História Nas profundezas de um mar sem fim. - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 66
Palavras 2.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mil desculpas pela demora.
Boa leitura💙

Capítulo 2 - Capítulo 2.


   Assim que acordei fui  direto até o hospital falar com Tsunade, como eu já imaginava ela ficou feliz em saber que eu tiraria um tempo de férias, disse que eu tinha o tempo que precisar, que eu sempre teria uma vaga  em seu hospital.

   Passei o dia todo pensando no que eu poderia fazer para me aproximar do Sasuke, optei por fazer primeiro um jantar, já que há tempos eu não cozinhava. Passei no supermercado e comprei alguns ingredientes para o jantar. Voltei para casa e comecei a preparar a comida.

   Sasuke sempre teve preferência por comidas caseiras, nunca foi fã de restaurantes caros, para ele nada como a comida de sua mãe, que devo dizer que é simplesmente maravilhosa, melhor até que a da minha mãe, que ela nunca saiba disso. Preparei seu prato favorito, Kare Rice. Em alguns minutos ele deve chegar. Arrumei a mesa com os pratos, comida, e peguei um vinho que achei no armário. Ouço o barulho da garagem se abrir, ele chegou. 

   - Boa noite. - Digo assim que o vejo entrar pela porta.

   - Boa noite Sakura. - Me olhou surpreso, e em seguida olhou para a mesa posta. - Vai vir alguém aqui em casa? 

   - Não. Não vai vir ninguém, eu cozinhei pra você, quero dizer, pra nós.

   - Hm, ok, vou tomar um banho e já desço. - Disse um pouco desconfiado.

   Depois de alguns minutos Sasuke desceu do seu quarto, ele trajava uma calça jeans e uma camisa azul de manga comprida.

   - O cheiro está ótimo.

   - Espero que o gosto também - Meu marido sorriu, um sorriso espontâneo, que eu não via a muito tempo.

   Sasuke se serviu, e em seguida eu me servi também. Coloquei um pouco de vinho em nossas taças, e beberiquei o líquido. Simplesmente maravilhoso. 

   - Estava deliciosa a refeição. - Sasuke disse limpando sua boca com o guardanapo. 

   - Obrigada. Eu queria te contar que estou de férias do hospital, por tempo indeterminado.

   - Aconteceu alguma coisa? 

   - Aconteceu que eu preciso de um tempo só pra mim, quero dizer, pra nós. - Toco em sua mão que está em cima da mesa. Ele nem se mexe. - Eu pensei que podíamos passar um tempo a sós, sei lá, viajar para algum lugar. A nossa casa do campo por exemplo, eu nem me lembro da última vez que fomos lá.

   - Escuta Sakura. Eu achei sua ideia boa, de verdade. Mas nesse momento eu não posso me afastar do meu serviço, meu pai precisa da minha ajuda pra fechar um grande negócio, não posso decepciona-lo. Eu sinto muito, desculpe.

   E assim Sasuke voltou ao seu quarto, me deixando sozinha na cozinha. Nada me irrita mais do que ser ignorada, e ele sabe disso. Mesmo com raiva eu não posso desistir, eu prometi ao meu filho que tentaria, e eu vou, custe o que custar.


   Levantei mais cedo que o habitual, antes do Sasuke acordar. Desci até a cozinha e preparei o café da manhã, fiz bolinhos de arroz, e um chá pra acompanhar.

   Pouco tempo depois ouço os passos do Sasuke ao descer a escada.

   - Bom dia. - Digo assim que ele entra na cozinha. Ele pegou uma xícara no armário e se sentou a mesa.

   - Bom dia. - Sasuke responde. Ele parece um pouco surpreso com o café da manhã repentino, mas não diz nada. 

   - Bem, fazia um tempo que eu não preparava esses bolinhos, talvez não estejam do jeito que você gosta.

   - Estão deliciosos. - Disse mordendo um deles. - Eu já vou indo para empresa, não posso me atrasar. Até depois. - Sasuke se levanta com rapidez, e vai em direção do banheiro, escovar seu dente.

   Pego um pote no armário, e coloco alguns bolinhos dentro dele. Alcanço o Sasuke antes dele dar partida no carro. Dou uma batidinha na janela, e espero ele abrir.

   - Eu queria te entregar isso - Dou o pote pra ele, que me olha indiferente. - Eu sei que você gosta bastante, e...

   - Obrigado. Eu realmente tenho que ir. - Ele me interrompe antes que eu termine de falar. E simplesmente abre a garagem e sai.

   Me sinto frustrada, como se nada que eu fizesse estivesse bom. 

  Volto para dentro de casa, e lavo a louça que eu sujei. Não há mais nada para fazer aqui dentro, a casa está impecável, nem parece que duas pessoas moram aqui. Não fiz nada de proveitoso durante a tarde, apenas assisti algumas coisas aleatórias. Meu celular vibrar, e recebo algumas mensagens da Ino, minha melhor amiga, céus a quanto tempo eu não a via? Eu nem mesmo fui visitar meu "sobrinho".

   Ela me pergunta se estou bem, se estou me alimentando, e por fim diz estar com saudades. Pergunto a ela se ainda mora na mesma casa, ela responde sim. "Daqui meia hora eu chego aí" envio pra ela. 


   Paro com o carro em frente a casa da Ino, e bozino uma vez. Alguns segundos depois ela aparece na porta, está com o pequeno Inojin no colo. Como ele cresceu, deve estar com pouco mais de um ano, pra ser exata, um ano e alguns meses. Lembro que eu e Ino descobrimos que estávamos grávidas quase que na mesma época, desde pequenas sonhávamos em ser mãe, quando éramos adolescentes dizíamos que teríamos filhos com tal idade, para que eles crescessem sendo melhores amigos, assim como nós duas. Lembrar disso chega a me dar um aperto no peito, mas não vou chorar, já estou cansada de chorar.

   - Sakura querida. - Ino vem em minha direção e me abraça forte, eu retribuo o gesto- Que saudades.

   - Ino... me desculpe não ter vindo antes, eu queria vir, eu juro.

   - Shi.. não precisa se desculpar. Vem, eu quero te apresentar a alguém

   Entrei na casa dela, e avistei uma criaturinha loira, todo tímido.

   - Inojin venha aqui dar oi para a tia Sakura.

   - Olá querido. - O peguei no colo e beijei sua bochecha. - Você é muito lindo. Ino, ele é a sua cópia. 

   - Obrigada, Sakura. Todos dizem isso, o Saí até fica um pouco enciumado. 

   - Eu Imagino. - Entrego o Inojin pra ela, que vai sorrindo para o colo de sua mãe.

   - Vamos para a cozinha tomar um chá, eu preparei aquele bolo que você tanto gosta.

   Contei sobre as férias que havia pego, e que não tinha ideia de quando eu iria voltar para o hospital.

   - Eu não sei o que fazer Ino, é como se eu e o Sasuke fossemos dois estranhos. - Falei enquanto tomava um pouco do meu chá.

   - Sakura, acho que você está exagerando.

   - Nós dormimos em quartos diferentes a meses. - Ino se engasgou com o chá, e sorriu amarelo.

   - Nossa. Talvez seja pelo trauma Sakura.

   - Eu sei disso Ino. Até esses dias eu ainda estava afundada em uma solidão sem fim. Mas eu resolvi mudar, meu filho não gostaria de ver a mãe assim. - A loira pegou minha mão num gesto de carinho, e apertou levemente.

   - E eu concordo plenamente. Você sabe, pode pedir meus conselhos sempre que precisar, estarei sempre aqui.

   - Você não sabe o quanto isso me deixa feliz, saber que nada mudou entre a gente. - Limpei uma lágrima que insistiu em cair, e sorri ao ver o pequeno Inojin dando alguns passos, mas sem soltar as mãozinhas dos móveis.

   - Somos irmãs de outra mãe, nunca se esqueça disso. 

   Perdi a noção do tempo passei conversando com a Ino, quando notei, já havia anoitecido. Me despedi dela e de seu filho, e voltei pra casa. Quando cheguei na garagem vi o carro do Sasuke  chegar logo atrás do meu.

   - Oi. - Ele diz com a mesma expressão neutra de sempre.

   - Oi. - Respondo antes de entrar em casa.

   Subo as escadas e entro em meu quarto. Deixo a banheira enchendo enquanto tiro minha roupa. Paro de frente ao espelho e fito o meu corpo. Ele não mudou muito desde a adolescência, os seios continuam medianos, meu quadril talvez mais largo, e coxas mais grossas. Passo os dedos em cima da cicatriz da "cesárea", e a encaro no espelho. Ela é pequena, quase que imperceptível. Entro na banheira, a água está bem quente, do jeito que eu gosto. Continuo alisando a cicatriz...ela sempre vai estar aqui, pra não me deixar esquecer que um dia eu tive um filho. 

   Fico uns 20 minutos só com o pescoço pra fora da água. Ela me relaxa, faz eu me sentir leve. Com muito custo saio da água.

   Depois de secar meu corpo, procuro algo pra vestir no meu guarda-roupa, tenho várias camisolas, algumas tenho a anos, e nem cheguei a usar. Opto por pegar uma de seda, preta, que vai até os pés, lembro que ganhei ela de Ino assim que me casei, segundo ela "Sasuke simplesmente ficaria louco" ao me ver usando ela. Dou risada com a lembrança. Mesmo um pouco longe a loira me faz rir.

   Desço em direção a cozinha, sinto um cheiro de comida no ar, Sasuke está cozinhando.

   - O quê está preparando? - Me encosto na bancada que fica de frente para o fogão. Ele nem ao menos vira pra me olhar.

   - Carne de porco ao molho, e um pouco de arroz com legumes.

   - O cheiro está delicioso. - Comento, sem receber nenhuma palavra  depois do meu comentário vinda de Sasuke. - Então, como foi o serviço hoje? Conseguiu fechar o contrato que era tão importante? - Digo com um pouco de deboche a última frase.

   - Ainda não fechamos, como você mesma disse que se trata de algo importante, levaremos tempo até estar tudo de acordo. - Ele finalmente se vira, e fica de frente ao meu corpo. Ele me análisa por um tempo, mais nada diz.

   - Algum problema? - Pergunto, e ele volta a ficar de frente para o fogão.

   - Nenhum... não está sentindo frio?

   - Não, estou um pouco de calor até, pra falar a verdade.

   - Entendo. Bom, vamos jantar então. - Ele diz sem encarar meu rosto.

   - Claro. - Tirei um pouco de comida e me sentei a mesa. - Você não vem?

   - Desculpe. Vou jantar no meu quarto, tenho que terminar meus relatórios. Boa noite.

   Janto sozinha na cozinha, e sinto vontade de desistir da promessa que havia feito. Tudo indica que o Sasuke não me ama mais. Ele não deve ser tão burro ao ponto de não perceber que eu estou me esforçando pra tê-lo de novo. Parece egoísmo falar disso depois de tentar tão pouco. Mas meu coração dói toda vez que tento me aproximar, conversar e receber respostas secas em troca. Deixo meu prato dentro da pia e volto para o meu quarto. Escovo os meus dentes e me deito na cama. Pego o meu notebook, e procuro algo que não seja romântico, ou triste, pra assistir na Netflix. Acabo colocando um filme novo sobre zumbis, que foi lançado a pouco tempo. 

   Depois de quase duas horas o filme acaba, até que foi bom, eu não dava nada por ele. Olho no celular e já passa de meia noite. Vou buscar uma garrafa de água na cozinha, e quando abro a geladeira para pegar água, acabo levando um susto ao ver o reflexo de alguém atrás de mim. 

   - Que susto Sasuke. - Dou um gritinho ao me virar, e dar de cara com ele me encarando.

  - Desculpe, não quis te assustar. Só vim pegar água.

   - Tudo bem.

   Pego minha água e subo de volta ao meu quarto. Deito novamente na cama, e cubro o meu corpo até a altura dos seios. Ouço algumas batidas na porta, alcanço a maçaneta da porta, e abro.

   - Eu...eu me senti mal por ter deixado você jantar sozinha na cozinha. 

   - Ok, tudo bem. Já passou, boa noite Sasuke.

   - Eu vou te levar pra jantar amanhã, pra me redimir. Prometo.

   Não espero ele dizer mais nada, e fecho a porta. Talvez assim ele saiba o que eu passo toda vez que ele não me responde. Ou não.

   

   - Vejo que está se esforçando mamãe, isso me deixa muito feliz. Por favor não desista do papai, ele também te ama, do jeito dele, mais ama. 


Notas Finais


Perdoa minha demora e não desisti da fanfic. Kkk 😂😭, o que acharam?
Por favor me digam o por que do Sasuke ser assim na opinião de vocês...


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