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História Nascemos um para o outro - (JIKOOK) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Segue mais um capitulo.
Espero que estejam gostando.
Boa Leitura.

Capítulo 4 - A recepção


POV JIMIN

Não gostava muito de viajar à noite, mas o voo era mais barato e mais vazio. Me acomodei e comecei a assistir filmes. Não conseguia dormir em nenhum lugar que não fosse uma cama, por mais cansado que estivesse. As vezes tinha inveja daquelas pessoas que encostavam em qualquer lugar e dormiam simples assim. Tudo tinha que estar escuro e não podia ter nenhum barulho. Na escola era bem difícil porque todos eram barulhentos então me acostumei a usar tampões de ouvido. Isso ajudava bastante. Agora que morava sozinho tinha se tornado um habito porque eu não precisava mais.

Aceitei o jantar, escolhi frango. Deixei uma garrafa de água na bandeja e já tinha visto o único filme inédito que tinha naquele voo.

Quando cheguei no aeroporto estava morto. Queria muito dormir de verdade. Peguei minha mala e fui pegar um taxi. Chamei o motorista parou e quando entrei olhei pela janela e havia a maior confusão com umas pessoas. Não deu para ver direito mas parecia que alguém tinha derrubado as malas de alguém. Pensei:

- Que desastrado – e sorri

O taxi não demorou muito à chegar. Era um bairro simples. A casa de meu tio não ficava muito longe de onde eu havia crescido. Eram só 3 quarteirões. Amanhã eu ai andar até lá só para dar uma olhadinha.

Eu bati na porta e ouvi uma voz alta, meu tio:

- Tae, vai abrir a porta....deve ser seu primo.

Eu sorri.

Não demorou muito um rapaz apareceu na porta e só disse:

- Entra logo. – me puxou pra dentro e fechou a porta. Correu se jogou por cima do sofá.

Tae era alto, bonito, 2 anos mais novo que eu. Ele estava com dois outros garotos como ele. Um de cabelos castanhos e outro pintado de azul. Eu achei engraçado. Eles jogavam alguma coisa na TV. Quando ele retomou o controle, falou:

- Desculpe mas estamos no final da competição e estou ganhando. Eu sou Tae, este é Suga e este é J-Hope, meus melhores amigos. Caras, este é meu primo Jimin.

- Legal – dois responderam

- Prazer. – eu disse meio que sem graça.

Do nada minha tia veio e abraçou, eu realmente não estava acostumado com isso.

- Finalmente Jiminie. Estava tão ansiosa pra te ver de novo. Você era só um garotinho quando foi embora. Mas me deixa te ver. Você esta tão crescido e tão lindo.

- Obrigado – eu disse meio tímido e logo em seguida veio meu tio.

- Nossa Jiminie ela esta certa, como você cresceu e esta tão parecido com seu pai. – ele esta quase chorando quando me abraçou. – estou muito feliz que descido vir nos ver. Quanto tempo vai ficar?

- Estava pensando em ficar por 3 meses. É o tempo que tenho até precisar voltar para ensaiar a próxima peça.

- Ótimo. Vamos poder por todos os assuntos em dia. Mas me diga como esta sua mãe?

- Ela esta bem. Um pouco chateada. Ela esperava que eu fosse ficar com ela e com minha avó.

- eu também ficaria, não vou negar – disse minha tia – isso é coisa de mãe. Você comeu? Quer alguma coisa?

- Eu só estou um pouco cansado. Não dormi no avião e acho que preciso de um banho. – era a mais pura verdade.

- Venha. Vou te levar ao quarto de hospede e te dar uma toalha limpa.

Eu sorri para meu tio que meu um tapinha no braço, meu primo não desgrudou os olhos da televisão mas J-Hope não tirou os olhos de mim. Foi engraçado, eu estava acostumado com a plateia mas um admirador assim tão perto era estranho.

- Fique a vontade. Eu te chamo para o almoço. – ela disse a saiu

O quarto era muito bem ajeitado e eu não ia precisar dividir o banheiro com ninguém. Ótimo. Eu gostava de sair do banheiro e me vestir no quarto. Era mais espaçoso e as vezes posso ser bem espaçoso. Tomei meu banho, coloquei um pijama e fui deitar.

- Ahhhh....que cama macia....sim é isso que eu preciso.

Dormi até a hora em que minha tia me chamou para comer. Foram poucas horas mas acordei renovado. Meu tio havia feito lamen caseiro. Do caldo ao macarrão para comemorar a minha chegada. Fiquei muito agradecido não comia isso há muito tempo.

- Nossa tio, esta uma delicia.

- Muito obrigado. Achamos que iria gostar.

Tae me olhou com uma cara e ouvi ele soltar bem baixinho – puxa saco

Eu só ri.

- Como foi seu jogo? Ganhou? – perguntei para puxar assunto

- Fiquei em segundo....sabe tive que parar pra abrir a porta – e revirou os olhos mas estava um leve sorriso.

- Ele não tá falando sério. – J-Hope disse – ele sempre fica em segundo lugar, mas se ele continuar assim pode virar profissional.

- Sério? Alguém paga pra alguém ficar jogando o dia todo? – eu estava mesmo surpreso

- Em que mundo você vive? – perguntou Suga

- Nem digo – suspirei

Eu realmente gostava da minha vida mas deixava de fazer muitas coisas que as pessoas da minha idade faziam. Até então eu achava normal, mas ve-los ali juntos me fez perceber que talvez eu tivesse sacrificado demais.

 

POV JUNGKOOK

Peguei o primeiro avião do México mesmo. Eu não queria encarar meu amigo. Ele ficou muito chateado quando o empurrei e ele caiu no chão. Eu não tinha intensão de fazer isso tão forte mas a surpresa e a bebida não foram uma boa combinação.

Sai bem de mansinho para eles não acordarem e detestava viajar de dia. Os voos eram lotados e eu sentia que desperdiçava o maior tempo  e pelo voo que peguei pior ainda, ele tinha conexões. Eu ia demorar 2 dias pra chegar, mas valia a pena. Eu avisei minha mãe que estava indo e ela meu seu novo endereço. Assim que chegasse iria direto para sua casa. Nem ia dizer para meu pai que estava indo ou ele diria ao pai de Nan e não seria bom. Afinal não estava deixando só o Nan sem explicação mas o serviço também.

Durante todo o voo eu não conseguia me concentrar em nada só pensava no beijo que Nan havia me dado. No quanto eu estava cansado e precisava estar sozinho. Na falta que minha mãe fazia. Meus pensamentos voavam ainda mais alto que o avião.

Quando cheguei em Busan haviam bastante pessoas desembarcando de voos de vários lugares. Estava muito cedo e eu não tinha dormido. Peguei minha mala e estava saindo para pegar um taxi quando vi uma figura, cabelos louros curtos, belo corpo, bundinha redondinha arrebitada, coxas grossas (sua calça jeans permitia esta visão). Não tinha certeza se era um homem ou uma mulher, de costa não dava mesmo pra saber. Eu queria poder ver seu rosto e na pressa atropelei cara e derrubei toda sua bagagem, por mais que eu me desculpasse ele fazia o maior estardalhaço. Quando me livrei dele o anjo já havia ido embora.

Chamei o taxi. Não demorou muito para chegarmos. Era um bairro simples. Minha mãe havia dito que ficava mais perto do hospital por isso preferia. A vida também era mais simples ali. Quando falei com ela, pela primeira vez ela pareceu feliz.

Chegamos ao local, haviam apenas casinhas tipo sobrado, todas bem semelhantes. Realmente parecia um lugar gostoso. E algo chamou minha atenção.

- O anjo. – eu disse alto

O motorista me olhou pelo espelho achando que eu era louco provavelmente mas lá estava ele, eu reconheceria aquela bunda em qualquer lugar. Ele logo entrou na casa e eu passei. Não muito longe na verdade. Estava a apenas 2 quarteirões da casa em que vi o anjo entrar.

Bati na porta e minha veio de pronto me atender.

- Filho. Como você esta lindo. – ela disse com um grande sorriso no rosto e me abraçando.

- Estou tão cansado, como pode me achar bonito? – estava mesmo com uma cara péssima

- Você é lindo de qualquer jeito e não é porque sou sua mãe.

Eu sorri agradecido pela recepção.

- Venha, vou mostrar seu quarto.

Ela me levou para o andar de cima e me mostrou o quarto que tinha arrumado pra mim. Muitas das minhas coisas antigas, principalmente de quando era criança estavam ali. Fiquei feliz de saber que ela guardou.

- Tem toalhas limpas no armário. Vá tomar banho e dormir. Depois eu arrumo suas coisas.

- Obrigada mãe. – eu lhe dei um abraço bem sincero. Ela não fez nenhuma pergunta, apenas me acolheu.

Depois do banho, fui dormir, nú mesmo. Eu sempre gostei mas desde que comecei a dividir o apartamento dormia de pijama porque uma vez Nan entrou no quarto sem bater e não tirava os olhos do meu órgão e eu fiquei sem saber o que fazer, naquele momento eu já devia ter percebido. Deitei na cama e dormi. Só não esperava que minha entrasse no quarto.

- Mãe o que você faz aqui? – perguntei todo envergonhado e me cobrindo com o lençol.

- Eu bati vária vezes e você não atendeu. Fiquei preocupada, e quanto a isso ai? Já vi várias vezes. – ela apontou para o pênis sem a menor cerimonia.

- Ahhh...obrigado por me lembrar, mãe.

Ela riu.

- Venha comer alguma coisa. Já são 4 da tarde e daqui a pouco preciso sair para o hospital. Você vai querer ir comigo?

- Hoje não. Queria descansar mais um pouco. Se importa se eu ficar?

- Claro que não, mas me importo se não comer. Se vista e desça.

Me vesti e comemos juntos. Ela saiu para o hospital e eu fiquei vendo TV mas um pensamento me distraiu.

- O que será que o anjo esta fazendo agora?



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