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História Malditos olhos cinzas - Imagine Draco Malfoy (Harry Potter) - Capítulo 1


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Notas do Autor


finalmente terminei de escrever essa joça, enfim, boa leitura a todos :D

Capítulo 1 - Sangue-ruim


_(S/N)? Honestamente, saia desta cama, já é a segunda vez que eu lhe chamo, você sabe o que acontece quando eu perco a paciência.

_Estou indo, Daphne. – Bufou enquanto se sentava lentamente sobre sua cama, sonolenta.

Há alguns meses atrás, um homem barbudo e grande, cujo se dizia mensageiro especial de Hogwarts, uma escola que lecionava bruxaria e magia, veio até sua casa noticiar que ela tinha sido aceita. “Isso não faz sentido. Eu não fiz nenhum teste para entrar em escola alguma, aliás, estas coisas de fantasia só existem em filmes!” Alegava (S/N) teimosa, certa de que era uma brincadeira de mau gosto, até Rúbeo Hagrid a provar o contrário o que ela pensava, ele conseguiu a lembrando de todas as vezes que ela tinha feito algo sem lógica acontecer, quando estava assustada ou aborrecida. Uma vez, quando ela tinha sete anos de idade e estava na escola, fez uma bola de basquete acertar a cabeça de uma menina da sua classe que havia irritado ela, enquanto elas faziam educação física, a menininha ficou em coma por cinco dias, e detalhe, (S/N) nem havia encostado um dedo naquela bola, portanto não aconteceu nada demais com ela por falta de provas contra ela, este havia sido o primeiro sinal de que ela não era normal, ou melhor dizendo, que ela não era uma trouxa, mesmo seus pais sendo.

(S/N) tinha 11 anos de idade, com 6, ela e sua família, de origem brasileira, tiveram que se mudar para Londres, em Reino Unido em busca de um futuro profissional melhor. E como se não bastasse a tristeza acumulada por ter se despedido de seus amigos, no início, foi bem difícil para a menina acostumar-se com a mudança, porque, definitivamente, aquilo não era que nem seu país de nascença, desde as pessoas, linguagem, construções, clima até os costumes, algumas vezes ela implorava aos seus pais para voltarem ao Brasil, pois ainda era muito nova para entender que aquilo era o melhor para ela.

De início isto não fazia sentido para (S/N), pois, como ela, tendo pais trouxas poderia ser uma bruxa? “Hoje em dia o que não falta são mestiços e nascidos trouxas, pequena (S/N)” Afirmou Hagrid, antes de dar uma breve e longa explicação sobre o mundo bruxo, desde coisas que a menininha nem sabia se precisava saber, como a queda de Lord Valdemort em 1981, ou Você-sabe-quem, como era recomendado chamar, o homem disse que normalmente os bruxos não costumavam citar seu nome, e do menino que sobreviveu, Harry Potter. Talvez Hagrid só precisava certificar-se de que (S/N) estaria bem informada quando fosse transferida para Hogwarts, e ele fez um bom trabalho, a menina estava pronta.

Assim que soube tudo o que era necessário sobre o mundo dos bruxos, a perspectiva de (S/N) mudou completamente, ao contrário de sua incredulidade inicial, ela ficara super animada com tudo isso, pois no meio de trouxas, ou pessoas não-mágicas, naquela cidade sem graça, ela era uma bruxa! Não poderia querer algo melhor. (S/N) era uma criança ambiciosa, desde sempre, possuía uma grande sede em ser grandiosa em sua vida, portanto que não prejudicasse as pessoas que ela mais amava. Ela tinha um estranho desejo de crescer numa coisa “anormal”, em outras palavras, crescer naquilo em que os outros a sua volta diziam ser impossível para alguém como ela, bem, comentários como este serviam de motivação para a garotinha, porém, em hipótese alguma imaginou que teria a oportunidade de tornar-se grandiosa no mundo bruxo, o que a despertava uma onda de ansiedade para começar seus estudos em Hogwarts, sua mãe permanecia neutra com tal informação, ela apoiava sua filha e só queria que fosse feliz, já seu pai, por sua vez, permanecia um tanto receoso e preocupado com a garotinha, porque, em sua visão, uma vez que (S/N) permaneceria longe de sua visão, correria perigo, demorou alguns dias para ele deixar sua alto-proteção de lado, e apoiar a sua filha no que ela realmente seria feliz fazendo.

Agora, lá estava (S/N), tendo seu primeiro ano em Hogwarts, e com dificuldade para levantar-se de sua cama, enquanto em seu campo de visão tinha uma Daphne Greengrass de braços cruzados e cenho franzido.

_Ok, irei me levantar logo antes que você use algum feitiço em mim. – Disse (S/N) indo se arrumar, enquanto a loirinha sorria vitoriosa.

Daphne Greengrass era sua melhor amiga e colega de quarto desde que tinha vindo estudar lá, ela sempre estava ao seu lado, as duas eram como carne e unha, bem, (S/N) também tinha Pansy Parkinson ao seu lado, mas a amizade das duas não era tão intensa quanto a sua com Daphne, na verdade, só viraram amigas por dividirem o mesmo quarto, Pansy era uma pessoa exclusivamente fechada com (S/N), que não sabia o motivo dela ser assim, sendo que mantinham uma amizade, e para ela, amigos não se tratam desta maneira.

_A Pansy acordou mais cedo? – Indagou (S/N) enquanto penteava seu cabelo se olhando no espelho da penteadeira de carvalho do quarto.

_Talvez – Daphne se levantou da cama encostando-se na cabeceira, esperando (S/N) – Não sei por que você ainda se importa com ela, eu sei que vocês duas são “amigas” – Fez aspas com os dedos – Mas eu tenho a impressão de que ela só te atura e é falsa com você, por mais que ela diga que não.

_Espere – Olhou para Daphne – Você interrogou a coitada?

_Não me olhe assim, de coitada ela não tem nada. – Deu de ombros – Você sabe muito bem que meu sexto sentido está sempre certo, e sexto sentido é uma voz que vem do coração, e meu coração está me dizendo que ela não é uma boa pessoa para você.

_Ou talvez você só esteja paranoica. – Respondeu (S/N) colocando a escova sobre a mesa e se levantando, já arrumada.

_Paranoica é o caramba! – A loirinha estrilou, cruzando os braços. – Mas respondendo sua pergunta inicial, acho que a víbora acordou sim mais cedo para ir tomar café, coisa que já deveríamos ter feito porque estou morrendo de fome, vamos logo.

_Quando é que você não está com fome? – Riu.

As duas saíram do dormitório da Sonserina e foram até o Grande Salão para comer.

Subitamente, (S/N) parou.

Ela avistou um loirinho, pelo qual tinha uma queda, ou melhor, penhasco desde que chegou a Hogwarts, o sangue que corria em suas veias começou a esquentar e seu coração estava para sair de sua boca de tão rápido que batia.

_Pare de babar, (S/N). – Repreendeu Daphne rindo.

_Cale a boca, Daphne – Respondeu a garota revirando os olhos, suas bochechas ganharam um tom ruborizado ao perceber o quão boba ficava ao olhar para Draco Malfoy, mas logo sumiu ao perceber que ninguém havia notado, exceto a loirinha, o que não tinha problema, afinal, Daphne era sua melhor amiga e já tentara quebrar seu galho algumas vezes em relação a isso, nenhuma das tentativas deram muito certo. Mas o que vale é a intenção, pensava (S/N).

_Eu só apoio ver vocês dois juntos porque quero ver minha amiga feliz, não gosto muito daquele mimadinho preconceituoso sem noção. Mas, quem sou eu para julgar certas atitudes? – Acrescentou depois de ter jorrado seu típico veneno sonserino. – Mas por que justo o Malfoy? Sinceramente, eu realmente não sei o que você viu nele.

_Nem eu. – Respondeu simples, sentando-se na mesa junto com a amiga para finalmente comer.

Na verdade, (S/N) sabia muito bem o que tinha visto em Malfoy. Não era apenas sua quedinha por loiros, não. Por mais que ela tivesse um bom coração, no fundo, a mesma sempre achava alguns vilões mais interessantes que os heróis, eles sempre tinham mais paixão e ambição que os mocinhos, os tornando mais interessantes, isso foi, de certa forma um fator que só nutriu seu sentimento. Draco era visto como um vilão naquela escola, mas para ela, ele era apenas incompreendido, ah... Ela sonhava em ter aquelas duas íris acinzentadas e pupilas dilatadas direcionadas para ela, somente para ela.

_Você não tem o menor direito de me julgar. – Disse (S/N) depois de um tempo, colocando mais bacon em seu prato.

_Por quê? – Perguntou ironicamente num tom sugestivo também, antes de dar uma mordida em sua torrada.

_Porque eu sei que você gosta de um integrante da ganguezinha do Draco, se eu não me engano seu nome é Blasio Zabini, não é?

Daphne engasgou.

_Fale baixo! – Disse a loirinha corada, com medo de alguém ter ouvido. (S/N) começou a rir da reação de sua amiga. – O meu caso é diferente, pois nunca vi Blasio demonstrar tanta escrotidão quanto Malfoy já mostrou, e outra, não é por que ele é amigo do Draco que necessariamente seja igual a ele. – Justificou a Greengrass fazendo um biquinho, (S/N) achou aquilo fofo.

_Tanto faz. – Respondeu se levantando. – A única coisa que nós duas concordamos é que temos o dedo podre.

_Verdade – Daphne riu fraco.

_Agora vamos, hoje a gente faz aula de poções juntas.

A loira assentiu e as duas foram para sua classe.

O dia havia se passado normalmente em Hogwarts, pelo menos até a noite, (S/N) jamais poderia imaginar que aquele seria seu pior momento em Hogwarts, particularmente só dela.

Neste exato momento, (S/N) e Daphne conversavam sobre coisas aleatórias enquanto caminhavam até as masmorras da sonserina, voltando de mais um dia cansativo para elas.

_Para uma grifinoriana até que ela é muito legal. – Disse Daphne.

_Como assim “até que para uma grifinoriana”? – Respondeu (S/N), num tom de voz que de certa forma denunciava sua indignação com o suposto preconceito de sua amiga.

_Ah você sabe, e uma vez concordou comigo, a maioria das pessoas que já conhecemos daquela casa parecem ter apenas dois neurônios. Ainda questiono a decisão de Godric Gryffindor de ter posto o dormitório dos grifinórios numa torre, numa torre! Imagina só a situação, só não tem um acidente por dia porque algumas janelas ficam trancadas. Hermione Granger é a única pessoa da Grifinória que eu já conheci que é extremamente inteligente. – Justificou a loira.

_Talvez por que não conhecemos as pessoas certas, cada casa tem o seu valor e não devem ser resumidas em estereótipos idiotas. – Disse (S/N) séria.

_Faz sentido. – Respondeu abrindo a porta do dormitório, acendendo a luz.

(S/N) se direcionou até sua escrivaninha de madeira de pinheiro, existiam mais outras duas no quarto para Pansy e Daphne. Ela sentou-se numa cadeira e abriu a sua gaveta e tirou seu diário de lá. Quando mais nova, seus pais lhe presentearam com um diário, a fim de acelerar seu aprendizado em ler e escrever, desde então, ela escrevia nele todos os dias, contando desde seu cotidiano até seus sentimentos. Ela ia fazer isso agora tranquilamente, até que ao abrir o livro, perceber que alguém havia rasgado uma página.

Justamente a página em que ela havia escrito seus sentimentos por Draco.

A alma de (S/N) gelou.

_Daphne.

_Diga? – Respondeu a loira enquanto calmamente fazia seu dever, nem prestando atenção no tom de desespero na voz da amiga.

_DAPHNE.

_o que foi?! – Parou o que estava fazendo e olhou a garota, finalmente notando o estado de sua colega de quarto.

Irritada e desesperada, (S/N) caminhou até Daphne com passos pesados e apressados, com seu diário.

_VOCÊ FEZ ISSO?

_O QUE?

_ISSO – Mostrou o diário com uma página arrancada.

_NÃO.

_PROVE-ME.

_EU ESTIVE COM VOCÊ O DIA TODO.

_NÃO FAZEMOS TODAS AS AULAS JUNTAS.

_E VOCÊ SABE MUITO BEM QUE EU NÃO MATO AULA, E AS PESSOAS QUE FAZEM AULA COMIGO ESTÃO DE PROVA QUE EU ESTIVE PRESENTE EM TODAS ELAS. E EU NUNCA FARIA ISSO CONTIGO.

_ENTÃO... – Parou subitamente, seu rosto se abrandou enquanto ela ligava os pontos. Ela guardou o diário e olhou para sua amiga.

Daphne parecia ter raciocinado também, as duas arregalaram os olhos e saíram do quarto num lampejo, descendo as escadas correndo indo até a sala comunal da sonserina.

Assim que as duas chegaram lá, (S/N) gelou.

Pois lá estavam quase todos os alunos sonserinos, soltando risos debochados em volta de Malfoy, que olhava com desprezo para uma folha em sua mão, Pansy estava ao seu lado, sorrindo maléfica.

_Olha lá, Draco. – Chamou Pansy ao avistar (S/N), que se mantinha paralisada e suava frio. Quando Malfoy olhou para a garota, a atenção do público também foi para ela. A menina poderia desmaiar ali mesmo.

Este era o motivo o qual Pansy parecia não gostar de (S/N).

Ela odiava o fato de que a garota tivesse algum sentimento pelo loirinho.

_Ora, ora... – Draco caminhou até (S/N).

Ele ergueu o papel para que todos, que aparentemente já tinham lido verem. Mas mesmo assim fez questão d ler tudo em voz alta.

Quando terminou, ele amassou o papel enquanto ecoavam risadinhas atrás dele, (S/N) já estava ficando tonta.

Ela sentiu seu coração ser amassado juntamente ao papel, os olhos fulminantes de Malfoy percorriam por todo seu corpo, (S/N) sentiu um nó se formar em sua garganta.

_Você é uma idiota mesmo... Qual o seu nome mesmo? – Fez uma pausa, em puro deboche. – Ah... (S/N). – Riu sem humor – Você é uma idiota mesmo, (S/N), acha mesmo que uma sangue-ruim como você teria chance com um sangue puro como eu? Só num universo paralelo para isso acontecer, nascidos trouxas são uma vergonha para o mundo bruxo, principalmente um tão iludido como você!

As pernas da garota se tornaram gelatinas, a vontade de chorar só aumentava, mas ela não faria isso na frente de todos, então, sem pensar duas vezes, ela correu até seu dormitório, com cada palavra do Malfoy gravada.

Daphne permanecia vermelha de ódio, a mesma foi de encontro á Pansy marchando.

_Sua vaca asquerosa! – Antes que Pansy pudesse se virar para Daphne a mesma lançou um feitiço de coma-lesmas contra ela, logo em seguida foi até Malfoy.

_E você... – O pegou pela gola da túnica o trazendo para mais perto de si, os dois eram da mesma altura. – Você pode até se gabar por ser rico e sangue puro, mas a verdade é que você não passa de um mimadinho nojento de merda, deste jeito você não irá chegar á lugar nenhum. Sinceramente, você é o sangue puro mais desprezível que eu já conheci. Babaca. – Terminou de falar, cuspindo as palavras em sua cara, o rosto de Draco se contorcia de raiva, ela o soltou e virou-se para ir embora.

Mas se virou novamente.

_Espera... – Foi até ele e transferiu um soco em seu rosto. – Isso foi pela minha amiga.

Finalmente saiu e foi atrás de (S/N), deixando para trás um Draco possesso sendo segurado por Crabbe e Goyle e Pansy vomitando lesmas, tendo Blasio ao seu lado tentando fazer um contra-feitiço falho.

 

 

 

 



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