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História Nas Sombras - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Sombras 06


A tomba começava, rapidamente, a desmoronar. Judy teve várias vezes de se desviar das pedras, agora grandes, que caiam enquanto ela corria. Uma delas, acertou o ombro já ferido, fazendo a pobre coelha guinchar de dor, mas não parou de correr. Mais uns passos, e ela saiu da tomba sã e salva. Atrás de si, um grande buraco foi deixado.

Recuperando a respiração, ela se levantou. Ia para se dirigir à cidade ao encontro de Nick, quando, uma pancada nas suas costas, fez ela se desequilibrar, cair de joelhos e o punhal ser lançado na sua frente. Um sapato preto, colocou o pé no punhal, evitando o artefacto ir mais longe. Depois, uma pata e logo em seguida, um riso.

"Bom trabalho, Judith Hopps!"

Judy arqueou as sobrancelhas, furiosa. Entretanto, as suas patas tinham sido puxadas para trás das suas costas por um dos guardas de Trinity.

"Andre!" ela disse entre dentes.

"Poupaste-nos muito trabalho. Obrigado!" o punhal rodou nas suas patas. Os seus olhos azuis, avaliaram o artefacto, fascinado. "Com a caixa, terei o poder de mudar o mundo!"

"Poder? Que estás para aí tu a dizer?"

"És astuta, mas falta-te inteligência em certos pormenores." riu-se. "Não me digas que não sentiste o poder deste maravilhoso objeto, quando o retiraste de lá?"

"Não entendo o…" foi então que Judy se integrou.

Trinity só fez duas explosões. A terceira tinha sido por causa de ela ter retirado o punhal? Seria mesmo?

"Com isto e com a caixa serei o criador do mundo. E… à minha maneira!"

De repente, gritos. Andre começou a rir-se.

"A cidade. O que se passa?"

"O punhal começou a fazer o seu trabalho, Judy. E tu, foste a culpada por o retirar de lá!"

Choque. Era o que ela sentia naquele momento. Aquilo era só um mito. O mural era uma lenda. O punhal, um simples objeto. Ela sabia que 'magia' poderia existir em artefactos antigos. Mas nunca pensou que fosse ver tal coisa. Não, não poderia ser verdade. O punhal não poderia ter desencadeado tal monstruosidade. De repente, ouviu-se o barulho de água.

"’Bora rapazes. O helicóptero espera-nos. Não queremos ser apanhados pelo tsunami."

Deixando Judy completamente para trás, eles correram. Enquanto isso, a coelha, ainda em choque, levantou-se e correu caminho, para depois ser abruptamente interrompida com a destruição na sua frente. Era verdade. Ela tinha desencadeado o tsunami quando retirou o punhal.

Um crack. Gritos. E o barulho forte de ondas. Judy virou-se para trás e sabia que não tinha tempo de fugir. A onda gigante apanhou-a, fazendo-a rebolar sem direção entre os destroços. Por forte, as suas patas conseguiram-se agarrar num poste. Aí, ela meteu a cabeça de fora, dando ar aos seus pulmões. Tossiu e olhou envolta. Tinha de ir para solo o mais depressa possível. Tinha de alcançar um ponto alto. Tinha… NICK! Oh, não... Não.

Não… Judy sabia que ele estava no centro da cidade. A sua preocupação foi interrompida, quando o posto no qual se agarrava, quebrou e ela foi mandada de volta num rodopio. Conseguiu alcançar a superfície, respirando o ar puro. Porém, não teve tempo de pensar muito. A corrente forte começou a arrastá-la por entre os destroços. Ela tentou se desviar ao máximo de coisas pontiagudas, mas a sua sorte não foi por muito tempo, quando algo em bico roçou na sua barriga, rasgando o seu top e fazendo um grande corte. Judy não teve tempo para sentir a dor, quando foi outra vez para debaixo de água, e agora sem possibilidade de ir à superfície. Quando o seu corpo estabilizou, ela olhou em volta. Estaria dentro de uma casa ou oficina. No qual, uma janela seria a sua salvação. Nadou para lá, deixando um rasto de sangue. Alcançou a janela e bateu com os punhos fechado no vidro. Este não quebrou. Mais uma vez bateu e sem sucesso. Depois, ela lembrou-se da picareta. Retirou-a do seu cinto e com a ponta, bateu no vidro. Ele quebrou e ela passou, nadando. Um pequeno buraco fez ela poder recuperar o fôlego. Depois, emergiu novamente na água e seguiu em frente por entre os destroços. Mais um obstáculo na sua frente, onde a picareta fez as honras e, finalmente, ela ficou livre. Os seus pulmões agradeceram o ar e o seu corpo, o conforto de um pedaço grande de madeira. Estava fora de água, mas não de perigo. Na sua frente, um monumento desmoronou, fazendo Judy se levantar e correr por entre os destroços. Saltar e aterrar num autocarro. Ali, ela viu a sua oportunidade de ficar de vez fora de perigo. Na sua frente a Igreja. Mais a seu lado, o telhado raso de cimento. Respirando fundo e ignorando a dor no seu abdómen, ela correu. Saltou para um pedaço de pedra e começou a escalar a parede. Mais lá em cima, ela andou de lado onde iria alcançar o chão de cimento. Porém, no meio do caminho, a imagem na sua frente chocou-a. Um dos filhotes que ela tinha visto quando estava a entrar no café horas antes, estava pendurado num poste solto. Os gritos de desespero pela mãe, fizeram o coração de Judy morrer e a sua voz gritar para o pequeno ficar quieto que o iria ajudar. Mas, falar é fácil quando a situação de terror é vivida. O posto cedeu aos movimentos do pequeno e ele caiu para a sua morte.

"NÃO!"

Judy gritou e as lágrimas preencheram os seus olhos. Ela já tinha visto de tudo, menos uma criança a morrer à frente dos seus olhos.

A parede descaiu, dando a indicação que ela tinha de continuar. Tentando remover a memória do acontecimento, ela continuou. Mais uns metros em frente e as suas patas alcançaram o chão de cimentos. Fazendo força, ela puxou o seu corpo para cima, deixando as suas costas encontrarem o repouso no chão. O seu peito enchia e esvaziava com força. Logo, um barulho do seu lado direito chamou-a atenção. Viu alguns mamíferos e, entre eles, Nick.

Virando o seu corpo, ela levantou-se ao mesmo tempo que começou a gritar pelo nome do amigo.

Ele não a ouviu logo, tando entretido ajudar os mamíferos feridos.

"NICK!" ela gritou a plenos pulmões.

Aí, ele ouviu e olhou na direção do chamar do seu nome. Ela levantou-se e ambos correram na direção um ao outro. Abraçaram-se.

"Estava preocupado!" Disse ele, quebrando o abraço, mas deixando as suas patas nos ombros da amiga.

"Eu falhei, Nick!" ela disse com os seus olhos violeta olhando para o lado. Não conseguia encarar o amigo.

"Que queres dizer com isso?"

"Andre. Ele e os seus guardas apanharam-me à saída da tomba."

"E…"

"Ele tem o punhal. Dominguez e Andre tem o artefacto."

"Iremos conseguir recuperá-lo. Mas, primeiro, temos de pôr estes mamíferos a salvo."

Nick retirou as patas do ombro dela e começou a andar na direção de onde tinha vindo inicialmente. Quando, a sua caminhada foi interrompida por duas patas na sua pata esquerda.

"Nick, não estás a perceber." Judy parecia desesperada. "Andre anda atrás da caixa de prata. Ele e Dominguez estão a tramar alguma coisa. Precisamos de ir atrás deles e rapidamente."

"Iremos, mas primeiro temos…"

"Não...não… Não… Temos de ir já. Depois de tudo o que passamos, eu dei à Trinity exatamente o que eles queriam." desta vez, a voz da coelha estava exaltada. "Ele vai usar o punhal e a caixa para mudar o mundo!" ela soltou-o.

"Para mudar o quê?" ele a encarou.

"Eu… Não sei! Ele… ele pensa que… Que pode mudar o pecado e o fracasso. Um mamífero como aquele… Nós… Nós… Temos de o parar, Nick! Isto…" ela gesticulou para os destroços da cidade. "É culpa minha!"

"Nós iremos descobrir isso, OK? Eu… Prometo." Nick tentou acalmá-la e voltou a virar costas para ir ajudar os outros. Mais uma vez, Judy o interrompeu, gritando.

"Não…não...não...não! Nós temos de ir à cidade escondida antes de Trinity." Ela repetiu as mesmas palavras, fazendo ver a ele que aquilo era prioridade. "Nós temos de encontrar a caixa de prata."

"Tudo bem, Judy. Mas, primeiro, temos de ajudar estes mamíferos." mais uma vez, ele a tentou tranquilizar, encarando-a.

"Não!" Judy estava exaltada. Ela por norma não era má fêmea. Sempre disposta ajudar os outros em primeiro lugar. Mas, tudo isto, ela sabia que iria custar mais vidas do que já tinha custado. "Ninguém está a salvo. Não, se ele conseguir a caixa primeiro. Eu tenho de ir. Eu tenho de…

"És a única que pode o quê?" desta vez foi Nick a se exaltar. Furioso, ele gesticulava enquanto falava. Sem nunca desviar os seus olhos dos dela. "Tu não tens a certeza se causaste tudo isto, Judy! Nem tudo é sobre ti! Estes mamíferos precisam de nós aqui neste momento. Nós podemos fazer o bem e AGORA!" Judy mordeu o lábio inferior. Ele tinha razão. Ela estava a ser injusta. Respirando fundo, Nick acalmou-se e falou calmamente. "Entretanto, o que nós temos para fazer? O Enigma? Nós vamos precisar mais do que um peixe cor de rosa e as montanhas de prata para chegarmos à cidade escondida. Eu vou ajudar estes mamíferos tal como tu. E depois, eu vou procurar um avião para nós."

Com isto, desta vez ele foi mesmo ter com os mamíferos para os ajudar. Judy fechou os punhos com força e respirou fundo. Em tantos anos, eles tinham de discutir agora. No entanto, ele tinha razão. Os mamíferos eram prioridade. Além disso, ela sentia que conseguiria chegar primeiro à caixa de prata do que Andre e Dominguez. Devastada, ela olhou para a devastação na sua frente. O tsunami tinha passado, mas a inundação, as vidas perdidas e os destroços, deixaram uma profunda tristeza no coração da pobre coelha.

Continua....

 



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