, para segurar o resto do corpo dele que não cabia sem machucar no reposto que lhe arranjara. Não. Eu nunca havia fumado, mas ja havia visto mundanos com esses cilindros em maos. Nego com a cabeca, me recusando a falar. O frio estava acabando com meu psicológico. Meu moletom ainda estava molhado e eu podia ouvir a barriga de Ivy roncar. Ela queria se alimentar, mas provavelmente, se segurava por minha conta.

-Sim, eu ja vi pessoas fumando. Não... Nunca fumei. - Corto Ivy, quando ela abria a boca para responde-lo a altura. Seus olhos se apertam, então ela se levanta. Limpando sua roupa, a mesma veste sua jaqueta branca, - a única peça clara que a garota vestia- e poe algum tipo de cordão sobre a camiseta de cetim verde musgo. Abraça Christopher de leve e então cochicha algo, que eu particularmente não me permiti ouvir. Era coisa deles, eu não me enfiaria na conversa.

-Maninho, foi mal... Irei comer algo, estou faminta, e eu esqueci de pegar algo no refeitório, então... vou dar um pulinho, lá.. - ela acena com a cabeca e então sai caminhando, mais rápido do que chegou.

O sinal toca. Nos ainda tínhamos o intervalo, depois do almoço. E durava certeza de trinta minutos. -Bastante coisa e exagerado - E depois um tempo de aula de física. Depois disso, finalmente iriamos para casa. -Cada qual para a sua-.

-Gostei do seu colar. - Ele sussurrou, prestando atenção no pingente que cobria uma parte do meu peito por cima da blusa. - Eu ja o vi em algum lugar... -
Nego com a cabeca, não poderia ser... Apenas serafins tinham essas jóias...
Ele apenas se confundira com alguma joia qualquer.

-Não... É uma peca única... Apenas eu e meus quatro irmãos temos e de modelos diferentes para cada sexo. - Sorrio sem querer ser rigorosa demais.

-Oh, perdoe-me... Eu.. Achei que uma grande amiga minha possuía um... Perdoe-me pelo engano. - Sua voz saira fraca e envergonhada. Seu tom de voz me fez ter calafrios.. Era tao... Rouca e excitante. Sua mão esquerda moveu para um lado e depois para o outro com o cigarro.

Meus lábios separaram- se, uma vez e outra... mas não conseguia proferir sequer uma palavra. Ruborizo, em uma tentativa falha de destruir minha vergonha. Aquela falta de uma resposta estava estranha. nossos olhos se encontraram no momento em que minhas mãos começaram a suar perto de meu colo.

Oh droga!

Seus olhos verdes são tão... tentadores. Pareciam duas pedras jades sendo rodeadas por um leve pano bronzeado, em sua pele. Era como se eu tivesse presa em um próprio inferno, onde com só apenas palavras, Aquele garoto me faria sofrer. Estava um caos e eu estava gostando. Eu estava gostando daquele caos que minha alma se escorregavam lentamente, entrando cada vez mais num buraco sem fim. Negro. triste. Onde com palavras, eu não poderia expressar o que eu estava sentindo. O que eu sentia naquele momento. Era vasto e isso me assustava pois eu estava ansiando por aquilo. Eu não queria saber eu só estava indo... indo de cabeça para aquilo, para aquela escuridão que cercava Christopher e a qualquer momento poderia arrancar meu coração de dentro do peito

- Maze!- Helena. Minha breve conhecida me retirara daquele caos. Suspiro em frustração, enquanto os seus pés soavam contra grama molhada pela chuva e eles se aproximavam, seus passos vinham... mais rápido, mais perto e mais breves. - achei você- a garota perde o fôlego, se apoiando nos joelhos- me desculpem... Eu... Eu não queria interromper, Seja lá o que estavam fazendo.. -Maze, anunciaram que terá um baile de volta às aulas, e terá que ir de mascara. Sabe o que significa?- nego com a cabeça tentando sair o mais rápido possível daquele assunto, daquele lugar e principalmente do Olhar de Christopher. - quer dizer, maze, que temos a semana inteira livre por conta dos eventos anuais da San Francisco High School. - a morena Então revirou os olhos como se fosse óbvio.

- Sinto muito lhe informar, Helena, mas infelizmente eu não irei ao baile de volta às aulas. Sorry. - solto subitamente enquanto minhas mãos planam perto de meu corpo.

- por quê?- indaga Helena. sua boca se abre, revelando uma arcada dentária branca e livre de impurezas.

- é... por quê?- o dono dos ombros mais largos de toda a San Francisco, se intromete com seu sorriso quase inexistente e seu charme Avassalador.

- Por que quer saber? -provoca Ivy chegando de fininho por trás de nós- perdoe-me pela falta de educação, mas eu estava escutando sim se é o que querem saber- Ela usa os ombros de seu irmão, para se apoiar, enquanto descia e se sentava no chão. Então, o dono dos ombros largos, põe a mão no bolso de sua calça jeans preta, bastante estilosa e gotica. Se sua pose era sexy sedutora antes, imagina, agora quando ele mostrava interesse em mim.

- Eu não me importo se você estava ouvindo a nossa conversa não era nada de importante era só o baile de volta às aulas mas eu só quero saber porque a Maze não vai ao baile. precisa de um par? eu te arranjo -reviro os olhos com o desespero da minha conhecida, que estava começando a chamar de colega, mas que voltara a ser apenas uma conhecida pela tamanha falta de Papas na Língua, da forma mais educada possível. -É claro-

Me levanto abruptamente, sentindo seu olhar felino e nada Sutil sobre minha carne.

- sem chances de eu ir, Afinal, eu não sei como se veste para eventos como esse. No entanto, mesmo se eu soubesse receio não ter a vestimenta adequada. - um suspiro saindo da boca de Ivy faz com que seu irmão se ponha de pé à disposição de qualquer pedido das garotas.

- então teremos que ir às compras, senhorita Johnson. temos que dar um jeito neste problema. - seu olhar se amaciara de um selvagem para algo mais alegre -E como presumo, eu, que não ira, mesmo assim, espero por suas vestes em sua residência. - ele se balança de um pé para o outro; de trás para frente então sossega. Um pequeno sorriso Brota nos lábios de Ivy. Algo presunçoso mas também algo que ela prognosticava que aconteceria uma hora ou outra.

- Poxa! Eu estava torcendo tanto por um dia das garotas. - ironizou uma voz atrás de mim. Eu não reconheci a voz de primeira, em partes por estar rouca mas percebo pelos tênis de um rosa pink desbotado e pelas bochechas grandes e vermelhas que se tratava de uma garota que eu nunca vi em todos os meus dezesseis invernos.

- Oi, Mia- Ivy se contorce em seu lugar, enquanto eu apostava internamente naquele momento que ela pediu para que Deus tirasse a garota dali. Nem eu estava gostando daquela presença.

- O papo está ótimo, galera e garoto gato da aula de história com os ombros largos que eu ainda não tive o prazer de conhecer; não tanto quanto Maze... Apenas... Rumores. - então ela sai cabisbaixa e triste -Parecia até o diabo fugindo da Cruz- ela causou um encontrão amargo e proposital quando tentava passar pela... Clarissa?...Chloe?....Eu não lembrava mais do nome daquela garota, que também não me importava. Eu não queria lembrar. Depois eu perguntaria a Helena o que havia acontecido entre elas duas, por agora era melhor me manter absorta dos problemas de todos eles.

- Não entendi- pensei auto.

- Nem queira entender - me contraria uma vez a voz da garota- preciso ir...

- Já vai tarde- interrompe sua despedida por Christopher. A garota se aproxima do mesmo então espreme seus olhos, batendo logo após seus ombros.... então nada... Ele sorri, parecendo se familiarizar com a brincadeira enquanto ela some correndo, vacilante, sobre os seus saltos Cardigans- Ainda não obtive resposta, Bela Dama- sua atenção se voltara totalmente à mim, mais uma vez.... para ele era como se trinta segundos atrás e como se a pequena desavença Nunca tivesse surgido.

-Se você não aceitar o presentinho do meu querido irmão, ele ira chorar, até não restar nada- Ivy defende o seu irmão enquanto averigua o estado de suas unhas recentemente pintadas de vermelho

-Eu não vou ao baile de volta às aulas. Tenho coisas a fazer no dia - eu menti e não era pelo fato de Dimitri querer me presentear com um traje apropriado para o evento, Eu só... não queria guardar tantas recordações quando metatron viesse me buscar para voltarmos ao nosso lar -o céu..

-Mas... Helena, não disse a data do baile - Ivy o defende mais uma vez tomando, cuidado para não se meter demais nossos assuntos. Para falar a verdade eu acho que ela só queria me contrariar...

- Porque está sendo tão gentil, senhor Butterworth? Nos conhecemos há apenas algumas horas- indago, retirando um punhado de cabelo que cobria meu rosto com intensidade do vento.

- não seja presunçosa, só quero ser um anfitrião legal, mesmo que é festa não seja minha, Afinal, alguém deve dar as boas-vindas - seus lábios se abrem, seus olhos se apertam misteriosamente- é apenas um presente de boas-vindas- meus ombros se encolhe com um pequeno toque dos seus dedos.

- Anda logo... aceite, maze. Meu irmão tem um bom gosto Impecável para roupas.. - a garota, pela qual, me contrariara várias vezes revira os olhos, já enjoada daquela chateação - ai... Isso aqui está fofo e Coisa e Tal mas precisamos ir, irmão. Sem querer ser rude, mas... agora! precisamos ir neste momento! - sua voz parecia exasperada seus olhos se arrecadaram e então ela vestiu sua jaqueta preta de couro delineada com brilho Dourado em formato de espinhos.

- não se chateia, com arrogância e a falta de educação de minha irmã.. nossa mãe nos espera em casa. sabe? Jantar em família e essas coisas bobas. - ele revira os olhos, no momento exato em que sua mão sai de meu ombro. só agora pude notar o qυão eu havia esquecido que seus dedos ainda teciam cada parte de meu ombro.

-podem deixar... Vão... E eu agradeço pelo presente, senhor вυттerworтн. - sorrio, mostrando os dentes numa linha perfeitamente Clara. Geralmente eu iria ironizar cada fala dele, mas eu prefiro soar gentil e aceitar, Afinal, era o baile e eu sequer tinha vestes tão luxuosas, e aposto que metatron não me daria o luxo de me trazer um vestido.

Meus pés se moveram sorrateiramente aтe o ғιnal daѕ arqυιвancadaѕ, onde υм corvo мe eѕperava grιтando. eυ eѕтava coмeçando a odιar coм тodaѕ aѕ мιnнaѕ ғorcaѕ, aqυeleѕ peqυenoѕ pecadoѕ.

-хô.. - aвano coм мιnнa мao no ar, e enтão ele voa. era errado eυ qυerer qυe тodoѕ eleѕ ѕe eхтιngυιreм do мυndo? era. eυ ѕoυ υм anjo, não poѕѕo deѕejar мal a njngυeм, neм мeѕмo para oѕ ѕervoѕ qυe perpeтυavaм мeυѕ dιaѕ e мιnнa ѕenтença na тerra.

devagar, мeυ olнar ѕe cυrvoυ para o corredor vazιo da eѕcola, coм cerтeza, pelo мenoѕ a мaιorιa doѕ alυnoѕ ja deveм тer ιdo eмвora. eυ poderιa ιr a вιвlιoтeca. penѕo. não... eυ eѕтava canѕada deмaιѕ para paѕѕear oυ ler. preғerι, ѕegυιr мeυ caмιnнo para caѕa, traçando minha rota perfeitamente calma. 



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