História Nascida do Dragão - Capítulo 16


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Categorias Fairy Tail, Naruto, The Elder Scrolls
Personagens Acnologia, Asuma Sarutobi, Carla (Charle), Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gildartz, Gray Fullbuster, Happy, Hashirama Senju, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jellal Fernandes, Jiraiya, Juvia Lockser, Kaguya Ootsutsuki, Kiba Inuzuka, Kimimaru, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Lyra, Madara Uchiha, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Naruto Uzumaki, Natsu Dragneel, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Pantherlily, Personagens Originais, Rock Lee, Rogue Cheney, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha, Shukaku, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Temari, TenTen Mitsashi, Tobirama Senju, Tsunade Senju, Ultear Milkovich, Wendy Marvell, Yamato, Yukino Aguria, Zeref
Tags Ação, Akatsuki, Amigos, Amizade, Amor, Anime, Aventura, Comedia, Crossover, Drama, Ecchi, Fairy Tail, Fantasia, Ficção, Guerra, Hinata, Itachi, Luta, Magia, Mistério, Morte, Naruto, Originais, Original, Personagens Originais, Romance, Sakura, Sasuke, Suspense, Vampiro, Vampiros, Violencia
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Palavras 5.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Seinen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Intimações importantes nas notas finais.

Capítulo 16 - A Cidade dos Lobos


Fanfic / Fanfiction Nascida do Dragão - Capítulo 16 - A Cidade dos Lobos

A capital da província de Skyrim merecia e muito o nome que possuía e ninguém poderia lhe tirar esse direito. Ela era ainda mais linda ao horizonte,era possível ver o quão gigante e imponente Solitude era.Ela se levantava de cima de duas enormes montanhas costeiras,ambas sendo ligadas por uma ponte de rocha vulcânica,terra e granito,tão grande que segurava uma cidade inteira sobre si.O sol ainda fazia o espetáculo ficar maior enquanto ele descansava em seu berço nas águas por entre as duas montanhas ficando exatamente na enorme fenda entre elas.Era como se encarasse os viajantes,ali,de sua cama,como se fosse dormir ao lado de Solitude,descansar nas águas calmas e frias do mar deixando apenas os habitantes com as luzes dos achortes para iluminar a noite escura.E para a sorte dos quatro heróis,iriram admirar o pôr do sol de dentro da cidade, no topo das grandes montanhas,já que ainda era de manhã enquanto percorriam a estrada do rei.

A beleza do caminho era uma coisa que a jovem elfa não podia negar,as auroras boreais dançando sobre sua cabeça como em um balé de uma sincronia invejável.A floresta de carvalhos e de pinheiros se levantando bem alto no céu,o cheiro de orvalho e de grama fresca,muito melhor que o fedor dos pântanos que havia passado anteriormente.E isso era o que mais impressionava,uma hora atrás o branco Fantasma estava trotando sobre lama com dificuldade,agora penetrava por entre as árvores respirando o ar leve e puro da floresta do reino de Solitude.Por mais que Lyra quisesse viajar logo para Riverwood encontrar com seja lá com quem havia pegado o chifre que lhe fora roubado,ela não podia negar a beleza do que reino que chamavam de Solitude.

A estrada sempre se matinha movimentada,sejam por comerciantes indo vender suas mercadorias na maior cidade da província,ou até mesmo de cavaleiros com seus garanhões e armaduras brilhantes viajando pela província.Eles fizeram uma curta viagem,não mais que seis ou sete horas a cavalo de Ustengrav até Solitude,mas Lyra parou uma ou duas vezes para checar o que alguns Argonianos vendíam em suas barracas na estrada do rei (Como era chamada a estrada principal que corria por toda a província até Solitude) comprou algumas flechas para a viagem,as suas já estavam acabando.Já o amigo nórdico ficou muito mais interessado em uma espada que achou entre as mercadorias do comerciante.

— Quanto custa? - Perguntou Naruto.Ele já estava com a longa espada em ambas as mãos analisando o aço.Ela refletia os raios do sol como um espelho de uma donzela.

O velho argoniano deu uma risada.

— Está interessado na velha Aurora,filho? - Ele afagou a barba branca com a mão direita enquanto dava uma boa olhada no nórdico.

— Aurora? - Naruto perguntou,confuso.

— Sim. - Ele tomou a espada em mãos e deu um leve toque com os dedos escaneados no fio,a lâmina reluzia. — Seu nome é Aurora,e sempre será.Uma espada lendária.Já foi empunhada por reis de todas as províncias desse continente que chamam de Tamriel. - O velho a segurou com as duas mãos erguendo o aço sobre a sua cabeça. — Uma espada de aço Aédrico,as histórias contam que foi forjada pelo próprio deus Stendarr com o poder necessário para expurgar Daedras e quaisquer seres que viverem na escuridão.

Suas falas foram paradas quando uma gargalhada foi ouvida ao fundo dos inúmeros barulhos de carroças,cavalos e conversas na estrada.

— Aço Aédrico? Forjada pelo Deus Stendarr? Conte mais contos de fadas,velho comerciante.Adoro histórias de fantasia. - O bretão Natsu se pronunciou.O sorriso irônico no seu rosto marcava as descrença no que ouvia.

O velho lhe deu um olhar sério.

— Pode dizer o que quiser,filho.E acreditar no que quiser.Mas o que digo é verdade.Aurora,a espada lendária de reis e heróis,forjada pelo Deus Stendarr com aço Aédrico,capaz de aniquilar qualquer Daedra.Uma espada lendária.

— Besteira! - Natsu Praguejou.Deu meia volta até o seu cavalo. — Deixe esse velho com suas histórias, Naruto.

Naruto olhou para o amigo subindo na cela de seu cavalo e quis o seguir.Mas algo o interessava naquela espada,algo nas palavras daquele argoniano talvez...mas mais do que isso naquele brilho incandescente quando a luz refletia no aço como quando o sol a banhava com sua luz.

— Quanto custa? - Ele perguntou sem tirar os olhos da espada nas mãos do velho.

Ele se limitou a dar uma curta risada.

— Sei que se interessou por ela,meu filho.Mas não está á venda. - Ele a recolocou junto com um tanto de outras espadas em um barril. — Essa espada me foi dado por um amigo muito querido,e é muito preciosa para mim.Temo que não irei lhe poder vender.

Naruto assentiu com a cabeça,muito menos feliz do que queria estar ao ver aquele aço.Não tinha visto,mas ao dar uma última olhada observou o punho.Um punho dourado,encrustado com rubis em ambos os lados e com um nome escrito de cima a baixo "Aurora".

Quando percebeu,estava encantado pela espada,mas admitiu a derrota.Após se despedir do velho se dirigiu para junto de seu cavalo mas sem não antes ouvir:

— Mas,se procura uma arma digna de um nórdico,poderá me encontrar no centro de Solitude,eu estarei lá.

— Certo,obrigado.

Naruto assentiu e subiu no seu cavalo se pondo em marcha novamente na estrada do rei.E quase durante toda a viagem ele se pegou refletindo sobre aquela espada brilhante que havia visto e do misterioso vendedor que a possuía.

Se perguntava como um velho como aquele com tantas mercadorias chegaria em Solitude no mesmo dia.Velho estranho ele refletiu.

Se alguma vez Lyra havia achado as muralhas de Whiterun as maiores que havia visto na vida,tinha mudado de ideia naquele instantes quando avistaram os portões de Solitude ao subirem a longa ladeira pela estrada do rei.O movimento tinha aumentado bastante,mais pessoas iam para ambas as direções com seus devidos deveres e aventuras a seguir,e aqueles que seguiam para a capital da província tinham que antes passar pelos portões de ferro vermelho como o sangue em contraste com o pálido branco das muralhas.O portão era tão alto e imponente que a elfa não tinha nem idéia de como homens conseguiam abrir e fechar aquilo ou mesmo construi-lo.Aquilo parecia mais obra dos maiores dos gigantes.Aberto,as duas portas davam passagem para todos que quisessem entrar ou sair de suas muralhas.Fechadas,elas formavam cada uma com uma metade o lobo símbolo do reino de Solitude talhado em ferro puro.Qualquer exército que quisese assaltar a cidade teria que subir as muralhas de trinta metros ou enfrentar o lobo com olhos ferozes no portão vermelho e derruba-lo.

— Os contos dizem que Solitude nunca fora assaltada na sua história. - Erza começou a falar para Lyra com um sorriso no rosto.Já a Elfa,foi pega boquiaberta olhando para as muralhas.Quando Erza falou,ela tomou de volta a consciência puxando as rédeas de Fantasma.

— Muitos exércitos já tentaram o fazer,mas foram parados por aquelas muralhas e por aquele portão enorme. - Erza explicou. — E eles não tinham outra opção a não ser atacar diretamente,pelos lados e pelas costas da cidade não iriam encontrar nada mais que cem metros de escalada pela montanha norte.Solitude é uma fortaleza suspensa no ar impossível de ser tomada por nada nem ninguém.

As palavras da nórdica de cabelos vermelhos só faziam a capital de Skyrim parecer a mais bela cidade que Lyra havia visto na sua curta vida,se sua imponência já estava escrita dessa forma nas muralhas,o interior seria de maravilhas inesquecíveis aos olhos da jovem elfa caçadora.

Mas o evento que estava acontecendo logo após os portões lhe tirou de seus belos sonhos.

A multidão estava toda lá,reunida em volta do palco de rocha erguido logo na entrada,tantas pessoas que mal era possível ver o bloco de pedra que esperava pela cabeça que seria posta sobre o mesmo.A voz da multidão não permitiu ouvir seja lá o que o homem de roupas negras falava.Um grande homem,usava uma máscara negra no rosto e portava um enorme machado nas mãos,ao olhar melhor era possível ver sangue seco em sua lâmina.Sangue de inúmeras vidas que já foram ceifadas por aquele aço.Lyra não conseguia tirar os olhos do homem que estava no centro cercado por dois guardas.Só podia ser um prisioneiro…as roupas surradas e as cordas ao redor das mãos deixavam explícito para até o mais devagar dos homens que assistia a execução.

Naruto Praguejou um palavrão qualquer ao ver o homem e puxou as rédeas de seu cavalo o fazendo parar imediatamente o trote.No meio daquele murmúrio na multidão,era possível ouvir o choro de uma mulher,o choro de uma criança também se misturava ao som.

"Solte-o! Libertem ele! Ele não fez nada que mereça a morte. Por favor,eu imploro pelas oito divindades" A jovem mulher gritava por cima dos murmúrios da multidão.Seus cabelos brancos com um tom azulado evidenciavam que pertencia a raça dos bretões de Alta Rocha.Ao ver aquela cena,Natsu desviou o olhar da moça com tristeza.A criança que se agarrava às suas saias não soltava de forma alguma,chorava e chorava mais sempre evitando ao máximo olhar para o homem no centro do palco de pedra.

A multidão finalmente se acalmou quando um homem subiu as escadas.Um senhor alto,de longos cabelos negros que caiam por sua armadura brilhante como platina.Quando ele se pronunciou,nenhuma voz fora ouvida,a não ser pelas lamentações de uma bretã de cabelos brancos.

Ao fundo,a bandeira com o lobo em fundo vermelho esvoaça ao vento como que anunciando o sangue que estava por vir.

— Erik,ou eu deveria dizer Cobra? - O sorriso irônico brotou naqueles lábios quando ele voltou seu olhar para o elfo da floresta ao seu lado. — Você traiu o reino de Solitude ao abrir aqueles portões para deixar Laxus Stormcloak entrar e assassinar o Rei Hyuga.

Os gritos de "Traidor" foram os primeiros a serem ouvidos da multidão sendo seguidos por "Bastardo","Cobra venenosa" e "Escravo do usurpador".E não vieram sozinhos.Foram acompanhados por tomates,maçãs e qualquer coisa que pudessem jogar no elfo se cabelos cor de vinho.Mas Cobra permanecia calado,de cabeça erguida mesmo sendo atingido.Uma expressão dura permanecia em seu rosto, inabalável como a cicatriz no seu olho direito.

— Por trair o seu povo e ser cúmplice no assassinato do Alto rei de Skyrim,em nome da rainha Hinata Hyuga eu lhe dou a sentença da morte. - Gajeel olhou de relance para a multidão e de volta para Erik. — Que os deuses julguem sua alma no além.

— Sovngarde. - O elfo falou sem perder as compostura.

— Não bastasse trair o seu povo,também teria de trair suas crenças e aderir a dos nórdicos, Erik? Diga-me… - Gajeel deu um passo na direção do elfo,se inclinou olhando para ele a poucos centímetros de distância com olhos e voz tão cortantes quanto uma espada. — …porque luta por um povo que não lhe pertence,elfo da floresta?

Erik virou a cabeça lentamente encarando aqueles olhos vermelhos com uma expressão tão desafiadora como tal.

— Skyrim é o lar de muitos mais povos que os Nórdicos.E eu estou disposto a lutar e morrer pelo meu lar do que deixar um império em ruínas governa-lo com uma mão de ferro.

Um silêncio permaneceu na cidade.Apenas os sons de pássaros voando podiam ser ouvido,o som de relinchos de cavalos e de qualquer ratazana que estivesse passando pelos esgotos.Mas isso logo foi quebrado quando o sorriso cínico do general se transformou em uma risada:

— Você pode dizer isso aos oito quando chegar lá.Ou aos nove,se é o que acredita.Mas quer saber de uma coisa,elfo da floresta? - Gajeel se aproximou mais e praticamente cuspiu as palavras no rosto de Erik com uma intensidade que fazia até mesmo os guardas Imperiais em volta do prisioneiro ficarem nervosos. — Os Deuses odeiam os mortais que renegam as suas raízes.

Com mais uma risada ele disse:

— Boa-sorte,Erik.

Ele se virou para a multidão.

— O prisioneiro tem direito de dar as últimas palavras. - Ele anunciou.

Erik não tinha se intimado nem um pouco com as palavras do imperial.Ou,se tivesse,não estava demonstrando nem um pouco.Ergueu a cabeça e falou em pleno e bom som:

— O que Laxus Stormcloak fez não foi assassinato.Ele lutou e venceu o rei em um combate justo com regras justas.Se vão me matar,pelo menos saibam disso quando Laxus assaltar essa cidade e conseguir a independência de Skyrim… - Suas palavras soavam como mil agulhas nos ouvidos de todos que estavam ali presentes. — …Não esqueçam que Erik Cobra foi morto hoje,lutando pelo seu país.Lutando pelo seu lar.

Mas a bretã não conseguia conter as lágrimas enquanto via Erik falar aquelas palavras na beira da morte que estava por vir.E o pior era a pequena criança que choramingava perguntando o porquê do homem estar sendo executado daquela forma.Uma criança pobre e inocente,pobre menina…

— Matem-no. - Proferiu Gajeel,frio e direto.Começou a descer as escadas

— Para o bloco, prisioneiro.Com calma. - Um guarda o advertiu.

— Os Deuses também odeiam os mortais que não cumprem com as promessas,general. - Erik disse.

Gajeel parou por um instante no último degrau.

— Eu não lhe fiz nenhuma promessa,elfo da floresta.

— Um homem que dá a sentença é aquele que deve empunhar a espada.A partir do momento que me condenou prometeu isso aos deuses,general. - A audácia e astúcia de Erik era Implacável mesmo na sua morte. — Não vai descumprir uma promessa, irá, Gajeel?

Gajeel hesitou por um instante, já tinha a resposta preparada para o elfo da floresta.Mas aqueles olhares,aqueles olhares acusatórios,aqueles olhares que esperavam por alguma ação.Quando se deu por si estava suando.Aqueles olhares que antes estavam sobre o elfo agora caiam sobre si como mil facas contra seu corpo.Foi então que percebeu que os papéis de herói e criminoso trocaram de lugar como em um estalar de dedos.E ao contrário de Erik,o imperial não tinha a coragem espetacular e audácia para suporta-los sem nem mesmo piscar.Foi então que olhou para trás,para aquele que chamavam de Cobra e viu um esboço de sorriso em seus lábios e percebeu que aquele homem, mesmo com as mãos amarradas e com uma vestimenta de prisioneiro,era muito mais poderoso que o general de armadura de platina.

O suor começou a escorrer de seu pescoço mais,havia algo,algo naquele elfo que o fazia ter tanto medo! Mas o que?! O que diabos poderia ser?! E aqueles olhares,aqueles malditos olhares de repugnância sobre si.Os olhos do general se encontraram com o do prisioneiro,encarando aqueles olhos afiados como o de uma cobra,aquela cicatriz,aquela expressão implacável.

Gajeel forçou o próprio corpo a se mexer, subindo um degrau de cada vez até o palco.Mas cada passo era uma batalha,cada degrau era uma Guerra,e cada vez que olhava para os olhos daquela cobra era uma derrota.Quando chegou perto do bloco, estendeu a mão pedindo a espada ao carrasco,seu braço tremendo como se a armadura pesasse toneladas.O carrasco lhe fez o que foi pedido.

Sim.Agora eu irei mata-lo.Ele está apenas blefando,ele está morrendo de medo.Agora que tenho a espada em mãos ele deve estar louco,sua sanidade está...

Quando se virou para olhar o homem a quem deveria executar,percebeu que nunca esteve tão errado na vida.Aquele sorriso confiante e um tanto macabro,aqueles olhos Implacáveis.Aquela expressão…Gajeel se deu por si com a espada tremendo nas mãos.O que estava acontecendo com ele?! Já havia matado centenas de homens em guerras, executado mais dezenas,mas aquele…algo naquele monstro o fazia ficar paralisado,algo nele era diferente.

E com apenas uma frase,o prisioneiro fez o general derrubar a sua espada no chão como uma criança com medo:

— O que está fazendo? Não deveríamos deixar os deuses a minha espera,general Redfox.

Quando chegou na estalagem do lobo caçador,Lyra passou tanto tempo refletindo sobre aquela cena quanto pôde.De certo,jamais se esqueceria de quando a cobra com a língua e olhos afiados derrotou o lobo de presas e garras enormes.Perante Erik Cobra,o general que lhe parecia feroz,se tornou um filhote de lobo acanhado e com medo da víbora peçonhenta.

Quando o clima de tensão da execução tinha se acabado,Lyra voltou a observar a cidade com belos olhos violetas.As ruas eram asfaltadas com as mais belas das pedras que já havia visto em uma cidade,rochas brancas como a neve que faziam um barulho tão oco quando os cavalos trotavam sobre a mesma.Muito diferentes das ruas de rochas negras e cobertas de neve da cidade dos ursos,de Windhelm.Lá,se andasse com menos que dois grossos casacos de pele,iria sentir o frio penetrando até o fundo de seus ossos como os dedos da morte.Mas não em Solitude.O sol brilhava tão alto no céu que parecia reverenciar a cidade dos lobos com seus raios de luz quentes como o beijo materno de Mara,a deusa do amor.Por qualquer lugar que olhasse,Lyra conseguia ver o estandarte com o lobo de Solitude esvoaçando no ar balançando em seus tons de vermelho e negro.

Sem se falar do tamanho da cidade,se recebia o título de capital de Skyrim não era apenas por ser sede do reinado da província.As ruas eram tão largas que até mesmo cinco carroças poderiam passar uma ao lado da outra em algumas delas.Porém,Lyra não ficou tão confortável.Diferente de Whiterun,em Solitude não conseguia ver uma árvore sequer em suas ruas e estrados.O cheiro da floresta lhe fazia falta naquela cidade grande.

Decidiram passar o resto do dia naquela estalagem mesmo.Por Erza,poderiam descansar da viagem e então se encontrar com a "Rainha Hinata Hyuga" como ela costumava dizer.E Naruto,como sempre,a chamava de "falsa rainha" iniciando uma discussão sobre Imperiais e Stormcloaks dentro da taverna.

Lyra já estava farta daquilo,e quando viu o amigo bretão a chamar para explorar as cidade juntos não viu porque recusar o pedido

Juntos, exploraram lugares que nunca haviam visto na vida.O grande "Mercado da alcatéia" como era chamado era de um esplendor inigualável.Tão grande que daria uns três ou quatro de Whiterun juntos e com tantos mercadores de tantas raças diferentes que Lyra mal podia contar.Um Orc vendendo armaduras e espadas ali,uma elfa negra vendendo poções e ingredientes aqui,e mais três dúzias de barracas acolá.

Junto com o mago, experimentou comidas que sequer sabia que existia.Nozes do tamanho da cabeça de um homem de Edolas eram umas das mais extravagantes,mas também havia aquelas mais interessantes como as uvas vermelhas de Cyrodiil com um gosto tão doce que lhe parecia o melhor dos vinhos.

Encontraram com uma Alta elfa aspirante de maga em uma barraca que vendia anéis,muito curiosa com o bretão de cabelos rosas.Ao perceber que o jovem era um aprendiz de mago como ela,lhe pediu para conjurar um feitiço e ele fez o que lhe foi pedido.

Em alguns instantes,uma esfera lilás e negra do tamanho de uma pessoa se formou no chão perto da barraca e de lá,uma mulher surgiu.Ela era alta e esguia,seus cabelos eram vermelhos como os de Erza e nas pontas pareciam estar pegando fogo.Ela usava um sensual vestido vermelho que deixava espaço para as pernas longas e sensuais e o decote.

Impressionada,a mulher arregalou os olhos e fez sabe-se lá quantas perguntas sobre conjuração a Natsu.Metade das palavras estranhas que falavam fazia Lyra achar a língua dos dragões mais fácil.

Quando finalmente acabaram,a elementar de fogo desapareceu no ar em mim particulas de cinzas atraindo olhares dos mais curiosos do Mercado.

— Eu não sou tão bom assim.Viu? A Elemental de fogo some após um minuto exato de sua conjuração.Um amigo meu conseguia muito mais tempo que isso…

Um sorriso brotou nos lábios finos da Alta elfa.

— Tome. - Ela pegou um anel da pequena vitrine em entregou nas mãos do mago de fogo. — Este anel possuí um encantamento que permite ao utilizador conjurar elementares e familiares por mais tempo.Eu…- Era possível ver um brilho de vermelho nas bochechas pálidas da moça de grande estatura. — …eu quero que você fique com ele,por favor.

— Mas…eu não paguei nem nada…

— Por favor, é por ter me mostrado aquela elemental.Eu antes só havia visto eles em livros com pinturas. - A elfa insistiu.

— Natsu, aceite o que ela está oferecendo. - A outra elfa,dessa vez a arqueira,o encorajou.

— Sim! Eu gostei muito de ver sua Elemental! É um presente…

Natsu,mesmo que um tanto desajeitado,colocou o anel de ouro no dedo anelar direito.A pedra de rubi no seu centro pareceu brilhar quando ele a tocou com delicadeza e curiosidade.

— M-muito obrigado! Eu vou usá-lo bem.

— Eu tenho certeza que vai,Natsu! Aliás,qual o nome da sua Elemental? - Ela perguntou antes se afastar uma mecha de cabelo negro que caia sobre o rosto.

— O…nome dela? - Ele retrucou confuso.

— Você não deu um nome a ela?

— Não…eu deveria?

— Dizem que cada elemental é diferente de mago para mago.A sua parecia muito quieta e introvertida…mas meus pais já viram elementais extrovertidos,inteligentes e até mesmo sarcásticos.Por isso alguns de seus mestres lhe dão nomes.

— Um nome,hein? - O mago parou um pouco refletindo. — Pode ser interessante.Vou pensar nisso.

E Assim,os dois se despediram daquela simpática e gentil Alta elfa,mas então Natsu percebeu que estava se esquecendo de alguma coisa ao caminhar pelo mercado com Lyra.

Ele se virou de volta para a barraca da elfa e deu um grito:

— Ei! Eu esqueci de perguntar seu nome!

A elfa deu um sorriso caloroso antes de dizer:

— Diana.Meu nome é Diana.

— Obrigado mais uma vez,Diana! Espero que nos vejamos de novo!

Com um último aceno,o mago deu meia-volta e se pôs a caminhar novamente seguindo o seu caminho e a sua jornada que havia por vir ao lado da elfa conhecida como Nascida do dragão.

Diana sorriu mais uma vez para si mesma ao ver aquele dois caminhando um ao lado do outro,seus olhos negros como os cabelos pareceram brilhar quando ela disse:

— Agora entendo seu interesse nele,senhora Mara. - uma mecha de cabelo caiu sobre seus olhos balançando ao vento. — A Nascida do dragão está bem acompanhada,sim,ela está.

E como em um passe de mágica do mais experiente dos magos,a mulher desapareceu completamente em um piscar de olhos.

A mesa chacoalhou quando seu punho foi de encontro a madeira de carvalho entalhada.Algumas bandeiras vermelhas e azuis voaram do mapa sobre ela sendo atiradas no chão pela força do impacto como mil soldados caindo do campo de batalha.

A Alta elfa de vestido azul o fitou com olhos de um profundo verde escuro o imperial com a respiração ofegante.

— O que aquele Bastardo fez?! O que diabos aquele desgraçado fez?! Isso só pode ter sido magia sombria…aqueles olhos…aquela expressão.. merda!

Gajeel arrastou as mãos por toda a mesa jogando tudo que havia sobre a mesma pela sala de uma forma tão brutal quanto um elefante em armadura.Uma taça de vinho passou a pouco centímetros do rosto de Minerva antes de atingir a parede às suas costas e se espatifar em mil pedaços de vidro azul.

Mesmo assim,a elfa nem piscou os olhos enquanto fitava Gajeel de braços cruzados.

— Você a tinha nas mãos, Gajeel.Tinha a espada na mão e a ordem em seus lábios.Mas ainda assim,recuou perante um elfo da floresta com as mãos atadas. - Sua voz cortava mais que uma espada nos ouvidos no imperial. — O povo agora irá pensar que você é fraco,que nós somos fracos.O império não pode perder sua força na principal cidade de Skyrim,Gajeel.O que você fez não irá se transformar em boas notícias na província de Cyrodiil.

Gajeel Redfox ergueu a cabeça do chão com as longas cabeleiras negras molhadas pelo suor.Ele estava tão cansado de gritar de ira e raiva que respirou fundo.Um breve suspiro.Levou uma das mãos ao rosto em constrangimento.

— Eu sei muito bem disso, Minerva.Eu sei.

A elfa ainda o fitava.

— Sorte sua que a rainha não queria o assassinato do homem,a pobre criança não tem a mão de ferro que o pai tinha para governar.

— Não deveria falar assim de vossa rainha.

Minerva ergueu as negras sobrancelhas.

— Minha? Eu não sou de Skyrim, Gajeel.Eu estou apenas ao serviço da embaixada Thalmor aqui nessa província de gelo e fogo.Ela não é minha rainha mais do que o rei de Edolas ou o de Alta Rocha.

Gajeel soltou a mão do rosto deixando o pesado braço cair sem nenhuma resistência a não ser pela taça de vinho que tinha encontrado no chão,ainda com um pouco de vinho sobre o recipiente.

Ele a pegou se ajoelhando e deu um longo gole mais parecendo que estava tomando cerveja á um doce e sofisticado vinho.O líquido desceu pela sua garganta como fogo.

Ele a apontou para Minerva fazendo uma cara nada convidativa.

— Se está em Skyrim,então possuirá uma rainha que se senta em um trono de rubi.Estando apenas de viagem ou não.Pelos oito,já passou um ano neste lugar comigo e ainda não o admite?! Então deveria deixar esta maldita guerra como está e não se meter nos assuntos dos homens com seus elfos.Você deve estar morrendo de vontade de voltar para suas malditas ilhas ao sul de Tamriel,não é? Para aquelas escolas de magias arcanas cheias de Altos elfos com seus truques mágicos esquisitos!

Minerva não perdia a compostura e a classe em nenhum momento,nem no calor de uma batalha,mesmo que nunca tenha visitado um campo de guerra.E foi assim que respondeu ao general bêbado calmamente:

— Você está bêbado,General. - Ela o fitou de novo mas dessa vez com um certo olhar de nojo e repugnância. — Meus soldado Thalmor cuidarão da situação em que você nos fez de idiotas.Estão espalhando um boato que a rainha mudou de idéia e decidiu perdoar o prisioneiro.

Mesmo seu irmão Bastardo tendo tomado a decisão de executá-lo em primeiro lugar.Minerva segredou para si mesma.A Rainha Hyuga realmente não parecia querer a morte de Erik Cobra quando ele lhe foi trazido para julgamento,mas com um rápido sussurrar de seu irmão em seu ouvido a jovem rainha mudou de idéia e declarou a sentença.O que a entregou foi o pesar na voz Minerva observou.

Ela já ia saindo da sala de guerra quando se virou para o homem suado atrás de si.

— Vá tomar um banho,comer alguma coisa.Ou arranje uma prostituta qualquer nos bordéis da cidade.

E saiu,sem dizer mais nada ao general que a tinha desafiado minutos antes.O barulho dos passos sobre os saltos altos ecoava pelos corredores da fortaleza vermelha enquanto a elfa caminhava com uma leveza e delicadeza que deixariam até os mais belos cervos com inveja.

Uma criança com o destino do país nas mãos e um General covarde perante um prisioneiro. Ela refletiu. Intrigante terra de gelo e fogo.

Todo o castelo havia se transformado em uma mistura de vários cheiros e sabores.O aroma doce do vinho que lhe era servido,o cheiro ardente da gordura de javalis caindo sobre o fogo,frutas exóticas,legumes verdes,safras de trigo e até mesmo carnes de mamutes.Tudo isso fazia Hinata lembrar das mais antigas lembranças que possuía na memória.Ela lembrava-se de quando ficava na sua pequena cadeira ao lado de seu pai e de sua mãe,que os deuses tenha a ambos, enquanto apreciava as refeições.

Sempre via o pai cumprimentar senhores,vassalos e lordes mais importantes de cada casa do reino,mas nunca sabia como aquilo podia ser entediante e chato ao mesmo tempo.A cada minuto,um senhor se aproximava do trono de rubi e se ajoelhava em uma reverência e ela o tinha que cumprimentar como a rainha que era.De fato,seu vestido não lhe ajudava muito na tarefa.Era uma longa roupa da cor vermelha,mas não o vermelho vivo como as paredes e o trono,um vermelho cor de vinho quase tão escuro que ficava negro.Mas a sua longa saia tornava difícil a locomoção.Pelo menos tinha os ombros abertos para não ficar com tanto calor ali, principalmente com a quantidade de calor humano que das longas mesas ao redor do palácio eram espalhadas.Eram cerca de quatro mesas com dezenas de cadeiras e metros de comprimento que se esticavam desde o trono de rubi até a porta do palácio.De fato,não teria dado um banquete bem ali,na sala do trono,mas os senhores e senhoras e lordes e cavaleiros eram tantos que não caberiam no salão do palácio vermelho.

Ela pegou duas fatias de maçã da bandeja que o criado trazia e as mordeu revezando entre ambas as mãos.O irmão a olhou com olhos repressivos.

— O que está fazendo? Para de comer assim,deve se portar como uma rainha que é e não uma selvagem.

Ela o ignorou até comer as duas fatias de maçã.

— Você quer que os vassalos de nosso pai pensem que é uma rainha selvagem e sem classe?! Se comporte, Irmã.

— Se esquece que eles não são mais vassalos de nosso pai, irmão.São meus e me são tão leais quando foram a ele. - Hinata fitou uma mulher loira que comia na mesa do canto direito logo a frente de uma janela.Tsunade arrancava a carne da coxa de uma galinha com tanta brutalidade que parecia um animal com a presa entre os dentes.

Hinata sorriu ao ver aquilo.

— É assim que meu povo é,irmão.Um povo tão simples e humilde que até mesmo a grande senhora Tsunade Senju não tem cortesias mais que o necessário.Para ser uma boa rainha,eu serei como o meu povo.Serei humilde, simples e gentil.Eles não querem uma senhora como rainha.Eles querem alguém como eles.E é assim que eu sou.

Neji tentou retrucar as belas palavras de Hinata mas foi interrompido quando os guardas abriram as grandes portas do castelo.

Hinata não conseguia ver bem porque estava muito longe,mas era possível ver as quatro sombras se movendo em direção ao salão uma ao lado da outra.Sua dúvida só aumentou quando um arauto gritou:

— Senhora Erza Scarlet, Titãnia.Housecarl de Lyra Fastbow! E seus dois acompanhantes: Natsu Dragneel,Thane de Whiterun e Naruto Uzumaki,filho de Minato Namikaze,lider da guilda dos companheiros de Whiterun!

O nome da tal Lyra pareceu causar um certo murmúrio nas mesas quando foi pronunciado pelo arauto,talvez pela insegurança que ele o falou.Mas aquilo era o de menos,o que causou mais euforia foi quando os quatro passaram caminhando por entre o tapete vermelho em direção ao trono.Os murmúrios ficaram mais altos até quase se transformarem em gritos,pessoas olhavam para a garota com olhares de repugnância,olhares de ódio.Outros senhores apenas escondiam os rostos dos filhos nobres para não verem ela.Hinata não estava entendendo no princípio mas quando eles chegaram mais perto, pôde ver o porquê da agitação dos senhores.

Mesmo entre aquilo tudo,a ruiva que usava apenas uma calça vermelha com chamas amarelas falou:

— Vossa graça, é uma honra estar perante vossa altez-

Foi interrompida.

— Olhos violetas como os Elfos negros,pele e cabelos pálidos como os Alto elfos - A Garota rangeu os dentes perante as palavras de Neji. — E dentes afiados como facas dos Elfos da floresta. - Neji foi falando cada palavra em um tom de acusação perturbador que deixava Hinata um pouco intimidada.Ele olhava para a elfa com olhos repugnantes e praticamente cuspiu as seguintes palavras:

— Senhorita Scarlet,a rainha deseja saber porque trouxe uma aberração como uma sem raça com a sua guarda para o palácio vermelho.Isso é um grave insulto a vossa majestade,exijo que se explique imediatamente.

Hinata tentou abrir a boca para falar em defesa da de cabelos loiros mas foi interrompida quando Erza disse:

— A verdade é que eu não a trouxe,e ela não é parte da minha guarda dessa viagem. - Erza fitou o hyuga. — Nós que somos a guarda dela.

Como em uma sinfonia,os suspiros de surpresa de dezenas de lordes e senhoras se misturou no ar.

— Você é guarda dela?! Senhora Scarlet,sugiro que pare com suas brincadeiras e mande logo essa aberração de volta para onde veio ou então Jarl Hashirama irá saber disso.

Hinata conseguiu vislumbrar a imagem de um bretão de cabelos rosas avançando sobre Neji,mas a elfa sem raça o segurou pelo braço.

— Bem,você pode dizer a ele que ameaçou dois Thanes de seu reino. - Erza apontou para Lyra e Natsu. — Sua braço direito e o filho de Minato Namikaze.E pode nos mandar de volta para Whiterun sem saber o que porra Laxus Stormcloak está aprontando no oeste.

Em um instante,o salão inteiro ficou em um silêncio constrangedor,Hinata conseguia ver a cara de seu irmão ficando vermelha parte por raiva,parte por vergonha.Era a primeira vez que havia visto o irmão assim,sendo confrontado por alguém de nascimento mais baixo que ele.Naquele momento, Erza Scarlet era tão poderosa que poderia se sentar no trono de Rubi.

— Nenhuma resposta? - Ela Perguntou ironicamente. Apenas o silêncio foi ouvido. — Então dê o fora daqui pois a Nascida do dragão veio falar com a vossa graça e não com o cachorrinho dela.

Nascida do dragão? A curiosidade de Hinata despertou como uma chama.Mas,aquilo já era demais,até mesmo para Neji.Sua vergonha e raiva já tinham ultrapassado os limites que podia suportar e com apenas uma frase fez o coração de Hinata gelar:

— Guardas,matem essa aberração com orelhas pontudas e prendam os outros por desacato á rainha!

— Não! - Hinata gritou de seu trono de rubi por puro impulso temendo pelo pior.

Mas ela não ouviu o barulho de passos largos de soldados ou de lanças sendo levantadas em direção aos quatro viajantes.Não,o que ela tinha ouvido de Neji antes fez seu coração gelar,mas aquele som aterrorizante fez ela se congelar até a alma.

Todos pararam,apenas ouvindo aquilo.Um grito? Um rugido? Não saberia dizer a rainha,mas sabia que aquilo assustaria até mesmo a mais forte das alcatéia de lobos.O ar pareceu ficar mais frio,mais pesado.Em um instante a sua respiração começou a se transformar em vapor na frente de seu rosto.

O mundo então estava em silêncio de novo,sem nenhuma pessoa conseguir mexer um músculo sequer no grande salão.

Mas o silêncio aterrorizante foi quebrado quando o portão do palácio se abriu novamente deixando um homem desesperado entrar.Ele gritava em desespero,mas eram palavras tão desesperadas que não conseguia interpretar metade delas.Ele se ajoelhou perante o chão,chorando e gritando como se a morte estivesse atrás dele.E talvez estivesse,pois em meio segundo,uma onda de gelo atravessou a porta e transformou o homem de carne e osso em um estátua fria como a neve.Sua cabeça se quebrou e rolou pelo chão do tabete vermelho.

Mulheres começaram a gritar em pavor,homens com suas lanças não sabiam se iam para onde o homem estava enfrentar seja o que houvesse lá ou se fugiam.Muitos o fizeram, largando suas espadas e lanças no chão e correndo para as profundezas do palácio.

Quase todos fizeram isso…menos ela…menos aquela garota de cabelos loiros e olhos violetas chamada de sem raça e aberração.Ela correu,sem nem mesmo hesitar por um instante,mesmo tendo seu braço segurado pelo bretão de cabelos rosas tentando a impedir.Ela correu para os portões com o arco nas mãos.Sim,ela foi a única que fez algo,ela foi a única…

E ele estava lá…empoleirado em uma das casas da rua ao lado do palácio,com suas asas brancas cobertas por camadas e mais camadas de gelo puro.Ao seus pés,as estátuas e a pista de gelo que havia se formado onde antes havia uma rua calçada.

Ele a encarou,com os olhos brilhando em um azul marinho profundo como o oceano de gelo.Seus olhares se encontraram em uma forma ameaçadora,ele abriu a boca para sua rajada de frio mortal,ela não queria se esconder,não queria usar seu arco.Ela fez o mesmo,apenas confiando no poder de sua voz.

E então,se lembrou das palavras da amiga de cabelos ruivos:

"Solitude é uma fortaleza suspensa no ar, impossível de ser tomada por nada nem ninguém" mas claramente,a guerreira havia se esquecido de uma criatura que antes estava apenas nos contos de fadas das crianças e que agora estava diante dos olhos violetas da elfa sem raça.

O duelo entre dragões,o duelo de vozes começou a ser travado bem ali,na cidade dos lobos que era dita ser impossível de ser tomada.Naquele momento...nenhum uivo de lobo foi ouvido perante o gelo implacável.


Notas Finais


Aqui vão algumas imagens como sempre para ilustrar melhor para vocês:

Bandeira de Solitude:
http://pinterest.com/pin/836332593277102157/?source_app=android

Solitude vista ao longe:
https://pinterest.com/pin/836332593277449741/?source_app=android


É,eu sei que acabou na melhor parte! Mas o que acham de interagirmos um pouco sobre a fic para deixá-la mais interessante para vocês como leitores? Então eu bolei algumas perguntas para vocês responderem e refletirem um pouco.
Algumas delas podem dizer um pouco sobre sua personalidade.

O que acha da guerra civil? Você está do lado dos Imperiais da cidade dos lobos com sua rainha no trono de rubi ou está do lado dos Stormcloaks da cidade dos ursos com seu rei no trono de mármore frio?

O que acham dos Barbas Cinzentas? E da ordem extinta dos Blades?

Quem acham que pode ter roubado o chifre da tumba de Hagoromo Ōtsutsuki? Ainda continua um mistério...

E a irmandade negra,hein? Não se esqueçam do contrato que Natsu "aceitou" de assassinato.Acham que ele vai o fazer com Lyra?


E dos sonhos com o dragão Negro de olhos vermelhos de Lyra? Porquê será que ela tem tantos pesadelos com essa coisa?

E o mais importante: O que estão achando da história até aqui? Alguma teoria?

E é isso,meus leitores! Até a próxima ;)


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