História Nascer do Sol. - Capítulo 13


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Cascão, Cebola, Do Contra, Magali, Mônica
Tags Cascao, Cebola, Dccebola, Denise, Gay, Lésbica, Magali, Monica, Tmj, Turma Da Mônica Jovem, Yaoi, Yuri
Visualizações 57
Palavras 2.233
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Orange, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


🔥

Capítulo 13 - XIII - "o que eu vou fazer?"


—(Cebola)—

Já fazia duas semanas desde que tudo aquilo aconteceu no pátio da escola e eu estou mais feliz que nunca. Continuo morando com o DC e a mãe dele e comecei a me aproximar da minha futura sogra.

Futura, já que ele ainda não me pediu em namoro.

A mãe dele era a coisa mais fofa do mundo. Ela me tratava como se fosse um filho dela e, após descobrir o que meus pais fizeram, tentou conversar com eles. Mas, nem pra isso aqueles imprestáveis serviram e simplesmente bateram a porta na cara da moça. 

Ela disse que eu poderia ficar lá quanto tempo quisesse, sem problemas. Agora eu já via ela com mais frequência, parece que ela entra mais tarde no trabalho agora. Todo dia de manhã ela faz um café da manhã daqueles pra mim e pro DC e eu a trato como se fosse minha mãe. Ela tá fazendo uma coisa que era para a minha mãe estar fazendo por mim, mas nem isso ela faz. Prefere expulsar o próprio filho de casa do que ajudá-lo.

Quanto ao Do Contra, ele pareceu não sentir nada após terminar com a Mônica. Como eu já conhecia a peça, posso chutar que ele sofria muito no namoro com ela, até mesmo antes dela começar a desconfiar de nós dois. A Mônica sempre foi pavio curto, ciumenta e muito possessiva, e isso desgasta qualquer pessoa.

DC e eu estávamos ficando. Ele não me pediu em namoro e nunca me tratou de "namorado", mas me chama de "amor", "mô" e essas coisas bregas de casal que eu jurava que nunca iria ver ele fazer. Um marmanjo desse, todo contrariado, sendo clichê uma vez na vida.

Uma coisa que me deixa muito triste é o Cascão. Ele ainda não acordou do coma e não tem previsão de quando irá acordar e isso me deixa muito aflito. Mais aflito ainda ver a Magali e a Cascuda se matando por causa dele. As duas já brigaram inúmeras vezes nos corredores e já até levaram suspensão, o que eu nunca esperei vindo da Magali.

Falando nela, ela me contou sobre a sua conversa com o Cascão. E, eu finalmente descobri que ele era inocente. Estava somente sendo ameaçado pela Mônica para foder com a minha vida. Eu já devia imaginar, aquela garota quer tentar de todas as formas destruir a minha vida. E ainda tentou — e conseguiu — foder com a vida do Cascão e tentou prejudicar a Magali, ameaçando espalhar que eles ficaram e traíram seus namorados.

Ainda com a Magali, ela continua bem estranha. Não aparece em nenhuma aula do Rubens e é uma das primeiras a ir embora, praticamente fugida, e eu estou bem desconfiado do professor. Sei lá, vai que ele faz algo com ela, tipo abusar. Mas, não posso acusar sem provas, embora a minha mente nunca falhe. Além do mais, ela voltou a falar com a Denise. Pela primeira vez em muito tempo, eu podia ver a Magali rindo com as palhaçadas que a Denise falava. E isso era bom. Era bom saber que a vida dela não era só sofrimento como parecia.

E, por último a Mônica. Ela andava péssima. Parecia estar sem comer à dias e estava mais pálida que o normal. Parecia em depressão após não conseguir o que queria e ser humilhada em público. Digamos que ela estava sendo odiada por metade da escola, que me apoiava. Os outros eram homofóbicos de merda que estavam do lado dela, mas eram poucos.

Eu e DC estávamos visitando o Cascão, que permanecia desacordado. Magali estava ali com a gente, parecia ter vencido a Cascuda para ficar com ele naquela noite de quinta-feira, ou então simplesmente veio escondida.

— É tão ruim ver ele assim… — Disse eu. Toquei em sua mão. Estava gelada. Parecia que ele estava morto: Gelado, branco e de olhos fechados.

Afastei aqueles pensamentos da minha mente e voltei a tentar colocar na minha mente que ele iria sair daquela situação, uma hora ou outra.

— É. Parece que já se passaram dois anos, mas só foram duas semanas. — Diz Magali

Ficamos o encarando. Ele parecia conseguir nos ouvir, mas não conseguia falar nada. Observei ele mexendo um dedo e apontei para lá.

— Olha, ele tá se mexendo!

Magali levantou correndo da cadeira e ficou em pé do meu lado.

— Cascão? Você tá me ouvindo? Mexe o dedo se sim. — Coordenei.

Cascão mexeu um dedo. Eu, Magali e DC nos entreolhamos e sorrimos.

— Você tá bem? Mexe uma vez se sim e duas se não. — Disse Magali.

Ele mexeu um dedo, sinalizando que sim. Eu podia estar enlouquecendo, mas jurei ver um sorriso de canto de boca se formando em seus lábios. 

— Eu sinto tanta falta de você aqui. — Observei ela fechar os olhos e começar a chorar. — Eu só queria que você acordasse…

Cascão estava mexendo a mão dessa vez, parecia procurar a mão da Magali. A garota segurou em sua mão e ele a apertou, fazendo a garota sorrir entre as lágrimas.

— Eu te amo… — Ela colocou a outra mão livre em uma de suas bochechas.

Me afastei dos dois. A Magali parecia ter simplesmente esquecido que eu e DC ainda estávamos ali. Puxei o outro garoto pelo braço e ficamos sentados nos sofás, relativamente longe da cama de Cascão. Ainda ouvíamos levemente a voz deles.

— Tá todo mundo com saudade de você, sabia? Eu, o Cebola, o DC, a Denise e a turma inteirinha não aguenta mais te esperar voltar pra sala de aula. 

Pude notar que ela limpou suas próprias lágrimas. Eu e DC ficamos ali, apenas observando os dois de longe.

— A Mônica finalmente saiu da vida do Cebola e do DC e os dois estão namorando agora, sabia? — Corei muito ao ouvir ela falar isso, e DC apenas sorriu. — Você finalmente não teria que obedecer às ordens daquela otária desgraçada que tentou foder a sua vida.

Magali se abaixou e pareceu ter beijado a bochecha de Cascão. 

— Volta logo, por favor… 

A garota saiu de perto de Cascão e sentou do nosso lado. Ficamos um tempinho calados, mas logo ela própria quebrou o silêncio. 

— Mas, e aí, garotos? Como vocês estão? Nós nem conversamos sobre vocês desde que o DC chutou a Mônica. Como anda o namoro? — Sorriu empolgada.

Voltei a corar de novo e DC tomou a frente.

— Estamos ótimos juntos. Eu realmente não sei aonde eu estava com a cabeça que ainda não tinha percebido o quanto eu amo ele. O que importa é que finalmente eu encontrei o verdadeiro amor da minha vida!

Do Contra me puxou para um selinho rápido e fofo. Eu sorri ao final, completamente envergonhado. Ainda não tinha me acostumado a fazer essas coisas em público, e o DC sempre fazia questão de me beijar na frente de todo mundo.

Magali estava quase explodindo e pulando na cadeira.

— Ain, que lindooos! Vocês são tão fofos juntos que eu até fico com inveja. — Disse ela. Logo, olhou para baixo, parecendo cabisbaixa.

— Você tem a Denise, ué. E o Cascão aí. 

Dessa vez, foi ela que ficou vermelha. Demorou um pouco para responder, parecia estar pensando antes de falar para não gaguejar.

— A-ah, não, lógico que não. O Cascão foi passado, eu n-não sinto n-nada por ele. E quanto a Denise… Er, n-nós somos apenas a-amigas. Só isso! — Sorriu sem graça.

Eu e DC nos entreolhamos e rimos, deixando a menina mais constrangida ainda.

O DC estava certo. Eu já apostava nela com o Cascão, mas com a Denise nunca me passou pela mente. E elas realmente estão bem próximas ultimamente. Começou assim comigo e com o DC… 

Mas, enfim. Eu não quero me meter nas relações de ninguém.

Nós três voltamos a ficar calados, encarando Cascão de longe. Escutamos a maçaneta começar a se mexer. Com certeza era a Cascuda, por isso eu já enrijeci a minha coluna e respirei fundo.

Podia ter cem por cento de certeza que a Cascuda iria jogar umas indiretinhas pra Magali e as duas acabariam brigando.

A garota de cabelos encaracolados entrou na sala e já fechou a cara quando nos viu ali.

— O que vocês estão fazendo aqui? — Perguntou completamente seca.

— Pelo que eu saiba, ainda somos amigos do Cascão e temos o direito de vir visitá-lo. — Rebati.

— Você e o Do Contra tudo bem. Quero saber o que VOCÊ está fazendo aqui. — Apontou para a Magali.

— Eu me preocupo com o seu namorado, Cascuda. Diferente de você, que simplesmente só quer brigar comigo na frente dele sem nem ligar que ele está ouvindo.

Magali levantou-se. As duas ficaram frente a frente e eu podia jurar que elas iriam se matar ali mesmo.

— Minha hora já acabou hoje só de olhar pra você. Estou indo embora para não causar tanta dor no Cascão ter que ouvir a namorada dele brigando com a amiga dele simplesmente por ciúmes. Espero que você reflita no mal que você está fazendo pra ele.

Magali foi até a cama de Cascão e segurou sua mão. Passou a mão em seu cabelo e em sua bochecha e saiu da sala logo em seguida, batendo a porta com força. Antes de fechar, lançou um olhar mortal pra Cascuda.

Olhei pro DC e ele pareceu entender pelo olhar o que eu queria dizer: "Vamos embora daqui."

Levantamos e nos "despedimos" do Cascão. Olhei indiferente pra Cascuda, que me encarou com cara de cão arrependido e logo após eu e DC saímos dali.

Eu e DC voltamos para a casa de DC e no caminho eu recebi uma mensagem de Magali dizendo "desculpa sair sem me despedir de vocês, estou com a cabeça muito quente pra isso. beijos :)"

Eu entendia ela. Também não iria ter cabeça pra lidar com a Cascuda e, sendo sincero, não sei como o Cascão aguentava ela.

Eu não poderia falar muita coisa dela, afinal, já namorei a Mônica por muito tempo e as duas são bem parecidas nesse quesito.

Eu e DC estávamos deitados na cama, olhando para o teto, entediados.

— Mozinho… — Ele virou para o meu lado.

— O que foi, minha vida? — Virei de frente para ele.

— Tô tão entediado…

— Eu também…

— Nós dois entediados. Ninguém em casa. Noite…

Ri baixo vendo a cara de quem falava aquilo com segundas intenções.

— Ainda são sete horas da noite, Do Contra.

— E existe horário pra ser feliz? — Ri mais alto ainda de seu comentário e revirei os olhos. — Por favor, mô… 

Fez um biquinho muito fofo pra mim e me encarou com cara de criança tentando conseguir o que quer. Eu ri.

— Vem aqui vem, bebê! — Encarei-o malicioso e o mesmo me retribuiu o olhar.

DC subiu em cima de mim e começou a me beijar, enquanto eu passava minhas mãos por todas as partes de seu corpo. Ele desceu os beijos para o meu pescoço e eu comecei a gemer baixo em seu ouvido.

Senti o garoto apertar meu membro por cima do pijama.

A noite está somente começando…

—(Magali)—

Abri a porta de casa e me joguei com tudo no sofá. Pisquei meus olhos rapidamente, tentando retomar a minha visão normal. 

Eu enxergava tudo completamente turvo e parecia que tudo rodava. Logo, aquele enjoo que já era rotineiro, subiu pela minha garganta e eu senti vontade de vomitar. Segurei, colocando as minhas mãos na boca e fechando os olhos.

Já estava sentindo aquelas coisas por algumas semanas e isso estava me preocupando. Eu já tinha uma suspeita sobre o que poderia ser, mas queria evitar ao máximo provar isso.

Porém, eu não aguentava mais passar mal e sentir vontade de vomitar o tempo inteiro. Subi as escadas até o meu quarto e logo após para o banheiro.

Suspendi a tampa do vaso, sentindo aquela tontura de sempre. Me abaixei no vaso e vomitei tudo o que havia comido, — e até o que não tinha comido — e depois fiquei sentada ao lado do vaso, abraçando meus joelhos.

Eu não queria fazer aquilo. Eu não queria confirmar aquilo. Sei que poderia ser só uma infecção intestinal e tudo isso ser coisa da minha mente, mas poderia também não ser nada disso e a minha teoria estar certa.

Peguei aquele troço, mais conhecido como teste de gravidez e o encarei.

— Jesus, por favor…

Sentei no vaso e fiz tudo o que era necessário, até urinar. Após terminar de fazer xixi, fechei os olhos e suspenso minha mente.

— Não pode ser isso, não pode ser isso, não pode…

Levantei do vaso ainda de olhos fechados e peguei o teste em minhas mãos. Abri lentamente e olhei fixamente para aquele teste.

Positivo…

Eu estou grávida. Grávida de um estuprador miserável…

As lágrimas já desciam de meus olhos e eu sentia-os arderem. Fiz mais dois testes de gravidez e todos três deram positivo. 

Peguei os três testes e joguei no lixo. Caí no chão, apoiada na parede.

Por quê?

Por que isso foi acontecer logo comigo?

O que eu fiz pra merecer isso?

— Não pode ser… Isso não… — Murmurei para mim mesma naquele banheiro.

Continuei ali, sentada no chão, abraçada com meus dois joelhos, chorando inconsolável. Muitos pensamentos se passavam por minha cabeça, mas a principal pergunta era:

O que eu vou fazer?

—Continua—


Notas Finais


eita que o negócio tá pegando fogo heinnn 🔥

novamente dsclp a demora. tô em final de semestre e isso sempre fode os cus alheios :)

o capítulo 14 não vai demorar a sair, tlvz amanhã mesmo saia, num sei hahaha

obrigada por ter lido e pelos 30 favoritos, sério 💕 comente o que achou e favorite se não favoritou!


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