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História Malditos olhos cinzas - Imagine Draco Malfoy (Harry Potter) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Despedida


Depois daquele dia, (S/N) reiteradamente faltava suas aulas, ela estava muito abalada para ir dar as caras. A mesma já tinha uma notável insegurança (“Deve ser só coisa da puberdade, afinal, sou uma pré-adolescente”, Justificava ela tentando ao máximo esquecer tudo aquilo), as palavras duras de Draco só pioraram tudo, afinal, veio de uma pessoa que ela tinha admiração. Quando ela passava alguns dias sem comparecer as aulas, Daphne e Hermione, que ficou sabendo da história e criou uma compaixão, pois ela também tinha pais trouxas. Suas amigas a visitavam e traziam comida a consolando um pouco, e quando (S/N) dava as caras, os professores perguntavam o motivo de sua ausência nas aulas anteriores, ela dizia que estava meio doente e tentava ao máximo se levantar, eles acreditavam, levando em consideração seu ânimo.

Agora, ela estava deitada olhando para a janela. O sol que havia nascido radiante naquele dia e refletia um brilho cintilante pelas águas de Hogwarts, trazendo a (S/N) uma sensação boa de calmaria.

Até que ela viu uma ave se aproximar da janela.

(S/N) se levantou da cama estreitando os olhos para ver melhor, pois certamente a ave estava voando diretamente para a janela de seu dormitório.

A garota reconheceu o animal que voava em sua direção e rapidamente abriu a janela para evitar acidentes. A coruja possuía penas brancas, alguns detalhes marrons e olhos escuros. O animalzinho pousou no parapeito de pedra da janela, com uma carta no bico.

_Floquito! – Exclamou a garotinha sorrindo fraco realizando um breve carinho na coruja, fazendo o bichinho fechar os olhos e soltar o papel que havia em seu bico.

(S/N) soltou o animal e ele foi embora, a mesma pegou e carta a abrindo.

 

“Cara (S/N),

Infelizmente, surgiram algumas emergências em nossa área profissional, e amanhã teremos que voltar para o Brasil e morar em algum tempo lá, e antes que se pergunte, já ajeitamos tudo, desde ao aviso e pedido de autorização aos diretores de Hogwarts, Severo Snape e Alvo Dumbledore, até a carta de transferência. Enquanto estiver no Brasil, continuará seus estudos no segundo e terceiro  ano na escola de magia e bruxaria Castelobruxo, isso não é um adeus, ficaremos lá por apenas dois anos, quando voltarmos para Londres, terminará seu ano letivo aí mesmo em Hogwarts na mesma casa em que você foi selecionada. Arrume suas coisas, amanhã de tarde estaremos lhe esperando.

Encarecidamente, seus pais.”

 

(S/N) estava em choque.

Subitamente, a porta foi aberta por Hermione e Daphne, a garota se virou para as duas.

_Boa tarde, (S/N) – A Granger sorriu fraco. – Você está melhor?

_Estou sim, Mione. – Respondeu ainda com os olhos fixos na carta.

_Floquito veio aqui hoje? Nas sextas-feiras algumas corujas não entregam correspondência, é algo sério, (S/N)? – Disse Daphne, com um ar curioso preocupado.

(S/N) inclinou seu olhar para as loiras, meio desanimada e lhe entregou a carta, suas duas amigas começaram a ler.

Aquilo era meio triste para a garota, pois teria que se despedir de Hogwarts e dos amigos que ela tinha feito ao longo do ano, principalmente de Daphne e Hermione, que a ajudaram quando ela precisou, mas pelo lado bom, mataria a saudade de seu Brasil, e com certeza, nesta nova escola, iria se enturmar mais facilmente, e também ficaria longe de Draco Malfoy.

Draco Malfoy.

Pensar no loirinho ainda a afetava.

Mas tentaria esquecer ele a todo custo, e essa mudança ajudaria muito.

Assim que Daphne terminou de ler, seus olhos começaram a ficar marejados. Hermione parecia muito desanimada, mas não tanto quanto Daphne.

Era raro ver a Greengrass abaixar a guarda, ou demonstrar fraqueza.

Mas lá estava ela, deixando que suas lágrimas salgadas fluíssem sob suas bochechas.

Em silêncio, a loirinha foi até sua amiga a abraçando forte, depois de algum tempo, (S/N) retribuía o abraço na mesma intensidade.

Naquele momento, não era necessário o uso de palavras para descrever o quanto o afeto que elas compartilhavam entre si era intenso. Depois de um tempo, Hermione se juntou ao abraço, tanto ela quanto Daphne iriam sentir falta dela.

_Gente... Não é um adeus, não precisa disso. – Pronunciou (S/N) depois de um tempinho com a voz falha por conta do nó em sua garganta, ainda abraçando elas.

Finalmente as três garotas separaram-se, se entreolhando.

_(S/N), já que você vai embora e volta daqui a dois anos, poderíamos aproveitar a tarde inteira? – Disse Hermione.

_O que? Mas e as aulas?

_Foram suspensas. – Daphne soltou uma risadinha nasal, lembrando-se do motivo. – Durante a aula de defesa contra as artes das trevas, Simas sem querer colocou fogo na sala, tentando usar um feitiço, bem, e o professor Quirrel tentando amenizar a situação só piorou ainda mais.

Hermione riu lembrando-se da cena, (S/N) riu junto.

_Snape o transformaria numa lesma se pudesse – Disse (S/N).

_Seria o melhor a se fazer.

_Não seja cruel, Daphne! – Respondeu Hermione.

_Tanto faz – Deu de ombros. – Vamos (S/N), não temos a tarde toda.

>>> 

_Meu Deus... Eu estou exausta – (S/N) se jogou em sua cama, o final do dia havia chegado.

_Eu disse que aproveitaríamos a tarde inteira, eu não sinto mais os meus pés. Nós andamos por todo Hogsmeade! – Proferiu Daphne se deitando em sua cama.

_(S/N)... Você está melhor? – Perguntou Hermione, sentando-se na cama de (S/N).

_Melhor impossível, Mione. – Respondeu a garota se sentando também, encarando a loira ao seu lado. Por um instante, a Granger olhou para um canto vazio do quarto.

_Gente, por que aqui só tem duas camas? Na maioria das vezes 3 a 5 pessoa dividem um mesmo quarto. – Indagou Hermione.

_Porque depois que a Pansy proporcionou uma humilhação lendária para (S/N), eu fiz a Parkinson convencer Severo Snape a trocar de quarto, com auxílio, é claro. E depois que fiz Pansy vomitar lesmas durante quatro dias, ela não seria doida de ficar no mesmo lugar que eu. – Proferiu Daphne

_Espere, você fez um feitiço coma-lesmas nela?! – Perguntou (S/N) boquiaberta.

_Sim. – Respondeu simples.

_Você não sabia? – Disse a Granger, num tom de voz meio estarrecido.

_Não!

_É que a escola toda já sabe, Millicent Bulstrode fez questão de espalhar como vingança, a Pansy pregou uma peça nela um dia na frente de todos que estavam no Grande Salão, Ela roubou um pózinho alaranjado do depósito do Snape que quando aplicado em algo comestível, quem come, faz com que seu rosto se encha de bolhas vermelhas...

_Espinhas? – (S/N) interrompeu Hermione.

_Não, aquelas bolhas eram impossíveis de estourar, era uma espécie de calo que já havia se transformado em pele, mesmo não parecendo. – Completou Daphne, segurando o riso enquanto se dava conta da situação. – Poisé, eu ajudei sim na humilhação pública da Pansy. Mas eu não te contei antes, vai que você brigava comigo. – A loirinha abrandou seu tom de voz na última parte, esperando que (S/N) desse uma lição de moral nela.

_Brigar com você? – Ela olhou meio estarrecida para a Grengrass. – O que você fez foi brilhante! – Começou a rir – Quando eu não estiver mais aqui façam todas as piadinhas possíveis, por favor. – (S/N) caiu no riso. Logo em seguida as duas loiras também.

_Bem, agora eu preciso voltar para meu dormitório, acho que a maioria dos grifinórios deve estar dormindo agora, e Percy Weasley chamaria a minha atenção se me visse perambulando nos corredores nestas horas. – Afirmou Hermione depois de um tempo, ao olhar para o relógio pendurado na parede de pedras. A loira se levantou indo até a porta. – Tchau. – Se despediu, dando um sorrisinho para as duas, antes de fechar a porta.

_Tchau. – Responderam as duas garotas em uníssono.

>>> 

(S/N) tentava abrir os olhos devagar, tentando se acostumar com a claridade que invadia o quarto, vinda do sol, que naquele dia tinha nascido radiante como nunca. Normalmente, (S/N) já teria reclamado que ninguém fechava as cortinas antes de dormir, mas não, ela apenas se sentou em sua cama, espreguiçando-se enquanto bocejava, a garota olhou para Daphne, que ainda estava dormindo serenamente. Milagrosamente, (S/N) acordou cedo sozinha.

A menina deu de ombros e foi ao banheiro fazer suas higienes e tomar um banho gelado para despertar, quando terminou, colocou seu uniforme e arrumou seu cabelo, ela olhou-se no espelho, serena.

“Te vejo depois, inferno”

Pensava ela, logo em seguida, sorriu.

_Você está parecendo aquela vilã brasileira que me falou.

(S/N) tomou um leve sustinho ao ouvir a voz de Daphne, logo se virou e dparou-se com a loirinha toda descabelada e com carinha de sono.

_Qual?

_Aquela loira que derrubou uma pessoa da escada.

_Nazaré Tedesco?

_Essa mesmo. – Confirmou a loira, bocejando. (S/N) deu uma risadinha, não sabendo se levaria tal comparação como forma negativa ou positiva, mas de qualquer forma, era engraçado.

_ Vou me arrumar, me espera. – Pediu Daphne, olhando para o relógio e se direcionando ao banheiro.

>>> 

O dia ocorreu normalmente em Hogwarts, e claro, que não faltaram algumas piadinhas feitas por outros sonserinos de sua idade pelo seu ocorrido com Draco. Ela não se importou muito, porque aquele era, de alguma forma, o último dia que assistiria alguma aula naquela escola, e faria questão de aproveitar cada segundo, pois sabia que sentiria falta daquilo, mesmo ás vezes achando estar no inferno (Na verdade, Horgwarts era maravilhoso, o que dificultava era só os alunos mesmo).

Já eram 3 da tarde, o horário em que seus pais a buscariam, (S/N) calmamente arrumava suas malas no dormitório, com ajuda de Daphne. As duas meninas caminhavam juntas até os portões da escola carregando as malas, tendo mais uma de suas conversas aleatórias.

Assim que chegaram, Daphne que estava rindo de algo que (S/N) falou, olhou para o gramado.

Os pais de (S/N) estavam esperando.

(S/N) parou de caminhar.

As meninas se entreolharam. O sol radiante que reluzia na pele de Daphne num tom alaranjado por conta do horário, e que dava um tom mais claro ao seu par de olhos azuis e realçava vermelho de seus lábios enaltecia ainda mais sua beleza, e para completar, ela sorria serena para (S/N), que também estava tão bonita quanto ela.

As duas se abraçaram como se fossem estrelas interligadas, aquele era o abraço mais intenso que as duas haviam dado. Pois só daqui a dois anos s veriam novamente. Nem precisava mais de palavras para descrever quanta saudade (S/N) faria para a loirinha, e que a amizade das duas não iria muda, independente da distância.

Finalmente elas se soltaram.

_Se você não me enviar correspondências eu te mato. – Ameaçou Daphne, num tom de voz doce.

_Faço das suas palavras as minhas. – Respondeu.

Logo depois de um tempo, (S/N) finalmente partiu.

E o loiro, cujo ainda não tinha saído de sua mente, assistiu tudo escondido, com um remorso contido.

 

 

 

 

 

 

 



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