História Nas Garras do Vampiro - Capítulo 6


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Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Miiko, Nevra, Valkyon
Tags Ciumes, Eldarya, Nevra, Paixão
Visualizações 159
Palavras 1.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gatchenhos!! Mais um capítulo, espero que gostem :)

Capítulo 6 - Insuportável


                No salão de refeições, vi Nevra sentado sozinho em uma mesa, mas ignorei-o de propósito e me sentei sozinha do outro lado do salão. Logo Valkyon sentou-se à minha frente com sua refeição.

                - Olá! Queria te pedir desculpas por hoje – ele sorriu.

                - Desculpas? Pelo quê? – Perguntei.

                - Por ter transferido a sua aula para o Nevra. Infelizmente estou com muitos afazeres agora e não pude te dar a atenção necessária – ele parecia chateado.

                - Não se preocupe – lhe dei um sorriso encorajador. – Nevra me explicou a situação. E ele também foi um ótimo professor, estou muito satisfeita com a aula – o que era realmente verdade, apesar da minha irritação com Nevra no fim da aula.

                - Fico feliz em saber disso. Sabe, fiquei surpreso quando entrou para a guarda, mas sinto que você realmente irá se dar bem conosco. Você transmite confiança – ele era muito gentil.

                - Mesmo? Isso é uma novidade para mim. Fico satisfeita, obrigada. – Voltei a comer, estava com medo de puxar assunto e resultar no mesmo que da última vez.

                - Acho que você já notou que eu não sou de falar muito. Só queria dizer que não é nada com você, só é o meu jeito. – Ele parecia constrangido.

                - Fico feliz de saber que não é comigo. De qualquer forma, eu respeito seu silêncio.

                - Sobre o que me perguntou ontem, sobre eu ser um faeliano... sim, eu sou – ele parecia se esforçar para manter a conversa. – Foi difícil para mim no começo também. Até hoje não sei minha raça, mas já não me importo tanto. Descobri meus talentos e desenvolvi habilidades e isso me torna quem sou hoje. Então se você... hum... precisar de alguém para conversar sobre suas preocupações... eu estou à disposição – ele sorriu docemente.

                - Eu agradeço Valkyon. E também por compartilhar isso comigo. – Nós mantivemos uma conversa decente durante o resto do almoço, comentando sobre algumas posições de defesa e algumas armas que tinha lido e tinha dúvidas sobre. Fiquei surpresa com o quão atencioso Valkyon podia ser. Na verdade, era muito bom conversar com ele.

                Na saída do salão, não pude deixar de notar Nevra conversando com duas moças. Ele sorria para elas e parecia prestar muita atenção ao que diziam, enquanto estas faziam um verdadeiro espetáculo tentando tocar seu braço ou abaixar para que ele visse seus decotes. Não consegui evitar uma ponta de tristeza. Então ele realmente me tratava como qualquer outra. Quem sabe assim eu caísse na real e parasse de pensar tanto nele.

                Durante a tarde, tive minha primeira aula de arco e flecha com uma garota mais velha da guarda. Ela era boa professora e eu mandei até bem na aula, apesar de sair com os dedos e braços doloridos, além de um risco no rosto feito pela ponta de uma flecha. Também tive aula de esgrima com outro veterano. Não fui muito bem, apesar de começar com uma arma de madeira leve. Conseguia executar os movimentos corporais com perfeição, principalmente de esquiva, mas não acertava os movimentos com a espada. Exausta, tomei um banho e caí na cama, lembrando que ainda teria uma missão durante a noite. Levantei alguns minutos depois, pulando o jantar e indo encontrar Miiko para obter mais informações sobre a missão.

                Encontrei-a indo jantar. No corredor, ela me explicou como seria a missão.

                - Bom, basicamente a sua função é procurar cristais. Quero que vá a floresta e procure como se tivesse perdido algo. Faça isso com muita atenção e tente notar se algo atrai você a um lugar específico, se consegue sentir algo que seu parceiro não consegue, enfim, qualquer sinal anormal que você acha que te auxilia a achar os cristais. Não se pressione muito para não começar a imaginar coisas. Lembre-se de que hoje é apenas o primeiro dia e que estamos apenas testando uma teoria – ela explicou calmamente.

                - Certo. E com quem irei fazer a missão?

                - Seu companheiro está atrás de você – Miiko disse.

                Quando me virei, vi Ezarel se aproximando. Não pude segurar um suspiro.

                - Também não estou contente com isso novata – ele disse, obviamente de mau humor.

                - Ezarel, já conversamos sobre isso. Vocês irão se alternar acompanhando-a. Se tiverem êxito, isso será crucial para nosso fortalecimento – Miiko lembrou.

                - Eu sei disso, apenas acho que é uma perda de tempo. Obviamente ela não tem nada de especial, foi apenas um golpe de sorte – ele parecia convencido.

                - Já chega de discussões! – Miiko estava impaciente. – Voltem antes da meia noite e me procurem imediatamente para me relatar o que ocorreu.

                - Tudo bem.

                Depois que Miiko saiu, Ezarel se virou para mim.

                - Já preparou seu equipamento? – Perguntou.

                - N-Não. Na verdade, não imaginei que precisaria levar algo.

                - Idiota. Como sabia que você não tinha cérebro mesmo, eu preparei uma mochila para nós dois – ele fez um sinal para suas costas. – E assim que sairmos do Q.G., você quem irá carrega-la – ele sorriu satisfeito.

                - Certo – revirei os olhos. Eu odiava minha companhia, mas não estava afim de discussões.

                Na saída para a floresta, ele cumpriu sua palavra e jogou a mochila em cima de mim. Caminhamos para mais fundo na floresta e paramos em uma clareira.

                - E então? Seus dons sobrenaturais já se manifestam? – Ele perguntou cínico.

                - Não sinto nada de diferente – falei, deixando a mochila no chão e prestando atenção ao ambiente.

                Andamos um pouco ao redor, em silêncio. Depois de mais alguns minutos, Ezarel não se aguentou mais.

                - Que perda de tempo – murmurou.

                E nem eu.

                - Qual é seu problema comigo? – Virei para ele e explodi. – Por que precisa implicar tanto? Será que não percebe que não estou aqui por vontade própria?

                - Então por que aceitou a missão? – Gritou ele de volta.

                - Não me referi a isso, mas a Eldarya em si – disparei.

                - Sinta-se livre para ir então!

                - Para onde? Não é como se eu pudesse fechar os olhos e acordar em casa! – Eu estava furiosa.

                - Se vira! Ninguém precisa...

                - Cale a boca! – Interrompi-o.

                - Como você ousa? Eu..

                - É sério, Ezarel. Fique quieto – eu baixei meu tom de voz. – Eu vi algo – falei, indo em direção a alguns pontos de luz que eu havia enxergado dentro da floresta. Segui seu rastro, com Ezarel em meu encalço.

                - O que exatamente estamos seguindo? – Ele perguntou, com um tom de voz mais sério.

                - Os pontos de luz à frente. Não os vê? – Agora o brilho de centenas de partículas voadoras era intenso. Eu os seguia sem perde-los de vista.

                - Eu não vejo nada – ele declarou, mas continuou me seguindo.

                Chegando ainda mais próxima, finalmente reconheci as partículas. Eram vaga-lumes! Provavelmente os mesmos que me levaram ao círculo de cogumelos. Pensando bem, eles entraram no tronco onde achei o pedaço de cristal. Talvez estivessem me guiando para outro. Apertei o passo e me animei. Os seguimos por mais alguns minutos até que eles começaram a ir mais rápido e a floresta a ficar mais densa. Estávamos com dificuldades para atravessar troncos caídos e canteiros de espinhos. Por fim, acabei perdendo-os de vista.

                - Droga! – Xinguei.

                - O que foi? – Ezarel perguntou, esbaforido. Ele havia carregado a mochila o caminho todo.

                - Perdi-os de vista.

                - Há! Perdeu, é? Ou inventou isso apenas para eu achar que você tem algo de especial? – Ele perguntou irritado.

                - Ezarel, é sério! Eram vaga-lumes! Os mesmos que eu segui para chegar ao círculo de cogumelos. – Eu estava desapontada demais para dar ouvidos a suas acusações.

                - Certo – ele tornou, não totalmente convencido. – E o que fazemos agora?

                - Eu... não sei.

            Resolvemos fazer uma busca ao redor. Olhamos debaixo de pedras, dentro de troncos e entre arbustos, com ajuda de lanternas, em busca de algo diferente. Logo encontrei algo entre os arbustos.

                - Ezarel! Achei uma coisa! – Gritei.

                Ele se aproximou com uma lanterna.

                - Mas... isso é um ovo – ele parecia desapontado.

                - Um ovo de quê? Você sabe?

            - Aqui no escuro não consigo identificar muito bem. Mas com certeza é de mascote. – Ele afirmou. Olhando para o céu, continuou. – Acho melhor voltarmos. Deve estar passando das onze.

                Arrumamos as coisas e voltamos pelo nosso longo caminho. Não conversamos nada durante a volta. Ao chegar ao Q.G., exaustos, encontramos Miiko na sala do cristal, quase abrindo um buraco no chão, de tanto andar para lá e para cá.

                - Onde vocês estavam!? – Ela gritou quando nos viu entrar – Já são quase uma da manhã! Enfim, esqueçam. Pelo menos estão bem. – Ela se acalmou. – Então, encontraram alguma coisa?

                - Bom, apenas isso – disse, mostrando o ovo.

                - Mas, isso é um ovo de mascote – ela parecia chateada. – Nem sinal de cristais?          

                - Mais ou menos. Vaga-lumes apareceram e me guiaram... – comecei a explicar.

                - Ela diz que apareceram – Ezarel interrompeu.

                Ela olhou de um para o outro.

             - Vamos deixar isso para amanhã. Não encontraram nada mesmo. – Ela estava exausta. – Tenham uma boa noite de descanso e amanhã de manhã conversamos.

                - O que eu faço com o ovo? – Perguntei.

                - Pode ficar com ele. Você não tem mascote mesmo – ela finalizou.

                Agradeci e saí. Eu e Ezarel ficamos presos juntos na porta, olhamos um para o outro e ficamos numa pequena briga para ver quem cederia. Por fim, nós dois quase caímos no corredor e fomos em direções opostas. Ouvi Miiko suspirar ao fundo.

                No meu quarto, coloquei o ovo na caminha perto da minha e assim que deitei, ferrei no sono. Sonhei com vaga-lumes que se transformavam num ovo. E quando o ovo se chocava, saía uma mascote com a cara do Nevra. Acordei assustada e quase atrasada.


Notas Finais


Comentem o que estão achando! E muito obrigada pelos favoritos! s2


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