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História Nas Asas Do Demônio - Capítulo 9


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Capítulo 9 - TRÊS



Os sinais de que havia chovido, ainda não haviam abandonado as ruas. Haviam poças de lama espalhadas pelas calcadas e também pelo coreto da pracinha próxima a escola.. Hoje ali estava vazio, provavelmente, por que as mães não deixavam as crianças saírem de casa. Meus tênis bateram contra a. Poça, quando não consegui desviar. Droga! Eu estava encharcada ate os tornozelos, agora..

As gotículas cristalinas e finas da chuva,-Ainda que mais fraca- Não deixavam de me enxarcar cada vez mais,-Pelo resto do corpo- a cada segundo. Oras devia parar! Eu definitivamente não queria chegar em casa com os pés cheio de lama. Eu era responsável por manter meu apartamento Limpo.

Meus pensamentos me engoliram cada vez mais e mais; em um turbilhão de negatividade e reclamações internas, até que cheguei em meu limite. Meus pés haviam paralisado-me contra o peitoril da calçada. Eu nem sequer havia percebido quando parei de frente para o sinal verde de Uma das estradas mais curtas e íngremes do Bairro.

A velocidade em que os carros passavam era sobre-Humana. - Obviamente -por serem maquinas-, parecia que a qualquer momento derrapariam para fora daquele chão negro de apenas duas listras amareladas. Para dizer a verdade, eu achava que aquilo era mais como uma homenagem às abelhas do que uma estrada asfaltada.

Então o pedaço de metal que se encontrava em meu bolso traseiro começou a vibrar incomodamente. Helena me ligava. seu nome apareceu do monitor.

-Helena, a que horas você colocou seu numero aqui?- passo por cima da faixa de pedestres esperando pela resposta de Helena:

- amiga.. Bom... Enquanto você se distraia conhecendo meus amigos, eu jurava que você tinha visto... Então.. - ela grita. sua voz salta para fora do pedaço de metal com tanta rapidez que parecia que meus tímpanos iriam explodir. Confesso, que em certos momentos era difícil acompanhar seu raciocínio. -Hey... já está em casa?Hoje é o baile. Onde você está?- reviro os olhos. Ela poderia falar a noite toda e não se cansaria; nem mesmo um pouco.

-Calma, Helena! Eu irei, eu acho... quer dizer... apenas se eu tiver alguma roupa, e eu ainda estou indo para casa, não sei se sabe mas não sei voar- era mentira, eu sabia, claro que sabia, tinha ate asas, mas para os mundanos aquilo era algum tipo de "Modo de falar" de qualquer forma, eu teria que aderir.

-Okay. Passo para te buscar às oito.

Afirmo com a cabeça, me iludindo cegamente, com o fato de que ela estava me vendo. Suspiro. Idiota! Claro que ela não estava! Penso. O outro lado da linha está no total e completo silêncio, agora, quando abro a porta de entrada de meu prédio, provavelmente esperando por uma resposta. Eu estava começando a sentir o mau-Humor em meus poros.

-Tudo bem... - E então desligo, sem lhe dar chances de mais pestanejos.

Minha Caixa de correspondência estava consideravelmente cheia, - parecia que Algum objeto estava apertado entre aquele cubículo- quando eu finalmente pude alcança- lá e pegar a caixa branca e quadrada com um leve laço de cetim por cima. O laço era vermelho, combinava com assinatura da Caixa onde estava escrito nome e sobrenome de Christopher, com uma caligrafia que parecia da Grécia antiga. Bato e tranco a pequena portinha. aquele presente havia me feito sorrir? era um baile de máscara, ao estilo antigo, Afinal. Eu devia, obrigatoriamente, estar vestida a caráter.

Quanto mais o elevador subia, mais eu tinha certeza de que eu realmente estava me encontrando entre os mundanos. Eu ia a uma festa e estava começando a gostar da ideia de me divertir, quem sabe?! coisa, que nem eu e nem meus irmãos fazíamos a anos.

No céu, fazíamos apenas o que nos era mandado. Matávamos demônios, armávamos emboscadas e travavamos guerras, sobre nossos alados cavalos com asas brancas; tão tensas e aquecidas que a qualquer momento parecia que eu dormiria em um daqueles Pégasus.

Minha vida lá em cima era maravilhosa, mas não passava de total e completa ilusão. Deus havia me dado as costas, meus pais haviam me dando desprezo e dor, meus irmãos, amigos e principalmente Alexander: Um cara, que eu saía. -Pela qual, eu até gostava, mas que não se comparava com o formigamento que eu sentia quando Christopher estava por perto. - Eu sabia que amor de Alexander por mim não era Genuíno, e não poderia ser, mas, eu me arriscava, mesmo assim

Eu sempre gostei de desafiar o perigo.

Entro no banheiro, finalmente decidida a tomar banho e me arrumar. já eram sete horas, e... bom... Helena costumava ser bastante pontual quanto a festas, pelo menos. O banho não demorou muito. nada mais do que 15 minutos, apenas para relaxar e tirar a poeira do dia.

meu sabonete, tinha cheiro de madressilva, que me fazia pensar que voltei aos anos 80. Era deliciosa aquela fragrância. tratei de espalha-la por todo meu corpo até decidir que estava firme o suficiente sobre minha pele para me enxaguar. Ao sair do banheiro, eu estava apenas com uma toalha enrolada sobre o meu corpo e outra sobre meus cabelos. Caminhei delicadamente até a caixa retirei dali o vestido mas não reparei muito de primeira. Ali tinha meus sapatos, o vestido e alguns outros enfeites femininos, apenas para destacar a cor dos meus olhos e de minha pele. Era tudo em vermelho, ele sabia que aquela cor combinava comigo e ainda se dava ao Luxo de mesclar um pouco com azul ele tinha realmente bom gosto.

O vestido Coube em mim como uma luva.

Na parte de cima, havia uma renda decorada em vermelho que cobria ate o começo da minha Clavícula, com pedrinhas de brilho, na cor prata, que caiam até as madeixas de sua saia vermelha e solta, que arredondavam-se em uma longa saia rodada, cada vez mais no final de sua cauda, com azul Cobalto e com forro preto transparente por cima, ele terminava com uma grande fenda, ate o começo de seu espartilho decorado com brilhos. Meus sapatos: eram na cor Vermelho, com pequenos detalhes em pretos, onde vinha jogado por cima várias pedrinhas de brilho. Para o cabelo, ele me deu algumas borboletas, que combinavam com minha mascara, desta vez, as borboletas e a Mascara eram pretas, com brilhos vermelhos. Decidi optar por brincos salientes dourados. Faco um penteado em meus cabelos perfeitamente alinhados e então ponho as pulseiras.

Quando finalmente dou por mim, eu já estava arrumada e minha campainha tocava. Rapidamente, consegui arrumar minhas coisas na bolsa -Celular, dinheiro e remédio-.

-Vam.... Você está linda amiga!- diz a garota se interrompendo. Ela usava apenas uma mascara de mão e um vestido longo azul com pedras, que pareciam brilhos. - ele caprichou na roupa..

-Voce também está maravilhosa. - Seguro a calda do vestido e pulo por cima de seu conversível.

(...)

Ao adentrar o patio da escola, é possível ouvir a música eletrônica ecoando por cada canto daquele local. A quadra estava toda e completamente decorada, com detalhes em dourado e azul cobalto - a cor do colégio. Eu devia ter imaginado que Christopher me daria uma roupa que combinaria-.

Uma, não... Várias, luminárias foram espalhadas pelo local, iluminando tudo, enquanto começava uma música lenta e calma.. Corpos dançantes, se misturavam enquanto tocava algum tipo de "Rock pop", não literalmente, mas um rock que todos ouviam. Logo, pares se despercaram para a pista de dança, Helena havia vindo acompanhada, o que era bom para ela, mas não tanto para mim..

-Oi. - Uma garota num vestido de Cor preta me aborda, aquela era Ivy, era impossível não notar. E não digo pelos caninos escondidos ou pelo cheiro de quem se alimentou recentemente: O cabelo dela estava maravilhoso, ondas naturais e Perfeitas, e isso a Destacava. -Vejo que gostou do presente do meu irmão... Por falar nisso, por que não estão dançando?

Olho para o outro lado, onde o mascarado me seguia com seu olhar, como um falcão seguia sua presa. Eu ruborizada, modifiquei meu olhar, enquanto sua irma sorria e me observava.

Mudo meu olhar por poucos segundos para o lado, onde os amigos de Helena estavam:

A dupla dinamica- Nikolas e Viollet- se divertiam entre selinhos, beijos e palavras carinhosas e cheias de amor em seus ouvido. Hillary, dancava com uma garota qualquer ja sem sua máscara e com seu topete castanho quase desmontado. Ele parecia se divertir, enquanto Hanna Bebia alguma coisa em seu copo azul e mexia em seu celular. Ashley a acompanhava, bebendo tambem, -mas ainda com sua mascara-falava algo em seu ouvido. A garota so queria ajudar a amiga a se divertir, e a amiga a. Ignorava e se recusava.

Chacoalho a cabeca, quando sou sacudida pelas plavras de Ivy, resolvo me focar cem porcento nela.

-Nao acho que ele queira tanto assim dançar comigo. Se não ja teria pedido não e?-pegunto dando de ombros. Paro para saborear meu Ponche de frutas vermelhas. Estava tudo... Lindo! Mas eu não estava dançando, de certo modo, eu estava me divertindo em admirar aqueles corpos se transformando em dançantes matérias.

-Estamos no mundo novo. Por que você mesma não pede? Estamos no século vinte e um querida. - Nego com a. Cabeca ouvindo tamanha Barbárie.

-Se este baile e a moda antiga, por que eu deveria pedir? Eu vim, não vim? Então... É prova o suficiente de que eu dançaria com ele. -Vejo a garota abraçar e encostar seu copo contra sua bochecha.

-Okay... Então divirta-se- ela me virou, e saiu em um salto. Eu acabei me. Esbarrando com o mascarado, mas não tive tempo para falar, suas mãos ja repousavam sobre minha cintura, enquanto a música ecoava pela sala e explodia em um clássico. A sintonia de sua mao contra minha cintura era impecável, parecia que ele manejava um instrumento mortal e feito sob medida para seus dedos. E eu correspondia. Minhas maos caiam sobre seu ombro e meus olhos não desfrutavam das duas jades que ocupavam seus globos oculares.

-Vejo que aceitou o vestido e que lhe caiu muito bem!- ele maneja-me para trás e então me gira, como se eu não pesasse nada. Minhas costas encontram seu peito com afinidade, seu rosto se apoiava em meu ombros. Seus dedos curvavam-se em linhas retas, contra minha pele.

-É bem bonito, senhor butterworth. Eu adorei!- meu sorriso cresce e então ele me puxa. Nossos rostos estavam próximos agora, minha respiração estava irregular a cada curva daquela proximidade e então... Ele me separa e afasta seu corpo, me livrando de seu toque inebriante com um sorriso.

-Que bom que gostou. Combinou perfeitamente com seus olhos e com sua pele. - Sorrio. Eu sabia que ele era um adolescente que estava sendo gentil por um motivo: sexo. Pelo menos foi isso que me disseram -Que Helena me disse-.

Seu perfume era doce, mas nada feminino. Era bom o suficiente. Doce o suficiente. E principalmente, bonito o suficiente. Ele era o suficiente, mas eu ainda tinha. Dúvidas de que eu fosse o suficiente.

Por que eu estava com aqueles pensamentos? Ele e só mais um cara dentre bilhões de pessoas.

No meio de toda aquela perfeição e divagação infame, eu procurava por falhas: marcas de espinhas ou algum arranhao, pelo menos... não havia. Eu me questionava uma vez e outra, obstinada achar por seus pecados. Eu conseguia ouvir, conseguia senti-lo , enquanto outra música lenta se iniciava, mas não conseguia ouvir seus pensamentos.
Eu ouvia o pensamento de todos porque com ele seria diferente? porque só com ele eu não conseguia?

Então a música termina e leva com ela toda aquela sintonia de nossos corpos.

Sua mandíbula estava cerrada e seus olhos estavam tensos. para onde havia ido Sua calma? mordisquei meu lábio inferior, buscando forças para lidar com todo aquele Charme. meus braços ainda estavam em volta de seu pescoço, Só que ainda estávamos parados.

Então o Rock me acerta como uma flecha e me acorda de pensamentos inúteis.

-Quer uma bebida? Não sou seu par, mas não me custa nada te trazer um ponche.

Nego com um subto movimento com a cabeça.

Me mantenho séria, olhando de soslaio para Helena- que mesmo com toda aquela multidão à sua volta era dificil nao encontrar . parecia... não. . Ela tinha, um certo brilho, um pouco peculiar,talvez... sempre quando se chateava por alguma nota Se quer, ela sempre dava um jeito de ficar bem.

Então alguma coisa muda, Helena corre para fora dali, abandonando seu par aos suspiros, com a camisa social e o blazer encharcados por um líquido vermelho. Com certeza era Ponche de frutas vermelhas. aperto os olhos, me perguntando o que ele havia feito, para que ela mudasse tão de repente suas emoções.

olho para o meu par, me arrependendo de estar o abandonando para ir atrás da garota.

Meu vestido me atrapalhava um pouco, por isso eu o elevo até metade das pernas, onde meus joelhos alcançavam ou até onde ele ia sem que aparecesse nada obsceno.

-Helena?!- a grito. Meus saltos batendo, causavam um estrondo, contra o chão frio de pedra e capim- Helena... Helena, Onde você está? -O vendo frio da noite adentrava meus poros, e mandava descargas de uma gelida eletricidade. Eu sentia meu coração bombeando sangue por todo meu corpo, em batidas coordenadas.

Tento não tropeçar à medida em que meus sapatos altos se afundam contra a grama do campo de futebol americano.

-Estou aqui!- Sua voz sai longe e quebradiça.- Me deixa. Curta o seu baile de voltas as aulas. Eu vou ficar bem...vá se divertir, não posso lhe privar disso.- A sombra preta de sua silhueta negra, me faz parar. Ela estava à apenas alguns poucos metros de mim e se encontra ajoelhada, -como se estivesse rezando em uma missa de domingo, mas sem as mãos unidas sobre o peito.-Contra o chão frio e umido pelo sereno. Dou um passo cauteloso à frente , apenas o suficiente para fazê-la me olhar , ainda que, por trás de seus ombros.

Sua sombra escura , pela qual, cobria suas pálpebras dos olhos, estava escorrendo, borrando e caindo de seu rosto e forma de lágrimas pretas.

O que o garoto havia a feito de tão ruim para que ela chorasse tanto, em tampouco tempo?

Indago-me confusa.

-Hey, Helena? O que houve? Por que saiu daquele jeito? Estava se divertindo tanto!

Seu olhar em minha direção, à seguir, transmite pura procrastinação. Ela está brava, mas ainda não perdia seu olhar confuso. Meu turbilhão de pensamentos volta, mas a garota me retira do fundo mais obscuro da minha mente, onde, eu planejava matar o culpado com minhas próprias maos.

-Eu sinto como se precisasse fazer algo. - Sua mandíbula se abre, enquanto sua cabeca se debruça para trás. Uma risada pernóstica sai entre seus lábios, antes mesmo que ela pudesse controlar. -Como se eu precisasse gritar ou... Me lembrar, mas eu não sei...

- o que, Helena? O que precisa se lembrar?- Uma pontada de medo bate direto contra meu peito. Meus punhos apertam o mais forte que consegue, a bainha do meu vestido. -Me diz.. Eu te ajudo...

-Eu... Não me lembro. Mas eu deveria nao é?eu deveria. Eu desapontei ele.

-quem? Quem você desapontou Helena? Podemos concertar.

Me abaixo ao seu lado, então toco seu ombro, sentido a gélida sensação de um corpo totalmente Congelado pelo sereno.
Acaricio sua cabeça e a levo ate o carro, sem emitir, se quer um som.

Eu não sabia o que estava acontecendo, mas estava com todas as minha forças focada em ajudá -la.

-Eu não me lembro... Eu.. Não me lembro. - Seu olhar vazio e perdido despejava lágrimas, contra seu rosto, pescoço e peito.

- O seu par... O que ele fez?

Sua cabeca sacode em um repentino e estável não.

-Jack? Ele não fez nada a mim... Ele não quer a mim... E acho bom você se cuidar.. - nego com a cabeca.

Mudo seu olhar de direção, retirando de um transe para se focar em meus olhos definitivamente. Suspiro. Eu iria a fazer esquecer pelo menos a parte ruim da noite.

-Olhe para mim.. Isso... Se acalme, você ira se sentir melhor. E, você não vai mais se preocupar com Jack. Você vai esquecer essa parte da noite e vai se lembrar apenas de que viemos procurar meus brincos, mas que eu já havia os achado. Fique longe de Jack, é um conselho meu.

Suspiro mais uma vez, tentando me acalmar. Eu não gostava mais de fazer aquilo com mundanos. Era errado e bastando prazeroso para eles, mundanos, mas para nós era totalmente perpétuo. Eles esqueciam. E nos carregavamos toda magoa que eles sentiam. A dor no meu peito começou como uma leve queimação, mas parou: logo eu sabia que ela havia ser esquecido.

-Vamos?- ela pergunta com uma. Euforia quase palatável em sua voz, enquanto se levantava do carro. Parecia que nada daquilo havia. Ocorrido, que ela havia esquecido. E de fato, ela esqueceu. Eu a Fiz esquecer.

- Va.. Ja achei meu brinco, preciso resolver algo.

Passeio, ate a pista de dança, sem que ela me responda, observando em volta, procurando por, Jack... Ou seja lá qual for o nome do mundano. Isso era obra celestial, nenhum humano poderia me sentir, ou pensar que eu era um anjo. -Alem de demônios bem poderosos- Maos leves e delicadas tocam meu ombro. Um arrepio me sobe dos pés ate meus ombros e então para. Ivy. A irma de Christopher agora me olhava confusa, eu estava um pouco molhada, mas nem havia percebido. Só agora, percebi o quão frio estava ali.

- hey, meu irmão estava lhe procurando. Onde você estava?- Mordisco o labio inferior, observando a garota. Ela aponta com a cabeca e profere algumas palavras- mas eu nao conseguia deixar de notar o fato de que o garoto estava conversando baixo, com uma garota.

Meu pes caminham, antes que eu possa os retirar dali e seguir outro rumo: logo, me vejo fitando aqueles olhos verdes, que ainda não estavam ligados a mim.

-Christopher.?- minha voz me tira do transe em que eu me encontrara.

-Mazikeen, ah, oi..- interrompo a conversa do garoto. Aos poucos, o cavalheiro se torna indiferente e frio. Expluso meu devaneio para o mais longe possivel da minha mente, meditando sobre insinuacoes indecisas e vagas

-Me desculpe sair daquele jeito. Helena teve um pequeno problema, mas ela ja esta melhor... E voce... Acompanhado.- olho de soslaio para a garota ao seu lado, tendo suas madeichas dos cabelos pretos e cacheadas.

-Sim. Me desculpe, ele esta acompanhado.- a garota segura sua mao, justamente para que eu desitisse e fosse embora. Reviro os olhos - saia.

-Tudo bem, nao precisa se explicar.-Cospe, o garoto, sem olhar diretamente para minha figura a sua frente. E foi isso que eu fiz. Eu sai. Minha mascara agora, estava jogada em minha mao de qualquer jeito, a fita arrastando no chao. Minha pose indiferente, atraiu o olhar de Ivy para minhas costas, acho, que ela pensava que eu faria um escândalo ou algo do tipo. Ao inves disso, ela sorriu e eu passei direto.

O céu estava nublado, quando me cansei de esperar Helena e fui para casa. meus pés descalços, minhas asas batendo contra o vento persistindo em segurar aqueles trajes tão pesados no ar: era definitivamente melhor sensação que uma pessoa poderia sentir

Meus pes colidiram contra o chão frio da sacada. Um arrepio quase duvidoso tomou conta da minha espinha.

já era quase manhã quando terminei meu banho e finalmente me pousei em minha cama: meu lençol de cetim branco, pela qual, eu havia esquecido de arrumar antes de sair ainda estavam da mesma forma. O banheiro tambem estava cheio de produtos de higiene e maquiagem.

Eu não havia notado no que fazia até perceber que estava rezando; papai não ligava. Mamãe não me ouvia, -não mais- então, rolei para o lado esquerdo da cama me deixando render pelo sono.

***

-Mazikeen? Filha? Eu vou te encontrar... Eu vou pegar voce...

-Vem me pegar, mamãe! Venha!

-Estou indo..

Minhas minusculas pernas se moviam de forma sorrateira, em meus seis anos, enquanto mamãe corria atrás de mim. Eu adorava brincar de pique-pega com ela; de boneca, e de tudo que mamãe poderia inventar.

O dia estava ensolarado. O sol estava radiante e a brisa do vento estava deliciosa, contra meu rosto. E entao... De repente aquele sonho acabou, eu estava agora em meus doze anos, mamae e papai discutiam por olhares na sala de estar. Metatron e Ithuriel me puxaram para fora da sala, sabendo que a qualquer momento eles gritariam consigos mesmos.

Os olhos azuis de Miguel entao entervem.

-Deixem-a. Mazikeen, suba. Aquilo é briga de adulto, e voces dois, nao os quero em casa pelas peoximas duas horas.- Agradeci mentalmente ao meu irmao. Miguel tinha apenas quinze anos, enquanto Metatron quatorze e Ithuriel dezesseis. Ele sempre dava uma de adultos e nos sempre o obedecidos.

E entao tudo muda. De repente, aquelas boas lembrancas se tornam aos poucos pesadelos.
Me afundando cada vez mais no profundo abismo de uma cova aberta que se abria do solo e sugava para dentro.

Eu estava caindo...

E entao de novo...

Mais uma vez...

Em um crebo de lembranças infindáveis.

Apenas duas pessoas Poderiam me fazer relembrar da noite da queda: ithuriel que tinha o dom da lembrança e minha própria mente que toda hora me enganava com coisas do tipo. Mas, desta vez, era culpa do meu querido e pródigo irmao, eu sentia a aura celestial que emamava por todos os lados.

Então, eu tinha certeza, no momento exato em que a figura Celestial me apanhou pelos braços me impedindo de cair mais uma vez naquele beco escuro.

- Por que nos incomoda, irma? És uma caida, não tem mais esse direito.-Sua voz firme e brava me estrala. Os olhos cinzas e profundos de Ithuriel me mantinham calada.

- Nossa, e eu aqui jurando que você sentiria saudade de mim, sua irma Caçula!- o o garoto bufa descontente então revira seus olhos castanhos.- olha só... eu ainda sou da família, tenho tanto direito quanto você. Nossos pais não podem estar fazendo isso comigo me privando de ver vocês....E...

- você não tem mais família desde que resolveu cometer um dos crimes mais cruéis contra sua família: você encobriu o relacionamento entre um Arcanjo e uma Mundana. não merece, sequer, piedade. - aquilo não fazia sentido realmente Lúcifer tinha piedade de papai quando tiver esquisitos sendo que ele deu na cara do próprio papai e eu por simplesmente não contar que meu irmão estava namorando sou exilada para Terra?

- mas e quanto meu julgamento? não posso ter caído por culpa de Metatron! Ele quem se envolveu com uma mundana não eu. isso é injusto!- esbravejo, torcendo para que ele diga que eu estava certa ou apenas esperando um abraço. Minhas esperanças contra minha família estava prestes a se findar. eu me sentia tão traída que não conseguia descrever em palavras, sequer.

- você encobriu! não terá um julgamento! mamãe está fazendo de tudo para que não perca suas asas esta semana ainda sinta-se grata!- suas palavras perfuram como uma faca em meu peito.

- irmão, eu não posso perder minhas asas por favor...- sinto um pinicar no meus olhos quando minhas lágrimas os inundam e então escorrem por meu rosto.

- levante-se mazikeen, você terá asas, só que em meses e pretas como todo anjo caído. Poderá voar mas nunca alcançará os céus de verdade; nunca mais se comunicará com Deus ou com sua família. Você nunca mais será a mesma.

- Ele é meu pai precisa falar comigo! Ele me criou e agora está me descartando?

-Cale-se, Mazikeen.

E entao meu irmão some, me dando uma ultima vista de seu rosto e uma especie de transe. Aquele turbilhão de emocoes ainda nao haviam me deixado.

Meu corpo todo latejava, meus poros transpiravamen forma de gotas de suor frio. O dia ja havia amanhecido, mas eu me sentia deprimida demais para ir a escola. E então, eu estava chorando, quinem seis meses atras, quando fui mandada para ca. Eu havia oficialmennte me tornado a caida desgracada. De repente, eu nao me imporatava em levantar e deixar de ser ela.



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