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História Nas Garras do Destino - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Ataque à Grand Cross


Ontem eu havia dito que hoje seria chato, e de fato, está sendo. Meu maior desejo era pegar uma xícara de chá e beber enquanto lia algum livro; mas ao invés disso meu trabalho me obriga a ficar parado, em pé, num corredor, do lado de uma porta, fechada... Dentro do quartel pelo menos havia o que fazer, aqui como pode ver; não, não tem, não tem porra nenhuma.

Isso faz eu me perguntar, como será o exercito de demônios? Meus estudos dizem que eles são uma espécie de aventureiros com codinomes, unidos por uma mesma causa. Me foi dito que havia uma pequena ordem no grupo, no entanto, eles não faziam isso pelo país, eles discutiam entre si e chegavam a uma conclusão aceita por todos. Nisto eu posso afirmar: eles são mais espertos do que nós. Desde criança eu fui especialmente anti-nacionalista, nunca entendi bem o porquê do hino nacional do Japão ser tão belo. De acordo com o meu ponto de vista, cada país quer alienar seu povo pelo próprio bem. Vale lembrar que quando digo "país", me refiro aos homens no poder.

Prosseguindo com esse assunto, como será o Rei Demônio? Um homem alto forte e imponente? Um líder impetuoso que faria tudo pelo seu povo ou um tirano egoísta? A verdade é que eu não posso confiar no que os humanos desse mundo dizem, um grupo sempre vilaniza seu adversário para ter coragem de derrotar-lo. Um grupo sempre põe a culpa de tudo no outro, inclusive a culpa dos próprios erros... Aqui não deve ser diferente.

Voltando a falar sobre meu dia; sim, eu consegui completar meu objetivo, só precisei falar "vaza daqui" para todos que tentavam falar comigo. Não foi satisfatório como eu imaginava, mas de certa forma, eu consegui. E com o passar dos dias essa minha técnica foi melhorando, algumas poucas semanas depois eu terminei ele. A literatura desse mundo não é tão diferente da nossa, nas duas a ficção torna tudo possivel; e um gênero simples como investigação é fácil de ser criado em qualquer lugar.

Para criar a reviravolta na história, eu primeiramente deveria afirmar "tudo estava bem, até que..." Mas não, não direi isso. Eu estava esperando algo dar errado, eu estava muito ansioso para ver algo sendo destruído na minha frente. Eu devo contar como foi que o destino deu um passo a frente, rumo a conclusão da profecia feita por um deus.

O dia era nublado, ainda sim claro e comum. A Grand Cross como sempre permanecia fazendo seu trabalho de proteger e vigiar as redondezas. Estávamos a mercer de um ataque surpresa... Um ataque surpresa... Exato, em uma fortaleza tão vigiada ainda era possível um ataque surpresa. Agora você me pergunta, como isso era possível? Eles seguiram minha hipótese de magia de invisibilidade? Não, eles não usaram magia alguma. Já que é assim, agora vem a pergunta de um milhão de dólares: como entrar numa fortaleza esculpida na rocha sem ser visto?

Se sua resposta foi "escavação", você acertou. Ninguém achava que esse plano seria uma opção a ser considerada, nenhum exército faz algo desse tipo. O Rei Demônio deve ser um gênio louco, um coringa que age de maneira imprevisível; nos contornando e aparecendo 1 passo na nossa frente. 

Eles entraram pelos armazéns, imediatamente saqueando nossa munição, se moveram a frente e confronto começou no refeitório. Nossos soldados estavam fora do horário de refeição, o que os deu uma pequena vantagem na hora mais importante: o início. Normalmente, uma batalha começa e termina em alguns instantes, e esse é o motivo de estar sempre atento ser de extrema importância. Os demônios vieram organizados, em grupos de guerreiros e magos.

Não demorou para ouvirmos o sons de gritos e corremos em disparada até o refeitório. O espaço estava lotado, a cor verde do uniforme e o roxo deles, misturado com o vermelho do sangue. Peguei a minha katana de baixa qualidade e a usei, seguindo meu treinamento no seu uso. Mesmo que piedade seja algo que não passe pela minha cabeça, desejo manter a calma, manter o foco.

Um inimigo vem a mim pela esquerda, eu me viro e aparo seu golpe; revido e ele bloqueia; ataco novamente e abro um espaço na sua guarda, prosseguindo com uma estocada rápida. Meu inimigo recua, isso me da tempo para olhar meus arredores; bem a tempo de ver outro inimigo chegando para me cercar.

Uma das regras que regem este mundo é "demônios usam habilidades mágicas, humanos usam habilidades físicas". Com esta regra agora explicita, posso fazer meu movimento.

-Lunar divider. -Após recitar o curto encantamento, faço um corte ao meu redor, dividindo os dois.

De repente vejo um brilho tomando conta da sala... Fogo. Saio correndo o mais rápido possível para não ser atingido pelas chamas, deixando os feridos para trás. Com o som de mais gritos, percebo que não foi só o refeitório que foi invadido, outros pontos da Grand Cross também. Sigo correndo e dilacerando inimigos pelo caminho até chegar no pátio onde estavam os morteiros. Havia uma luta mais intensa naquela área e eu tinha a certeza que se o Rei Demônio fosse aparecer em algum lugar, seria aquele.

Vi Nero lutando contra um demônio de quase dois metros de altura... Devia ser aquele! Meu caminho estava bloqueado pelo confronto e eu ainda não havia anunciado minha identidade como herói, eu teria que chegar lá na raça. Avancei rápido e letal como um raio, usando minha velocidade para pegar-los desprevenidos, decepando membros com facilidade.

Eu era páreo para aquele homem? Me questionei ao me aproximar. Ele estava sem camisa, exibindo os seus músculos, armado com um machado; o cabelo e a barba dele pareciam a juba de um leão. Isso seria uma luta Davi e Golias? Sim, seria. A batalha começou quando eu o ataquei pelas costas.

-Sixfold fury! -Exclamou Nero ao fazer seis cortes em um instante.

-Burning will! -Aquele demônio assumi uma aparência laranja e quente, apartir desse momento seus ataques se tornam flamejantes. Até mesmo estar em sua presença já era um desafio.

Eu não me deixo abalar e faço mais um ataque, ele revida e eu desvio; Nero acerta ele na barriga e bloqueia um ataque. Para nossa sorte, surgem três arqueiros para dar suporte. Eu, o paladino Nero,  e o arqueiros entramos em sincronia para desferir longas sequências de ataques incessantes nele.

-Lightning Spear! -Antes mesmo de eu processar informação, vejo Nero ser atingido por um raio.

O demônio não perde a chance e desce seu machado com força máxima, arrancando fora o braço do paladino. Eu me viro para procurar quem fez isto, no entanto, havia tanta gente no meio daquele caos que nem tive tempo para observar direito. Volto o foco para o Rei e uso outra habilidade nele, que ao bloquear com seu machado, tem sua arma quebrada. Agora desarmado, me permito gastar mais um pouco de energia e finalizar-lo.

-Diga adeus a luz do dia, Stinger! 

Enfio minha katana até o cabo no coração dele, vendo-a sair do outro lado. Puxo ela e vejo o sangue jorrando para o ar, manchando minha roupas. O calor daquele líquido era de certa forma nojento e ao mesmo tempo satisfatório.

-Não pense que acabou! -Me viro de costas e vejo um demônio jovem de cabelos brancos, ao seu lado um guerreiro e uma ladina.



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